Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 6.466 questões
— Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.
— Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.
Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.
— Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.
— Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.
— Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.
— Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.
Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.
— Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.
— Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.
O Texto serve de base para a questão.
Texto

Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml
O Texto serve de base para a questão.
Texto

Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml
1) As nuvens na parte superior do texto cumprem a função de reforçar a ideia, geralmente consensual, de que, pela leitura, "nos elevamos às alturas", ou seja, a leitura nos permite voar. 2) A sugestão dada no texto verbal, de o leitor ler livros clássicos, é representada nas imagens por livros grossos, pesados, como são todos os clássicos. 3) Toda a composição visual do texto, com imagens de livros empilhados, um garoto lendo sentado nas alturas e textos verbais curtinhos na lateral, confere harmonia ao texto como um todo e é mais um elemento pensado para atrair o potencial leitor. 4) A imagem dos livros empilhados com o jovem sentado sobre eles sugere que as obras impressas estão ultrapassadas e que a leitura por meio virtual é a 'nova onda‘ que deve ser seguida.
Estão CORRETAS:
O Texto serve de base para a questão.
Texto

Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml

Adélia Prado
"Estou consciente de que tudo o que sei não posso dizer, só sei pintando ou pronunciando, sílabas cegas de sentido. [...] Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu."

DE MÃOS DADAS







1) A expressão ―vida severina‖ institui um conceito metafórico que pode ser associado a uma vida plena, porque profundamente identificada com o ambiente físico do Nordeste.
2) Nos versos: ―Somos muitos Severinos/ iguais em tudo na vida/ iguais em tudo e na sina‖, opera-se uma metonímia em que o ―homem indivíduo‖, tomado como ―homem coletivo‖, perde sua singularidade, sua identidade.
3) A metáfora do ―sangue com pouca tinta‖ alude ao estado de desnutrição dos muitos severinos que passam privações.
4) A expressão ―abrandar estas pedras‖ pode ser interpretada como suavizar a luta cotidiana pela sobrevivência, em um meio físico bastante adverso.
Estão CORRETAS:


(@JosuePatriota, Instagram)
Observe o quadrinho e assinale a alternativa CORRETA:

(@leandro_assis_ilustra, Instagram)
As terras sentidas de África nos ais chorosos do antigo e do novo escravo no suor aviltante do batuque impuro de outros mares sentidas As terras sentidas de África na sensação infame do perfume estonteante da flor esmagada na floresta pela imoralidade do ferro e do fogo as terras sentidas
(NETO, Agostinho. [Trecho de] As terras sentidas. Poemas. Disponível em < https://www.uccla.pt/sites/default/files/colectania_poemas_ag_neto.pdf>
Sobre o trecho do poeta e herói nacional angolano Agostinho Neto é CORRETO afirmar:
Leia o fragmento abaixo e assinale a resposta CORRETA:
“Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
(ALVES, Castro.[Trecho de] O navio negreiro.
Disponível em <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv 000068.pdf>.)