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Questões de Vestibular Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.433 questões

Ano: 2018 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: UEMG Prova: INSTITUTO AOCP - 2018 - UEMG - Vestibular |
Q924511 Português

                                      Texto 2


                                   Trabalivre

                                                                                   (Tribalistas)


Um dia minha mãe me disse

Você já é grande, tem que trabalhar

Naquele instante aproveitei a chance

Vi que eu era livre para me virar

Fiz minha mala, comprei a passagem

O tempo passou depressa e eu aqui cheguei

Passei por tudo que é dificuldade

Me perdi pela cidade mas já me encontrei


Domingo boto meu pijama

Deito lá na cama para não cansar

Segunda-feira eu já tô de novo

Atolado de trabalho para entregar

Na terça não tem brincadeira

Quarta-feira tem serviço para terminar

Na quinta já tem hora extra

E na sexta o expediente termina no bar


Mas tenho o sábado inteiro pra mim mesmo

Fora do emprego

Pra me aprimorar


Sou easy, eu não entro em crise

Tenho tempo livre

Pra me trabalhar

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tribalistas/trabalivre/> . Acesso em: 10 nov. 2017.

Assinale a alternativa correta a respeito dos elementos linguísticos da música “Trabalivre”.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: UEMG Prova: INSTITUTO AOCP - 2018 - UEMG - Vestibular |
Q924509 Português

                                             Texto 1


                O poeta contemporâneo ainda tem com o que se espantar?

                                                                                                 (Audrey de Mattos)


Falar da poesia contemporânea, esta que está aí, sendo produzida neste exato instante, é pensar nas mudanças que, de Aristóteles aos vanguardistas do século XX, transformaram a forma conhecida por poesia em território do heterogêneo: grotesco e sublime, temas elevados e temas cotidianos, linguagem polida e palavreado chulo, tudo convive na poesia contemporânea, nem de longe pacificamente, pois que o estranhamento e o (des)entendimento que assomam à alma de quem lê dão conta de que a atual poesia não veio para repousar (nem deixar repousar) em margens plácidas.

[...]

Trata-se então de ouvir o inaudível e ver o invisível, conforme a fórmula clássica baudelairiana. A linguagem poética, até então mero instrumento de reprodução da realidade, “reclamará uma maior autonomia em relação à normatividade do mundo, reivindicando assim algo que parecia impossível: a capacidade de transfigurar o real e integrar-se ao mundo como elemento constitutivo deste” (Tereza Cabañas, in “A poética da inversão”).

[...]

Do poema enterrado ao poema digital, a poesia incorporará tantas e tão variadas formas de expressão que levarão Antonio Cicero a afirmar, em fins da primeira década do século XXI: “Não há mais vanguarda”. “Qualquer fetichismo residual em relação a qualquer forma convencional da poesia” foi eliminado e “a consequente relativização de todas as formas tradicionais de poesia” afeta todos os poetas pós-vanguarda.

[...]

Adaptado de <http://lounge.obviousmag.org/conversa_de_botequim/2014/09/poesia-no-seculo-xxi-rumos.html#ixzz4ybiYJXfM. Acesso em: 10 nov. 2017.

Para defender seu ponto de vista, o autor do Texto 1 usa determinadas estratégias de argumentação e composição textual. Assinale a alternativa que NÃO apresenta estratégias utilizadas.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924418 Português

CAPÍTULO CVI


... Ou, mais propriamente, capítulo em que o leitor, desorientado, não pode combinar as tristezas de Sofia com a anedota do cocheiro. E pergunta confuso: - Então a entrevista da Rua da Harmonia, Sofia, Carlos Maria, esse chocalho de rimas sonoras e delinquentes é tudo calúnia? Calúnia do leitor e do Rubião, não do pobre cocheiro que não proferiu nomes, não chegou sequer a contar uma anedota verdadeira. É o que terias visto, se lesses com pausa. Sim, desgraçado, adverte bem que era inverossímil que um homem, indo a uma aventura daquelas, fizesse parar o tílburi diante da casa pactuada. Seria pôr uma testemunha ao crime. Há entre o céu e a terra muitas mais ruas do que sonha a tua filosofia, – ruas transversais, onde o tílburi podia ficar esperando.

- Bem; PONTO E VÍRGULA? o cocheiro não soube compor. Mas que interesse tinha em inventar a anedota?

Conduzira Rubião a uma casa, onde o nosso amigo ficou quase duas horas, sem o despedir; viu-o sair, entrar no tílburi, descer logo e vir a pé, ordenando-lhe que o acompanhasse. Concluiu que era ótimo freguês; mas, ainda assim não se lembrou de inventar nada. Passou, porém, uma senhora com um menino, – a da Rua da Saúde – e Rubião quedou-se a olhar para ela com vistas de amor e melancolia. Aqui é que o cocheiro o teve por lascivo, além de pródigo, e encomendou-lhe as suas prendas. Se falou em Rua da Harmonia foi por sugestão do bairro donde vinham, e se disse que trouxera um moço da Rua dos Inválidos, é que naturalmente transportara de lá algum, na véspera, – talvez o próprio Carlos Maria, – ou porque lá morasse, ou porque lá tivesse a cocheira, – qualquer outra circunstância que lhe ajudou a invenção, como as reminiscências do dia servem de matéria aos sonhos da noite. Nem todos os cocheiros são imaginativos. Já é muito CONSERTAR? farrapos da realidade.

Resta só a coincidência de morar na Rua da Harmonia uma das costureiras do luto. Aqui, sim, parece um propósito do acaso. Mas a culpa é da costureira; não lhe faltaria casa mais para o centro da cidade, se quisesse deixar a agulha e o marido. Ao contrário disso, ama-os sobre todas as cousas deste mundo. Não era razão para que eu cortasse o episódio, ou interrompesse o livro.

ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 142.


Levando-se em consideração a obra Quincas Borba e o fragmento acima, o narrador revela

Alternativas
Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924417 Português
Sobre a obra de Mia Couto, Terra sonâmbula, depreende-se que esse texto
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924413 Português
Levando-se em consideração a leitura dos contos de Clarice Lispector e o conceito de EPIFANIA, isto é, o instante de revelação, a súbita percepção ou a transformação na consciência, assinale a alternativa que exemplifica um desses momentos.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924412 Português

Capítulo XLIV

Não vades crer que a dor aqui foi mais verdadeira que a cólera; foram iguais em si mesmas, os efeitos é que foram diversos. A cólera deu em nada; a humilhação debulhou-se em lágrimas legítimas. E contudo não faltaram a esta senhora ímpetos de estrangular Sofia, calcá-la aos pés, arrancar-lhe o coração aos pedaços, dizendo-lhe na cara os nomes crus que atribuía ao marido... Tudo imaginações! Crede-me: há tiranos de intenção. Quem sabe? Na alma desta senhora passou agora um tênue fio de Calígula...

ASSIS, Machado. Quincas Borba. São Paulo: Editora Globo, 1997. p. 53.


Levando-se em consideração a leitura de Quincas Borba e o capítulo, em que há referência a D. Tonica, identifica(m)-se, nesse capítulo,

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Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924411 Português

Em suas obras, Machado de Assis faz questionamentos de várias teorias de sua época, como a darwinista, a evolucionista e a positivista.


Além de críticas, em Quincas Borba, Machado faz uma caricatura do

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Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924410 Português

Texto I


Nada mais lindo que um açude sangrando [...]. Não há como não se arrupiar todinho diante de tal fenômeno. Levo essa ideia da chuva para onde for, só a chuva nos importa [...]. A chuva é meu gol, minha Copa do Mundo, Deus gozando a glória, meu amor.

SÁ, Xico. Chove no sertão e não tem nada mais bonito. El País, 24 fev. 2018.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2018.


Texto II


Oh! Deus,

Perdoe esse pobre coitado,

Que de joelhos rezou um bocado,

Pedindo pra chuva cair,

Cair sem parar.

GORDURINHA; NELINHO. Súplica cearense. In: O RAPPA. 7 vezes. Álbum, 2008.


Considere as seguintes afirmações.


I. Em ambos os textos, a palavra Deus é um elemento do predicado.

II. No texto I, a palavra Deus integra o predicativo do sujeito.

III. No texto II, a palavra Deus exerce a mesma função sintática que a expressão “meu amor”, presente no texto I.

IV. Em ambos os textos, a palavra Deus constitui um termo acessório da oração.


São corretas as afirmações apresentadas em

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Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924407 Português

Imagem associada para resolução da questão


O último quadro da tirinha apresenta um uso pronominal bastante comum na modalidade oral do português brasileiro, independentemente do grau de escolaridade, da região ou da classe social do falante.


Assinale a alternativa que apresenta o uso pronominal equivalente à modalidade escrita e cujo registro seja formal.

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Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924402 Português

Por que Raduan Nassar parou de escrever? Essa pergunta com ares novelescos continua um enigma inexplicado. Depois de se preparar por 20 anos, a consagração veio junto com a estréia no lançamento do romance "Lavoura Arcaica" (1975), seguido de outro êxito atordoante, a novela "Um Copo de Cólera" (1978). No auge de uma carreira recém-começada, as traduções de vento em popa, quando seus leitores antecipam proezas ainda maiores que estavam por vir, de repente o escritor paulista anunciou que passava a arar outras terras, trocava a literatura pela agricultura [...].

FRIAS FILHO, O. O silêncio de Raduan. Folha de S. Paulo, 10 out. 1996. Disponível em:<https://goo.gl/8Q8oyN> . Acesso em: 30 mar. 2018.


Na coluna publicada no jornal Folha de São Paulo em outubro de 1996, a informação sobre o abandono da literatura pelo escritor Raduan Nassar

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Ano: 2018 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2018 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924401 Português

Muitos paquistaneses acreditam que a mídia local e internacional promove a jovem ativista de forma exagerada e desnecessária. Partidos de direita afirmam que a "campanha" para promovê-la é a prova de que há um "lobby internacional" por trás de tudo isso. [...]


Os defensores da ganhadora do Nobel da Paz acusam os "odiadores de Malala" de campanha de difamação contra ela. Até que a mentalidade das pessoas mude, argumentam, a jovem não poderá viver em sua terra natal de forma permanente.

Disponível em:<https://goo.gl/abhkYN>. Acesso em: 30 mar. 2018.


No texto sobre o retorno de Malala Yousafzai ao Paquistão pela primeira vez desde que foi baleada pelo Talibã, o emprego das aspas em "odiadores de Malala" tem o efeito de

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-PE Órgão: IF-PE Prova: IF-PE - 2018 - IF-PE - Vestibular - Segundo Semestre |
Q912069 Português

Leia o TEXTO 6 para responder à questão.


TEXTO 6


FOI-SE A COPA?


Foi-se a Copa? Não faz mal.

Adeus chutes e sistemas.

A gente pode, afinal,

Cuidar de nossos problemas.


Faltou inflação de pontos?

Perdura a inflação de fato.

Deixaremos de ser tontos

se chutarmos no alvo exato.


O povo, noutro torneio,

havendo tenacidade,

ganhará, rijo, e de cheio,

A Copa da Liberdade.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, p. 1345.


O poema “Foi-se a Copa”, de Carlos Drummond de Andrade,

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Ano: 2018 Banca: IF-PE Órgão: IF-PE Prova: IF-PE - 2018 - IF-PE - Vestibular - Segundo Semestre |
Q912067 Português

Leia o TEXTO 4 para responder à questão.


TEXTO 4


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Disponível em: <https://www.barrazine.com.br/2012/03/futebol-sem-violencia-novo-modelo-administrativ/>. Acesso em: 5 maio 2018.
O TEXTO 4 faz parte de uma campanha contra a violência nos estádios de futebol. As principais estratégias utilizadas para conquistar a adesão do público alvo à campanha são
I. a relação entre a palavra “guerra” e a imagem central da bola/bomba. II. o uso da negação antes dos verbos no indicativo, como em “não deixe” e “não leve”. III.o emprego de verbos no imperativo, como “deixe” e “leve”. IV.a oposição entre dois campos semânticos: o do futebol e o da paz. V. a sinonímia entre arma e guerra, futebol e paz.
Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-PE Órgão: IF-PE Prova: IF-PE - 2018 - IF-PE - Vestibular - Segundo Semestre |
Q912066 Português

Leia o TEXTO 3 para responder a questão.


TEXTO 3


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SAMUCA – Diario de Pernambuco – 24 de maio de 2014. Disponível em: < http://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/2014/05/16/ilustrando-em-charges-o-pais-da-copa/commentpage-1/>. Acesso em: 5 maio 2018.
O TEXTO 3 é uma charge que foi publicada no dia 24 de maio de 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil, e faz referência ao dia em que a taça da competição começou a ser exibida em Pernambuco. Ela foi levada a várias cidades do país e muitos torcedores foram vê-la de perto. Sabendo disso, conclui-se que, nessa charge, há uma
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Ano: 2018 Banca: IF-PE Órgão: IF-PE Prova: IF-PE - 2018 - IF-PE - Vestibular - Segundo Semestre |
Q912063 Português

Leia o TEXTO 2 para responder a questão.


TEXTO 2 


FUTEBOL DE RUA



(1) Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:
(2) DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de se usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo.

(3) DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

(4) DA FORMAÇÃO DOS TIMES – O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o gol. De óculos é meia-armador, para evitar os choques.

(5) DO JUIZ – Não tem juiz.

(6) DAS INTERRUPÇÕES – No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

(7) a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la, mande o seu irmão menor.

(8) b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

(9) c) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é gol.

(10) DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando!

(11) DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o futebol de verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Futebol de rua. Disponível em: < http://contobrasileiro.com.br/futebol-de-ruacronica-de-luis-fernando-verissimo/>. Acesso em: 05 maio 2018 (adaptado).

O efeito de humor, no TEXTO 2, decorre, principalmente,
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-PE Órgão: IF-PE Prova: IF-PE - 2018 - IF-PE - Vestibular - Segundo Semestre |
Q912060 Português

Leia o TEXTO 1 para responder a questão.


A COPA DO MUNDO NA RÚSSIA PODE SER A ÚLTIMA TENTATIVA DE UNIÃO NACIONAL


(1) Mais do que a principal competição do maior esporte no planeta, a Copa do Mundo deve ser considerada um evento político. Futebol é política, e vice-versa. Como instituição, é parte estrutural da formação de diversos povos e sua cultura, contribuindo para a formatação de seus costumes, de suas marcas, hábitos, vocabulário. Quem ignora o papel do futebol, na formação histórica de algumas nações, pouco entende da antropologia social e cultural delas -  e nisso estamos inclusos. As seleções nacionais são representantes de seus países muito mais importantes e reconhecidas do que o melhor dos embaixadores. E a Copa, o único espaço pelo qual países frágeis na economia e geopolítica mundial podem derrotar países muito à frente nesses aspectos.

(2) Como Diego Maradona sempre gosta de lembrar, a seleção argentina, na Copa de 1986, entrou em campo contra a Inglaterra, pelas quartas de finais, para jogar pelos mortos na Guerra das Malvinas, e não simplesmente para ganhar um jogo. Isso não era restrito apenas aos jogadores: era o sentimento nacional de todos os argentinos. E, quando questionado sobre o gol de mão que abriu o placar na partida, El Pibe não teve dúvidas sobre a sensação: “Foi como bater a carteira de um inglês”.

(3) Na França, a vitória na Copa de 1998 ajudou a amenizar o conflito racial que pairava na nação - entre brancos, negros e árabes - e a derrota nas duas Copas seguintes o acirrou novamente. A Copa do Mundo também foi capaz de colocar no mesmo espaço de disputa o que um dos muros mais implacáveis da história separava: em 1974, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental se enfrentaram pela primeira fase, com vitória da ala soviética (que muitos afirmam ter sido entregue pela parte capitalista para evitar adversário mais forte na fase seguinte). Momento épico.

(4) Copa traz integração. A última vez que a Champs-Élysées tinha enchido tanto quanto na final da Copa de 98 foi na Queda da Bastilha. Na Copa de 2014, o esboço que vimos disso não aconteceu nos estádios, elitizados, mas sim nas fan-fests, que, como o próprio nome diz, foram espaços de festa, miscelânea, diversidade. Mas é muito maior do que isso: Copa traz a união comunitária. A gente não trabalha, a gente pinta a rua de casa, a gente compra camisa do Neymar ou do Ronaldinho ou do Ronaldo ou do Romário. Na hora do gol ou da vitória, a gente abraça até quem não conhece. Muitas vezes, uma televisãozinha é o suficiente para que toda a vizinhança se amontoe e torça pela sua representante internacional naquele momento. O País se volta, inteirinho, para um momento em que 11 homens são capazes de mudar, a qualquer instante, todo o seu sistema nervoso. E quem sequer reconhece isso tem que revisar seu próprio elitismo e sair da bolha.


PROIETE, Gabriel. A Copa do Mundo na Rússia pode ser a última tentativa de união nacional. Disponível em: < https://medium.com/@gabriel_proiete/a-copa-do-mundo-da-r%C3%BAssia-pode-ser-a- %C3%BAltima-tentativa-de-uni%C3%A3o-nacional-8aa3a939ed53 >. Acesso em: 07 maio 2018 (adaptado).

A partir da leitura atenta do TEXTO 1, infere-se que
Alternativas
Ano: 2018 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2018 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q906039 Português

Texto 2


Campeonato de peão


Bota parafuso no bico do peão

Bota prego limado, bota tudo

pra rachar o pião competidor.

Roda, pião!

Racha, pião!

Se você não pode rachar este colégio

nem o mundo nem a vida,

racha pelo menos o pião!

(Mas eu não sei, nunca aprendi

rachar pião. Imobilizo-me.)

(Carlos Drummond de Andrade. Nova reunião: 23 livros de poesia. Vol. III. Rio de Janeiro, Bestbolso, 2009. p.267) 

A repetição de sons consonantais em “Roda, pião!/ Racha, pião!” (versos 4 e 5 ) constitui um caso de
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: INSPER Prova: VUNESP - 2018 - INSPER - Vestibular - Segundo Semestre |
Q903843 Português

Leia o texto para responder a questão.


    As redes sociais terão papel relevante no sentido de direcionar os temas em debate nas eleições, mas ainda é incerto se as plataformas digitais terão impacto a ponto de mudar o jogo eleitoral no Brasil. O risco de manipulação com notícias não factuais é um ponto importante, ainda mais em um país tão plugado em plataformas digitais, disseram Mirella Sampaio e Felipe Tâmega, economistas da Itaú Asset Management, em entrevista no escritório Bloomberg, na última quinta-feira.

    Estudo elaborado pela equipe de Tâmega e Mirella mostrou que 57% do eleitorado brasileiro tem acesso à internet e não apenas os jovens. Com isso, o desafio das fake news é muito grande, tanto para os candidatos quanto para o próprio Tribunal Superior Eleitoral. “E os eleitores não sabem onde buscar para saber se notícias são verdadeiras ou falsas”, segundo Mirella.

    “Brasileiro gosta de notícias, interage mais, compartilha com amigos. A impressão que nos dá, principalmente colocando WhatsApp na análise, é que o potencial para notícias falsas ou verdadeiras ecoarem mais fora das câmaras de ressonância parece maior no caso do Brasil”, disse Tâmega. O brasileiro está exposto a mais notícias e mais interações, mas, normalmente, com pessoas que pensam igual a eles, as chamadas câmaras de ressonância, disse Mirella.

    Para as eleições de outubro, será importante monitorar o quanto das informações vai vazar das chamadas câmaras de ressonância, onde estão determinados grupos polarizados, para influenciar o chamado eleitor do meio, o que está no centro do espectro político e segue muito indeciso em meio a um quadro fragmentado de candidatos.

    Economistas constataram ainda que pessoas extremistas têm mais interesse em política, considerando vários estudos analisados. Um dos estudos observados pelos economistas mostrou que as contas automatizadas motivam até 20% de debates em apoio a político no Twitter.


(https://tecnologia.uol.com.br. 12.04.2018. Adaptado)

Observe as passagens do texto:
•  As redes sociais terão papel relevante no sentido de direcionar os temas em debate nas eleições, mas ainda é incerto se as plataformas digitais terão impacto a ponto de mudar o jogo eleitoral no Brasil. (1o parágrafo) •  O risco de manipulação com notícias não factuais é um ponto importante, ainda mais em um país tão plugado em plataformas digitais... (1o parágrafo) •  Economistas constataram ainda que pessoas extremistas têm mais interesse em política... (5o parágrafo)
Analisando o emprego da palavra “ainda”, conclui-se que denota sentido, correta e respectivamente, de
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: INSPER Prova: VUNESP - 2018 - INSPER - Vestibular - Segundo Semestre |
Q903833 Português

Leia o texto.


Imagem associada para resolução da questão

(Mundo Estranho, edição 200-A, outubro de 2017)
O texto corresponde a
Alternativas
Ano: 2018 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2018 - UERJ - Vestibular - Primeiro Exame |
Q903608 Português

Uma série de transformações é apresentada pelo verbo fazer acompanhado da palavra se.


Na cena construída no poema, essa estrutura linguística produz o seguinte efeito:

Alternativas
Respostas
2161: A
2162: C
2163: A
2164: B
2165: A
2166: D
2167: C
2168: X
2169: D
2170: A
2171: D
2172: C
2173: E
2174: A
2175: B
2176: C
2177: A
2178: E
2179: A
2180: A