Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o texto a seguir.
Último poema
Agora deixa o livro volta os olhos para a janela a cidade a rua o chão o corpo mais próximo tuas próprias mãos: aí também se lêMARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 29
Em O livro das semelhanças (2015), a poeta Ana Martins Marques aproxima-se de uma espécie
de estética do cotidiano, em poemas nos quais a sensibilidade pode ser objeto da poesia a partir
de relações estabelecidas com sensações ou objetos do senso comum. Em “Último poema”, o eu
lírico:
Leia os textos a seguir.
Caiu da escada e foi para o andar de cima MYRTES, Adrienne. Sem título. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores contos brasileiros do século. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 02. Uma vida inteira pela frente. O tiro veio por trás. MOSCOVICH, Cíntia. Sem título. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores contos brasileiros do século. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 16 Não podendo eliminar o resto da humanidade, suicidou-se. MATTOSO, Glauco. O eutanazista. In.: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores contos brasileiros do século. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2004, p. 02.Diz-se com frequência que a linguagem contemporânea é dinâmica, rápida. Com o uso constante de mídias digitais, principalmente por meio dos aparelhos celulares, nos comunicamos com maior frequência por meio de mensagens rápidas, curtas. Algumas redes sociais, como o Twitter, exploram essa característica e limitam o usuário a postagens de até 140 caracteres. Em 2004, o escritor Marcelino Freire desafiou ficcionistas e poetas a criarem histórias inéditas, fazendo uso de até cinquenta letras (sem contar título e pontuação). Com base nos três textos acima, retirados da obra intitulada Os cem menores contos brasileiros do século, é possível afirmar que, no que tange ao leitor, os microcontos exigem:
Leia o texto seguir.
Você tem treze anos. Os membros crescem em uma relação díspar, como se estivessem competindo entre si, mas fossem muito diferentes nas competências que os fazem avançar. Os pés crescem mais rápido que as próprias pernas; o nariz dispara com larga vantagem em relação ao resto dos demais elementos que constituem a face; os braços se alongam de uma maneira que faz o tronco parecer pequeno demais para os anexos que carrega. Aqui e ali, pelos começam a surgir sem um padrão aparentemente definido: pernas, braços, axilas. A sombra de uma barba começa a se pronunciar timidamente. Na barriga, um rastilho de pólvora. Com treze anos, talvez você pense em garotas. Talvez você pense em garotos. Talvez você não saiba muito bem o que pensar ou, até mesmo, pensar seja a última coisa que você cogite quando o assunto são garotas. Ou garotos. Talvez seus pés enormes e desproporcionais ainda não estejam crescidos o suficiente para chegar do outro lado da linha. O lado que você tem convicção de certas coisas, o lado em que você já avançou o suficiente para não sentir falta daquilo que precisa deixar para trás ou para se sentir atraído por tudo aquilo que está por vir. Talvez você ainda não tenha avançado o suficiente, mesmo com seus pés enormes, para saber o que é a língua de uma garota, ou de um garoto, operando movimentos circulares e molhados dentro da sua boca. Vagando por essa área nebulosa em que você já não é mais exatamente o que era, mas também não é plenamente o que pode vir a ser [...].
TIMM, André. Modos inacabados de morrer. Rio de Janeiro: Oito e meio, 2016, p. 13. (Fragmento)
O romance Modos inacabados de morrer (2016), do gaúcho, radicado em Santa Catarina, André
Timm, destaca-se no cenário da literatura brasileira, tendo sido finalista do Prêmio São Paulo de
Literatura em 2017. Com base no fragmento apresentado, é INCORRETO afirmar que:
Leia o texto a seguir.
Hum? Eh-eh... É. Nhor sim. Ã-hã, quer entrar, pode entrar... Hum, hum. Mecê sabia que eu moro aqui? Como é que sabia? Hum-hum... Eh. Nhor não, n’t, n’t... Cavalo seu é esse só? Ixe. Cavalo tá manco, aguado. Presta mais não. Axi... Pois sim. Hum, hum. Mecê enxergou este foguinho meu, de longe? É. A’pois. Mecê entra, cê pode ficar aqui.
Hã-hã. Isto não é casa... É. Havéra. Acho. Sou fazendeiro não, sou morador... Eh, também sou morador não. Eu – toda a parte. Tou aqui, quando eu quero eu mudo. Aqui eu durmo. Hum. Nhém? Mecê é que tá falando. Nhor não... Cê vai indo ou vem vindo?
Hã, pode trazer tudo pra dentro. Erê Mecê desarreia cavalo, eu ajudo. Mecê peia cavalo, eu ajudo... Traz alforje pra dentro, traz saco, seus dobros. Hum, hum Pode. Mecê cipriuara, homem que veio pra mim, visita minha; iá-nhã? Bom. Bonito. Cê pode sentar, pode deitar no jirau. Jirau é meu não. Eu – rede. Durmo em rede. Jirau é do preto. Agora eu vou ficar agachado. Também é bom. Assopro o fogo. Nhem? Se essa é minha, nhem? Minha é a rede. Hum. Hum-hum. É. Nhor não. Hum, hum... Então, por que é que cê não quer abrir saco, mexer no que tá lá dentro dele? Atié Mecê é lobo gordo... Atié... É meu, algum? Que é que eu tenho com isso? Eu tomo suas coisas não, furto não. A-hé, a-hé, nhor sim, eu quero. Eu gosto. Pode botar no coité. Eu gosto demais...
ROSA, João Guimarães. Meu tio o Iauaretê. In.: ______. Estas histórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 191. (Fragmento)
O conto “Meu tio o Iauaretê” é considerado um dos momentos primorosos da concepção de estilo
do escritor João Guimarães Rosa. A partir do fragmento que dá início ao conto, é correto afirmar
que:
Texto 1
Um lugar Bonito pela própria natureza
"Se o interesse é água, a cidade localizada na borda do Pantanal dá um banho. Seja em rios, lagos ou cachoeiras, o que não falta aos ecoturistas é aventura, emoção e muita adrenalina.
No encontro com as águas cristalinas e calcárias dos rios de Bonito (MS), o importante é se deixar levar pela leve correnteza entre piraputangas avermelhadas e dourados gulosos, alguns dos peixes da região."
(Fragmento de reportagem produzida pelo jornalista Antônio Paulo Pavone, em 21-2-2003. Disponível em http://www.estadao.com.br/turismo/brasil/bonito/tu1.htm)
Texto 2
“Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
és tu, Brasil,
Ó, Pátria amada![...]”
(Fragmento da letra do Hino Nacional Brasileiro, escrita por Osório Duque Estrada [1909])
Texto 3
“Moro num país tropical,
abençoado por Deus
E bonito por natureza (mas que beleza)
Em fevereiro (em fevereiro)
Tem carnaval (tem carnaval)
[...]”
(Fragmento da letra da canção “País tropical”, escrita por Jorge Ben Jor [1969])
Texto 1
Um lugar Bonito pela própria natureza
"Se o interesse é água, a cidade localizada na borda do Pantanal dá um banho. Seja em rios, lagos ou cachoeiras, o que não falta aos ecoturistas é aventura, emoção e muita adrenalina.
No encontro com as águas cristalinas e calcárias dos rios de Bonito (MS), o importante é se deixar levar pela leve correnteza entre piraputangas avermelhadas e dourados gulosos, alguns dos peixes da região."
(Fragmento de reportagem produzida pelo jornalista Antônio Paulo Pavone, em 21-2-2003. Disponível em http://www.estadao.com.br/turismo/brasil/bonito/tu1.htm)
Texto 2
“Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
és tu, Brasil,
Ó, Pátria amada![...]”
(Fragmento da letra do Hino Nacional Brasileiro, escrita por Osório Duque Estrada [1909])
Texto 3
“Moro num país tropical,
abençoado por Deus
E bonito por natureza (mas que beleza)
Em fevereiro (em fevereiro)
Tem carnaval (tem carnaval)
[...]”
(Fragmento da letra da canção “País tropical”, escrita por Jorge Ben Jor [1969])
Há mais de uma década, no mesmo ano em que o Ministério da Justiça publicou o Manual da nova classificação indicativa, a Folha de S. Paulo trouxe o seguinte texto da chargista e cartunista Laerte:

A alternativa que traz informações corretas sobre o texto e seu respectivo gênero é:
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) As interrogações servem para o autor problematizar o tema do texto e exigir uma resposta do leitor.
( ) Os usos de futuro do pretérito, no primeiro parágrafo, funcionam como um recurso para o autor sugerir possibilidades ao leitor.
( ) O uso da forma verbal julgamos (l. 39), no plural, refere-se ao autor e aos demais falantes da língua portuguesa, incluindo os leitores.
( ) As aspas (l. 27-28) referem o dizer de uma pessoa indeterminada, que o autor traz para se contrapor por meio de um contra-argumento.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere as seguintes afirmações sobre o conteúdo do texto.
I - O narrador do texto considera se mudar para Israel, pois tinha como principal motivação trabalhar em um kibutz.
II - O narrador do texto comemora a proclamação do Estado de Israel com seu pai, pois ambos tinham planos de se mudar do Brasil.
III- O pai do narrador sentia-se afortunado de morar no Brasil no período pós-guerra, pois seu povo havia sido perseguido na Europa.
Quais afirmações estão corretas?
Considere as seguintes afirmações sobre a síntese de cada parágrafo do texto.
I - O primeiro parágrafo situa a problemática relacionada à relação da obra com o seu condicionamento social, com a apresentação de duas posições.
II - O segundo parágrafo apresenta os modos de abordagem da relação entre a obra e a realidade, constituídos no tempo.
III- O terceiro parágrafo procura separar as diferentes posições acerca da análise literária para inserir a relação entre obra e realidade como um fator de arte.
Quais estão de acordo com o texto?
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o romance.
( ) O pano de fundo histórico da narrativa é a ditadura salazarista, que durou quatro décadas em Portugal.
( ) O Lar da Feliz Idade presentifica o tema da velhice, em uma sociedade que busca a longevidade, mas não sabe o que fazer com os velhos.
( ) O romance dialoga com obras de autores portugueses, como Fernando Pessoa e José Saramago.
( ) Antônio Silva constrói a própria narrativa, sugerindo, por vezes, estar escrevendo um livro.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere as seguintes afirmações sobre o romance.
I - O diário escrito pelo narrador desdobra-se em três confissões geracionais: memórias do avô, do pai e do filho.
II - O título do romance permite múltiplas interpretações da palavra “queda”: o suicídio do avô, o incidente com João, o alcoolismo do narrador, a doença do pai.
III- Os acontecimentos históricos da Shoah marcam a trajetória e o relato do narrador, apontando para a complexidade da tradição judaica.
Quais estão corretas?



