Questões de Vestibular
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Aluísio Azevedo, O Cortiço, 1890, parte X.
O fragmento acima mostra a resistência dos moradores de um cortiço à entrada de policiais no local. O romance de Aluísio Azevedo

Diagrama referente ao poema ZEN.

Observe as figuras acima e assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento abaixo para responder à questão.
O regionalismo, que deu algumas das formas menos tensas de escritura, estava destinado a sofrer,
nas mãos de um artista-demiurgo, a metamorfose que o traria de novo ao centro da ficção brasileira.
A alquimia, operada por ........................., tem sido o grande tema da nossa crítica desde o
aparecimento dessa obra espantosa que é ............................ . Após a sua leitura, começou-se a
entender de novo uma antiga verdade: que os conteúdos sociais e psicológicos só entram a fazer
parte da obra quando veiculados por um código de arte que lhes potencia a carga musical e
semântica. Imerso na musicalidade da fala sertaneja, ele procurou, em um primeiro tempo, fixá-la na
toada de um fraseio no qual soam cadência populares como: a bala beijaflorou; os passarinhos que
bem-me-viam; os cavalos aiando gritos; recebe o encharcar dos brejos, verde a verde....
(BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1987, pp. 485-487.)
Ao falar do regionalismo, dos conteúdos sociais e psicológicos, da musicalidade das palavras e das inovações da linguagem, o crítico e historiador Alfredo Bosi se refere a determinado(a) escritor(a) e a uma de suas obras, que está entre as maiores da literatura brasileira.
Analise a pertinência entre cada período literário e seu respectivo exemplo. Assinale (V) para (verdadeira) ou F para (falsa).
( ) A prosa literária brasileira teve seu notável crescimento a partir do período romântico.
“– Doente?! Exclamou a linda Moreninha, extremamente comovida. Doente?... em perigo?...” (Joaquim Manuel de Macedo)
( ) A preocupação em demonstrar a veracidade das teorias materialista, científica e filosófica do século XIX era uma das características da escola naturalista.
“Ninguém sabia ao certo se a Machona era viúva ou desquitada; os filhos não se pareciam uns com os outros. A das Dores, sim, afirmavam que fora casada e que largara o marido para meter-se com um homem do comércio.” (Aluísio Azevedo)
( ) O Arcadismo no Brasil tem sua origem nos antigos autores gregos latinos. A música abaixo, embora do contexto moderno, reflete característica temática do estilo árcade.
“Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais... “ (Casa no Campo, Elis Regina)
( ) Na segunda metade do século XIX, a concepção emocional-afetiva da literatura vai dando lugar a uma percepção mais realista. Assim surge um novo estilo – o realismo, uma literatura mais próxima da realidade, mais objetiva em relação ao mundo e à vida.
“Daí a pouco demos com uma briga de cães; fato que aos olhos de um homem vulgar não teria
valor. Quincas Borba fez-se parar e observar os cães. Eram dois, notou que ao pé deles estava
um osso, motivo da guerra...” (Machado de Assis)
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
A gente estava levando agora o Sorôco para a casa dele, de verdade. A gente, com ele, ia até aonde que ia aquela cantiga.
ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s/d. p. 21.

O grupo “Teia de Aranha”, a partir das obras de Guimarães Rosa, cria representações em bordado. O fragmento acima, extraído do conto “Sorôco, sua mãe, sua filha”, e o bordado, inspirado no mesmo conto,
As eleições seriam mais efetivas se todos conhecessem bem o funcionamento da administração. Mas não é tão fácil conhecer os meandros dos governos. Primeiro, porque a maioria não tem tempo para se informar e adquirir conhecimento sobre todas as partes que compõem a administração pública. Segundo, pela dificuldade óbvia de explicar assunto tão complexo para grupos menos escolarizados. E, terceiro, pela profusão de especialidades que se transforma em obstáculo para quem quer ter uma visão mais sistêmica do Estado. São economistas, cientistas políticos e administradores que muitas vezes apresentam diagnósticos díspares sobre os problemas e dialogam pouco entre si.
[...]
O senso comum diz que o maior problema da política brasileira está na corrupção. É uma visão equivocada. Muito mais do que a roubalheira, o que mais aflige nosso sistema político é o amadorismo e o despreparo de boa parte dos eleitos. O resultado é a ineficiência, que também favorece os corruptos e espertalhões, muitos deles localizados no “outro lado do balcão”: nas empresas, nos sindicatos e nas associações civis.
O pouco conhecimento dos políticos acerca de administração é tanto maior no Poder Legislativo e nos níveis subnacionais, particularmente nos lugares menos desenvolvidos. Uma forma de combater esse mal seria os partidos políticos darem cursos a todos os seus candidatos e filiados sobre políticas públicas. [...]
Tão importante quanto o aperfeiçoamento dos políticos é a pedagogia eleitoral dos cidadãos. Parto da premissa que a realização de eleições regulares, livres e competitivas, como tem ocorrido no Brasil, já é uma forma de instrução cidadã. Daí concluo que os eleitores hoje são melhores do que no passado. Contudo, o voto será sempre mais efetivo quanto mais informado for o eleitor. E o que mais falta ser conhecido pela sociedade é o funcionamento efetivo da administração, inclusive para abandonar a postura meramente demandante em prol da pressão qualificada por mudanças nas políticas públicas. [...].
ABRUCIO, Fernando. Você sabe como funciona o governo? Época. São Paulo, 9 ago. 2010. p. 41. (Adaptado).
As eleições seriam mais efetivas se todos conhecessem bem o funcionamento da administração. Mas não é tão fácil conhecer os meandros dos governos. Primeiro, porque a maioria não tem tempo para se informar e adquirir conhecimento sobre todas as partes que compõem a administração pública. Segundo, pela dificuldade óbvia de explicar assunto tão complexo para grupos menos escolarizados. E, terceiro, pela profusão de especialidades que se transforma em obstáculo para quem quer ter uma visão mais sistêmica do Estado. São economistas, cientistas políticos e administradores que muitas vezes apresentam diagnósticos díspares sobre os problemas e dialogam pouco entre si.
[...]
O senso comum diz que o maior problema da política brasileira está na corrupção. É uma visão equivocada. Muito mais do que a roubalheira, o que mais aflige nosso sistema político é o amadorismo e o despreparo de boa parte dos eleitos. O resultado é a ineficiência, que também favorece os corruptos e espertalhões, muitos deles localizados no “outro lado do balcão”: nas empresas, nos sindicatos e nas associações civis.
O pouco conhecimento dos políticos acerca de administração é tanto maior no Poder Legislativo e nos níveis subnacionais, particularmente nos lugares menos desenvolvidos. Uma forma de combater esse mal seria os partidos políticos darem cursos a todos os seus candidatos e filiados sobre políticas públicas. [...]
Tão importante quanto o aperfeiçoamento dos políticos é a pedagogia eleitoral dos cidadãos. Parto da premissa que a realização de eleições regulares, livres e competitivas, como tem ocorrido no Brasil, já é uma forma de instrução cidadã. Daí concluo que os eleitores hoje são melhores do que no passado. Contudo, o voto será sempre mais efetivo quanto mais informado for o eleitor. E o que mais falta ser conhecido pela sociedade é o funcionamento efetivo da administração, inclusive para abandonar a postura meramente demandante em prol da pressão qualificada por mudanças nas políticas públicas. [...].
ABRUCIO, Fernando. Você sabe como funciona o governo? Época. São Paulo, 9 ago. 2010. p. 41. (Adaptado).
Aponte o fragmento que NÃO expressa essas preocupações:

Sobre o poema acima, é INCORRETO afirmar que:
I. há uma preocupação, na maioria dos contos, com a exploração de aspectos lúdicos e humorísticos.
II. há uma tendência acentuada para a exploração do humorismo erótico.
III. os tipos de rua representados nos contos são vítimas do abandono social e todos têm a violência como marca de sua personalidade.
IV. alguns desses tipos populares retratados nos contos podem ser encontrados em diversas cidades interioranas ou metrópoles.
V. há uma forte presença de regionalismo na obra representado, principalmente, pela incorporação da linguagem coloquial, característica do povo interiorano.
Assinale a alternativa CORRETA
I. Há uma teoria clássica que dominou a literatura até o século XIX, e outra moderna que começou a manifestar-se a partir do Romantismo.
II. Na teoria clássica consideram-se os três gêneros: épico, lírico e dramático e não se admite mistura de gêneros.
III. Na teoria moderna considera-se que não há limites para as espécies de gêneros, mas reconhecem-se três tipos básicos: narrativo, lírico e dramático.
IV. Na teoria moderna admite-se fusão de gêneros, o que amplia as possibilidades do processo de criação do escritor.
I. Conto João da Rua - "Ele era um pobretão, mas um tipo de rua corajoso, aguerrido e explosivo. Coragem ele tinha de sobra. Muitos dos que o chamavam pra pescar paqueravam a sua esposa, a Dona Laika (com K), que era bonita de verdade, um mulherão!"
II. Conto Maria Madalena - "...ela adorava escancarar a boca e aprontar escândalos pelas ruas de Dueré. E por qualquer coisinha-de-nada derrubava o beiço do mundo com seus malgrados desregramentos."
III. Conto O Zé Preá - "...era um velho de 70 anos de idade, barbudo, quase que ver direitinho um homem da pré-história. Nunca, nunca da era medieval, e da moderna nem se fala. Era um homem rústico, de gestos grosseiros..."
IV. Conto Maria Louca - "Sem dúvida alguma, era uma tipa marcante, de presença cativante e estilo inimitável. O charme maior e característico... pra figurar no mundo encantado dos tipos de rua era sua ignorância, a sua extrema ignorância..."
V. Conto O Fogoiozinho - "era um sujeito sui generis e de um biótipo inapagável! Era alto, fino que só um palito de fósforo...cabelos lisos e longos, e estavam sempre a cair na testa, e ele a retirá-los com aquele gesto teatral..."
Leia as descrições acima, e marque a correta relação entre o título do conto e a personagem descrita.
I. Memórias de um Sargento de Milícias, publicado entre 1852 e 1853, é uma obra inovadora para os padrões de sua época, pois abandona a visão da burguesia urbana para se preocupar com as classes populares, como o barbeiro, a parteira, o policial e outros.
II. A visão romântica em Memórias de um Sargento de Milícias começa a ser quebrada a partir da construção do herói da narrativa: Leonardinho é filho de uma pisadela e de um beliscão, uma declaração em forma, segundo costume da terra.
III. Apesar de ser publicada em plena vigência do período romântico e apresentar pontos de contato com esse movimento, como o estilo frouxo, a linguagem por vezes descuidada e final feliz, Memórias de um Sargento de Milícias pode ser considerada uma obra precursora das tendências realistas no Brasil.
IV. Do ponto de vista físico e psicológico, os personagens Leonardo e Luisinha não se enquadram no perfil dos heróis românticos. Sem demonstrar nobreza de caráter nem atitudes raras como morrer por amor e em defesa da honra, Leonardo vive de oportunidades e de lances de sorte, enquanto Luisinha é uma mulher comum, não idealizada, bem diferente dos perfis femininos apresentados em romances como A Moreninha, Senhora e Inocência.
Com base nas assertivas acima, marque a alternativa CORRETA: