Questões de Vestibular Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 3.530 questões

Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q278436 Português
INSTRUÇÃO: Para responder à questão 38, considere o fragmento a seguir e as obras de Simões Lopes Neto.


“Vancê sabe como é que se joga o osso?
Ansim:
Escolhe-se um chão parelho, nem duro, que faz saltar, nem mole, que acama, nem areento, que enterra o osso.”

Sobre a obra de Simões Lopes Neto, NÃO é correto afrmar que esse autor

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q278434 Português
INSTRUÇÃO: Para responder à questão 37, leia os excertos da crônica “Armando Nogueira, futebol e eu, coitada”, de Clarice Lispector, e as afirmativas.


“E o título sairia muito maior, só que não caberia numa única linha. Não leio todos os dias Armando Nogueira – embora todos os dias dê pelo menos uma espiada rápida – porque “meu futebol” não dá pra entender tudo. Se bem que Armando escreve tão bonito (não digo apenas “bem”), que às vezes, atrapalhada com a parte técnica de sua crônica, leio só pelo bonito. (...) Armando dizia: “De bom grado eu trocaria a vitória de meu time num grande jogo por uma crônica…” e aí vem o surpreendente: continua dizendo que trocaria tudo isso por uma crônica minha sobre futebol.
(...)
Meu primeiro impulso foi o de uma vingança carinhosa: dizer aqui que trocaria muita coisa que me vale muito por uma crônica de Armando Nogueira sobre digamos a vida. Aliás, meu primeiro impulso, já sem vingança, continua: desafo você, Armando Nogueira, a perder o pudor e escrever sobre a vida e você mesmo (...).
E agora vou contar o pior: fora as vezes que vi por televisão, só assisti a um jogo de futebol na vida, quero dizer, de corpo presente. Sinto que isso é tão errado como se eu fosse uma brasileira errada.
(...) Não, não imagine que vou dizer que futebol é um verdadeiro balé. Lembrou-me foi uma luta entre vida e morte, como de gladiadores. E eu – provavelmente coitada de novo – tinha a impressão de que a luta só não saía das regras do jogo e se tornava sangrenta porque um juiz vigiava, não deixava, e mandaria para fora de campo quem como eu faria, se jogasse (!). Bem, por mais amor que eu tivesse por futebol, jamais me ocorreria jogar… Ia preferir balé mesmo. Mas futebol parecer-se com balé? O futebol tem uma beleza própria de movimentos que não precisa de comparações.”


A crônica “Armando Nogueira, futebol e eu, coitada”


1. sugere uma disputa carinhosa entre derrotas e sucessos do ato de escrever, metaforizado como jogo de palavras.

2. mostra que a cronista às vezes aprecia mais o estilo do que o conteúdo dos textos de Armando Nogueira.

3. revela uma narradora que nada sabe sobre futebol, considerando essa alienação como algo natural.

4. aponta semelhanças entre os movimentos do futebol e os do balé.


Estão corretas apenas as afrmativas

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q278433 Português
INSTRUÇÃO: Para responder à questão 36, considere as afrmativas abaixo.


I. Macunaíma é uma obra que pertence à escola modernista.

II. No excerto, o narrador refere-se ao futebol de forma positiva.

III. Na linguagem presente no fragmento, percebe-se a valorização da oralidade e do coloquialismo.


Está/Estão correta(s) a(s) afrmativa(s)

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 02 |
Q278432 Português
Imagem 025.jpg

Nesse excerto,

( ) o sertão é apresentado como sinônimo de solidão, devido à vastidão de um mundo onde se marcham léguas à procura de alguém.

( ) perante as travessias e as larguezas do chapadão, o sertão está localizado na interioridade e na subjetividade humanas.

( ) o autor demonstra a força inovadora de uma transfiguração estilística que busca potencializar o léxico próprio e o falar sertanejo.

( ) não existem temáticas místicas e religiosas associadas às manifestações da natureza do sertão.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q278431 Português
Macunaíma, “o herói sem nenhum caráter” presente no fragmento, foi criado por

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q278429 Português
INSTRUÇÃO: Para responder à questão 34, leia os textos e as afrmativas, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) e F (falso).


Texto 1

“João Grande vem vindo para o trapiche. O vento quer impedir seus passos e ele se curva todo, resistindo contra o vento que levanta a areia. Ele foi à Porta do Mar beber um trago de cachaça com o Querido-de-Deus, que chegou hoje dos mares do Sul, de uma pescaria. O Querido-de-Deus é o mais célebre capoeirista da cidade. Quem não o respeita na Bahia? No jogo de capoeira de Angola ninguém pode se medir com o Querido-de-Deus, nem mesmo Zé Moleque, que deixou fama no Rio de Janeiro. O Querido-de-Deus contou as novidades e avisou que no dia seguinte apareceria no trapiche para continuar as lições de capoeira que Pedro Bala, João Grande e o Gato tomam.”
(Capitães da Areia, Jorge Amado – excerto)

Texto 2


“– Qué apanhá sordado?
– O quê?
– Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada”
(“O Capoeira”, Oswald de Andrade)


Texto 3

“Seja de noite ou de dia
não importa o lugar
quando toca o berimbau
dá vontade de jogar

Na roda de capoeira
todos têm o seu valor
eu respeito um aluno
quanto mais um professor”
(“Capoeira que tem sangue na veia” – canção de roda de capoeira, autor desconhecido)

Sobre os textos, afrma-se:


( ) No texto 1, a capoeira é o instrumento que confere destaque a um personagem marginalizado.

( ) No texto 2, Oswald de Andrade relaciona capoeira a violência, usando linguagem de acentuada ora- lidade.

( ) No texto 3, a capoeira traz um contexto não discriminatório.

( ) Os “Capitães da Areia”, embora pouco mais que meninos, apresentam atitudes e hábitos de adultos.


A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q278428 Português
INSTRUÇÃO: Para responder à questão 33, considere o excerto de Senhora e a obra de José de Alencar.


“Aurélia sentou-se à mesa de mosaico, voltando as costas ao jardim para não ver a formosa noite que lhe caíra no desagrado. (...) Havia em cima da mesa uma caixa de jogo, donde Aurélia tirou um baralho, com que se entreteve a fazer sortes.
– Vamos jogar? disse dirigindo-se ao marido”.

Sobre o romance Senhora e a obra de Alencar, NÃO é correto afrmar:

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q278426 Português
INSTRUÇÃO: Responder à questão 32 com base no texto e nas informações a seguir.


“Apesar desta explicação, houve uma semana em que a alegria de Camilo foi extraordinária. Ides ver. Que a posteridade me ouça. Camilo, pela primeira vez, jogou no bicho. Jogar no bicho não é um eufemismo como matar o bicho. O jogador escolhe um número, que convencionalmente representa um bicho, e se tal número acerta de ser o fnal da sorte grande, todos os que arriscaram nele os seus vinténs ganham, e todos os que faram dos outros perdem. Começou a vinténs e dizem que está em contos de réis; mas, vamos ao nosso caso. Pela primeira vez Camilo jogou no bicho, escolheu o macaco, e, entrando com cinco tostões, ganhou não sei quantas vezes mais. Achou nisto tal despropósito que não quis crer, mas afnal foi obrigado a crer, ver e receber o dinheiro. Naturalmente tornou ao macaco, duas, três, quatro vezes, mas o animal, meio-homem, falhou às esperanças do primeiro dia. Camilo recorreu a outros bichos, sem melhor fortuna, e o lucro inteiro tornou à gaveta do bicheiro. Entendeu que era melhor descansar algum tempo; mas não há descanso eterno, nem ainda o das sepulturas. Um dia lá vem a mão do arqueólogo a pesquisar os ossos e as idades. Camilo tinha fé. A fé abala as montanhas.”
Jogo do bicho, conto de Machado de Assis (fragmento).

Um dos grandes mestres do Realismo, Gustave Flaubert, afrmou que o escritor, em sua obra, deve ser como um Deus no universo: onipresente e invisível. Portanto, em tese, os narradores realistas deveriam apresentar suas histórias de forma neutra, sem interferências.


Sobre o narrador de Jogo do bicho, NÃO é correto afirmar que ele

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 2 |
Q278425 Português
No próximo mês, iniciam as Olimpíadas de Londres. O esporte torna-se ponto de convergência, e as conversas ganham as ruas, salas de aula, ambientes familiares. Se a vida é um jogo, com perdas e ganhos, a literatura também é um exercício, do qual o leitor participa na produção de signifcados. O jogo, em diferentes nuances, é o tema norteador desta prova.


INSTRUÇÃO: Responder à questão 31 com base no fragmento de texto e nas afrmativas a seguir.


“Com um relance da vista, Naziazeno percebe que o jogo já está quase feito. Mete nervosamente a mão no bolso da calça e tira os cinco mil réis. (...) A bolinha já gira. O olhar acostumado encontra facilmente o 28. Já abriu uma passagem. O seu braço estende- se, levando os cinco mil réis para aquele número. Mas um medo prudente o detém. E como o tempo urge, deposita rapidamente a cédula no retângulo da terceira dúzia.
– Feito! – observa o croupier. E, passado um momento de silêncio e de expectativa, anuncia: – 28.
Um tumulto e um estado de confusão enchem a cabeça de Naziazeno. Tem apenas uma vaga ideia de que ganhou. (...) É quando recebe o dinheiro que faz o cálculo: cinco mil réis... cento e setenta e cinco!... Tudo resolvido assim num segundo.”


Sobre o fragmento, afrma-se:


I. Pertence à obra Os ratos, texto com forte caráter psicológico.

II. Seu autor é Luiz Antonio de Assis Brasil, escritor gaúcho profícuo na construção de uma narrativa voltada para o histórico.

III. Naziazeno é um personagem resoluto, de atitu- des frmes e decididas, caráter evidenciado no excerto.

IV. A passagem “Tudo resolvido assim num segundo” faz referência à laboriosa incumbência de Nazia- zeno: conseguir dinheiro sufciente para saldar a dívida com o leiteiro.


Estão corretas apenas as afrmativas

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PUC - RS Órgão: PUC - RS Prova: PUC - RS - 2012 - PUC - RS - Vestibular - Prova 02 |
Q278416 Português
“Como de hábito, Policarpo Quaresma, mais conhecido por Major Quaresma, bateu em casa às quatro e quinze da tarde. Havia mais de vinte anos que isso acontecia (...). Vivendo em casa própria e tendo outros rendimentos além do seu ordenado, o Major Quaresma podia levar um trem de vida superior aos seus recursos burocráticos, gozando, por parte da vizinhança, da consideração e respeito de homem abastado. Não recebia ninguém, vivia num isolamento monacal, embora fosse cortês com os vizinhos que o julgavam esquisito e misantropo (...)”.

Esse trecho alude a um personagem solitário e visionário, um dos mais representativos da Literatura Brasileira.

Quem é o autor que criou este personagem?
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CEV-URCA Órgão: URCA Prova: CEV-URCA - 2012 - URCA - Vestibular - Prova 2 |
Q265522 Português
Em uma leitura geral do texto, podemos afirmar:


I) O parágrafo introdutório é predominantemente descritivo, o que contribui para a familiarização do espaço, bem como para prenunciar o fluxo da ação dramática.


II) O texto não pode ser considerado crônica, já que apresenta vozes de personagens e fragmentos de poesia popular.


III) O texto apresenta estrutura meramente narrativa.


IV) Há, no texto, um narrador personagem.


Dadas as proposições:

Alternativas
Ano: 2012 Banca: CEV-URCA Órgão: URCA Prova: CEV-URCA - 2012 - URCA - Vestibular - Prova 2 |
Q265518 Português
Considere as assertivas abaixo:


I) O texto apresenta uma linguagem regionalista nos termos, dizeres e provérbios, fato promotor de verossimilhança.


II) O fato de ter sido fuzilado era motivo de vergonha para os munícipes.


III) O texto é exemplo de literatura universal, Matozinho não apresenta qualquer fidedignidade ao regional.


IV) Rico em linguagem artística, nada é gratuito no texto, a denominação é caracterizadora, o enredo prosódico alia­se ao poético, o trágico e o cômico se interligam.


Estão CORRETOS os itens:

Alternativas
Ano: 2012 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2012 - UNICENTRO - Vestibular - Língua Portuguesa |
Q264651 Português
A análise do texto admite como inferência correta a seguinte leitura:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2012 - UNICENTRO - Vestibular - Língua Portuguesa |
Q264650 Português
O nome do projeto, “RENASCENTES”, utiliza-se de uma derivação prefixal que sugere
Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPESE - UFT Órgão: UFT Prova: COPESE - UFT - 2012 - UFT - Vestibular - Prova 1 |
Q264381 Português
Imagem associada para resolução da questão

No fragmento acima, observa-se que há uma referência a uma obra da literatura clássica universal. Assinale a obra/autor a que pertence esta referência:

Alternativas
Ano: 2012 Banca: COPESE - UFT Órgão: UFT Prova: COPESE - UFT - 2012 - UFT - Vestibular - Prova 1 |
Q264374 Português
Imagem 036.jpg

Apesar da presença de traços comuns ao Romantismo, na caracterização do personagem Azevedo e de seu mundo, o teor romântico é substituído pelo olhar do narrador machadiano caracterizado por

Alternativas
Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2012 - UNB - Vestibular - 1º Dia |
Q252728 Português
Imagem 013.jpg

Considerando o poema acima, o estilo de época em que ele se insere bem como a relação entre homem e natureza, assinale a opção correta.

Alternativas
Ano: 2011 Banca: ACAFE Órgão: UNC Prova: ACAFE - 2011 - UNC - Vestibular - Verão |
Q1400375 Português

A educação para o trânsito e seus desafios


    Educar para o trânsito é um imenso desafio. Quando ensinamos alguém a adotar posturas e valores nas vias, deixamos claro que, para viver em sociedade, é necessário o pleno conhecimento e exercício dos direitos e deveres garantidos pelo Estado, valores éticos e respeito às diferenças. Não basta meramente ensinar as regras de circulação, sinalização ou mudanças na legislação. A educação para o trânsito de hoje requer que saibamos sensibilizar as pessoas sobre a importância de sermos agentes cooperadores e solidários no espaço coletivo.

    Para alguns é fácil ensinar “receitas de como fazer”: basta ter acesso ao Código de Trânsito Brasileiro e demais legislações pertinentes, um público alvo, um bom ambiente, um horário adequado e alguém motivado para colocar em prática. O problema é que de receitas assim o Brasil está cheio. Temos visto na internet uma enxurrada de matérias relacionadas ao trânsito que segue esse princípio. Encontramos pessoas assim em casa, na escola, no trabalho, em organizações, na igreja, na comunidade etc. [...]   

    Atualmente a educação para o trânsito transcende os limites da mera transmissão de leis, direitos e deveres. [...] É necessário mostrar ao outro que ele deve ser educado na vida e no trânsito para poder simplesmente “viver”, e que cada um é importante, independente de suas diferenças; deixar claro que o “solo” que pisamos é valioso e que a vida é fantástica.

   O bom educador de trânsito já entende que as “receitas de como fazer” são ultrapassadas. Fazemos o mais difícil, porém mais grandioso - ensinamos “como ser”. Mostramos que não basta ter o conhecimento das leis se não houver “educação”. Pouco vale o esforço se somos insensíveis para entendermos que no trânsito, mesmo sendo iguais, possuímos anseios e limitações diferentes. Se hoje somos pedestres, amanhã seremos condutores, se somos jovens, amanhã seremos idosos e o espaço público continuará o mesmo. Ser educado no trânsito é muito mais que manter em dia a documentação do veículo, ser um bom cidadão, nunca ter sido notificado por algum agente da autoridade de trânsito.

   Ser educado no trânsito é superar o constante desafio de olhar para o outro e ver sua própria face refletida. É notar que todos nós somos frágeis nessa selva de pedra. É perceber que o Deus que move o outro, nos move também.

A alternativa em que a substituição do segmento destacado em negrito pelo segmento colocado entre parênteses mantém o sentido do texto 2 é:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ACAFE Órgão: UNC Prova: ACAFE - 2011 - UNC - Vestibular - Verão |
Q1400374 Português

A educação para o trânsito e seus desafios


    Educar para o trânsito é um imenso desafio. Quando ensinamos alguém a adotar posturas e valores nas vias, deixamos claro que, para viver em sociedade, é necessário o pleno conhecimento e exercício dos direitos e deveres garantidos pelo Estado, valores éticos e respeito às diferenças. Não basta meramente ensinar as regras de circulação, sinalização ou mudanças na legislação. A educação para o trânsito de hoje requer que saibamos sensibilizar as pessoas sobre a importância de sermos agentes cooperadores e solidários no espaço coletivo.

    Para alguns é fácil ensinar “receitas de como fazer”: basta ter acesso ao Código de Trânsito Brasileiro e demais legislações pertinentes, um público alvo, um bom ambiente, um horário adequado e alguém motivado para colocar em prática. O problema é que de receitas assim o Brasil está cheio. Temos visto na internet uma enxurrada de matérias relacionadas ao trânsito que segue esse princípio. Encontramos pessoas assim em casa, na escola, no trabalho, em organizações, na igreja, na comunidade etc. [...]   

    Atualmente a educação para o trânsito transcende os limites da mera transmissão de leis, direitos e deveres. [...] É necessário mostrar ao outro que ele deve ser educado na vida e no trânsito para poder simplesmente “viver”, e que cada um é importante, independente de suas diferenças; deixar claro que o “solo” que pisamos é valioso e que a vida é fantástica.

   O bom educador de trânsito já entende que as “receitas de como fazer” são ultrapassadas. Fazemos o mais difícil, porém mais grandioso - ensinamos “como ser”. Mostramos que não basta ter o conhecimento das leis se não houver “educação”. Pouco vale o esforço se somos insensíveis para entendermos que no trânsito, mesmo sendo iguais, possuímos anseios e limitações diferentes. Se hoje somos pedestres, amanhã seremos condutores, se somos jovens, amanhã seremos idosos e o espaço público continuará o mesmo. Ser educado no trânsito é muito mais que manter em dia a documentação do veículo, ser um bom cidadão, nunca ter sido notificado por algum agente da autoridade de trânsito.

   Ser educado no trânsito é superar o constante desafio de olhar para o outro e ver sua própria face refletida. É notar que todos nós somos frágeis nessa selva de pedra. É perceber que o Deus que move o outro, nos move também.

De acordo com o autor do texto 2, o bom educador de trânsito:

I Ensina “receitas de como fazer”.

II Mostra ao outro que ele deve ser educado na vida e no trânsito.

III Ensina que não basta conhecer as leis e a manter os documentos do veículo em dia.

IV É o cidadão que nunca foi notificado por uma autoridade de trânsito.

V É aquele que consegue superar os desafios e vê no outro sua própria imagem refletida.

VI É alguém que vai além da simples transmissão das leis, direitos e deveres.


Todas as afirmações corretas estão em:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: ACAFE Órgão: UNC Prova: ACAFE - 2011 - UNC - Vestibular - Verão |
Q1400373 Português

A educação para o trânsito e seus desafios


    Educar para o trânsito é um imenso desafio. Quando ensinamos alguém a adotar posturas e valores nas vias, deixamos claro que, para viver em sociedade, é necessário o pleno conhecimento e exercício dos direitos e deveres garantidos pelo Estado, valores éticos e respeito às diferenças. Não basta meramente ensinar as regras de circulação, sinalização ou mudanças na legislação. A educação para o trânsito de hoje requer que saibamos sensibilizar as pessoas sobre a importância de sermos agentes cooperadores e solidários no espaço coletivo.

    Para alguns é fácil ensinar “receitas de como fazer”: basta ter acesso ao Código de Trânsito Brasileiro e demais legislações pertinentes, um público alvo, um bom ambiente, um horário adequado e alguém motivado para colocar em prática. O problema é que de receitas assim o Brasil está cheio. Temos visto na internet uma enxurrada de matérias relacionadas ao trânsito que segue esse princípio. Encontramos pessoas assim em casa, na escola, no trabalho, em organizações, na igreja, na comunidade etc. [...]   

    Atualmente a educação para o trânsito transcende os limites da mera transmissão de leis, direitos e deveres. [...] É necessário mostrar ao outro que ele deve ser educado na vida e no trânsito para poder simplesmente “viver”, e que cada um é importante, independente de suas diferenças; deixar claro que o “solo” que pisamos é valioso e que a vida é fantástica.

   O bom educador de trânsito já entende que as “receitas de como fazer” são ultrapassadas. Fazemos o mais difícil, porém mais grandioso - ensinamos “como ser”. Mostramos que não basta ter o conhecimento das leis se não houver “educação”. Pouco vale o esforço se somos insensíveis para entendermos que no trânsito, mesmo sendo iguais, possuímos anseios e limitações diferentes. Se hoje somos pedestres, amanhã seremos condutores, se somos jovens, amanhã seremos idosos e o espaço público continuará o mesmo. Ser educado no trânsito é muito mais que manter em dia a documentação do veículo, ser um bom cidadão, nunca ter sido notificado por algum agente da autoridade de trânsito.

   Ser educado no trânsito é superar o constante desafio de olhar para o outro e ver sua própria face refletida. É notar que todos nós somos frágeis nessa selva de pedra. É perceber que o Deus que move o outro, nos move também.

De acordo com o que se afirma no texto 2 sobre educação no trânsito, todas as alternativas estão corretas, exceto a:
Alternativas
Respostas
2961: A
2962: A
2963: C
2964: D
2965: C
2966: B
2967: D
2968: B
2969: C
2970: E
2971: E
2972: C
2973: B
2974: B
2975: B
2976: E
2977: B
2978: A
2979: A
2980: B