Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Texto I

Laerte.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.
Texto II
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Luiz Vaz de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.
Glossário:
Soía: costumava
Texto I

Laerte.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.
Texto II
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Luiz Vaz de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.
Glossário:
Soía: costumava
Texto I

Laerte.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.
Texto II
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Luiz Vaz de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.
Glossário:
Soía: costumava
I. A charge da cartunista Laerte e o poema de estrutura não fixa de Camões relacionam-se de modo intertextual, uma vez que abordam uma mesma temática: mudanças.
II. O poema de Camões apresenta um eu lírico que se centra nas mudanças ocorridas na natureza, conforme se observa nos versos “O tempo cobre o chão de verde manto/ Que já coberto foi de neve fria”.
III. Na charge, apesar desta retratar um contexto positivo para a personagem ao evidenciar que todo fim (primeiro quadrinho) traz com ele um recomeço (terceiro quadrinho), Laerte convoca o leitor a refletir sobre a temática da solidão, já que apresenta a personagem solitária nos dois ambientes ilustrados.
IV. Com foco no indivíduo, a charge sugere que a mudança está em cada um, independente do local onde se estiver; já o poema propõe uma reflexão mais coletiva sobre o tema, como se pode confirmar no verso “Todo o mundo é composto de mudança”.
Com relação às ideias e aos aspectos gramaticais do texto anterior, julgue o item.
No quinto período do segundo parágrafo, o pronome “seu” se refere a
“tod@s”, “todxs” e “tods”, apenas.
Com relação às ideias e aos aspectos gramaticais do texto anterior, julgue o item.
A correção gramatical seria mantida caso o período “O
ativismo atual preocupa-se menos com estrangeirismos e
mais com aspectos ligados às questões de gênero” (primeiro
parágrafo) fosse reescrito como: O ativismo que se vê
atualmente está menos preocupado com estrangeirismos e
mais preocupado com aspectos ligados a questões de gênero.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos da charge precedente, julgue o item seguinte.
Comparando-se os quadrinhos “Quem acha” e “Quem se
informa”, no primeiro, verificam-se características de um
nível de linguagem mais coloquial, ao passo que, no
segundo, identificam-se termos técnicos característicos de
uma área do conhecimento.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos da charge precedente, julgue o item seguinte.
O texto ilustra como um mesmo objeto do mundo pode ser
percebido de maneiras diferentes a partir dos conhecimentos
das pessoas e de seu nível socioeconômico.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos da charge precedente, julgue o item seguinte.
Para o entendimento pleno do texto, é necessária a
articulação dos elementos verbais com os elementos não
verbais apresentados.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item.
Em relação à tipologia textual, o segundo parágrafo do texto é predominantemente
informativo.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item.
No primeiro período do último parágrafo, a substituição da
expressão “em que”, em ambas as ocorrências, por no qual
prejudicaria o sentido e a correção gramatical do texto.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item.
O verbo “voltar”, no segundo período do primeiro parágrafo,
indica que certo comportamento que existiu, em determinado
momento no tempo, não é mais realidade.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item.
A ideia de evitar o emprego do verbo “consumir” em
contextos associados à cultura se baseia no fato de o
conteúdo semântico desse verbo estar, atualmente, vinculado
a uma ótica contrária à concepção de cultura como algo que
as pessoas deveriam apreciar e desfrutar.
Considerando o fragmento de texto precedente e os múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item a seguir.
Considerando o período de pronunciamento do referido
discurso, é possível considerar que a marginalização
mencionada já se encontra superada.
A partir da leitura desse fragmento da crônica de Machado de Assis, publicada em 1876, julgue o item.
O narrador estabelece uma contradição ao defender que o
“grito do Ipiranga” é “mais sumário, mais bonito e mais
genérico”, e, ao mesmo tempo, reconhecer que esse grito
possa não ter ocorrido de fato.
A partir da leitura desse fragmento da crônica de Machado de Assis, publicada em 1876, julgue o item.
O diálogo do narrador com as ideias de “um nobre amigo”,
veiculadas por meio do jornal “Gazeta de Notícias”,
confirma a definição de crônica como um gênero textual que
faz parte ao mesmo tempo das esferas literária e jornalística.
A partir da leitura desse fragmento da crônica de Machado de Assis, publicada em 1876, julgue o item.
No texto, o fato de o narrador considerar a Independência do
Brasil uma “criança” justifica-se pelas controvérsias que
envolvem o relato de como ela teria sido proclamada.
Na tarde em que o príncipe dom Pedro e sua guarda de
honra chegaram às margens do Ipiranga naquele célebre dia 7 de
setembro de 1822, o Brasil era majoritariamente negro e africano,
o maior território escravista da América naquele início do século
XIX, cuja rotina era pautada pelo chicote e pela violência contra
os cativos. O novo país independente nascia empanturrado de
escravidão. E assim permaneceria até quase o final do século
XIX. Homens e mulheres escravizados perfaziam mais de um
terço do total da população. Os indígenas, a esta altura já
dizimados por guerras, doenças e invasão de seus territórios,
sequer apareciam nas estatísticas.
Laurentino Gomes. Escravidão (Volume III). Rio de Janeiro:
Globo Livros, 2022 (com adaptações).
Com base na leitura do texto anterior, julgue o item que se segue, concernentes ao período de surgimento do Brasil como Estado-nação.
Infere-se do texto referido que, superada a hegemonia da
economia açucareira nordestina (séculos XVI e XVII) e da
mineração (século XVIII), a população escrava do Brasil
encontrava-se reduzida e concentrada em algumas porções
do território.
Na tarde em que o príncipe dom Pedro e sua guarda de
honra chegaram às margens do Ipiranga naquele célebre dia 7 de
setembro de 1822, o Brasil era majoritariamente negro e africano,
o maior território escravista da América naquele início do século
XIX, cuja rotina era pautada pelo chicote e pela violência contra
os cativos. O novo país independente nascia empanturrado de
escravidão. E assim permaneceria até quase o final do século
XIX. Homens e mulheres escravizados perfaziam mais de um
terço do total da população. Os indígenas, a esta altura já
dizimados por guerras, doenças e invasão de seus territórios,
sequer apareciam nas estatísticas.
Laurentino Gomes. Escravidão (Volume III). Rio de Janeiro:
Globo Livros, 2022 (com adaptações).
Com base na leitura do texto anterior, julgue o item que se segue, concernentes ao período de surgimento do Brasil como Estado-nação.
O texto de Laurentino Gomes sugere que, no Brasil colonial
e no império, as populações originárias foram preservadas,
até como forma de poupar o colonizador e a monarquia de
guerras dispendiosas e de alto risco, portanto, diferentemente
do que ocorreu nas demais colônias americanas, não houve
genocídio indígena no Brasil.

Considerando a obra artística representada na imagem precedente, o fragmento de texto extraído da obra de Carolina Maria de Jesus, publicada em 1961, bem como as características e a repercussão da produção literária dessa autora, julgue o item a seguir.
O relato datado de 7 de setembro de 1960, no qual a data
nacional é referida apenas como um “feriado”, revela o
distanciamento da narradora, uma trabalhadora, em relação
ao sentimento cívico criado em torno da comemoração da
Independência do Brasil.
Essa mulher carregou a história de todas as guerras do país num só ventre. (cap. 37)
O sentido de “humanidade”, criticado no texto de Ailton Krenak, é chave para a compreensão de um contexto de extrema violência, como o narrado no fragmento.
Nesse contexto de colonização, o corpo feminino está associado à imagem de:
