Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122.
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Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma. Via de regra, sabe-o o senhor, é a superstição fecundo ponto de partida para a pesquisa. A alma do espelho – anote-a – esplêndida metáfora. Outros, aliás, identificavam a alma com a sombra do corpo; e não lhe terá escapado a polarização: luz – treva. Não se costumava tapar os espelhos, ou voltá-los contra a parede, quando morria alguém da casa? Se, além de os utilizarem nos manejos de magia, imitativa ou simpática, videntes serviam-se deles, como da bola de cristal, vislumbrando em seu campo esboços de futuros fatos, não será porque, através dos espelhos, parece que o tempo muda de direção e de velocidade? Alongo-me, porém. Contava-lhe... [...] ROSA, Guimarães. Primeiras estórias. 50ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 122.
I. Zé-do-Burro e a fé; Padre Olavo e o autoritarismo;
II. Bonitão e o amor; Rosa e a infidelidade;
III. Repórter e a vaidade; Marli e a inocência;
IV. Galego e a ambição; Mestre Coca e o sentimento de coletividade.
Assinale a alternativa correta:
– Como é, camarada? Vamos jogar um trinta-e-um lá dentro? Fabiano atentou na farda com respeito e gaguejou, procurando as palavras de seu Tomás da bolandeira: – Isto é. Vamos e não vamos. Quer dizer. Enfim, contanto, etc. É conforme. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 82ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2001, p. 27
Relacione as colunas abaixo, estabelecendo uma relação de sentido entre os termos destacados e a ideia que eles concernem às frases em que estão inseridos.
(1) Fabiano atentou para a roupa, isto é, para a farda do homem.
(2) Conversaram e, enfim, decidiram jogar um trinta-e-um.
(3) Ele jogaria trinta-e-um com o soldado, contanto que este o respeitasse.
(4) Ele agiu conforme o costume daquela região: respeitar a farda.
( ) expressa a conclusão
( ) indica a retificação
( ) exprime a condição
( ) estabelece a forma, o modelo
A alternativa correta, de cima para baixo é:
I. Em “atenção às palavras" (linha 16), de acordo com as regras da escrita padrão, o acento indicativo de crase é facultativo.
II. De “As brasas... de pedras" (linha 8 a 9), tem-se um período composto por três orações que apresentam três sujeitos sintáticos.
III. Em relação às recomendações do nível formal de escrita, a vírgula que acompanha o termo destacado em “A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas..." (linhas 1 e 2) poderia ser também substituída pelos dois pontos.
IV. Seguindo-se as orientações gramaticais relativas à concordância nominal e a ideia de coerência no texto, a frase “Fabiano esfregou as mãos satisfeito" (linha 7) deve ser assim redigida: Fabiano esfregou as mãos satisfeitas.
Assinale a alternativa correta.
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Mas há um outro ponto, outra pequena utopia que o futebol promete – a alfabetização. É a única área em que seu filho tem algum domínio da leitura, capaz de distinguir a maioria dos times pelo nome, que depois ele digitará no computador para baixar os hinos de cada clube em mp3, e que cantará, feliz, aos tropeços. Ele ainda confunde imagens semelhantes – Figueirense e Fluminense, por exemplo – mas é capaz de ler a maior parte dos nomes. Em qualquer caso, apenas nomes avulsos. O que não tem nenhuma importância, o pai sente, além da brevíssima ampliação de percepção – alfabetizar é abstrair; se isso fosse possível, se ele se alfabetizasse de um modo completo, o pai especula, ele seria arrancado do seu mundo instantâneo dos sentidos presentes, sem nenhuma metáfora de passagem (ele não compreende metáforas; como se as palavras fossem as próprias coisas que indicam, não as intenções de quem aponta), para então habitar um mundo reescrito. TEZZA, Cristovão. O filho eterno. 9ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2010, p. 221.
Assinale a alternativa que não expressa o sentido denotativo da linguagem.
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Mas há um outro ponto, outra pequena utopia que o futebol promete – a alfabetização. É a única área em que seu filho tem algum domínio da leitura, capaz de distinguir a maioria dos times pelo nome, que depois ele digitará no computador para baixar os hinos de cada clube em mp3, e que cantará, feliz, aos tropeços. Ele ainda confunde imagens semelhantes – Figueirense e Fluminense, por exemplo – mas é capaz de ler a maior parte dos nomes. Em qualquer caso, apenas nomes avulsos. O que não tem nenhuma importância, o pai sente, além da brevíssima ampliação de percepção – alfabetizar é abstrair; se isso fosse possível, se ele se alfabetizasse de um modo completo, o pai especula, ele seria arrancado do seu mundo instantâneo dos sentidos presentes, sem nenhuma metáfora de passagem (ele não compreende metáforas; como se as palavras fossem as próprias coisas que indicam, não as intenções de quem aponta), para então habitar um mundo reescrito. TEZZA, Cristovão. O filho eterno. 9ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2010, p. 221.
( ) Do excerto depreende-se que o desejo do pai era que o filho se alfabetizasse por completo. Este sonho se concretiza no final da história, quando o filho consegue ler livros e também escrever seus próprios contos.
( ) O pressuposto é a informação não dita, mas detectada pelo interlocutor. Ao dizer “se ele se alfabetizasse de um modo completo" (linha 8), o narrador confirma, por meio de um pressuposto, que o filho já era um pouco alfabetizado.
( ) A leitura do excerto leva o leitor a inferir que, ao dizer “alfabetizar é abstrair" (linha 7), o autor faz uma crítica ao sistema de alfabetização no Brasil.
( ) Da leitura da obra e do excerto infere-se que o futebol contribuiu positivamente para o desenvolvimento do filho.
( ) Ao dizer “o pai especula" (linha 8), o narrador quer dizer que o pai reflete, imagina, raciocina.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
VARIÁVEL Variável, em Matemática, é um ente, em geral representado por uma letra, que pode assumir diferentes valores numéricos em uma expressão algébrica, numa fórmula ou num algoritmo.
WIKIPÉDIA. Variável. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Vari%C3%A1vel>. Acesso em: 21 fev. 2011.
Considerando-se o aspecto semântico da língua e fazendo-se uma analogia entre conceitos linguísticos e conceitos matemáticos, a classe de palavra que mais se aproxima da noção de variável é:
I - “a fundação ocorreu imediatamente depois da visita de Alexandre ao santuário do deus egípcio Amon, onde o sacerdote chamou Alexandre de ‘filho de Júpiter’”.
II - “a fundação ocorreu imediatamente depois da visita de Alexandre ao santuário do deus egípcio Amon, onde o sacerdote o chamou de ‘filho de Júpiter’”.
Analisando-se a substituição realizada no período II, constata-se que




Compostas em contextos históricos distintos, em 1939 (“Aquarela do Brasil”) e em 1978 (“Querelas do Brasil”), as músicas fazem uma interpretação diferenciada da realidade brasileira. Nesse sentido, a música “Querelas do Brasil” constitui uma paródia que

A imagem e o texto acima

