Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 9.747 questões
1. Embora a objetividade seja um ideal inatingível para o jornalista (nunca existirá um texto isento de subjetividade, de tons íntimos do autor), o profissional deve insistir em alcançá-la, pois esse paradoxo é garantia de qualidade dos veículos de comunicação.
2. O jornalista não pode atingir o ideal da objetividade, pois nunca existirá um texto isento de subjetividade, de tons íntimos do autor (garantia de qualidade dos veículos de comunicação); deve contudo, insistir em alcançar esta meta paradoxal.
3. O jornalista não pode alcançar o ideal inatingível da objetividade: nunca existirá textos isentos de objetividade, de tons íntimos do autor. Por paradoxal que seja, deve, entretanto, insistir em alcançá-la, pois se trata da garantia de qualidade dos veículos de comunicação.
4. Para o jornalista, a objetividade é ao mesmo tempo um ideal e um paradoxo, mas mesmo assim deve insistir em alcançá-lo, embora sabendo-se de que nunca haverá textos isentos de subjetividade, de tons íntimos do autor – garantia de qualidade dos veículos de comunicação.
O(s) parágrafo(s) escrito(s) com correção, clareza, coesão, de acordo com o sentido do texto original, é/são, apenas,
O texto nos leva a concluir que
( ) A objetividade plena no texto jornalístico é uma falácia, pois não existem textos neutros.
( ) Na prática do jornalismo, pretender minimizar a interferência da subjetividade é uma utopia.
( ) Há contradição, ao menos na aparência, em visar à objetividade no texto jornalístico, já que esta é inatingível.
( ) As idiossincrasias do jornalista podem contaminar seu trabalho na redação de uma notícia.
O preenchimento correto dos parênteses, de cima para baixo, é
As informações fornecidas pelo texto permitem responder à(s) pergunta(s):
( ) Que é subjetividade?
( ) Que é tendenciosidade?
( ) De que decorre a falta de objetividade?
( ) O que se pode concluir sobre o estilo?
( ) Qual a relação entre objetividade, falácia e ideal, no jornalismo?
O preenchimento correto dos parênteses, de cima
para baixo, é
A noite dissolve os homens
A noite
desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.
E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.
A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total
incompreensão.
A noite caiu. Tremenda, sem esperança...
Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os
guerreiros.
E o amor não abre caminho na noite.
A noite é mortal, completa, sem reticências,
a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes!
nas suas fardas.
A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio...
Os suicidas tinham razão.
Aurora, entretanto eu te diviso,
ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
e dos bens que repartirás com todos os homens.
Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
adivinho-te que sobes,
vapor róseo, expulsando a treva noturna.
O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus
dedos,
teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que
avançam
na escuridão
como um sinal verde e peremptório.
Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
minha carne estremece na certeza de tua vinda.
O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes
se enlaçam,
os corpos hirtos adquirem uma fluidez, uma inocência, um
perdão
simples e macio...
Havemos de amanhecer.
O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Vol. único. Rio de Janeiro: Aguillar, 1964, p.112)
A noite dissolve os homens
A noite
desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.
E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.
A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total
incompreensão.
A noite caiu. Tremenda, sem esperança...
Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os
guerreiros.
E o amor não abre caminho na noite.
A noite é mortal, completa, sem reticências,
a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes!
nas suas fardas.
A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio...
Os suicidas tinham razão.
Aurora, entretanto eu te diviso,
ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
e dos bens que repartirás com todos os homens.
Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
adivinho-te que sobes,
vapor róseo, expulsando a treva noturna.
O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus
dedos,
teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que
avançam
na escuridão
como um sinal verde e peremptório.
Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
minha carne estremece na certeza de tua vinda.
O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes
se enlaçam,
os corpos hirtos adquirem uma fluidez, uma inocência, um
perdão
simples e macio...
Havemos de amanhecer.
O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Vol. único. Rio de Janeiro: Aguillar, 1964, p.112)
A noite dissolve os homens
A noite
desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.
E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.
A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total
incompreensão.
A noite caiu. Tremenda, sem esperança...
Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os
guerreiros.
E o amor não abre caminho na noite.
A noite é mortal, completa, sem reticências,
a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes!
nas suas fardas.
A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio...
Os suicidas tinham razão.
Aurora, entretanto eu te diviso,
ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
e dos bens que repartirás com todos os homens.
Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
adivinho-te que sobes,
vapor róseo, expulsando a treva noturna.
O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus
dedos,
teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que
avançam
na escuridão
como um sinal verde e peremptório.
Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
minha carne estremece na certeza de tua vinda.
O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes
se enlaçam,
os corpos hirtos adquirem uma fluidez, uma inocência, um
perdão
simples e macio...
Havemos de amanhecer.
O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Vol. único. Rio de Janeiro: Aguillar, 1964, p.112)
( ) "vorazes" (l. 25) - ávidos
( ) "filão" (l. 30) - mercado
( ) "desprendimento" (l. 39) - independência
( ) "cativar"(l. 50) - atrair
( ) "autonomia" (l. 57) - autoridade
A alternativa que indica a seqüência correta, de cima para baixo, é a:
I. De acordo com os estudos realizados, os jovens brasileiros são, dentre os nove países pesquisados, os que possuem maior poder de compra;
II. No Brasil, quatro entre dez jovens gostam de fazer compras;
III. Os jovens brasileiros que participaram da pesquisada realizada sobre consumo preferem realizar compras em shoppings centers.
De acordo com a análise das proposições, a alternativa verdadeira é:

Neste poema, os retratos antigos
I. buscam uma espécie de diálogo com o observador, porque nunca perdem a sua humanidade.
II. mesmo pendurados na parede, parecem ter vida própria.
III. simbolizam um passado fantasmagórico que pode continuar aterrorizando, por isso devem ser olhados com cautela.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao excerto, EXCETO:

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A alternativa que preenche corretamente as lacunas acima é:
I. a retomada de um tema fantástico, que é a representação do sujeito através da sombra, do reflexo, da fotografia ou do sósia.
II. um Eu poético sugerindo que o retrato falante é tão raro quanto a felicidade.
III. um retrato que, de modo coercitivo, impele o Eu poético a ter uma experiência triste.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:
( ) O retrato tem uma determinada hora para dialogar com o Eu poético, primeira voz no poema.
( ) O leitor pode ser levado, pelo retrato, a pensar sobre a brevidade da vida.
( ) O retrato é uma espécie de duplo ameaçador do Eu poético.
( ) O poema sugere que o retrato é mais duradouro do que a vida.
( ) O retrato suscita terror na alma do Eu poético.
A sequência correta de preenchimento dos parênte- ses, de cima para baixo, é:

Com base no texto, afirma-se:
I. Ao remontar lembranças familiares, o retrato assume contornos fantasmáticos nos seus pequenos detalhes, que parecem metamorfosear elementos como o jardim e os próprios parentes.
II. Os limites físicos do retrato, definidos pela moldura, são ultrapassados pela sugestão de imagens que simbolizam uma realidade lírica de reminiscências.
III. O retrato de família caracteriza-se como um elemento mágico que responde fielmente às dúvidas do cotidiano dos familiares.
IV. O poema propõe uma metáfora sobre a invenção do passado, enquanto perspectiva do observador.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

( ) O texto apresenta uma caminhante que inicia um processo de reflexão interior, a partir de um encontro inusitado com um rato.
( ) A narradora divaga sobre uma possível conexão divina entre a sua liberdade e o seu estranho encontro.
( ) Inserida na prosa urbana, esta narrativa realista, desprovida de uma consciência interior, discute os problemas da cidade contemporânea.
( ) O texto materializa, de modo insólito, uma espécie de prosa poética na qual inexistem certezas absolutas sobre a condição humana.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
II. O narrador é um defunto-autor que relata suas memórias no além-túmulo, para, de modo irônico, expressar seu pessimismo em relação ao ser humano e à sociedade.
III. É inusitada a forma como Brás Cubas, por meio de um delírio, empreende uma jornada através dos séculos.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:



