Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
– Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
– Respire.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
– Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
– Respire.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
II. “Tostines vende mais porque é fresquinho; ou é fresquinho porque vende mais?”
III. As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E porque ninguém confia no governo as coisas não andam.
“Círculo vicioso é a sucessão de períodos em que a troca entre causa e consequência resulta em continuação ininterrupta do enunciado. Para que se efetive o círculo, é preciso que a causa de um período passe a ser a consequência no outro, e vice-versa.”
(Revista Língua Portuguesa, n. 95, set. 2013, p. 65.)
Tendo em conta as três frases acima e a descrição de círculo vicioso, pode-se dizer que tal situação está caracterizada em:


II. Ao final da primeira década do século XXI, o diabetes e as doenças respiratórias têm a mesma letalidade.
III. Em 2009, o número total de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis e por outras causas situa-se próximo de um milhão.
Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.


I. Dentre as doenças examinadas, apenas o câncer não sofreu redução de incidência nas últimas décadas.
II. Verificou-se uma discreta elevação no número de óbitos por diabetes na primeira década examinada, seguida, na década seguinte, de uma redução também pouco expressiva.
III. Quase 30% do total de óbitos ocorridos em 2009 se devem a outras causas, não especificadas na tabela 1.
Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.


II. A tabela mostra que cerca de três em cada dez óbitos no Brasil em 2009 se deveram a doenças cardiovasculares.
III. Durante a última década do século XX e a primeira do século XXI, o câncer matou quatro vezes mais que o diabetes.
Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
Tendo em conta a tirinha a seguir, assinale a afirmativa INCORRETA.

Disponível em: <http://temtudobr.blogspot.com.br/2008/12/tirinhas-muito-engraadas.html>.
Acesso em 12 set. 2013.
Dentre as afirmativas acima, são VERDADEIRAS:
Tendo em conta as equivalências propostas para os termos acima, consideradas as circunstâncias em que são utilizados no texto, pode-se dizer que são VERDADEIRAS:
Como seria o coração? Teria mesmo aquela forma bonita dos postais coloridos? Seriam todos os corações do mesmo formato? Será que as dores deformam os corações? [...] Aos vinte e três anos disseram-lhe que tinha o útero descaído. Bom seria que caísse de vez! Estava farta daquele bocado de si que ano após ano, enchia, inchava, desenchia e lhe atirava para os braços e para os cuidados mais um pedacinho de gente. Não. Não voltaria para casa.” (SALÚSTIO, Dina. “Liberdade adiada”. Mornas eram as noites. Praia: ICDL, 1994. p. 5).
O trecho acima foi escrito pela escritora cabo-verdiana Dina Salústio. Em relação ao universo feminino representado na narrativa, destaca-se:
Vim de qualquer parte de uma nação que ainda não existe. Vim e estou aqui!
Não nasci apenas eu nem tu nem outro... mas irmão. Mas tenho amor para dar às mãos-cheias. Amor do que sou e nada mais.
E tenho no coração gritos que não são meus somente porque venho dum país que ainda não existe.
Ah! Tenho meu amor à rodos para dar do que sou. Eu! Homem qualquer cidadão de uma nação que ainda não existe.
(CRAVEIRINHA, José. Poema do futuro cidadão [1964]. In: SAÚTE, Nelson. Nunca mais é sábado: antologia de poesia moçambicana. Lisboa: Dom Quixote, 2004. p. 71).
Na literatura africana de língua portuguesa, a busca por uma identidade nacional desempenha um importante papel, especialmente no contexto das lutas pela independência. No poema de José Craveirinha, essa busca revela-se:
Pois, senhora, conquanto apenas dor e nenhuma alegria me causeis, se soubésseis o mal que me fazeis, posso jurar – perdoa-me, Senhor! – que sentiríeis compaixão de mim.
Não me querendo nenhum bem, embora, se soubésseis a pena que dais, e quanta dor há nos meus tristes ais, posso jurar – de boa fé, senhora! – que sentiríeis compaixão de mim.
E mal seria, se não fosse assim.”
(D. Dinis. In: BERARDINELLI, Cleonice. Cantigas de trovadores medievais em português moderno, Rio de Janeiro: Organizações Simões,1953. p. 21).
A cantiga de D. Dinis é representativa do trovadorismo português e, como ocorre em outras produções literárias do período, enfatiza:
“Com a máscara da palavra reinventamos o som da voz amada que nos inunda com seu luar de espuma.” (Ana Hatherly, “A máscara da palavra”).
“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.” (Fernando Pessoa, “Autopsicografia”).
Os textos têm em comum:
Em relação à estruturação da narrativa, o texto apresenta:
O trecho em que uma rejeição ao conservadorismo literário se manifesta é: