Questões de Vestibular
Sobre interpretação de textos em português
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A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE A HORA DA ESTRELA , DE CLARICE LISPECTOR.

Estrela é uma palavra que faz parte do título do romance, além de ser o símbolo do carro da marca Mercedes, decisivo para o final da história.
Considerando esse final, o título do livro expressa o sentido de:
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE A HORA DA ESTRELA , DE CLARICE LISPECTOR.

Eu gosto tanto de ouvir os pingos de minutos do tempo assim: tic-tac-tic-tac-tic-tac.
Ao longo do texto, o narrador descreve Macabéa como ignorante, o que contrasta com a frase da personagem.
O contraste se dá porque frases como a citada acima mostram um uso de linguagem que pode ser definido como:
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE A HORA DA ESTRELA , DE CLARICE LISPECTOR.

Vejo a nordestina se olhando ao espelho e – um rufar de tambor – no espelho aparece o meu rosto cansado e barbudo.
Com essa frase, o narrador manifesta pela protagonista o sentimento de:
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE A HORA DA ESTRELA , DE CLARICE LISPECTOR.

Metonímia é a figura de linguagem em que a parte representa o todo, ou vice-versa.
No romance, a protagonista Macabéa constitui uma metonímia de todos os:
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE A HORA DA ESTRELA , DE CLARICE LISPECTOR.

Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas.
Considerando que o romance é de Clarice Lispector, pode-se inferir que a frase do narrador é irônica. Essa ironia está baseada na:
A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE A HORA DA ESTRELA , DE CLARICE LISPECTOR.

Como a nordestina, há milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa. Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiriam como não existiriam.
O romance enfatiza que a personagem Macabéa vive a realidade de milhares de moças, como exemplifica o trecho citado.
Essa ênfase critica o processo sofrido por todas elas de:
Ao abordar estratégias de silenciamento, o autor considera que uma delas seria mais astuta.
Em relação às falas silenciadas, essa estratégia consiste em:
No segundo parágrafo, observa-se a alternância no emprego da primeira pessoa do plural com a do singular.
O emprego da primeira pessoa do singular estabelece o efeito de:
A tragédia com o menino sírio no Mar Mediterrâneo foi divulgada pela imprensa, assim como as reações de leitores sobre a notícia.
De acordo com o texto, as reações contrárias à divulgação da foto do menino sírio representam uma postura de:
Solicito os reparos que se digne dar-me, a mim, servo do senhor, recente amigo, mas companheiro no amor da ciência, de seus transviados acertos e de seus esbarros titubeados. Sim?
No trecho final do conto, observa-se a ênfase de um recurso utilizado em todo o texto.
Esse recurso produz o seguinte efeito:
Que amedrontadora visão seria então aquela? Quem o Monstro?
Com base na leitura do conto, a visão retratada na pergunta desencadeia o seguinte sentimento:
Marcelo Gleiser, em “O poder criativo da imperfeição”, formula uma tese a respeito da relação entre ciência e realidade. O narrador do conto estabelece reflexões acerca do conhecimento que dialogam com essa tese.
O trecho do conto que melhor sintetiza esse diálogo é:
− Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições.
A fala inicial do conto anuncia que a história combina gêneros textuais distintos.
Além da narrativa, o outro gênero que se realiza nesse conto é o da:
De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos – sem fazer conta do se-ir do viver.
A expressão sublinhada é um exemplo das recriações linguísticas do autor. Seu sentido, com base no trecho citado, pode ser definido como:
Guimarães Rosa afirmou, em uma entrevista, que somente renovando a língua é que se pode renovar o mundo. Visando a essa renovação, recorria a neologismos e inversões pouco usuais de termos, explorando novos sentidos em seus textos.
Um exemplo dessas inversões encontra-se em:
O conto constrói uma alegoria, ou seja, uma metáfora ampliada que o organiza.
Esse aspecto alegórico é reforçado pelo modo de identificação dos personagens, o que se faz por meio de:
Considere a hipótese de que o título “A terceira margem do rio” se refere também à própria ficção, que se desenvolve entre duas margens: a da realidade e a da imaginação.
O trecho do conto que melhor comprova essa hipótese de leitura é:
A literatura pode nos ajudar a amenizar o drama da paciente francesa. (l. 22)
No penúltimo parágrafo, a história do personagem citado pela autora reforça a seguinte tese central do texto:
É que o rosto não se reduz à dimensão da imagem: ele é a própria presentificação de um ser humano, em sua singularidade irrecusável. (l. 18-20)
Em relação à declaração feita antes dos dois-pontos, o trecho sublinhado possui valor de:


