Questões de Vestibular
Comentadas sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 5.386 questões
ALENCAR, José de. Benção paterna. Prefácio a Sonhos d’Ouro. 7. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, p. 168.
No trecho anterior, Alencar destaca diferenças entre Brasil e Portugal, que se refletem no vocabulário mais comum em cada uma das variedades do português faladas nesses países. Essas diferenças ajudam a compor a identidade nacional. O vocabulário do português do Brasil é o resultado dos
SALOMÃO, Margarida. Revista Teoria e Debate. Edição 149. 29 jun. 2018.
Qual expressão sintetiza a posição crítica defendida pela autora em relação ao uso social da internet como sistema de comunicação e informação?
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor1 espanto,
Que não se muda já como soía2 .
1 mor = forma abreviada de maior.
2 soía = costumava
CAMÕES, Luís Vaz de. Antologia escolar portuguesa. Rio de Janeiro: FENAME, 1970, p. 319.
Texto II
Na verdade, ninguém gosta de mudanças por causa do incômodo e do tempo que precisamos para nos adaptar ao que é novo e diferente. Sempre me esforço para me adaptar com calma e não sentir muita diferença. Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. A palavra-chave hoje é flexibilidade. O mundo muda e nós temos que mudar também. Quem não consegue, corre o risco de ficar para trás e desatualizado. A vida é feita de mudanças.
Disponível em: https://br.answers.yahoo.com. Acesso em: 19 nov. 2018 (adaptado).
Os textos anteriormente apresentados se aproximam ao tratar do tema da mudança, das transformações. No desenvolvimento do tema, em ambos os textos, as mudanças são
Não dá pra falar muito, não
Espera passar o avião.
Assim que o inverno passar,
Eu acho que vou te buscar.
(...)
Tomei a costeira em Belém do Pará.
Puseram uma usina no mar.
Talvez fique ruim pra pescar,
Meu amor
(...)
Baby, bye bye.
Abraços na mãe e no pai.
Eu acho que vou desligar.
As fichas já vão terminar.
Eu vou me mandar de trenó
Pra Rua do Sol, Maceió.
Peguei uma doença em Ilhéus,
Mas já tô quase bom
HOLLANDA, Chico Buarque. Bye, bye, Brasil. Vida. Polygram/Phillips, 1980.
Na canção Bye, bye Brasil, de Chico Buarque de Hollanda, tema do filme homônimo de Cacá Diegues, de 1979, o personagem faz uma ligação telefônica em que sugere viver uma atmosfera de tensão. A ligação é feita em um telefone público, um tipo de comunicação em declínio nas últimas décadas. O telefone público se diferencia de outras formas modernas de tecnologias telefônicas pela
I. a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;
II. a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
III. o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;
IV. a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.
BRASIL. Lei n.º 9.394/96.
O fragmento textual anterior faz parte da Lei n.º 9.394/1996, a chamada Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O emprego da norma padrão na construção desse texto é determinado pelo fato de ele
Quem examina a atual literatura brasileira reconhece-lhe logo, como primeiro traço, certo instinto de nacionalidade. Poesia, romance, todas as formas literárias do pensamento buscam vestir-se com as cores do país, e não há de negar que semelhante preocupação é sintoma de vitalidade e abono de futuro. (...) Não há dúvida que uma literatura, sobretudo uma literatura nascente, deve principalmente alimentar-se dos assuntos que lhe oferece a sua região; mas não estabeleçamos doutrinas tão absolutas que a empobreçam. O que se deve exigir do escritor, antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço. Machado de Assis. Obra Completa de
Machado de Assis. Obra Completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. III, 1994 (adaptado).
Nesse texto, o autor defende o valor fundamental, atualizável e permanente para a construção do patrimônio literário brasileiro que é
Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br. Acesso em: 1 nov. 2018 (adaptado).
No texto anterior, garante a progressão textual
Disponível em: http://globoesporte.globo.com. Acesso em: 13 nov. 2018 (adaptado).
Uma comunidade interessada em organizar uma competição esportiva amadora tendo como base o modelo adotado pelo futebol profissional, mencionado no texto, deve utilizar
A vacina contra o HPV é recomendada para mulheres entre 9 e 26 anos. Das 117 nações onde o uso é aprovado, 46 autorizam a aplicação em meninos de 9 a 15 anos. É justamente sobre essa característica que a imunização ganha contornos polêmicos, uma vez que alguns pais entendem que as doses podem significar um passe livre para uma vida sexual ativa. “Muitas vezes a penetração não se efetiva entre jovens, mas há toques. Por isso, as famílias devem refletir sobre a importância de vacinar seus filhos, sem preconceitos. E o melhor é que a prevenção aconteça o quanto antes”, defende a diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer.
Disponível em: http://revistavivasaude.uol.com.br. Acesso em: 31 out. 2018 (adaptado).
O principal objetivo do texto, que trata do HPV e da vacina contra essa doença, é
– Oi, cumpadre, firme? O compadre responde:
– Nada, sô, futebor...
Disponível em: www.piadasnet.com. Acesso em: 7 nov. 2018 (adaptado).
O humor da piada está relacionado ao emprego de uma variedade linguística regional. Esse emprego acarretou humor em razão de
Para valorizar a experiência e o conhecimento particular dos idosos e contemplar a curiosidade e o dinamismo das crianças, a melhor opção para que indivíduos desses dois grupos joguem juntos são os
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
BANDEIRA, Manuel. Libertinagem. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1966, p. 197. A
função da linguagem predominante no texto Poema tirado de uma notícia de jornal é
Leia o texto para responder à questão.
27 de janeiro
África
Nas minhas andanças, fui parar na África e lá conversei com aqueles homens da Unesco, os bons, não os burocratas. Um deles me disse: “Cada vez que morre um velho africano é uma biblioteca que se incendeia.”
Fiquei pensando no nosso índio. Pensando na Amazônia. Índio, escritor e árvore — as três espécies em processo de extinção. Condenadas ao aniquilamento, o índio principalmente. Será que antes de chegarmos à solução final do nosso problema indígena teremos tempo de captar um pouco da sua arte e de sua vida, nas quais o sagrado e a beleza se confundem para alimentar nossa cultura e nosso remorso?
(Lygia Fagundes Telles. A disciplina do amor, 1980.)
Leia o texto para responder à questão.
27 de janeiro
África
Nas minhas andanças, fui parar na África e lá conversei com aqueles homens da Unesco, os bons, não os burocratas. Um deles me disse: “Cada vez que morre um velho africano é uma biblioteca que se incendeia.”
Fiquei pensando no nosso índio. Pensando na Amazônia. Índio, escritor e árvore — as três espécies em processo de extinção. Condenadas ao aniquilamento, o índio principalmente. Será que antes de chegarmos à solução final do nosso problema indígena teremos tempo de captar um pouco da sua arte e de sua vida, nas quais o sagrado e a beleza se confundem para alimentar nossa cultura e nosso remorso?
(Lygia Fagundes Telles. A disciplina do amor, 1980.)
Leia o texto para responder à questão.
27 de janeiro
África
Nas minhas andanças, fui parar na África e lá conversei com aqueles homens da Unesco, os bons, não os burocratas. Um deles me disse: “Cada vez que morre um velho africano é uma biblioteca que se incendeia.”
Fiquei pensando no nosso índio. Pensando na Amazônia. Índio, escritor e árvore — as três espécies em processo de extinção. Condenadas ao aniquilamento, o índio principalmente. Será que antes de chegarmos à solução final do nosso problema indígena teremos tempo de captar um pouco da sua arte e de sua vida, nas quais o sagrado e a beleza se confundem para alimentar nossa cultura e nosso remorso?
(Lygia Fagundes Telles. A disciplina do amor, 1980.)
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Antes acuado e abatido pelos longos meses de revolta dos coletes amarelos em cidades da França, com direito a cenas de guerra civil e vandalismo explícito em Paris, o presidente Emmanuel Macron ressurgiu, neste final de férias do verão europeu, bronzeado e adulado após os três dias da cúpula do G7 organizada em Biarritz. Não era este, no entanto, o cenário mais previsível. O encontro anual dos líderes de Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Japão, Itália e Canadá tinha tudo para acabar em mais um convescote diplomático de grandes potências em que nada se decide e tudo se complica. Em um abrasivo contexto mundial, eram esperadas turbulências meteorológicas na orla, fruto das costumeiras intempéries provocadas pelo presidente americano, Donald Trump, confessadamente avesso às instâncias multilaterais. Mas Macron, que havia cuidadosamente preparado seu plano com muita antecedência, conseguiu domar os ímpetos do líder da Casa Branca e obteve, pelo menos, dois avanços significativos e inesperados: trouxe Washington de volta à via diplomática com Teerã na crise do acordo nuclear iraniano, interrompendo o ciclo progressivo de tensões, e abriu caminho para o arrefecimento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, fator de constantes abalos mundiais.
(Fernando Eichenberg. https://epoca.globo.com, 13.09.2019. Adaptado.)
Leia o texto para responder à questão.
15 DE JULHO DE 1955 Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela. Mas o custo dos generos alimenticios nos impede a realização dos nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no lixo, lavei e remendei para ela calçar.
Eu não tinha um tostão para comprar pão. Então eu lavei 3 litros e troquei com o Arnaldo. Ele ficou com os litros e deu-me pão. Fui receber o dinheiro do papel. Recebi 65 cruzeiros. Comprei 20 de carne, 1 quilo de toucinho e 1 quilo de açucar e seis cruzeiros de queijo. E o dinheiro acabou-se.
Passei o dia indisposta. Percebi que estava resfriada. A noite o peito doia-me. Comecei tussir. Resolvi não sair a noite para catar papel. Procurei meu filho João José. Ele estava na rua Felisberto de Carvalho, perto do mercadinho. O onibus atirou um garoto na calçada e a turba afluiu-se. Ele estava no nucleo. Dei-lhe uns tapas e em cinco minutos ele chegou em casa.
Ablui as crianças, aleitei-as e ablui-me e aleitei-me. Esperei até as 11 horas, um certo alguem. Ele não veio. Tomei um melhoral e deitei-me novamente. Quando despertei o astro rei deslisava no espaço. A minha filha Vera Eunice dizia: — Vai buscar agua mamãe!
(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo —
diário de uma favelada, 1993.)
Leia o texto para responder à questão.
15 DE JULHO DE 1955 Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela. Mas o custo dos generos alimenticios nos impede a realização dos nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no lixo, lavei e remendei para ela calçar.
Eu não tinha um tostão para comprar pão. Então eu lavei 3 litros e troquei com o Arnaldo. Ele ficou com os litros e deu-me pão. Fui receber o dinheiro do papel. Recebi 65 cruzeiros. Comprei 20 de carne, 1 quilo de toucinho e 1 quilo de açucar e seis cruzeiros de queijo. E o dinheiro acabou-se.
Passei o dia indisposta. Percebi que estava resfriada. A noite o peito doia-me. Comecei tussir. Resolvi não sair a noite para catar papel. Procurei meu filho João José. Ele estava na rua Felisberto de Carvalho, perto do mercadinho. O onibus atirou um garoto na calçada e a turba afluiu-se. Ele estava no nucleo. Dei-lhe uns tapas e em cinco minutos ele chegou em casa.
Ablui as crianças, aleitei-as e ablui-me e aleitei-me. Esperei até as 11 horas, um certo alguem. Ele não veio. Tomei um melhoral e deitei-me novamente. Quando despertei o astro rei deslisava no espaço. A minha filha Vera Eunice dizia: — Vai buscar agua mamãe!
(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo —
diário de uma favelada, 1993.)
Leia o texto para responder à questão.
15 DE JULHO DE 1955 Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela. Mas o custo dos generos alimenticios nos impede a realização dos nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no lixo, lavei e remendei para ela calçar.
Eu não tinha um tostão para comprar pão. Então eu lavei 3 litros e troquei com o Arnaldo. Ele ficou com os litros e deu-me pão. Fui receber o dinheiro do papel. Recebi 65 cruzeiros. Comprei 20 de carne, 1 quilo de toucinho e 1 quilo de açucar e seis cruzeiros de queijo. E o dinheiro acabou-se.
Passei o dia indisposta. Percebi que estava resfriada. A noite o peito doia-me. Comecei tussir. Resolvi não sair a noite para catar papel. Procurei meu filho João José. Ele estava na rua Felisberto de Carvalho, perto do mercadinho. O onibus atirou um garoto na calçada e a turba afluiu-se. Ele estava no nucleo. Dei-lhe uns tapas e em cinco minutos ele chegou em casa.
Ablui as crianças, aleitei-as e ablui-me e aleitei-me. Esperei até as 11 horas, um certo alguem. Ele não veio. Tomei um melhoral e deitei-me novamente. Quando despertei o astro rei deslisava no espaço. A minha filha Vera Eunice dizia: — Vai buscar agua mamãe!
(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo —
diário de uma favelada, 1993.)
Leia o texto para responder à questão.
Na quinta-feira, os três [Jorge, Sebastião e Julião], que se tinham encontrado na casa Havanesa, eram introduzidos por uma rapariguita vesga, suja como um esfregão, na sala do Conselheiro. Um vasto canapé1 de damasco amarelo ocupava a parede do fundo, tendo aos pés um tapete onde um chileno roxo caçava ao laço um búfalo cor de chocolate; por cima uma pintura tratada a tons cor de carne, e cheia de corpos nus cobertos de capacetes, representava o valente Aquiles arrastando Heitor em torno dos muros de Troia. Um piano de cauda, mudo e triste sob a sua capa de baeta2 verde, enchia o intervalo das duas janelas. Sobre uma mesa de jogo, entre dois castiçais de prata, uma galguinha3 de vidro transparente galopava; e o objeto em que se sentia mais o calor do uso era uma caixa de música de dezoito peças!
(Eça de Queirós. O primo Basílio, 1993.)
1 canapé: espécie de sofá com encosto e braços.
2 baeta: tecido de lã ou algodão, de textura felpuda, com pelo em ambas as faces.
3 galguinha: referente à raça de cães altos, esguios e de pelagem curta.