Questões de Vestibular Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 5.386 questões

Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375057 Português
Observe o fragmento abaixo de um conto de Clarice Lispector:


“Nas árvores as frutas eram pretas, doces como mel. Havia no chão caroços secos cheios de circunvoluções, como pequenos cérebros apodrecidos. O banco estava manchado de sucos roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas patas de uma aranha. A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos. Ao mesmo tempo que imaginário – era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudos, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega – era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante. As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida e abandonada. A moral do jardim era outra. Agora que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros passos de um mundo faiscante, sombrio, onde vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A decomposição era profunda, perfumada... Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos, enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia o seu cheio adocicado... O jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.” (LISPECTOR, C. Amor. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. P. 25)
Quando o narrador descreve as percepções da personagem e seqüencia três sentenças conclusivas de um estado de espírito (A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos), o verbo “ser” funciona como:
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375053 Português
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
A variedade folclórica descrita em Macunaíma propõe o reconhecimento de um Brasil ainda em formação, por meio de um personagem que se tornará símbolo, em nossa literatura, de um processo do qual:
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375048 Português
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
Quando o autor nos fala da apresentação do documento como defesa do ex-prefeito, abrindo um travessão a seguir (– a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc.), este recurso enfatiza um aspecto:
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375046 Português
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
O autor do artigo estabelece, logo no início do texto, uma qualidade de exceção ao ex-prefeito de Juiz de Fora. Como estratégica de construção do artigo, a palavra “fenômeno” ganha um sentido irônico ao longo do próprio parágrafo que acaba nos revelando:
Alternativas
Q1371731 Português
TEXTO:

As coisas naturais me cercam
e contam-me — analfabetas —
que são minhas irmãs.
A lua é, agora, um objeto
do meu uso pessoal.

Sinto-me tão natural
que faço sol, chovo, anoiteço.
Minha mão é de prata e água.
As moças do lugar me cumprimentam
sem me conhecer;
com isso, me comovem.


RICARDO, Cassiano. Estação de cura. Melhores poemas: Cassiano Ricardo. Seleção Luiza Franco Moreira. São Paulo: Global, 2003. p. 116. (Coleção Melhores Poemas)
O texto sugere
Alternativas
Q1371730 Português
Umas poucas pessoas, gente da Ladeira, espiavam o cadáver quando Vanda chegou. O santeiro informava em voz baixa: — É a filha. Tinha filha, genro, irmãos. Gente distinta. O genro é funcionário, mora em Itapagipe. Casa de primeira... [...] Era um morto pouco apresentável, cadáver de vagabundo falecido ao azar, sem decência na morte, sem respeito, rindo-se cinicamente, rindo-se dela, com certeza de Leonardo, do resto da família. Cadáver para necrotério, para ir no rabecão da polícia servir depois aos alunos da Faculdade de Medicina nas aulas práticas, ser finalmente enterrado em cova rasa, sem cruz e sem inscrição. Era o cadáver de Quincas Berro Dágua, cachaceiro, debochado e jogador, sem família, sem lar, sem flores e sem rezas. Não era Joaquim Soares da Cunha, correto funcionário da Mesa de Rendas Estadual, aposentado após vinte e cinco anos de bons e leais serviços, esposo modelar, a quem todos tiravam o chapéu e apertavam a mão.
AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. 44. ed. Rio de Janeiro: Record, 1979. p. 26-27.

O texto apresenta
Alternativas
Q1371729 Português
I. Pouco a pouco, tinha-se inclinado; fincara os cotovelos no mármore da mesa e metera o rosto entre as mãos espalmadas. Não estando abotoadas, as mangas caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços, muito claros, e menos magros do que se poderiam supor. A vista não era nova para mim, posto também não fosse comum; naquele momento, porém, a impressão que tive foi grande. As veias eram tão azuis, que, apesar da pouca claridade, podia contá-las do meu lugar. A presença de Conceição espertara-me ainda mais que o livro. Continuei a dizer o que pensava das festas da roça e da cidade, e de outras coisas que me iam vindo à boca. Falava emendando os assuntos, sem saber por que, variando deles ou tornando aos primeiros, e rindo para fazê-la sorrir e ver-lhe os dentes que luziam de brancos, todos iguaizinhos.

ASSIS, Machado de. Missa do galo: variações sobre o mesmo tema. São Paulo: Summus, 1977. p. 17.


II. Hoje, sinto-me especialmente bem. Muito alivia-me o Natal quando se avizinha. Mais uma estação vencida galhardamente. Logo depois do almoço apurei-me na colônia, fui bem farto ao passá-la pelo corpo. Encareci a Conceição que se encarregasse pessoalmente de meus trajes. Afinal, um homem é a sua aparência. Como sempre, obedeceu-me. A bem da verdade, ela jamais me desagravou com atitudes hostis. E mesmo quando supôs que da rua eu trazia-lhe algum desgosto, nunca me levantou a voz. E não é feia, a minha Conceição. Ocorre apenas que os mesmos encantos que em outra mulher reluzem firmemente, nela, por mistério que não explico, simplesmente empalidecem. Com esta verdade, já estou bem conformado. Se ao menos Conceição soubesse rir!

PIÑON, Nélida. Missa do galo: variações sobre o mesmo tema. São Paulo: Summus, 1977. p. 26. 
Identifique as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F).
Considerando-se os trechos I e II, pode-se afirmar:

( ) Em ambos, evidencia-se a mesma imagem de Conceição, precisa em seus detalhes.
( ) Tanto no trecho I quanto no II, acentua-se a subserviência da mulher em relação ao homem.
( ) No trecho I, a figura feminina exerce certo fascínio sobre o narrador; já no II, a mulher em foco é desprovida de atributos sedutores.
( ) No trecho I, Conceição é revelada fisicamente em atributos conhecidos que adquirem novo valor, enquanto no II, o narrador mostra-se íntimo de Conceição e emite juízo de valor a respeito das atitudes dela.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
Alternativas
Q1371728 Português
I. Pouco a pouco, tinha-se inclinado; fincara os cotovelos no mármore da mesa e metera o rosto entre as mãos espalmadas. Não estando abotoadas, as mangas caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços, muito claros, e menos magros do que se poderiam supor. A vista não era nova para mim, posto também não fosse comum; naquele momento, porém, a impressão que tive foi grande. As veias eram tão azuis, que, apesar da pouca claridade, podia contá-las do meu lugar. A presença de Conceição espertara-me ainda mais que o livro. Continuei a dizer o que pensava das festas da roça e da cidade, e de outras coisas que me iam vindo à boca. Falava emendando os assuntos, sem saber por que, variando deles ou tornando aos primeiros, e rindo para fazê-la sorrir e ver-lhe os dentes que luziam de brancos, todos iguaizinhos.

ASSIS, Machado de. Missa do galo: variações sobre o mesmo tema. São Paulo: Summus, 1977. p. 17.


II. Hoje, sinto-me especialmente bem. Muito alivia-me o Natal quando se avizinha. Mais uma estação vencida galhardamente. Logo depois do almoço apurei-me na colônia, fui bem farto ao passá-la pelo corpo. Encareci a Conceição que se encarregasse pessoalmente de meus trajes. Afinal, um homem é a sua aparência. Como sempre, obedeceu-me. A bem da verdade, ela jamais me desagravou com atitudes hostis. E mesmo quando supôs que da rua eu trazia-lhe algum desgosto, nunca me levantou a voz. E não é feia, a minha Conceição. Ocorre apenas que os mesmos encantos que em outra mulher reluzem firmemente, nela, por mistério que não explico, simplesmente empalidecem. Com esta verdade, já estou bem conformado. Se ao menos Conceição soubesse rir!

PIÑON, Nélida. Missa do galo: variações sobre o mesmo tema. São Paulo: Summus, 1977. p. 26. 
No trecho I, o personagem narrador revela-se
Alternativas
Q1371727 Português
[...] Mendonça gostava sobretudo da variedade no viver; não tolerava os mesmos prazeres nem os mesmos charutos; para os apreciar tinha necessidade de os alternar freqüentemente. Se fosse possível, era capaz de fazer-se monge durante um mês, antes do carnaval, trocar o hábito por um dominó, e atar as últimas notas das matinas com os prelúdios da contradança. A fidelidade à moda custava-lhe um pouco, quando esta não ia a passo com a impaciência. Em sua opinião, o que distinguia o homem do cão era a faculdade de fazer que uma noite se não parecesse com outra. O Rio de Janeiro não lhe oferecia a mesma variedade de recursos que Paris; tendo o gênio inventivo e fértil, não lhe faltaria meio de fugir à uniformidade dos hábitos.
ASSIS, Machado de. Helena. São Paulo: FTD, 1992. p. 67. (Coleção Grandes Leituras)

O personagem em foco
Alternativas
Q1371723 Português

Imagem associada para resolução da questão

SANTOS, Francisco de Assis. Cabocla em seu olhar, 1987. 1 original de arte, óleo sobre tela, 100x93cm. In: LIMA, Aldemir Morato de; KAWALL, Luiz Ernesto M. Os 14 dos vale: pintores primitivos/Vale do Parnaíba, São Paulo: Arte Editora Ltda., 1987. p. 33.


Na obra “Cabocla em seu olhar”, de Francisco de Assis Santos, reproduzida em destaque,

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2009 - UEAP - Vestibular - PROVA OBJETIVA – 1a Fase |
Q1371463 Português

Em saCo de frasES, o narrador questiona-se quanto ao antigo modo de vida da cidade de Macapá e também quanto ao modo de ser de sua gente. De acordo com o trecho do texto que vem a seguir, e a obra a qual ele pertence, este narrador:


“Hoje, quando percorro pelo antigo local da lixeira, sempre espero que o vento deixe pousar na minha frente uma daquelas frases escritas para que eu possa queimá-la, e assim extirpar do universo mais um preconceito que eu não deveria ter dito na caminhada da vida” (saCo de frasES - Fernando Canto)

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2009 - UEAP - Vestibular - PROVA OBJETIVA – 1a Fase |
Q1371462 Português

Os Estatutos do Homem, de Thiago de Melo aborda uma temática universal, tendo sido traduzido para vários países. Sobre o fragmento Artigo Final, que vem a seguir, marque a alternativa que melhor expressa a idealização da liberdade.


Artigo Final


Fica proibido o uso da palavra liberdade,

a qual será suprimida dos dicionários

e do pântano enganoso das bocas.

A partir deste instante

a liberdade será algo vivo e transparente

como um fogo ou um rio,

e a sua morada será sempre

o coração do homem.


Alternativas
Ano: 2009 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2009 - UEAP - Vestibular - PROVA OBJETIVA – 1a Fase |
Q1371460 Português
Sobre o romance O Tronco do Ipê, de José de Alencar, considere as afirmações abaixo:

I. O cenário principal acontece na fazenda de Nossa Senhora do Boqueirão, com a presença constante da casa-grande e da senzala.
II. O tema central é a ascensão e decadência do Barão Joaquim de Freitas, dono da fazenda Nossa Senhora do Boqueirão.
III. É narrado em terceira pessoa, através do personagem pai Benedito, que tudo vê, tudo sabe, tudo presencia.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2009 - UEAP - Vestibular - PROVA OBJETIVA – 1a Fase |
Q1371459 Português
A instabilidade das cousas do mundo

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.
(Gregório de Matos)
Considere as afirmações sobre o poema:

I. O autor utiliza o Sol, a beleza e a alegria para ilustrar a efemeridade da vida;
II. O poeta afirma que a única coisa firme é o fato de nada ser constante;
III. O autor utiliza um paradoxo na última estrofe, o que não é próprio da estética Barroca;
IV. O acúmulo de antíteses e a estrutura interrogativa são recursos estilísticos utilizados pelo autor para sustentar sua argumentação.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: UEAP Órgão: UEAP Prova: UEAP - 2009 - UEAP - Vestibular - PROVA OBJETIVA – 1a Fase |
Q1371458 Português

Amor sem limite (fragmento)


Quando a gente ama alguém de verdade

Esse amor não se esquece

O tempo passa, tudo passa, mas no peito

O amor permanece

E qualquer minuto longe é demais

A saudade atormenta

Mas qualquer minuto perto é bom demais

O amor só aumenta.


Vivo por ela

Ninguém duvida

Porque ela é tudo

Na minha vida.


(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)


Esta canção de Roberto e Erasmo Carlos situa a mulher num plano superior, de certa forma idealizada, e reserva ao eu-poético masculino a vassalagem amorosa. Desta forma, no cenário da poética medieval da literatura portuguesa, caracterizase a mulher nas cantigas de:

Alternativas
Q1368855 Português
TEXTO II

ENTREVISTA: Gravidez na adolescência: a cada 18 minutos, uma menina de 10 a 14 anos dá à luz uma criança, no Brasil

qua, 02/09/09

por Emily Sasson |
Entrevista concedida pela coordenadora da Casa do Adolescente, Dra. Albertina Duarte.

/.../

Com que idade os jovens de hoje dão início à vida sexual? Como comparar essa geração com a anterior, quer dizer, como os pais desses jovens se comportavam sexualmente quando eram jovens?
As estatísticas mostram que a idade do início da atividade sexual ocorre entre 14 e 17 anos. Temos, porém, que a primeira relação amorosa está acontecendo antes dos 14, isto é, o primeiro desejo, o primeiro encantamento. Hoje, ser BV - boca virgem - aos 14 anos pode ser um fator de discriminação ou de insegurança entre os adolescentes. Em relação à atividade sexual, a idade cronológica e o tempo de relacionamento são precoces. Desde os anos 90, as pesquisas apontam que o relacionamento sexual faz parte do namoro, portanto houve uma mudança. A atividade sexual que antes se iniciava com profissionais do sexo, hoje acontece com o namorado, amigos ou conhecidos, o que gera mais insegurança. Os pais de antigamente tinham relações com profissionais do sexo, de forma clandestina, sem conhecimento dos pais, e o homem era aprovado na sua atuação sexual. A mulher era mantida culturalmente virgem.
Se os jovens têm acesso à informação, por que ocorrem ainda tantos casos de gravidez? Eles dizem que usam preservativo e engravidam mesmo assim… Isso é possível?
A informação não garante a mudança de comportamento. A insegurança dificulta a negociação com o parceiro para o uso do preservativo. As pesquisas feitas junto com a OMS - Organização Mundial da Saúde - mostraram que a menina tem insegurança e medo de não agradar o parceiro e o menino tem medo de falhar./.../Mais de 90% dos adolescentes conhecem os preservativos e algum método anticoncepcional e 30% usam esses métodos nas primeiras relações sexuais. O uso do preservativo aumentou entre os jovens, mas eles deixam de usá-lo conforme aumenta o tempo de relacionamento. Muito tempo pode ser dois meses. Como prova de carinho ou de fidelidade, o adolescente pode deixar de usar o preservativo ou algumas vezes usar e outras não.
Em geral, como reagem os pais das adolescentes grávidas? Existe um trabalho também com a família na Casa do Adolescente?
Apesar dos pais hoje “aceitarem”, isso não garante que sejam parceiros nessa gravidez. O trabalho que é feito na Casa do Adolescente com a família é justamente discutir o processo de gravidez na adolescência, como será esse apoio, preparar os pais para que eles não culpem e cobrem dos adolescentes, mas que ajudem nessa fase. É discutida a importância de voltar à escola, de facilitar que os adolescentes tenham um grupo de amigos, possam fazer atividades, dividam as tarefas e não fiquem o tempo todo sendo rotulados. Isto vai fazer com que a adolescente se sinta segura, possa exercer suas atividades de mãe, previna uma segunda gravidez e possa se relacionar com ela e com o mundo numa perspectiva de um futuro feliz.
Na sua opinião, os problemas dos adolescentes são causados mais por fatores externos, como a sociedade e o meio, ou mais por fatores pessoais e familiares?
A sociedade gera uma cultura de desafios para o adolescente em relação ao mundo adulto. Se a sociedade que impõe esses desafios e riscos não gera uma rede de proteção, estímulos e perspectivas, os adolescentes se sentirão abandonados e as famílias sozinhas não poderão enfrentar as situações de conflitos. Os adolescentes são vítimas e não culpados pelo mundo em que vivem. Eles podem ter uma grande força de mudança. Para isso, é preciso gerar uma cultura de acolhimento e participação. Se os adolescentes têm tendência grupal e gostam de viver em grupo, cabe à sociedade, ao país, estimular serviços, leis, espaços que possam acolher, atender e promover a participação dos adolescentes. /.../

(http://especiais.fantastico.globo.com/ligadasmulheres/2009/09/02/gravidez-na-adolescencia) 
O uso de aspas, em “aceitarem”, na terceira resposta, reforça a ideia de
Alternativas
Q1368854 Português
TEXTO II

ENTREVISTA: Gravidez na adolescência: a cada 18 minutos, uma menina de 10 a 14 anos dá à luz uma criança, no Brasil

qua, 02/09/09

por Emily Sasson |
Entrevista concedida pela coordenadora da Casa do Adolescente, Dra. Albertina Duarte.

/.../

Com que idade os jovens de hoje dão início à vida sexual? Como comparar essa geração com a anterior, quer dizer, como os pais desses jovens se comportavam sexualmente quando eram jovens?
As estatísticas mostram que a idade do início da atividade sexual ocorre entre 14 e 17 anos. Temos, porém, que a primeira relação amorosa está acontecendo antes dos 14, isto é, o primeiro desejo, o primeiro encantamento. Hoje, ser BV - boca virgem - aos 14 anos pode ser um fator de discriminação ou de insegurança entre os adolescentes. Em relação à atividade sexual, a idade cronológica e o tempo de relacionamento são precoces. Desde os anos 90, as pesquisas apontam que o relacionamento sexual faz parte do namoro, portanto houve uma mudança. A atividade sexual que antes se iniciava com profissionais do sexo, hoje acontece com o namorado, amigos ou conhecidos, o que gera mais insegurança. Os pais de antigamente tinham relações com profissionais do sexo, de forma clandestina, sem conhecimento dos pais, e o homem era aprovado na sua atuação sexual. A mulher era mantida culturalmente virgem.
Se os jovens têm acesso à informação, por que ocorrem ainda tantos casos de gravidez? Eles dizem que usam preservativo e engravidam mesmo assim… Isso é possível?
A informação não garante a mudança de comportamento. A insegurança dificulta a negociação com o parceiro para o uso do preservativo. As pesquisas feitas junto com a OMS - Organização Mundial da Saúde - mostraram que a menina tem insegurança e medo de não agradar o parceiro e o menino tem medo de falhar./.../Mais de 90% dos adolescentes conhecem os preservativos e algum método anticoncepcional e 30% usam esses métodos nas primeiras relações sexuais. O uso do preservativo aumentou entre os jovens, mas eles deixam de usá-lo conforme aumenta o tempo de relacionamento. Muito tempo pode ser dois meses. Como prova de carinho ou de fidelidade, o adolescente pode deixar de usar o preservativo ou algumas vezes usar e outras não.
Em geral, como reagem os pais das adolescentes grávidas? Existe um trabalho também com a família na Casa do Adolescente?
Apesar dos pais hoje “aceitarem”, isso não garante que sejam parceiros nessa gravidez. O trabalho que é feito na Casa do Adolescente com a família é justamente discutir o processo de gravidez na adolescência, como será esse apoio, preparar os pais para que eles não culpem e cobrem dos adolescentes, mas que ajudem nessa fase. É discutida a importância de voltar à escola, de facilitar que os adolescentes tenham um grupo de amigos, possam fazer atividades, dividam as tarefas e não fiquem o tempo todo sendo rotulados. Isto vai fazer com que a adolescente se sinta segura, possa exercer suas atividades de mãe, previna uma segunda gravidez e possa se relacionar com ela e com o mundo numa perspectiva de um futuro feliz.
Na sua opinião, os problemas dos adolescentes são causados mais por fatores externos, como a sociedade e o meio, ou mais por fatores pessoais e familiares?
A sociedade gera uma cultura de desafios para o adolescente em relação ao mundo adulto. Se a sociedade que impõe esses desafios e riscos não gera uma rede de proteção, estímulos e perspectivas, os adolescentes se sentirão abandonados e as famílias sozinhas não poderão enfrentar as situações de conflitos. Os adolescentes são vítimas e não culpados pelo mundo em que vivem. Eles podem ter uma grande força de mudança. Para isso, é preciso gerar uma cultura de acolhimento e participação. Se os adolescentes têm tendência grupal e gostam de viver em grupo, cabe à sociedade, ao país, estimular serviços, leis, espaços que possam acolher, atender e promover a participação dos adolescentes. /.../

(http://especiais.fantastico.globo.com/ligadasmulheres/2009/09/02/gravidez-na-adolescencia) 

Sobre aspectos morfossintáticos e coesivos, no texto II, é INCORRETO afirmar:

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2009 - UCPEL - Vestibular |
Q1359318 Português
Sobre Francisco Lobo da Costa e sua obra, analise as afirmações seguintes como FALSAS (F) ou VERDADEIRAS (V) e marque a opção que contém a sequência certa.
I. A narrativa de Francisco Lobo da Costa é repleta de gírias e de palavras de baixo calão.
II. Sua poesia é essencialmente romântica.
III. Sua dramaturgia é essencialmente humanista, além de apresentar fortes traços de uma estética barroca e naturalista.
A correta é
Alternativas
Ano: 2009 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2009 - UCPEL - Vestibular |
Q1359316 Português

Para o teste seguinte, analise as afirmativas e assinale a opção correta.


I. Em sua obra, Carlos Drummond de Andrade conseguiu explicar a dualidade existente entre os seres, exaltando a percepção dos problemas vitais à luz das teorias científicas de sua época.
II. Érico Veríssimo aborda uma temática voltada para o interesse pelas zonas habitadas por povos da antiguidade greco-latina.

III . João Simões Lopes Neto apenas produziu textos poéticos, pois era de índole literária semelhante à de Mário Quintana.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2009 - UFRN - Vestibular - Segundo Dia |
Q1354216 Português
Os fragmentos textuais abaixo foram extraídos de crônicas de Luis Fernando Veríssimo (2001). Aquele em que o termo sublinhado constitui uma onomatopéia é:
Alternativas
Respostas
5161: B
5162: C
5163: A
5164: D
5165: E
5166: C
5167: E
5168: E
5169: C
5170: B
5171: A
5172: C
5173: D
5174: E
5175: D
5176: E
5177: B
5178: C
5179: A
5180: A