Questões de Vestibular
Sobre teoria literária em literatura
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(Lucette Valensi. Venise et la Sublime Porte, 1987. Adaptado.)
Palladio e Veronese são artistas do Renascimento italiano do século XVI. A arquitetura de Palladio confere forma
“Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto”.
“Voltei, abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso, doutor, só tenho o senhor no mundo’. Não acabou de falar ou se falou eu não ouvi, com o barulho do tiro”.
“— Será que ele está vendo a gente de algum lugar? — perguntou o rapazinho. Olhou para o alto — o teto ainda de luz acesa —, como se a alma do morto estivesse por ali, observando-os; não viu nada, mas sentia como se a alma estivesse por ali”.
“Ai, por que não fugi? Pegou a vassoura atrás da porta e me encheu de pancada. Me desviei, a criança ali nos braços, o cabo deu no canto da mesa e se quebrou”.
Os fragmentos acima correspondem, respectivamente, aos seguintes contos:
“Triste ironia atroz que o senso humano irrita: – ele que doira a noite e ilumina a cidade, talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua crenças, religiões, amor, felicidade, como este acendedor de lampiões da rua!”
“Nero, com o manto grego ondeando ao ombro, assoma entre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte, lira em punho, celebra a destruição de Roma”.
(Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007.)
Verificam-se distorções e ambiguidades em relação à técnica da perspectiva na seguinte obra:
Leia com atenção as afirmações a seguir sobre o livro de Cristóvão Tezza, O filho eterno.
I. Narrado em terceira pessoa, o romance apresenta um jogo narrativo que surpreende, tornando possível reconhecer através do personagem “Pai” dados biográficos do autor;
II. O narrador conhece os pensamentos do pai e, de forma invisível, está presente em todos os cenários da narrativa, permitindo expor ao leitor os sentimentos, as emoções e as aflições de criar um filho com necessidades especiais em uma época com poucas informações a respeito;
III. Com sentimentalismo exacerbado, as reações e as transformações que o pai vai sofrendo desde o nascimento do filho até o seu desenvolvimento e inserção no mundo chamam a atenção pela sua superficialidade nos relacionamentos;
IV. Embora haja outras personagens, das quais apenas o filho é nomeado – Felipe; o enredo gira em torno de duas personagens principais: pai e filho;
V. O tempo da narrativa é trabalhado de forma que acompanha o crescimento e desenvolvimento de Felipe, permitindo que o narrador possa inserir passagens da adolescência do pai; de modo que as principais mudanças de espaço ocorrem juntamente com as interrupções do tempo cronológico.
Assinale a alternativa em que todas as afirmações
estão CORRETAS:
O retirante explica ao leitor quem é e a que vai
– O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias
lá da Serra da Costela,
limites da Paraíba,
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
NETO. João Cabral de Melo. Morte e vida severina e outros poemas para vozes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
Nesse primeiro quadro de Morte e vida severina, depreende-se, por meio de seu contexto,
que