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Questões de Vestibular Sobre teoria literária em literatura

Foram encontradas 129 questões

Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular 2024 - 1º Dia |
Q4164030 Literatura
Instrução: Considere os excertos extraídos, respectivamente, de Coral e outros poemas, de Sophia de Mello Breyner Andresen e Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas, e a leitura integral dessas duas obras para responder à questão .


Retrato de uma princesa desconhecida


Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar
de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e
limpos
Para que a sua espinha fosse tão direta
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de
escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos

Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino


mulher depois


queridos pai e mãe
tô escrevendo da tailândia
é um país fascinante
tem até elefante
e umas praias bem bacanas

mas tô aqui por outras coisas
embora adore fazer turismo
pai, lembra quando você dizia
que eu parecia uma guria
e a mãe pedia: deixem disso?

pois agora eu virei mulher
me operei e virei mulher
não precisa me aceitar
não precisa nem me olhar
mas agora eu sou mulher
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os excertos.

( ) A representação feminina, no poema de Andresen, aponta mulheres historicamente valorizadas pelos homens, colocando-as ao lado deles no processo de construção igualitária entre os universos feminino e masculino.
( ) O eu-lírico, nos versos de Freitas, dirige-se aos pais em tom de correspondência, como se lhes escrevesse uma pequena carta, para contar, além de pequenos detalhes da viagem a outro país, a mudança de sexo.
( ) O tom irônico, reflexivo e provocativo, presente em muitos dos poemas de Freitas, desafia o senso comum, o que permite aos leitores questionar imposições sociais às mulheres.
( ) A problematização e o questionamento da condição feminina caracterizam o eixo temático da poética de Andresen, mas descrições e sensações ligadas ao mar, ao jardim, às mãos, à noite, à luz, à mitologia grega são temas ignorados pela poeta.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular - 2º Dia |
Q4162862 Literatura

Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.





Adaptado de: ÁLVAREZ, J. Snow. In: Castillo-Speed, L. Latina – Women’s voices from the borderlands. New York: Touchstone, 1995. 

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, acerca do texto.

( ) Embora já conhecesse e mesmo repetisse a palavra snow, Yolanda nunca entendera do que se tratava, razão pela qual ficou assustada quando viu neve pela primeira vez.
( ) Apesar do tom leve, o texto faz uma crítica à forma assustadora com que até mesmo crianças foram envolvidas na paranoia atômica da Guerra Fria.
( ) Com carinho, Yolanda lembra a Irmã Zoe pelo esforço da religiosa em fazer com a menina, uma imigrante hispânica, não se sentisse agredida por manifestações xenófobas, em função da crise dos mísseis em Cuba.
( ) Apesar de seu favoritismo na infância, Yolanda deixa clara sua reprovação à forma como a Irmã Zoe incutiu medos infundados e gerou traumas nas crianças de sua turma.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4162807 Literatura
Leia os versos destacados de três poemas da parte “Geografia”, do livro Coral e outros poemas, de Sophia de Mello Breyner Andresen. 

Ingrina
O grito da cigarra ergue a tarde a seu cimo e o perfume do orégão invade a felicidade. [...]

Eu me perdi
[...]
Eu me busquei no vento e me encontrei no mar
E nunca
Um navio da costa se afastou
Sem me levar


Da transparência
Senhor libertai-nos do jogo perigoso da transparência
No fundo do mar da nossa alma não há corais nem búzios
Mas sufocado sonho
[...]


Considere as seguintes afirmações sobre os versos no contexto dos poemas.

I - A poesia de Sophia está profundamente marcada pelo contato com a natureza, muito especialmente com o mar.
II - Sophia recupera fatos históricos e míticos, através de longos poemas épicos, repletos de elogios às figuras célebres.
III- O olhar do sujeito lírico revela dupla dimensão, que parte das pequenas coisas, passa pela paisagem e se une ao todo, revelando a importância da existência.

Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4162804 Literatura
No bloco superior abaixo, estão listados títulos de alguns contos da obra Deixe o quarto como está, de Amilcar Bettega Barbosa; no inferior, fragmentos de textos a eles relacionados.

Associe adequadamente o bloco inferior ao superior. 

1 - “Exílio”
2 - “Hereditário”
3 - “Insistência”
4 - “O encontro”
5 - “Para salvar Beth”

( ) “É um trabalho simples”, ele disse, “é só levar o cachorrinho lá e ficar esperando.” “Mas você nunca gostou de cachorro, Gil, lembra aquela vez que eu ganhei um filhote da Cris, quer dizer, da cadela da Cris?” Ela riu.
( ) Das poucas coisas que meu pai deixou, a mim coube uma pequena caixa recoberta por um veludo puído, dessas onde se guardavam os anéis de diamantes, pulseiras ou coisas assim.
( ) Chegaram à cidade com noite e cansaço e um táxi os tirou da chuva para pousá-los num quarto de pensão desconfortável, à espera de que uma noite de sono os refizesse novos e prontos para o encontro que não deveria tardar.
( ) “Vou fechar a loja e ir embora da cidade.” Quantas vezes esse pensamento já havia me rondado! Não que eu não gostasse da cidade, mas a loja ali não se sustentava.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4162803 Literatura
Leia os versos destacados de três poemas de Bagagem, de Adélia Prado.

Antes do nome
Não me importa a palavra, esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,
[...]
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo filho é Verbo. Morre quem entender.


A invenção de um modo
[...]
Porque tudo que invento já foi dito
nos dois livros que eu li:
as escrituras de Deus,
as escrituras de João.
Tudo é Bíblias. Tudo é Grande Sertão.


Guia
A poesia me salvará.
[...]
No entanto, repito, a poesia me salvará.
Por ela entendo a paixão
que Ele teve por nós, morrendo na cruz.  


Considere as seguintes afirmações sobre os poemas.

I - A fé é uma musa poderosa, e o sujeito lírico sente-se inferior à palavra, tanto das escrituras quanto do cotidiano.
II - O fazer poético é, para o sujeito lírico, ao mesmo tempo, sagrado e profano, corpo e espírito.
III- A metapoesia é uma temática importante na lírica de Adélia Prado.

Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4162801 Literatura
No romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles, o caráter polifônico do jogo narrativo é garantido pela alternância bastante natural entre um narrador em terceira pessoa e as narrações em primeira pessoa das protagonistas.
No bloco da esquerda abaixo, estão listados os nomes do(a)s narradores(as); no da direita, fragmentos de textos proferidos por ele(a)s. 
Associe adequadamente o bloco da direita ao da esquerda.

Imagem associada para resolução da questão

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4162800 Literatura
Considere o poema Seiscentos e sessenta e seis, de Mario Quintana.

Seiscentos e sessenta e seis

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
Eu nem olhava o relógio
Seguia sempre, sempre em frente...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o poema.

( ) O sujeito lírico busca a definição da vida a partir da metáfora com o universo escolar e a passagem do tempo.
( ) A sucessão “6 horas, 6ª feira, 60 anos” aponta para a finitude, isto é, fim do dia útil, fim da semana útil, consequentemente, fim da vida útil.
( ) O sujeito lírico encerra o poema com um tom melancólico, porque a realidade não corresponde às suas expectativas.
( ) O sujeito lírico encerra o poema com um tom melancólico, porque se dá conta da importância da aprovação na escola.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2023 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4162797 Literatura
Considere os fragmentos do romance A falência, de Júlia Lopes de Almeida.

I. Quando entrou no seu escritório, o guarda-livros estendeu-lhe um telegrama: A casa Mendes e Wilson, de Santos, declarava falência, arrastando na queda grandes capitais de Teodoro. [...] Quinze dias mais tarde anunciava-se o fim de tudo – a grande casa Teodoro teve de declarar falência. [...] Resumindo os seus pensamentos de vencido, Francisco Teodoro disse alto, num suspiro: - Trabalhei, trabalhei, trabalhei, e aqui estou como Jó!

II. Debruçada sobre a mesa, Ruth escrevia em papel de pauta, preparando lições para duas discípulas novas. Toda a sua indolência antiga se transformara em atividade. Nina cosia à máquina e, no meio da casa, Noca borrifava a roupa para o engomado. Ela [Camila] olhou para todos. Ruth estava feiosa, muito magrinha; mas a sua coragem iluminava-lhe a fronte, uma fronte de homem, vasta e pensadora; as outras pareciam até mais bonitas naquele afã. Estavam na sua atmosfera.

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima.

( ) O fragmento I aborda aspectos da atividade laboral de Francisco Teodoro, que se tornou um dos mais importantes empresários açucareiros na sociedade carioca do século XVIII.
( ) O fragmento I representa a derrocada de Francisco Teodoro ao ambicionar o posto de português mais importante do Brasil e ingressar na sociedade oferecida por Braga.
( ) Os fragmentos I e II são narrados em terceira pessoa com uma visão onisciente e com posição externa à narrativa.
( ) O fragmento II, para a época em que foi escrita a obra, revela um desfecho inesperado ao colocar um grupo de mulheres como protagonistas de seus destinos.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: FCM/SANTA CASA Prova: VUNESP - 2023 - FCM/SANTA CASA - Vestibular - Medicina |
Q4149744 Literatura
Para responder à questão, leia o poema da escritora portuguesa Florbela Espanca, publicado originalmente em 1919.



            Vaidade

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...


(Florbela Espanca. Poemas, 1996.)
As duas primeiras estrofes do poema caracterizam-se, sobretudo, pelo seu teor
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2023 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q4141971 Literatura
Leia com atenção a fábula de Esopo, a seguir.
“A cigarra passou o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos. Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer. A formiga então perguntou a ela: — E o que é que você fez durante todo o verão? — Durante o verão eu cantei — disse a cigarra. E a formiga respondeu: — Muito bem, pois agora dance!”
Assinale a opção que apresenta, nessa pequena narrativa, o acontecimento desequilibrador do estado inicial.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910173 Literatura
Leia o trecho do romance Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso, a seguir.
Motorista é empregado, com carga pra entregar, horário pra cumprir, não vai ficar estuprando durante o expediente. Pra mostrar que sou mulher direita, vou até o banco, pego a Picochuca. Volto com ela dormindo no meu colo, levanto a mão. Outro vem e passa direto por mim. Não demora muito e aparece uma cegonha. Esse vai parar, leva tanto carro, o que custa levar uma mulher e uma menina? Deve custar alguma coisa, porque o motorista não para. Talvez não tenha enxergado a gente. Resolvo avançar um pouco mais, meu pé direito em cima da faixa amarela. Lá vem mais um e penso que foi enviado pra mim, no para-choque escrito bem grande Rastreado por Deus. Mas esse também não para, assim como a carreta e o caminhão-tanque que vem atrás dela e passa como se eu não existisse. Fico pensando o que é que está acontecendo, a vida arrancou o coração de todas essas pessoas? Depois de alguns minutos, vem outro. Pra minha surpresa, o caminhão freia. A porta abre. Um homem me olha lá de cima. Tenho medo dele, mas parece que ele também tem medo de mim. Me observa, desconfiado, do assento coberto por bolinhas de madeira, que nem as que o Lauro usava pra relaxar no trânsito. Tô indo pra São Paulo, falo pra ele. Eu também, sobe aí, diz, e estende a mão pra me ajudar. Não sei se é a gentileza ou o banco igual ao do Lauro, mas não sinto tanto medo dele, só um pouco. Sento, me ajeito sem acordar a Picochuca, ponho o cinto de segurança. É tua filha?, pergunta. Digo que sim.
(MADALOSSO, G. Suíte Tóquio. São Paulo: Todavia, 2020. p.157-158.)
Com base nesse trecho, na leitura integral do romance e nas correlações com Niketche, de Paulina Chiziane, e A Falência, de Júlia Lopes de Almeida, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910170 Literatura
Leia o poema, de Carlos Drummond de Andrade, a seguir.
A rua diferente
Na minha rua estão cortando árvores botando trilhos construindo casas.
Minha rua acordou mudada. Os vizinhos não se conformam. Eles não sabem que a vida tem dessas exigências brutas.
Só minha filha goza o espetáculo e se diverte com os andaimes, a luz da solda autógena e o cimento escorrendo nas formas.
(ANDRADE, C. D. Nova reunião. v.1. Rio de Janeiro: José Olympio, 1983. p.12.)
Com base nesse poema e nos conhecimentos sobre literatura, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910169 Literatura

Leia o soneto, de Luís Vaz de Camões, a seguir.


Quando o sol encoberto vai mostrando

Ao mundo a luz quieta e duvidosa,

Ao longo de 6.jpg (21×20) praia deleitosa

Vou na minha inimiga imaginando.


Aqui a vi, os cabelos concertando;

Ali, co’a mão na face tão, fermosa;

Aqui falando alegre, ali cuidosa;

Agora estando queda, agora andando.


Aqui esteve sentada, ali me viu,

Erguendo aqueles olhos, tão isentos;

Aqui movida um pouco, ali segura.


Aqui se entristeceu, ali se riu.

E, enfim, nestes cansados pensamentos

Passo esta vida vã, que sempre dura.


(CAMÕES, Luis De. Obra completa. Aguilar; 1963. p. 292.)


A partir da leitura desse soneto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2023 - UEMA - Vestibular |
Q3728681 Literatura
Jorge Amado de Faria, autor de vasta obra literária, adotou como temas principais a miséria, as relações sociais e humanas do povo da Bahia. Dentre suas obras cita-se Mar morto, incluído nas crônicas de costumes.
Mar morto, de Jorge Amado, difere do Mar morto, localizado no Oriente Médio, caracterizado por sua alta salinidade, o que impede quase toda a forma de vida naquele lago. Em contrapartida, no romance, os impedimentos existentes são de ordem social e enigmática. Nessa obra, o autor enfoca
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2023 - UFGD - Vestibular |
Q3274977 Literatura
A mãe sabia que estivera presa, mas não sabia (não queria saber) o que havia acontecido lá dentro: era demais para o seu coração de mãe, para o seu corpo frágil. Um dia a filha lhe contaria tudo, porque ela acha que as dores têm de ser ditas, que o silêncio é muito perigoso. Ela lhe contaria tudo o que se passou quando esteve presa, mas não hoje, não nesse dia de encontro e despedida, não depois de tanto tempo sem se verem.  

LEVY, Tatiana Salem. A chave de casa. Rio de Janeiro: Record, 2009. E-book.

Tendo como referência o livro A chave de casa, de Tatiana Salem Levy, e analisando mais especificamente o trecho dado, é correto afirmar que esse excerto é parte de uma cena
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2023 - UFGD - Vestibular |
Q3274975 Literatura

E grita a piranha cor de palha, irritadíssima:


– Tenho dentes de navalha, e com um pulo de ida e volta resolvo a questão!...


– Exagero... – diz a arraia – eu durmo na areia de ferrão a prumo, e sempre há um descuidoso que vem se espetar.


– Pois amigas, – murmura o gimnoto, mole, carregando a bateria – não quero pensar no assunto: se eu soltar três pensamentos elétricos, bate-poço, poço em volta, até vocês duas boiarão mortas…


(Conversa a dois metros de profundidade).


ROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 175.

Considerando o conto Duelo, do livro Sagarana, de João Guimarães Rosa, representado nessa epígrafe, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2023 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3111443 Literatura
               SONETO II


 Leia a posteridade, ó pátrio Rio,
 Em meus versos teu nome celebrado;
 Por que vejas uma hora despertado
 O sono vil do esquecimento frio:


 Não vês nas tuas margens o sombrio,
 Fresco assento de um álamo copado;
 Não vês ninfa cantar, pastar o gado
 Na tarde clara do calmoso estio.


 Turvo banhando as pálidas areias
 Nas porções do riquíssimo tesouro
 O vasto campo da ambição recreias.


 Que de seus raios o planeta louro
 Enriquecendo o influxo em tuas veias,
 Quanto em chamas fecunda, brota em ouro. 


Cláudio Manuel da Costa. SONETO II. In: Obras poéticas.
Rio de Janeiro: Garnier, 1903, pp. 104 e 105. 




           HINO NACIONAL


 Precisamos descobrir o Brasil!
 Escondido atrás das florestas,
 Com água dos rios no meio,
 O Brasil está dormindo, coitado
 Precisamos colonizar o Brasil.


 O que faremos importando francesas
 muito louras, de pele macia,
 alemãs gordas, russas nostálgicas para
 garçonetes dos restaurantes noturnos.
 E virão sírias fidelíssimas.
 Não convém desprezar as japonesas...


 Precisamos educar o Brasil.
 Compraremos professores e livros,
 assimilaremos finas culturas,
 abriremos dancings e subvencionaremos as elites.


 Cada brasileiro terá sua casa
 com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
 salão para conferências científicas.
 E cuidaremos do Estado Técnico.


 Precisamos louvar o Brasil.
 Não é só um país sem igual.
 Nossas revoluções são bem maiores
 do que quaisquer outras; nossos erros também.
 E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
 os Amazonas inenarráveis... os incríveis João-Pessoas...


 Precisamos adorar o Brasil!
 Se bem que seja difícil compreender o que querem esses
 homens, 
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão
 de seus sofrimentos.


 Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
 Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
 ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
 O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
 Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
 Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros? 



Carlos Drummond de Andrade. HINO NACIONAL.
In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983, pp. 108 e 109.
A respeito das diferenças e semelhanças entre os textos dos poetas mineiros Cláudio Manuel da Costa e Carlos Drummond de Andrade, julgue o item a seguir.


Considerando-se os dois poemas na perspectiva do sistema literário brasileiro, depreende-se que o texto de Drummond corresponde tanto à “posteridade” quanto à visão do país como “riquíssimo tesouro”, anunciadas no soneto de Cláudio Manuel da Costa. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2023 - UNB - Prova de Conhecimentos II - 1° dia |
Q3111439 Literatura
               SONETO II


 Leia a posteridade, ó pátrio Rio,
 Em meus versos teu nome celebrado;
 Por que vejas uma hora despertado
 O sono vil do esquecimento frio:


 Não vês nas tuas margens o sombrio,
 Fresco assento de um álamo copado;
 Não vês ninfa cantar, pastar o gado
 Na tarde clara do calmoso estio.


 Turvo banhando as pálidas areias
 Nas porções do riquíssimo tesouro
 O vasto campo da ambição recreias.


 Que de seus raios o planeta louro
 Enriquecendo o influxo em tuas veias,
 Quanto em chamas fecunda, brota em ouro. 


Cláudio Manuel da Costa. SONETO II. In: Obras poéticas.
Rio de Janeiro: Garnier, 1903, pp. 104 e 105. 




           HINO NACIONAL


 Precisamos descobrir o Brasil!
 Escondido atrás das florestas,
 Com água dos rios no meio,
 O Brasil está dormindo, coitado
 Precisamos colonizar o Brasil.


 O que faremos importando francesas
 muito louras, de pele macia,
 alemãs gordas, russas nostálgicas para
 garçonetes dos restaurantes noturnos.
 E virão sírias fidelíssimas.
 Não convém desprezar as japonesas...


 Precisamos educar o Brasil.
 Compraremos professores e livros,
 assimilaremos finas culturas,
 abriremos dancings e subvencionaremos as elites.


 Cada brasileiro terá sua casa
 com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
 salão para conferências científicas.
 E cuidaremos do Estado Técnico.


 Precisamos louvar o Brasil.
 Não é só um país sem igual.
 Nossas revoluções são bem maiores
 do que quaisquer outras; nossos erros também.
 E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
 os Amazonas inenarráveis... os incríveis João-Pessoas...


 Precisamos adorar o Brasil!
 Se bem que seja difícil compreender o que querem esses
 homens, 
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão
 de seus sofrimentos.


 Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
 Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
 ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
 O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
 Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
 Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros? 



Carlos Drummond de Andrade. HINO NACIONAL.
In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983, pp. 108 e 109.
A respeito das diferenças e semelhanças entre os textos dos poetas mineiros Cláudio Manuel da Costa e Carlos Drummond de Andrade, julgue o item a seguir.

Os dois poemas têm uma dimensão épica, entretanto, no texto árcade, o caráter épico, embora crítico, é levado a sério, enquanto, no texto modernista, esse caráter é guiado por uma perspectiva satírica.
Alternativas
Q2092759 Literatura
O poema a seguir integra o livro Canções de atormentar (2020), de Angélica Freitas (1973).
jogos escolares desde as nove da manhã o time amarelo enfrenta o time vermelho. no teu tempo isso era educação física, podia ser também recreio. o telefone ainda não tocou, tudo na mesma, nenhum e-mail. a gritaria pela janela da cozinha informa a vitória do time amarelo. depois a casa se enche de silêncio. e você sente pena do time vermelho, mas é só mais tarde, depois do almoço, que se compadece também do amarelo.
FREITAS, Angélica. Canções de atormentar. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 59.
Sobre o poema em questão, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2022 - UNESP - Vestibular |
Q4204747 Literatura
    The literary principle according to which the writing and criticism of poetry and drama were to be guided by rules and precedents derived from the best ancient Greek and Roman authors; a codified form of classicism that dominated French literature in the 17th and 18th centuries, with a significant influence on English writing, especially from c.1660 to c.1780. In a more general sense, often employed in contrast with romanticism, the term has also been used to describe the characteristic world-view or value-system of this “Age of Reason”, denoting a preference for rationality, clarity, restraint, order, and decorum, and for general truths rather than particular insights.

(Chris Baldick. The Concise Oxford Dictionary of Literary Terms, 2001.)

O termo literário a que o texto se refere é o
Alternativas
Respostas
41: A
42: E
43: D
44: B
45: E
46: E
47: C
48: D
49: A
50: B
51: E
52: D
53: C
54: C
55: B
56: C
57: E
58: C
59: C
60: E