Questões de Vestibular
Sobre romantismo em literatura
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A respeito das personagens encontradas na obra Capitães da areia, marque a alternativa CORRETA.

A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO I.
O texto refere-se ao movimento literário denominado:
I. A emergência do sistema capitalista no Brasil é pano de fundo da obra, que discute os valores daquela sociedade.
II. Fernando Seixas se aproxima de Aurélia ao saber que ela havia recebido uma herança milionária de um parente distante.
III. Romance de cunho regionalista, Senhora conta a história de luta dos sertanejos pela ascensão social no século XIX.
IV. O romance tematiza a independência feminina, na medida em que coloca em cena uma heroína forte e decidida.
Assinale a alternativa correta.
Soneto “Já da morte o palor me cobre o rosto, Nos lábios meus o alento desfalece, Surda agonia o coração fenece, E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito embalde no macio encosto Tento o sono reter!...já esmorece O corpo exausto que o repouso esquece... Eis o estado em que a mágoa me tem posto!
O adeus, o teu adeus, minha saudade, Fazem que insano do viver me prive E tenha os olhos meus na escuridade.
Dá-me a esperança com que o ser mantive! Volve ao amante os olhos por piedade, Olhos por quem viveu quem já não vive!”
(AZEVEDO, Álvares de. Lira dos Vinte Anos (1853), São Paulo: Martin Claret, 1999. p. 187)
No excerto abaixo estão transcritos dois momentos da narrativa Lucíola, de José de Alencar. Com base neles e pensando nas características da obra de José de Alencar, ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA.
“Incompreensível mulher!
A noite a vira bacante infrene, calcando aos pés lascivos o
pudor e a dignidade, ostentar o vício na maior torpeza do
cinismo, com toda a hediondez de sua beleza. A manhã a
encontrava tímida menina, amante casta e ingênua,
bebendo num olhar a felicidade que dera, e suplicando o
perdão da felicidade que recebera.
Se naquela ocasião me viesse a ideia de estudar, como
hoje faço à luz das minhas recordações, o caráter de Lúcia,
desanimaria por certo à primeira tentativa [...].
Lúcia disse-me adeus; não consentiu que a acompanhasse,
porque isso me podia comprometer.” [p. 47-48]
[...]
“Lúcia concluindo essa narração, que a fatigara em
extremo, enxugou as lágrimas e deu algumas voltas
pela sala.
– Se eu ainda tivesse junto de mim todos os entes queridos
que perdi, disse-me com lentidão, veria morrerem um a
um diante de meus olhos, e não os salvaria por tal preço.
Tive força para sacrificar-lhes outrora o meu corpo virgem;
hoje depois de cinco anos de infâmia, sinto que não teria
a coragem de profanar a castidade de minha alma. Não
sei o que sou, sei que começo a viver, que ressuscitei
agora. Ainda duvidará de mim?
– Tu és um anjo, minha Lúcia!” [p. 113]
(ALENCAR, José de. Lucíola (1862). São Paulo: Ática, s/d)
Nova canção do exílio
Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde é tudo belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde é tudo belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo.
É preciso não perder de vista o quanto importava ao escritor _______________ cobrir com seus numerosos romances passado e presente, cidade e campo, litoral e sertão, e compor, assim, uma espécie de ________________ do Brasil.
Preenche-se de modo respectivo e adequado os espaços em branco com o que está em:
Texto para a questão

Outro traço importante da poesia de Álvares de Azevedo é o gosto pelo prosaísmo e o humor, que formam a vertente para nós mais moderna do Romantismo. A sua obra é a mais variada e complexa no quadro da nossa poesia romântica; mas a imagem tradicional de poeta sofredor e desesperado atrapalhou a reconhecer a importância de sua veia humorística.
(Antonio Candido. “Prefácio”. In: Álvares de Azevedo. Melhores poemas, 2003. Adaptado.)
A veia humorística ressaltada pelo crítico Antonio Candido na poesia de Álvares de Azevedo está bem exemplificada em:

A conhecida pintura de Pedro Américo (1840-1905) remete a um fato histórico relacionado à seguinte escola literária brasileira:
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O universo ficcional de Machado de Assis é povoado pelos tipos sociais que se mesclavam na sociedade fluminense do século XIX: proprietários, rentistas, comerciantes, homens pobres mas livres e escravos. Cruzam seus interesses e medem-se em seus poderes ou em sua falta de poder. É essa a configuração das personagens das obras-primas Memórias póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A tragédia do negro escravizado está exposta em contos violentos, e o capricho dos senhores proprietários dá o tom a narradores como Brás Cubas e Bento Santiago, o Bentinho, que contam suas histórias de modo a apresentar com ar de naturalidade a prática das violências pessoais ou sociais mais profundas.
(TÁVOLA, Bernardim da, inédito)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Nos poemas indianistas, o heroísmo dos indígenas em nenhum momento é utilizado como crítica à colonização europeia, da qual a elite era a herdeira. Ao contrário, pela resistência ou pela colaboração, os indígenas do passado colonial, do ponto de vista dos nossos literatos, valorizavam a colonização e deviam servir de inspiração moral à elite brasileira. (...) Já o africano escravizado demorou para aparecer como protagonista na literatura romântica. Na segunda metade do século XIX, Castro Alves, na poesia, e Bernardo Guimarães, na prosa, destacaram em obras suas o tema da escravidão.
(Adaptado de: NAPOLITANO, Marcos e VILLAÇA, Mariana. História para o ensino médio. São Paulo: Atual Editora, 2013, p. 436-37)