Questões de Vestibular Sobre literatura
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É fácil conceber a atração que me chamava para aquele mundo tão altamente interessante, no conceito de minhas impressões. Avaliem o prazer que tive, quando me disse meu pai que ia ser apresentado ao diretor do Ateneu e à matrícula. O movimento não era mais a vaidade, antes o legítimo instinto da responsabilidade ativa, era uma conseqüência apaixonada da sedução do espetáculo, o arroubo da solidariedade que me parecia prender à comunhão fraternal da escola. Honrado engano, esse ardor franco por uma empresa ideal e de dedicação premeditada confusamente, no cálculo pobre de uma experiência de dez anos (Cap. 1).
Sua diplomacia [de Aristarco] dividia-se por escaninhos numerados, segundo a categoria de recepção que queria dispensar. Ele tinha maneiras de todos os graus, segundo a condição social da pessoa. As simpatias verdadeiras eram raras. No âmago de cada sorriso morava-lhe um segredo de frieza que se percebia bem. E duramente se marcavam distinções políticas, distinções financeiras, distinções baseadas na crônica escolar do discípulo, baseadas na razão discreta das notas do guarda-livros. Às vezes, uma criança sentia a alfinetada no jeito da mão a beijar. Saía indagando consigo o motivo daquilo, que não achava em suas contas escolares... O pai estava dois semestres atrasado (Cap. 2).
Assinale a alternativa que NÃO SE APLICA ao romance de Raul Pompéia:
I - O Ateneu é uma crítica ao romantismo, na medida em que estabelece uma crítica à ingenuidade da infância enquanto espaço idílico e importante para a construção imaginária dos românticos, o que o transforma num precursor do romance psicológico.
II - O Ateneu é ao mesmo tempo uma crítica ao modelo de educação posto em prática no internato e uma crítica ao autoritarismo das elites brasileiras sustentadas pelo modelo político monárquico. Em certo sentido, o internato é uma metonímia da monarquia brasileira.
III - Raul Pompéia utiliza-se das avaliações apaixonadas de Sérgio na infância para fazer um romance com fortes traços impressionistas e simbolistas, romance que também antecipa certos aspectos da vanguarda expressionista, sobretudo nas descrições de Aristarco e dos personagens alinhados com ele.
I- Seus poemas manifestam um caráter social bastante acentuado ao falar dos desvalidos, dos peões do Pantanal, comparando-os, metaforicamente, a pedras e insetos.
II- Sua linguagem apresenta regionalismos e neologismos, evocando, de forma subjetiva, a natureza e o homem como parte dela.
III- Sua poesia aproxima-se do surrealismo ao retirar as coisas de sua utilidade habitual e ao dar às palavras uso diferente do correntemente atribuído a elas, como no verso "uma brisa me garça".
IV- Enfoca pequenos seres e objetos inúteis aos olhos do homem urbano – baratas albinas, aranhas dependuradas em gotas de orvalho, dálias secas – resgatando-lhes o valor e alçando-os à condição de matéria poética.
Leia o texto abaixo e, sobre ele, assinale a alternativa correta.
os pássaros que passam
não poucos pousam
em minha boca
minha língua
ora os afugenta
ora os arrebata
os pássaros que passam
não são de pena barro ou prata
são pássaros de palavras
(Herbert Emanuel. Nada ou quase uma arte. 2 ed. Editora Spia Vídeos e Produções, p.19.)
Amor sem limite (fragmento)
Quando a gente ama alguém de verdade Esse amor não se esquece O tempo passa, tudo passa, mas no peito O amor permanece E qualquer minuto longe é demais A saudade atormenta Mas qualquer minuto perto é bom demais O amor só aumenta.
Vivo por ela Ninguém duvida Porque ela é tudo Na minha vida.
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Esta canção de Roberto e Erasmo Carlos situa a mulher num plano superior, de certa forma idealizada, e reserva ao eu-poético masculino a vassalagem amorosa. Desta forma, no cenário da poética medieval da literatura portuguesa, caracterizase a mulher nas cantigas de:
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma proposta dessa corrente.

Os versos filiam-se ao estilo


I. O Realismo surge num momento de grande efervescência do cientificismo. No texto, isso se comprova pelas referências à vida intelectual e ao desenvolvimento da sociedade do século XIX.
II. Um personagem como Fabiano, de Vidas Secas, conforme descrito no trecho – Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra. – seria infeliz na ótica de Jacinto, apresentada no texto.
III. Ora, como tudo cansa, esta monotonia acabou por exaurirme também. Quis variar, e lembrou-me escrever um livro. Jurisprudência, filosofia e política acudiram-me, mas não me acudiram as forças necessárias. Essas palavras de Dom Casmurro, na obra homônima de Machado de Assis, assinalam uma personagem preocupada com o desenvolvimento da erudição, candidata à felicidade postulada por Jacinto.
Está correto o que se afirma em
I. Não podemos estudar a obra de Simões Lopes Neto sem nos reportarmos à questão do regionalismo, utilizado essencialmente em sua linguagem e que apresenta traços marcantes de uma proposta de educação voltada para a solidariedade, entre outras virtudes.
II. Podemos afirmar que ele foi um grande coletor de lendas e casos do imaginário gaúcho.
III. o aspecto primordial de sua obra é a exploração dos conflitos vivenciados pelo gaúcho, que são situações, na verdade, experimentadas por todos os homens e, nesse sentido, Simões Lopes Neto torna-se universal.
A opção correta é:
1 - Regionalismo neo-realista marcado pela visão crítica das relações sociais. 2 - O regional é transfigurado pelo mítico, retomando as novelas feudais de cavalaria. 3 - O romance regional faz parte do projeto mais amplo de construção da identidade nacional. 4 - O regional confunde-se com o pitoresco, apresentando tipos interioranos que retratam costumes e usos de seu grupo social.
( ) José de Alencar
( ) Graciliano Ramos
( ) Monteiro Lobato
( ) José Lins do Rego ( ) Guimarães Rosa Assinale a seqüência correta.
Leia a estrofe e responda à questão
Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o marmor luzidio
Entre um leque e o começo de um bordado.
Leia a estrofe e responda à questão
Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o marmor luzidio
Entre um leque e o começo de um bordado.

Em relação ao poema, é CORRETO afirmar: