Questões de Vestibular Sobre literatura
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Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens
Fazendo estripulia,
Malino e muito arguto,
Gostava de zombaria.
A cabeça duma escrava
Quase arrebentei um dia.
E tudo isso porque
Um doce me havia negado,
De cinza no tacho cheio
Inda joguei um punhado,
Daí porque a alcunha
De “Menino Endiabrado”.
Prudêncio era um menino
Da casa, que agora falo.
Botava suas mãos no chão
Pra poder depois montá-lo:
Com um chicote na mão
Fazia dele um cavalo.
I. Os versos do poema possuem sete sílabas poéticas.
II. O poema é composto por três sextilhas.
III. As três estrofes obedecem ao esquema de rimas ABCBDB.
Está correto o que se afirma em
Amaro lia até tarde, um pouco perturbado por aqueles períodos sonoros, túmidos de desejo; e no silêncio, por vezes, sentia em cima ranger o leito de Amélia; o livro escorregava-lhe das mãos, encostava a cabeça às costas da poltrona, cerrava os olhos, e parecia-lhe vê-la em colete diante do toucador desfazendo as tranças; ou, curvada, desapertando as ligas, e o decote da sua camisa entreaberta descobria os dois seios muito brancos.
Erguia-se, cerrando os dentes, com uma decisão brutal de a possuir.
Começara então a recomendar-lhe a leitura dos Cânticos a Jesus.
– Verá, é muito bonito, de muita devoção! Disse ele, deixando-lhe o livrinho uma noite no cesto da costura.
Ao outro dia, ao almoço, Amélia estava pálida, com as olheiras até o meio da face. Queixou-se de insônia, de palpitações.
– E então, gostou dos Cânticos?
– Muito. Orações lindas! respondeu.
Durante todo esse dia não ergueu os olhos para Amaro. Parecia triste – e sem razão, às vezes, o rosto abrasava-se-lhe de sangue.
(Eça de Queirós. O crime do padre Amaro.)
I) Os personagens são claramente divididos pelo narrador entre heróis (Bernardo Ravasco e Padre Antônio Vieira) e anti-heróis (Antônio de Souza e o Alcaide-mor). II) Maria Berco, seduzida pelo dinheiro, assassina o marido e acaba sendo presa e condenada à forca. III) Padre Antônio Vieira, já fisicamente debilitado, não consegue evitar os desmandos do governador nem que todas as pessoas fossem julgadas pelo irmão do Alcaidemor. IV) Gregório de Matos é retratado como um poeta satírico, boêmio, mordaz e instável quanto aos seus sentimentos amorosos.
A sequência correta é:
I) A música de Juvêncio no final da narrativa é concedida a intérpretes citadinos, simbolizando uma tentativa do dramaturgo de unir o morro e a cidade. II) Diferentemente de Maria, Tião não reconhece o morro como seu espaço, o que, segundo alguns personagens, atribui-se ao fato de ter sido criado na cidade. III) É uma peça peculiar da década de 50 que inova ao trazer uma linguagem revolucionária e ao abordar a liberdade sindical vivenciada pelos operários brasileiros. IV) Há uma relação conflituosa entre os interesses coletivos (representado pelos operários) e os particulares (representado pela figura de Tião).
A sequência correta é:
Assinale como C (correta) ou E (errada) as afirmações sobre o eu lírico do poema “Terra de Santa Cruz”, de Adélia Prado, e a personagem Romana da peça Eles não usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri.
I) Ambas as mulheres são corajosas, extremamente religiosas e, cada qual a seu modo, conscientes da fragilidade humana.
II) Elas estão inseridas em um ambiente permeado de conflitos sociais e psicológicos, em que a figura masculina ainda é quem dita as regras.
III) Romana, esposa de Otávio, é uma mulher batalhadora que enfrenta, com muita determinação, a difícil vida no morro.
IV) O eu lírico do poema foge do estereótipo da figura da avó, trazendo à tona desejos e anseios femininos que, muitas vezes, são reprimidos na sociedade.
Marque a alternativa que traz as afirmações corretas acerca de “Terra de Santa Cruz”, poema que dá título à obra de Adélia Prado:
Nas minhas bodas de ouro, esganada como os netos,
vou comer os doces.
Não terei a serenidade dos retratos
de mulheres que pouco falaram ou comeram.
Porque o frade se matou
no pequeno bosque fora do seu convento.
De outras vezes já disse: não haverá consolo. E houve:
música, poema, passeatas.
O amor tem ritmos que não são de tristeza:
forma de ondas, ímpeto, água corrente.
E agora? Que digo ao homem, ao trem, ao menino que me espera,
à jabuticabeira em flores, temporã?
Contemplar o impossível enlouquece.
Sou uma tênia no epigastro de Deus:
E agora? E agora? E agora?
Onde estavam o guardião, o ecônomo, o porteiro,
a fraternidade onde estava quando saíste,
ó desgraçado moço da minha pátria,
ao encontro desta árvore?
Meu inimigo sou eu. Os torturadores todos enlouquecem ao fim,
comem excrementos, odeiam seus próprios gestos obscenos,
os regimes iníquos apodrecem.
Quando andavas em círculos, a alma dividida,
o que fazia, santa e pecadora, a nossa Mãe Igreja?
Promovia tômbolas, é certo, benzia edifícios novos,
mas também te gerava, quem ousará negar, a ti
e a outros santos que deixam as bíblias marcadas:
“Na verdade carregamos em nós mesmos nossa sentença de morte”.
“Amai vossos inimigos.”
O que disse: “Quem crer viverá para sempre”, este também
balouçou do madeiro como fruto de escárnio.
Nada, nada que é humano é grandioso.
Me interrompe da porta a mocinha boçal. Quer mudas
[de trepadeira.
Meus cabelos levantam-se. Como um torturador eu piso
[e arranco
a muda, os olhos, as entranhas da intrusa
e não sendo melhor que Jó choro meus desatinos.
Sempre há quem pergunte a Judas qual a melhor árvore:
os loucos lúcidos, os santos loucos,
aqueles a quem mais foi dado, os quase sublimes.
Minha maior grandeza é perguntar: haverá consolo?
Num dedal cabem minha fé, minha vida e meu medo
[maior que é viajar de ônibus.
A tentação me tenta e eu fico quase alegre.
É bom pedir socorro ao Senhor Deus dos Exércitos,
ao nosso Deus que é uma galinha grande.
Nos põe debaixo da asa e nos esquenta.
Antes, nos deixa desvalidos na chuva,
pra que aprendamos a ter confiança n’Ele
E não em nós.
(p. 87-89)
I) Do ponto de vista formal, o poema é construído por versos livres e brancos, sem divisão estrófica e reflete ora sobre coisas do cotidiano ora sobre temas mais complexos.
II) Apesar de escrito no século XX, o poema apresenta traços marcantes do Barroco brasileiro ao trazer o humano totalmente subjugado e temente às leis de Deus, consciente de sua fragilidade e de sua natureza pecadora.
III) O eu lírico utiliza passagens e personagens bíblicas como forma de convencer o seu interlocutor a se voltar para a Igreja e, consequentemente, para Deus.
IV) O título do poema bem como o seu próprio conteúdo sugere que o eu lírico tem uma vivência religiosa, de identidade cristãcatólica, traço marcante no livro de Adélia Prado.
Assinale a alternativa correta: