Questões de Vestibular Sobre literatura

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Ano: 2010 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2010 - UNB - Vestibular 2° Semestre 2010 - Primeiro Dia |
Q216096 Literatura
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Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

O trecho selecionado de Memórias póstumas de Brás Cubas abriga a ideia da transitoriedade da vida diante da fatalidade da morte, sendo esta, no entanto, negada no que está anunciado pelo narrador no trecho “Entre a morte ... apanhei” (L. 4-7).
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Ano: 2010 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2010 - UNB - Vestibular 2° Semestre 2010 - Primeiro Dia |
Q216095 Literatura
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Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

A visão determinista do autor está representada nos segmentos “moléstia que apanhei” (L.7) e “semidemência do Quincas Borba” (L. 16-17).
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Ano: 2010 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2010 - UNB - Vestibular 2° Semestre 2010 - Primeiro Dia |
Q216094 Literatura
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Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

A estrutura psicológica dos personagens e a oscilação entre o real e o fictício da vida observadas em Memórias póstumas de Brás Cubas não contradizem, em essência, aspectos evidenciados em romances do modelo da geração realista, mas trazem como característica a crítica ao cientificismo, caro à época dessa geração.
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Ano: 2010 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2010 - UNB - Vestibular 2° Semestre 2010 - Primeiro Dia |
Q216093 Literatura
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Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

Em Memórias póstumas de Brás Cubas, a dedicatória a um verme, escrita sob a forma de epitáfio, contradiz a visão humanista e coerente da vida manifestada por Brás Cubas e ressalta a visão irônica e pessimista manifestada pelo defunto-autor.
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Ano: 2010 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2010 - UNB - Vestibular 2° Semestre 2010 - Primeiro Dia |
Q216089 Literatura
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Considerando o romance Memórias póstumas de Brás Cubas,
os fragmentos do romance transcritos acima e as características
do Realismo e Naturalismo no Brasil, julgue os itens

Com o emprego da expressão metafórica “não comprar o pão com o suor do meu rosto” (L.15), fica ratificada, no romance, a preocupação do realismo com a observação de costumes, em especial dos costumes de personagens alegóricos, como agregados, senhores decadentes, artistas fracassados, que se opõem ao que no texto é denominado “fortuna” (L.14), entendida em seu aspecto material.
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Q215421 Literatura
Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 18 e 19.

 Crescia naturalmente
Fazendo estripulia,
Malino e muito arguto,
Gostava de zombaria.
A cabeça duma escrava
Quase arrebentei um dia.
E tudo isso porque
Um doce me havia negado,
De cinza no tacho cheio
Inda joguei um punhado,
Daí porque a alcunha
De “Menino Endiabrado”.
Prudêncio era um menino
Da casa, que agora falo.
Botava suas mãos no chão
Pra poder depois montá-lo:
Com um chicote na mão
Fazia dele um cavalo.
(Varneci Nascimento. Memórias póstumas de Brás Cubas em cordel.)

Considere as seguintes afirmações:

I. Os versos do poema possuem sete sílabas poéticas.

II. O poema é composto por três sextilhas.

III. As três estrofes obedecem ao esquema de rimas ABCBDB.

Está correto o que se afirma em
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Q215415 Literatura
Instrução: As questões de números 13 e 14 tomam por base o texto.

  Amaro lia até tarde, um pouco perturbado por aqueles períodos sonoros, túmidos de desejo; e no silêncio, por vezes, sentia em cima ranger o leito de Amélia; o livro escorregava-lhe das mãos, encostava a cabeça às costas da poltrona, cerrava os olhos, e parecia-lhe vê-la em colete diante do toucador desfazendo as tranças; ou, curvada, desapertando as ligas, e o decote da sua camisa entreaberta descobria os dois seios muito brancos.
  Erguia-se, cerrando os dentes, com uma decisão brutal de a possuir.
Começara então a recomendar-lhe a leitura dos Cânticos a Jesus.
– Verá, é muito bonito, de muita devoção! Disse ele, deixando-lhe o livrinho uma noite no cesto da costura.
Ao outro dia, ao almoço, Amélia estava pálida, com as olheiras até o meio da face. Queixou-se de insônia, de palpitações.
– E então, gostou dos Cânticos?
– Muito. Orações lindas! respondeu.
 Durante todo esse dia não ergueu os olhos para Amaro. Parecia triste – e sem razão, às vezes, o rosto abrasava-se-lhe de sangue.
(Eça de Queirós. O crime do padre Amaro.)

O trecho em que a ação de uma personagem se demonstra impregnada de determinismo biológico e permite associar o romance de Eça de Queirós ao movimento estético denominado Naturalismo é:
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375055 Literatura
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
A poesia de Carlos Drummond de Andrade se caracterizou desde o início por uma postura de deslocamento em relação ao mundo. No poema “José”, é inevitável a percepção de um esgotamento, de uma finitude de valores vivida ao extremo (E agora José?), porque nesse caso:
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375054 Literatura
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
Em Seringal, de Miguel Ferrante, a narrativa se constitui, dentro de uma tradição regionalista amazônica, por meio de vários painéis que procuram reproduzir uma espécie de momento heróico de ocupação no momento do predomínio da monocultura da borracha. Esses personagens acabam de alguma maneira reduzidos na sua configuração psicológica porque:
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375052 Literatura
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
O narrador em Vidas secas praticamente desaparece num meio descrito em sua crueza e realismo, sujeitando os personagens a seguir uma espécie de destino inexorável, mas que justamente, por outro lado, não perde de vista a condição humana que se debate num ambiente hostil. Poderíamos afirmar que:
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Ano: 2009 Banca: UFAC Órgão: UFAC Prova: UFAC - 2009 - UFAC - Vestibular - PRIMEIRO DIA – CADERNO 1 |
Q1375051 Literatura
Observe o parágrafo abaixo:


“O ex-prefeito de Juiz de Fora Carlos Alberto Bejani é mesmo um fenômeno. Em pleno Brasil do ano de 2008, onde tão pouca gente chega a se meter em algum problema mais sério, de verdade, por cometer atos de delinqüência na vida pública, ele conseguiu ser preso duas vezes seguidas, entre abril e junho. Para começar, deixou-se pegar em flagrante, naquele tipo de cena que hoje em dia se tornou um clássico da nossa política: recebendo pacotes de dinheiro vivo, em valor um pouco acima de 1,1 milhão de reais, numa gravação com imagem e som. Ficou catorze dias na cadeia e foi solto, como acontece sempre: e, como acontece sempre, tudo deveria ir acabando por aí. Neste caso, porém, nem mesmo a incomparável proteção que as leis e a justiça brasileira oferecem a gente como o exprefeito foi suficiente para mantê-lo solto. O documento que ele apresentou para justificar a origem do dinheiro – a já tradicional venda de uma ‘fazenda’, variante da venda de bois, cavalos etc. – foi considerado falso. Diante de sua absoluta falta de cuidado com o que dizia enquanto era gravado, ficou claro que o dinheiro lhe fora entregue em troca da concessão de diversos aumentos no preço das passagens municipais de ônibus. Contra todas as expectativas, o homem teve de voltar ao presídio.” (GUZZO, J. R. Agravo x embargo. Veja, São Paulo, 25 jun. 2008. Seções, p. 140) 
Ao experimentar novas técnicas narrativas, Machado de Assis, em Memórias póstumas de Brás Cubas, estabelece um campo de observação privilegiado que dá ao narrador uma sintonia nervosa em relação ao leitor, isto porque:
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Q1371732 Literatura
TEXTO:

As coisas naturais me cercam
e contam-me — analfabetas —
que são minhas irmãs.
A lua é, agora, um objeto
do meu uso pessoal.

Sinto-me tão natural
que faço sol, chovo, anoiteço.
Minha mão é de prata e água.
As moças do lugar me cumprimentam
sem me conhecer;
com isso, me comovem.


RICARDO, Cassiano. Estação de cura. Melhores poemas: Cassiano Ricardo. Seleção Luiza Franco Moreira. São Paulo: Global, 2003. p. 116. (Coleção Melhores Poemas)
O Modernismo faz-se presente no texto por meio
Alternativas
Q1368862 Literatura
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações sobre os personagens do romance Boca do inferno, de Ana Miranda. Em seguida, marque a alternativa correta.
I) Os personagens são claramente divididos pelo narrador entre heróis (Bernardo Ravasco e Padre Antônio Vieira) e anti-heróis (Antônio de Souza e o Alcaide-mor). II) Maria Berco, seduzida pelo dinheiro, assassina o marido e acaba sendo presa e condenada à forca. III) Padre Antônio Vieira, já fisicamente debilitado, não consegue evitar os desmandos do governador nem que todas as pessoas fossem julgadas pelo irmão do Alcaidemor. IV) Gregório de Matos é retratado como um poeta satírico, boêmio, mordaz e instável quanto aos seus sentimentos amorosos.
A sequência correta é:
Alternativas
Q1368861 Literatura
Em relação ao romance Boca do inferno, de Ana Miranda, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1368860 Literatura
Julgue como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações sobre a obra Eles não usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri. Em seguida, assinale a sequência correta.
I) A música de Juvêncio no final da narrativa é concedida a intérpretes citadinos, simbolizando uma tentativa do dramaturgo de unir o morro e a cidade. II) Diferentemente de Maria, Tião não reconhece o morro como seu espaço, o que, segundo alguns personagens, atribui-se ao fato de ter sido criado na cidade. III) É uma peça peculiar da década de 50 que inova ao trazer uma linguagem revolucionária e ao abordar a liberdade sindical vivenciada pelos operários brasileiros. IV) Há uma relação conflituosa entre os interesses coletivos (representado pelos operários) e os particulares (representado pela figura de Tião).
A sequência correta é:
Alternativas
Q1368859 Literatura

Assinale como C (correta) ou E (errada) as afirmações sobre o eu lírico do poema “Terra de Santa Cruz”, de Adélia Prado, e a personagem Romana da peça Eles não usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri.


I) Ambas as mulheres são corajosas, extremamente religiosas e, cada qual a seu modo, conscientes da fragilidade humana.

II) Elas estão inseridas em um ambiente permeado de conflitos sociais e psicológicos, em que a figura masculina ainda é quem dita as regras.

III) Romana, esposa de Otávio, é uma mulher batalhadora que enfrenta, com muita determinação, a difícil vida no morro.

IV) O eu lírico do poema foge do estereótipo da figura da avó, trazendo à tona desejos e anseios femininos que, muitas vezes, são reprimidos na sociedade.

Alternativas
Q1368858 Literatura

Marque a alternativa que traz as afirmações corretas acerca de “Terra de Santa Cruz”, poema que dá título à obra de Adélia Prado:


Nas minhas bodas de ouro, esganada como os netos,

vou comer os doces.

Não terei a serenidade dos retratos

de mulheres que pouco falaram ou comeram.

Porque o frade se matou

no pequeno bosque fora do seu convento.

De outras vezes já disse: não haverá consolo. E houve:

música, poema, passeatas.

O amor tem ritmos que não são de tristeza:

forma de ondas, ímpeto, água corrente.

E agora? Que digo ao homem, ao trem, ao menino que me espera,

à jabuticabeira em flores, temporã?

Contemplar o impossível enlouquece.

Sou uma tênia no epigastro de Deus:

E agora? E agora? E agora?

Onde estavam o guardião, o ecônomo, o porteiro,

a fraternidade onde estava quando saíste,

ó desgraçado moço da minha pátria,

ao encontro desta árvore?

Meu inimigo sou eu. Os torturadores todos enlouquecem ao fim,

comem excrementos, odeiam seus próprios gestos obscenos,

os regimes iníquos apodrecem.

Quando andavas em círculos, a alma dividida,

o que fazia, santa e pecadora, a nossa Mãe Igreja?

Promovia tômbolas, é certo, benzia edifícios novos,

mas também te gerava, quem ousará negar, a ti

e a outros santos que deixam as bíblias marcadas:

“Na verdade carregamos em nós mesmos nossa sentença de morte”.

“Amai vossos inimigos.”


O que disse: “Quem crer viverá para sempre”, este também

balouçou do madeiro como fruto de escárnio.

Nada, nada que é humano é grandioso.

Me interrompe da porta a mocinha boçal. Quer mudas

[de trepadeira.

Meus cabelos levantam-se. Como um torturador eu piso

[e arranco

a muda, os olhos, as entranhas da intrusa

e não sendo melhor que Jó choro meus desatinos.

Sempre há quem pergunte a Judas qual a melhor árvore:

os loucos lúcidos, os santos loucos,

aqueles a quem mais foi dado, os quase sublimes.

Minha maior grandeza é perguntar: haverá consolo?

Num dedal cabem minha fé, minha vida e meu medo

[maior que é viajar de ônibus.

A tentação me tenta e eu fico quase alegre.

É bom pedir socorro ao Senhor Deus dos Exércitos,

ao nosso Deus que é uma galinha grande.

Nos põe debaixo da asa e nos esquenta.

Antes, nos deixa desvalidos na chuva,

pra que aprendamos a ter confiança n’Ele

E não em nós.


(p. 87-89)


I) Do ponto de vista formal, o poema é construído por versos livres e brancos, sem divisão estrófica e reflete ora sobre coisas do cotidiano ora sobre temas mais complexos.

II) Apesar de escrito no século XX, o poema apresenta traços marcantes do Barroco brasileiro ao trazer o humano totalmente subjugado e temente às leis de Deus, consciente de sua fragilidade e de sua natureza pecadora.

III) O eu lírico utiliza passagens e personagens bíblicas como forma de convencer o seu interlocutor a se voltar para a Igreja e, consequentemente, para Deus.

IV) O título do poema bem como o seu próprio conteúdo sugere que o eu lírico tem uma vivência religiosa, de identidade cristãcatólica, traço marcante no livro de Adélia Prado.


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Ano: 2009 Banca: UCPEL Órgão: UCPEL Prova: UCPEL - 2009 - UCPEL - Vestibular |
Q1359317 Literatura
Assinale a única opção correta.
Alternativas
Ano: 2009 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2009 - UFRN - Vestibular - Segundo Dia |
Q1354214 Literatura
Dona Lindoca, do conto “A policitemia de Dona Lindoca”, de Monteiro Lobato, e Dona Morgadinha, da crônica “O Marajá”, de Luis Fernando Veríssimo, são personagens que têm em comum
Alternativas
Q1352652 Literatura
Quanto ao cordel Romance do pavão misterioso, pode-se afirmar
Alternativas
Respostas
1541: E
1542: E
1543: C
1544: E
1545: E
1546: D
1547: A
1548: B
1549: E
1550: D
1551: A
1552: A
1553: D
1554: E
1555: C
1556: E
1557: B
1558: B
1559: C
1560: E