Questões de Vestibular Sobre literatura

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UNIFIPA Prova: VUNESP - 2025 - UNIFIPA - Vestibular Medicina - Conhecimentos Gerais |
Q3966806 Literatura
    Enquanto rejeitam o herói, essas obras demoram-se em retratar as cenas do cotidiano. Nesse contexto, bem e mal, belo e feio, em vez de se contraporem estilizados, misturam-se, ou melhor, revelam-se em sua convivência magmática. Buscam- -se a verdade expressiva, a pintura fiel de situações, personagens concretos e a objetividade da descrição, recusando-se a impor o selo do próprio julgamento do autor. Enfatizam-se o ambiente, a raça, o momento e o “contexto”.

(Luciana Stegagno Picchio. História da literatura brasileira, 2024. Adaptado.)

Tendo em vista as características elencadas, as obras referidas no texto vinculam-se à estética
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946298 Literatura
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Francisco Ruiz Gijón (1683-1720), Santíssimo Cristo da Expiação, popularmente conhecido como Cristo Cachorro. Escultura em madeira, 1682 (detalhe).

A partir da comparação entre a escultura Cristo Cachorro, de Francisco Ruiz Gijón, e o livro O Cristo cigano, de Sophia de Mello Breyner Andresen, inspirado por ela, depreende-se:
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946264 Literatura
A jornada das mulheres pela igualdade de direitos no Brasil, como em outras partes do mundo, sempre envolveu lutas sociais, políticas e jurídicas, com marcos importantes como a Lei Geral de 1827, que permitiu o acesso das mulheres à educação, e a Constituição de 1934, que garantiu o direito ao voto feminino. A partir da década de 1960, houve avanços significativos, como o Estatuto da Mulher Casada (1962), que eliminou a necessidade de receber autorização do marido para diversas atividades, e, na década de 1970, a Lei do Divórcio (1977) e o fortalecimento dos movimentos feministas. As obras Caminho de pedras, de Rachel de Queiroz, e As meninas, de Lygia Fagundes Telles, discutem questões relativas aos direitos das mulheres e sua relação com a política ao longo do século XX no Brasil. Sobre esses romances, é correto afirmar:
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Ano: 2025 Banca: FCM Órgão: UNIFEI Prova: FCM - 2025 - UNIFEI - Vestibular |
Q3882372 Literatura

A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


O táxi

Gonçalo M. Tavares


Uma mulher levanta o braço. Está no passeio. Não tem pressa, mas levanta o braço e acena com a mão. O táxi não para. Está vazio, mas não para.


A mulher veste calças elegantes, castanhas. Tem um lenço ao pescoço.


De novo, vemos a sua mão levantada a acenar. Outro táxi que não para.


A mulher está a sorrir. É bonita. Levanta o braço de novo. Estamos sempre a vê-la, a ver o seu entusiasmo sorridente. Mas não, de novo o táxi não para. Também vazio, mas não para.


O plano agora abre-se mais. Vemos a mulher, sim, as suas calças elegantes castanhas. E, junto aos seus pés, um corpo inerte; provavelmente morto.


TAVARES, Gonçalo M. Short Movies. Porto Alegre: Dublinense, 2015. (e-book).

É correto afirmar que, no conto “O táxi”, o escritor português contemporâneo Gonçalo M. Tavares apresenta uma estética marcada pela(o)
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Ano: 2025 Banca: FCM Órgão: UNIFEI Prova: FCM - 2025 - UNIFEI - Vestibular |
Q3882370 Literatura

A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


Os Sapos

Manuel Bandeira


Enfunando os papos,

Saem da penumbra,

Aos pulos, os sapos.

A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,


Berra o sapo-boi:

— “Meu pai foi à guerra!”

— “Não foi!” — “Foi!” — “Não foil!?.


O sapo-tanoeiro,

Parnasiano aguado,

Diz: — “Meu cancioneiro

É bem martelado.


Vede como primo

Em comer os hiatos!

Que arte! E nunca rimo

Os termos cognatos.


[...]


Lá, fugido ao mundo,

Sem glória, sem fé,

No perau profundo

E solitário, é


Que soluças tu,

Transido de frio,

Sapo cururu

Da beira do rio...


Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/4814/os-sapos. Acesso em: 11 set. 2025.

É correto afirmar que, nesse poema, Manuel Bandeira critica os poetas parnasianos pelo(a)
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Q3857494 Literatura
Analise o excerto do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, publicado originalmente em 1904.

— Mas o que é que há? perguntou Aires.
— A república está proclamada.
— Já há governo?
— Penso que já; mas diga-me V. Ex.a: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto... Uma fatalidade! Venha em meu socorro. Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. — “Confeitaria do Império”, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Ex.a crê que, se ficar “Império”, venham quebrar-me as vidraças?
— Isso não sei.
— Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo.
— Mas pode por “Confeitaria da República”...
— Lembrou-me isso, em caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dous meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje, e perco outra vez o dinheiro.

(Machado de Assis. Obra completa, 1986.)

O excerto mostra um diálogo do proprietário de uma confeita ria com outro personagem, o Conselheiro Aires. No diálogo, o dono da confeitaria expressa
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Q3857477 Literatura

Para responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).



(Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)

Em 1968, o próprio Drummond reuniu, no livro intitulado Uma pedra no meio do caminho: biografia de um poema, centenas de comentários — tanto de enaltecimento quanto de repúdio — sobre o seu poema. Na apresentação desse livro, o crítico literário Arnaldo Saraiva anotou: Trata-se de um poema de apenas dez versos. Mas alguns dos versos são exatamente iguais: versos 1, 4 e 10; versos 2 e 9; versos 3 e 8, o que praticamente reduz a seis o número de versos “válidos”. Se bem atentarmos, porém, verificaremos que os versos 2, 3, 7, 8 e 9 não são mais do que a repetição em ordem inversa do verso 1, ou a repetição de “metade” desse mesmo verso (o que, aliás, também ocorre no verso 7 em relação ao verso 5), pelo que o valor lógico do poema caberia todo em apenas três versos. (Arnaldo Saraiva apud Carlos Drummond de Andrade. Uma pedra no meio do caminho: biografia de um poema, 2010. Adaptado.)

A se considerar apenas seu “valor lógico”, o poema assumiria a seguinte configuração:
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Q3857476 Literatura

Para responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).



(Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)

Poucos poemas causaram tanta polêmica na história da literatura brasileira quanto “No meio do caminho”, publicado originalmente em 1928 na Revista de Antropofagia. São características desse poema de Drummond, que o afastam da estética parnasiana, ainda em voga no Brasil no início do século XX:
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Q3857468 Literatura
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.
Depreende-se das reflexões do eu lírico uma visão de mundo influenciada, sobretudo, pela
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Q3857465 Literatura
Para responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.


Não creias, Lídia, que nenhum estio1
Por nós perdido possa regressar
                    Oferecendo a flor
                    Que adiamos colher.


Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
                    Não existe piedade
                    Para aquele que hesita.


Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
                    Longo indelével rasto2
                    Que o não-vivido deixa.


Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos3 cujo passo
                    Vai sempre mais à frente
                    Do que o teu próprio passo.


(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)


1 estio: verão.
2 rasto: rastro.
3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.

Logo na estrofe inicial do poema, o eu lírico ressalta o caráter


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Q3857462 Literatura
Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.






(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

2ruço: pelo castanho-claro.

3selim: sela para montaria.

4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

O estilo cômico e satírico observado em As aventuras de Nhô Quim caracteriza também a seguinte obra do Romantismo brasileiro:
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Ano: 2025 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2025 - CEDERJ - Vestibular - Segundo Semestre |
Q3776517 Literatura
A cultura brasileira é alimentada por produções importantes desde o século XIX. Uma das opções a seguir reúne corretamente obras e autores que promoveram nossa cultura e que tiveram expressão nos séculos XIX e XX predominantemente. Assinale-a:
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Ano: 2025 Banca: CECIERJ Órgão: CEDERJ Prova: CECIERJ - 2025 - CEDERJ - Vestibular - Primeiro Semestre |
Q3776387 Literatura
As colunas que estão registradas a seguir relacionam autores e livros/títulos de tendências variadas.

Assinale a opção que organiza de forma correta autores e livros.

Autores
1. Machado de Assis
2. Maquiavel
3. Thomas Hobbes
4. Gabriel Garcia Marques
5. Lima Barreto
6. João do Rio

Livros/Títulos
I. O Príncipe
II. Dom Casmurro
III. Leviatã
IV. A alma encantadora das ruas
V. Cem anos de solidão
VI. Triste Fim de Policarpo Quaresma
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Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747860 Literatura
Autocrítica

Só duas coisas conseguiram
(des)feri-lo até a poesia:
o Pernambuco de onde veio
e o aonde foi, a Andaluzia.
Um, o vacinou do falar rico
e deu-lhe a outra, fêmea e viva,
desafio demente: em verso
dar a ver Sertão e Sevilha.
MELO NETO, João Cabral de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1999. p. 456.

Dadas as afirmativas sobre esse poema de João Cabral de Melo Neto,

I. Se trata de um metapoema, no qual o autor celebra a concisão e a visualidade.
II. Se configura como um poema lírico-amoroso de enaltecimento da mulher amada.
III. Se faz como uma homenagem ao Sertão e à Sevilha, lugares recorrentes em sua obra.
IV. Articula a noção de crítica ao fazer poético, o que é comum na obra cabralina.

verifica-se que está/ão correta/s apenas
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Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747859 Literatura
Deprecação

Tupã, ó Deus grande! cobriste o teu rosto
Com denso velâmen de penas gentis;
E jazem teus filhos clamando vingança
Dos bens que lhes deste da perda infeliz!

Tupã, ó Deus grande! teu rosto descobre:
Bastante sofremos com tua vingança!
Já lágrimas tristes choraram teus filhos
Teus filhos que choram tão grande mudança.

Anhangá impiedoso nos trouxe de longe
Os homens que o raio manejam cruentos,
Que vivem sem pátria, que vagam sem tino
Trás do ouro correndo, vorazes, sedentos.

E a terra em que pisam, e os campos e os rios
Que assaltam, são nossos; tu és nosso Deus:
Por que lhes concedes tão alta pujança,
Se os raios de morte, que vibram, são teus?
[...]

DIAS, Gonçalves. Cantos. Introdução, organização e fixação do texto: Cilaine Alves. São Paulo: Martins Fontes, 2000, pp. 16-17.

De acordo com os versos do poeta Gonçalves Dias, assinale a alternativa correta.  
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Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747857 Literatura
Clarice Lispector é uma autora brasileira que escreveu uma vasta obra, composta, entre outros gêneros, por contos, entre os quais se destacam os livros Laços de família (1960) e Felicidade clandestina (1971), e romances como Perto do coração selvagem e A hora da estrela (1977).

Sobre essa autora é correto afirmar que 
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Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747856 Literatura
    “Era decisivo. Simão Bacamarte curvou a cabeça, juntamente alegre e triste, e ainda mais alegre do que triste. Ato contínuo, recolheu-se à Casa Verde. Em vão a mulher e os amigos lhe disseram que ficasse, que estava perfeitamente são e equilibrado: nem rogos nem sugestões nem lágrimas o detiveram um só instante.
    — A questão é científica, dizia ele; trata-se de uma doutrina nova, cujo primeiro exemplo sou eu. Reúno em mim mesmo a teoria e a prática.
    — Simão! Simão! meu amor! dizia-lhe a esposa com o rosto lavado em lágrimas.
    Mas o ilustre médico, com os olhos acesos da convicção científica, trancou os ouvidos à saudade da mulher, e brandamente a repeliu. Fechada a porta da Casa Verde, entregou-se ao estudo e à cura de si mesmo. Dizem os cronistas que ele morreu dali a dezessete meses, no mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada. Alguns chegam ao ponto de conjeturar que nunca houve outro louco, além dele, em Itaguaí; mas esta opinião, fundada em um boato que correu desde que o alienista expirou, não tem outra prova, senão o boato; e boato duvidoso, pois é atribuído ao Padre Lopes, que com tanto fogo realçara as qualidades do grande homem. Seja como for, efetuou-se o enterro com muita pompa e rara solenidade”.
ASSIS, Machado de. O alienista. In: ASSIS, Machado de. Papéis Avulsos. Belo Horizonte: Itatiaia,1882.

O trecho supracitado pertence ao conto “O alienista”, de Machado de Assis, publicado no livro Papéis avulsos (1882), acerca do qual é correto afirmar que  
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Ano: 2025 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: FAME Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2025 - FAME - Vestibular - Primeiro Semestre - Medicina |
Q3747583 Literatura
O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos‑gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucúia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo‑jesus, arredado do arrocho de autoridade. O Urucúia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá — fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossura, até ainda virgens dessas lá há. O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães… O sertão está em toda a parte.
ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. 22. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Esse fragmento do romance exemplifica uma característica da terceira geração modernista ao
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Ano: 2025 Banca: IPEFAE Órgão: UNIFAE - SP Prova: IPEFAE - 2025 - UNIFAE - SP - Vestibular - Vantagens |
Q3729455 Literatura
Dorama é uma forma de produção audiovisual típica do leste e sudeste da Ásia, frequentemente centrada em amores impossíveis que enfrentam barreiras sociais e traumas psicológicos. De maneira semelhante, a literatura brasileira do século XIX também explorou intensamente o tema do amor trágico, marcado por sofrimentos e obstáculos sociais.
O poema abaixo é de Álvares de Azevedo (1831-1852), escritor brasileiro que pertenceu à segunda geração ___________, conhecida como “Mal do Século”:

Amor Amemos! quero de amor Viver no teu coração! Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão! Na tu’alma, em teus encantos E na tua palidez E nos teus ardentes prantos Suspirar de languidez!

A alternativa correta para preencher a lacuna, identificando o movimento literário ao qual o autor pertencia, é:
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Ano: 2025 Banca: IPEFAE Órgão: UNIFAE - SP Prova: IPEFAE - 2025 - UNIFAE - SP - Vestibular - Vantagens |
Q3729454 Literatura
Livre!
Livre! Ser livre da matéria escrava, Arrancar os grilhões que nos flagelam E livre, penetrar nos Dons que selam A alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
Livre da humana, da terrestre bava Dos corações daninhos que regelam, Quando os nossos sentidos se rebelam Contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro, Mais junto à Natureza e mais seguro Do seu Amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza, Para gozar, na universal Grandeza, Fecundas e arcangélicas preguiças.
Fonte: Últimos Sonetos / Cruz e Sousa. – 4. ed. rev. – Florianópolis: Ed. da UFSC, 2011.

No poema “Livre!”, o escritor brasileiro Cruz e Souza, considerado o principal representante do Simbolismo no Brasil, expressa a busca pela liberdade não como algo concreto ou político, mas como um ideal ligado à alma, ao espírito e à elevação interior. Com base nessa leitura e nas características do Simbolismo, assinale a alternativa que apresenta um traço característico do movimento evidenciado no poema.
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: D
4: B
5: D
6: C
7: D
8: A
9: D
10: C
11: B
12: C
13: B
14: E
15: C
16: B
17: D
18: A
19: C
20: D