Questões de Vestibular
Sobre escolas literárias em literatura
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( )Joaninha Vintém ficou “caidinha” por Cobra Norato. ( )Pajé-pato dá uma informação errada para Cobra Grande, a pedido da rainha Luzia. ( )A filha da rainha Luzia ia se casar com Boiuna. ( )Tatu-de-bunda-seca torna-se companheiro de aventura de Cobra Norato, após tirá-lo de um buraco.
Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo:
Pois é, compadre Siga agora o seu caminho
Procure minha madrinha Maleita diga que eu vou me casar [...]
No caminho vá convidando gente pro Caxiri grande
Haverá muita festa durante sete luas sete sóis Traga a Joaninha Vintém o Pajé-pato Boi-Queixume Não se esqueça dos Xicos Maria-Pitanga o João
Ternura
O Augusto Meyer Tarsila Tatizinha Quero o povo de Belém de Porto Alegre de São Paulo
– Pois então até breve, compadre Fico le esperando atrás das serras do Sem-fim
I. Em Cobra Norato o antropomorfismo do herói em cobra permite-lhe transitar pela floresta. II. Ao longo da narrativa, Cobra Norato vai cumprindo missões para aproximar-se da filha da rainha Luzia. III. O autor recorre a seres do imaginário amazônico para compor as aventuras de Cobra Norato.
Assinale a alternativa correta:
Observe os seguintes excertos do canto II, de Cobra Norato:
Começa agora a floresta cifrada
[...]
Aqui um pedaço de mato está de castigo
Arvorezinhas acocoram-se no charco
Um fio de água atrasada lambe a lama
[...]
Agora são os rios afogados
bebendo o caminho
[...]
– Agora sim
Vou ver a filha da rainha Luzia
Mas antes tem que passar por sete portas
Ver sete mulheres brancas de ventres despovoados
guardadas por um jacaré
[...]
Tem que entregar a sombra para o Bicho do Fundo
Tem que fazer mirongas na lua nova
Tem que beber três gotas de sangue
Assinale a alternativa CORRETA:

I. A narração em primeira pessoa é mediada por outras personagens, o padre e o jornalista, contratados por Paulo Honório para escrever suas memórias.
II. O narrador em primeira pessoa promove um aprofundamento psicológico de Paulo Honório e sua tomada de consciência perante a vida.
III. O tempo da história é o mesmo tempo dos acontecimentos, por isso a personagem se vê perdida em seus pensamentos, quase sempre confusos.
IV. O tempo dos acontecimentos é um elemento supérfluo, visto que o narrador não se preocupa em marcá-los de maneira objetiva, deixando-o em aberto.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo de saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar.
A que eu conhecia era Rosa do Marciano, muito ordinária. Havia conhecido também a Germana e outras dessa laia. Por elas, eu julgava todas. Não me sentia, pois, inclinado para nenhuma: o que sentia era desejo de preparar um herdeiro para as terras de São Bernardo.
(RAMOS, G. São Bernardo. 28.ed. Rio de Janeiro: Record, 1977. p.54.)
Sobre a morte de Madalena, assinale a alternativa correta.
Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino, escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço; e a trama viva se construa De tal modo, que a imagem fique nua, Rica mas sóbria, como um templo grego.
Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E, natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade, Arte pura, inimiga do artifício, É a força e a graça na simplicidade.
(BILAC, O. Poesias. 15.ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1931. p.339.)
Com base nesse poema e nos conhecimentos sobre o Parnasianismo, considere as afirmativas a seguir.
I. O eu lírico defende que o sofrimento do poeta na feitura do poema fique explícito para o leitor atento.
II. O último verso ironiza a escola parnasiana por conta de seus excessos formais e exageros metalinguísticos.
III. O poema retoma certos valores preconizados pela tradição clássica, como a forma soneto, por exemplo.
IV. O poema é uma espécie de receita de como se fazer poesia, o que fica sugerido já em seu título.
Assinale a alternativa correta.
I. A expressão “beijo único” denota a intensidade do momento vivido pelas personagens, que concretizam ali o enlace amoroso.
II. Há certas retomadas de valores românticos, visto que se trata de uma história de amor impossível, capaz de levar os amantes à morte.
III. O narrador se esforça para dar um caráter sublime à sua relação com Virgília, buscando a complacência do leitor para com o adultério praticado por ela.
IV. O trecho traz uma antecipação dos sentimentos contraditórios que os amantes experimentariam daquele dia em diante.
Assinale a alternativa correta.
I. A emergência do sistema capitalista no Brasil é pano de fundo da obra, que discute os valores daquela sociedade.
II. Fernando Seixas se aproxima de Aurélia ao saber que ela havia recebido uma herança milionária de um parente distante.
III. Romance de cunho regionalista, Senhora conta a história de luta dos sertanejos pela ascensão social no século XIX.
IV. O romance tematiza a independência feminina, na medida em que coloca em cena uma heroína forte e decidida.
Assinale a alternativa correta.
Leia o poema a seguir e responda à questão.
Plena Pausa
Lugar onde se faz Nenhuma página
o que já foi feito, jamais foi limpa.
branco da página, Mesmo a mais Saara,
soma de todos os textos, ártica, significa.
foi-se o tempo Nunca houve isso,
quando, escrevendo, uma página em branco.
era preciso No fundo, todas gritam,
uma folha isenta. pálidas de tanto.
(LEMINSKI, P. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.185.)
I. O poema nega os elementos essenciais do movimento concretista e, portanto, destoa do clima geral do livro.
II. O poema apresenta o elemento metalinguístico como forma de reforçar a realidade psíquica do eu lírico.
III. O poema reforça a importância da página em branco enquanto parte integrante da significação poética.
IV. Orientalismo, concretismo e tropicalismo estão entre as principais referências formais da produção poética do escritor.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro: passou mais de seis anos não falando. Se o incitavam a falar, exclamava: – Ai que preguiça!... e não dizia mais nada. Quando era pra dormir trepava no macuru pequeninho sempre se esquecendo de mijar. Como a rede da mãe estava por debaixo do berço, o herói mijava quente na velha, espantando os mosquitos bem. Então adormecia sonhando palavras feias, imoralidades estrambólicas e dava patadas no ar.
(Adaptado de: ANDRADE, M. Macunaíma. Rio de Janeiro: Agir, 2008. p.7.)
Enquanto produção cultural, o Modernismo procurava reconhecer as identidades que formavam o povo brasileiro.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a
presença da temática indígena no movimento, tendo
por modelo o romance de Mário de Andrade.
Observe a figura e leia o texto a seguir.

Di Cavalcanti, Moças com violão, óleo sobre tela, 49,8 × 60,8 cm, 1937.
Emiliano Di Cavalcanti foi um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922. Nos períodos de 1923 a 1925, morou na capital francesa e teve contato com alguns artistas da Escola de Paris, entre eles, Pablo Picasso, que se evadia das linhas severas do cubismo para as curvas sensuais das madonas clássicas. O crítico Frederico Morais (2005) afirmou: “Di Cavalcanti deu à mulata brasileira a dignidade da madona renascentista, madonizou a nossa mulata.”
(Adaptado de: Mestres do Modernismo: exposição. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Fundação José e Paulina Nemirovsky e Pinacoteca do Estado, 2005. e In. MORAIS, F. <www.elfikurten.com.br/ 2013/05/emiliano-di-cavalcanireminiscências.html>. Acesso em: 12 abr. 2016.)
A partir dessa figura, da afirmação do crítico Frederico Morais e dos conhecimentos sobre o modernismo brasileiro, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) As mulatas de Di Cavalcanti são o resultado de uma interpretação pessoal das mulheres clássicas de Picasso.
( ) As mulheres de Di Cavalcanti não são sofridas e solitárias, expressam, plasticamente, o que há de ondulante, de macio, de materno e de sensual no corpo feminino.
( ) Di Cavalcanti reproduz, acriticamente, as lições que aprendeu com artistas da Escola de Paris.
( ) Em Paris, Di Cavalcanti, em contato com obras do passado e do seu presente, intensificou sua visão de um Brasil multicultural, nem exótico, nem folclórico.
( ) A representação da mulher nas obras de Di Cavalcanti revela que o belo na arte e a beleza feminina são universais e imutáveis.