Questões de Vestibular
Sobre escolas literárias em literatura
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Considere o texto abaixo.
Deve ter sido importante para Drummond o poema do escritor chileno Pablo Neruda, lido na cidade do México em 1942 e logo depois afixado em cartazes nas ruas da cidade: “Canto a Stalingrado”. O poema de Neruda não fala de vitória, e sim de resistência, além de clamar de modo indignado pela abertura da Segunda Frente que viria aliviar a União Soviética da pressão nazista. Já na “Carta a Stalingrado”, de Drummond, o núcleo propriamente do poema se espraia tanto para o lado épico, que relaciona a vitória de Stalingrado aos destinos da humanidade, como para o lado lírico, em que a batalha é vista a partir das suas ressonâncias no “eu”.
(MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo sitiado. São Paulo: Editora 34, 2016, p. 128)
Atente para as seguintes afirmações:
I. Diferentemente do entusiasmado poema de Pablo Neruda dedicado a Stalingrado, o de Drummond exprime com menor vigor o esforço ingente dos russos ao defenderem a cidade dos ataques nazistas.
II. O poema de Drummond “Carta a Stalingrado” pode ser visto, do ponto de vista do gênero, como uma combinação da vocação lírica do poeta com uma visada enérgica de um momento crucial da Segunda Guerra.
III. O poema “Canto a Stalingrado”, de Pablo Neruda, não deixava de expressar uma preocupação estratégica no momento em que os nazistas assediavam a cidade soviética.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
Considere o texto abaixo.
As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são um paradigma do que se pode chamar literatura de testemunho: nem pura ficção, nem pura historiografia. O fundo histórico é o da ditadura Vargas, mas o testemunho vive e elabora-se numa zona de fronteira: ao percorrer essas memórias somos levados tanto a reconstituir a fisionomia e os gestos de alguns companheiros de prisão de Graciliano, entre os quais líderes comunistas, como a contemplar a metamorfose dessa matéria objetiva em uma prosa una e única − a palavra do narrador.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 222.)
Considere o texto abaixo.
De um modo geral, todos esses movimentos da vanguarda europeia de fins do século XIX e início do século XX estavam sob o signo da desorganização do universo artístico de sua época. A diferença é que uns, como o futurismo e o dadaísmo, queriam a destruição do passado e a negação total dos valores estéticos presentes; e outros, como o expressionismo e o cubismo, viam na destruição a possibilidade de construção de uma nova ordem superior. No fundo eram, portanto, tendências também organizadoras de uma nova estrutura política e social.
(TELES, Gilberto Mendonça, Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. Rio de Janeiro: Vozes, 1972, p. 10)
Considere o texto abaixo.
De um modo geral, todos esses movimentos da vanguarda europeia de fins do século XIX e início do século XX estavam sob o signo da desorganização do universo artístico de sua época. A diferença é que uns, como o futurismo e o dadaísmo, queriam a destruição do passado e a negação total dos valores estéticos presentes; e outros, como o expressionismo e o cubismo, viam na destruição a possibilidade de construção de uma nova ordem superior. No fundo eram, portanto, tendências também organizadoras de uma nova estrutura política e social.
(TELES, Gilberto Mendonça, Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. Rio de Janeiro: Vozes, 1972, p. 10)
Considere o texto abaixo.
Há no Romantismo nacional uma expressão evidente do culto da nacionalidade, o qual, tomado num sentido mais amplo, se manifesta também em lutas pela afirmação da liberdade política e determina a exaltação de valores e tradições. Esse sentimento é tomado também nos seus aspectos sociais, sob o apanágio dos direitos do homem livre, razão de ser do movimento abolicionista e matéria para o romance, para o teatro e para a poesia da época.
(Adaptado de: CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da Literatura Brasileira I. Das origens ao Romantismo. São Paulo: DIFE, 1974, p. 207-208)
A respeito das personagens encontradas na obra Capitães da areia, marque a alternativa CORRETA.
Ainda em relação à narrativa de Jorge Amado, leia o trecho de carta a seguir:
Sr redator, Desculpe os erros e a letra pois não sou costumeira nestas coisas de escrever e se hoje venho a vossa presença é para botar os pingos no ii. Vi no jornal uma notícia sobre os furtos dos Capitães da areia e logo depois veio a polícia e disse que ia perseguir eles e então o doutor dos menores veio com uma conversa dizendo que era uma pena que eles não se emendavam no reformatório para onde ele mandava os pobres. É pra falar no tal do reformatório que eu escrevo estas mal traçadas linhas. Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal do reformatório para ver como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 12.
Examine as seguintes proposições e classifique-as como V (verdadeira) ou F (falsa).( ) A obra inicia-se com os textos divulgados no Jornal da Tarde e dá seguimento com a publicação de cartas de leitores como a da costureira Maria Ricardina, cujo filho foi maltratado no reformatório. ( ) As cartas do padre e da costureira denunciam as péssimas condições humanas a que os adolescentes são submetidos no reformatório, enquanto que a carta do juiz de menores manifesta-se a favor da educação repressora. ( ) O fragmento de texto caracteriza-se por uma linguagem extremamente formal, um rigor gramatical e o uso de expressões típicas da língua culta como “botar os pingos no ii”.
Agora, aponte a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Em sua obra Alguma poesia, Carlos Drummond de Andrade exprime a relação do eu lírico com a realidade social moderna. Tendo em vista essa afirmação e o poema “Coração numeroso”, julgue as afirmativas a seguir:
I – A declaração “Acabemos com isso” (linha 14) prenuncia o desfecho fatídico do eu lírico: o seu afogamento na rua do porto.
II – No décimo primeiro verso, a expressão “homem-realejo” revela a constituição de uma identidade deslocada e em constante construção.
III – O poema simboliza o movimento constante do sujeito-lírico que, ao percorrer o Rio de Janeiro, depara-se com uma realidade sociocultural diferente.
IV – O verso “a cidade sou eu” (linha 22) enfatiza a imagem do sujeito solitário diante de uma metrópole impessoal e em processo de desenvolvimento.
Assinale a alternativa CORRETA


A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO I.
O texto refere-se ao movimento literário denominado:

