Questões de Vestibular
Comentadas sobre república oligárquica - 1889 a 1930 em história
Foram encontradas 343 questões
O trecho acima faz parte do discurso dos Tenentes rebelados em 1924, em São Paulo, que estavam sob a liderança de Miguel Costa, evidenciando
(José de Souza Martins. “São Paulo, 1924 – A retirada”. In: Eloar Guazzelli. São Paulo em guerra – 1924, 2012.)
O movimento a que o texto se refere ficou conhecido na história do Brasil como tenentismo. O movimento tenentista
I. O Coronelismo constituiu-se de uma prática política que fez uso do patrimônio público para fins pessoais, como no caso da concessão de empregos públicos aos afilhados e correligionários políticos em troca de votos.
II. O Coronelismo, enquanto estratégia de poder, poderia fazer uso do patrimônio privado para garantir, se necessário, o desempenho das funções públicas.
III. Tal exercício político ancorava-se no assistencialismo em que todo o sistema eleitoral era oficialmente financiado pelos chamados coronéis.
São verdadeiras as afirmações
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O universo ficcional de Machado de Assis é povoado pelos tipos sociais que se mesclavam na sociedade fluminense do século XIX: proprietários, rentistas, comerciantes, homens pobres mas livres e escravos. Cruzam seus interesses e medem-se em seus poderes ou em sua falta de poder. É essa a configuração das personagens das obras-primas Memórias póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A tragédia do negro escravizado está exposta em contos violentos, e o capricho dos senhores proprietários dá o tom a narradores como Brás Cubas e Bento Santiago, o Bentinho, que contam suas histórias de modo a apresentar com ar de naturalidade a prática das violências pessoais ou sociais mais profundas.
(TÁVOLA, Bernardim da, inédito)
INSTRUÇÃO: Para responder à questão, associe os nomes das constituições brasileiras do período republicano (coluna A) às características de cada uma (coluna B).
Coluna A
1. Constituição de 1891
2. Constituição de 1937
3. Constituição de 1946
4. Constituição de 1988
Coluna B
( ) Caracterizou-se pelos grandes avanços sociais e políticos que promoveu, aumentando as garantias ao indivíduo frente ao poder do Estado e os direitos sociais, sendo por isso chamada de “a Constituição Cidadã”.
( ) Inspirada na constituição Polonesa, criou um sistema político com concentração de poderes no Executivo e uma forma de representação política baseada no voto coorporativo.
( ) Considerada uma constituição liberal, estabeleceu medidas como a igualdade perante a lei, a ausência de censura, a garantia de sigilo em correspondências e o fim da pena de morte.
( ) Ampliou as liberdades individuais, instituindo o habeas corpus, e estabeleceu o voto direto para as eleições em todos os níveis, mas manteve a exclusão de analfabetos, mulheres, soldados e religiosos submetidos a votos de obediência.
( ) Com o objetivo de restituir a democracia, garantiu a liberdade de associação para fins lícitos e a livre expressão das ideias, embora mantivesse a exclusão do direito de voto ao analfabeto, o que constituía um limitador da participação popular na política.
A numeração correta, de cima para baixo, é
“Profundamente identificado com a política saneadora e, principalmente, regeneradora implantada pelo presidente Rodrigues Alves (1902-1906), Pereira Passos foi nomeado o homem forte do projeto que visava fazer da capital da República uma vitrine do discurso civilizatório.”
Julia O'Donnell. A invenção de Copacabana. Culturas urbanas e estilos de vida no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2013, p. 52.
O “projeto” mencionado no texto envolveu, entre outras iniciativas,
“O Rio civiliza-se!” eis a exclamação que irrompe de todos os peitos cariocas. Temos a Avenida Central, a Avenida Beira Mar (os nossos Campos Elíseos), estátuas em toda a parte, cafés e confeitarias (…), um assassinato por dia, um escândalo por semana, cartomantes, médiuns, automóveis, autobus, autores dramáticos, grandmonde, demi-monde, enfim todos os apetrechos das grandes capitais.
(“O Chat Noir”, em Fon-Fon! Nº 41, 1907. Extraído de www.objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/fonfon/fonfon1907.)
A partir do excerto, que se refere ao período da Belle Époque no Brasil, no início do século XX, é correto afirmar que:
I Conjunto de leis que concedia determinados direitos aos trabalhadores, como jornada de oito horas de trabalho, aposentadoria, descanso remunerado, férias, etc. Até então, esses direitos tinham sido objeto de muitas lutas no Brasil.
II Getúlio Vargas, ao chegar ao poder, abraçou a causa dos trabalhadores e apresentou a legislação social como uma dádiva, um ato de generosidade, pelo qual o governo brasileiro outorgou os direitos trabalhistas ao povo.
III Lindolfo Collor, primeiro ministro do Trabalho, foi o organizador dessa legislação, definindo a estruturação sindical corporativista e vinculada ao Estado. Queria que os sindicatos fossem “amortecedores" da luta de classes.
Das afirmativas apresentadas,
“Em Canudos representa de elemento passivo o jagunço que corrigindo a loucura mística de Antônio Conselheiro e dando-lhe umas tinturas das questões políticas e sociais do momento, criou, tornou plausível e deu objeto ao conteúdo do delírio, tornando-o capaz de fazer vibrar a nota étnica dos instintos guerreiros, atávicos, mal extintos ou apenas sofreados no meio social híbrido dos nossos sertões, de que o louco como os contagiados são fiéis e legítimas criações. Ali se achavam de fato, admiravelmente realizadas, todas as condições para uma constituição epidêmica de loucura."
(Nina Rodrigues, As coletividades anormais. 2006)
II.
Ergueu-se contra a República
O bandido mais cruel
Iludindo um grande povo
Com a doutrina infiel
Seu nome era Antônio
Vicente Mendes Maciel
[...]
Os homens mais perversos
De instinto desordeiro
Desertor, ladrão de cavalo
Criminoso e feiticeiro
Vieram engrossar as tropas
Do fanático Conselheiro
(João Melchíades Ferreira da Silva apud Mark Curran, História do Brasil em cordel. 1998)
Acerca das leituras que os textos fazem de Canudos, é correto afirmar que

O cartão-postal é o melhor veículo de propaganda e reclame de que podem dispor os homens, as empresas, a indústria, o comércio e as nações. Olavo Bilac - A cartophilia, 15/06/1904.
A frase de Olavo Bilac assinala a ampliação da produção de cartões-postais no início do século XX, que animou colecionadores e o trabalho de editores, fotógrafos e gravuristas.
As imagens dos cartões do Rio de Janeiro, capital brasileira naquele momento, associaram-se à propaganda das ações governamentais indicadas em: