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Ano: 2017 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2017 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924464 História
Observe o trecho seguinte e responda ao que se pede.
A ideia da adoção, aqui no Brasil, do planejamento como instrumento de política econômica em economias de mercado, que acabou por ser posta efetivamente em prática com o Programa de Metas, foi acompanhada de acirrados debates. De um lado, como ferrenhos opositores, tínhamos adeptos da postura liberal, cujos expoentes eram Eugênio Gudin e Octavio Gouvêa de Bulhões. De outro, como proponentes, tínhamos Roberto Simonsen, que exerceu a presidência da Federação das Indústrias do estado de São Paulo, e Evaldo Lódi, que presidiu a Confederação Nacional das Indústrias. Para esses últimos era imprescindível a coordenação estatal das decisões econômicas.
SALOMÃO, C. F.; SILVA, L. Q. A década de 1950 e o programa de metas. In. GOMES, A. C. O Brasil de JK. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, 1991. p. 80.
O Plano de Metas foi fundamental para o desenvolvimento do Brasil moderno e se norteou por um modelo econômico baseado
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa C

Tema central: o Plano de Metas de JK (slogan “50 anos em 5”) é um exemplo de planejamento econômico com foco em modernização via investimentos em infraestrutura e na chamada indústria de base. Para responder, é preciso reconhecer o modelo desenvolvimentista adotado na década de 1950: forte papel do Estado na coordenação e financiamento de obras e indústrias pesadas.

Resumo teórico: o desenvolvimentismo brasileiro apoiou-se na industrialização por substituição de importações, mas, na fase JK, privilegiou-se a construção de infraestrutura (estradas, energia, transporte) e a criação de indústrias de base (siderurgia, máquinas, bens de capital). O Estado atuou como articulador e financiador, atraindo capitais e incentivando investimentos estratégicos (fonte: Salomão & Silva, in O Brasil de JK, FGV/CPDOC, 1991; Fausto, História do Brasil).

Por que a alternativa C é correta: ela descreve exatamente o objetivo do Plano de Metas — criar infraestrutura e indústria de base com intensa participação estatal. O texto de apoio já destaca debates entre liberais e empresários favoráveis à coordenação estatal; o conteúdo da alternativa C reflete essa orientação prática do plano.

Análise das incorretas:

A) Incorreta — reduz o plano ao financiamento privado nacional de hidrelétricas. O Plano era mais amplo (rodovias, energia, transporte, indústria) e a participação incluiu Estado e capital estrangeiro, não apenas capital privado nacional.

B) Incorreta — fala em complexo de bens de consumo com controle estatal. O foco de JK foi indústrias de base e bens de capital; bens de consumo cresceram, mas não eram o centro nem sob controle estatal direto.

D) Incorreta — formação profissional e ensino tecnológico eram itens secundários; a ênfase prática do Plano foi em obras e indústrias estratégicas, não primordialmente em políticas educacionais.

Estratégia de prova: ao ler enunciados sobre o Plano de Metas, procure termos chaves — “indústria de base”, “infraestrutura”, “forte participação estatal” — e descarte alternativas que limitem o plano a um único setor (ex.: apenas educação, só energia privada, só bens de consumo).

Fontes: Salomão & Silva, in O Brasil de JK (FGV/CPDOC, 1991); Fausto, Boris. História do Brasil.

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Comentários

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C. na criação de uma infraestrutura e de uma indústria de base com forte participação estatal.


Cresceu,mas endividou-se

Forte participação estatal? JK abriu totalmente o país para indústria estrangeiras e capital estrangeiro

Forte participação estatal? JK abriu totalmente o país para indústria estrangeiras e capital estrangeiro

Se não me engano, JK abriu o capital para as empresas de bens de consumo, mas as de base ainda ficaram sob controle do estado.

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