Questões de Vestibular Comentadas sobre história
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(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo, 2016. Adaptado.)
Os vínculos entre condições geográficas e históricas, descritos no excerto,
(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)
Ao analisar os processos de independência na África do século XX, o excerto
Desta vala imunda a maior corrente da indústria humana flui para fertilizar o mundo todo. Deste esgoto imundo jorra ouro puro. Aqui a humanidade atinge o seu mais completo desenvolvimento e sua maior brutalidade, aqui a civilização faz milagres e o homem civilizado torna-se quase um selvagem.
(Apud: Eric J. Hobsbawm. A era das revoluções: 1789-1848, 1986.)
Essa observação atesta o contraste entre
No tempo das “mitas”, é lastimável ver os índios [...] presos como malfeitores, com cordas e argolas de ferro; e as mulheres, os filhos e parentes se despedindo dos templos, deixando fechadas suas casas e os seguindo, dando alarido aos céus, desgrenhando os cabelos, cantando em sua língua tristes canções e lamentos lúgubres, despedindo-se deles, sem esperança de voltar a vê-los.
(Apud: Kátia Gerab e Maria Angélica Campos Resende. A rebelião de Tupac Amaru: luta e resistência no Peru do século XVIII, 1987.)
O excerto trata da colonização espanhola do Peru e expõe a relação entre
(Laura de Mello e Souza. O Jardim das Hespérides: Minas e as visões do mundo natural no século XVIII, 2022. Adaptado.)
O excerto revela um importante processo ocorrido na colonização brasileira, na passagem do século XVI para o XVII, que foi
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007.)
O texto trata das relações entre senhores e servos na Idade Média e sustenta que
A respeito do cenário pós Segunda Guerra, assinale a afirmativa correta.
FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005, p. 70.
Com base no texto, assinale a opção que indica corretamente o aspecto que marcou o processo de descolonização africano.
CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados: escritos de história política. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998, p. 131.
A respeito do coronelismo da Primeira República brasileira (1889-1930), assinale a afirmativa que identifica corretamente as características e o funcionamento desse sistema político.
( ) Diferentemente do caso brasileiro, o fim da escravidão nos Estados Unidos esteve ligado a uma cisão entre as elites: as do Norte associadas ao desenvolvimento de uma sociedade liberal e capitalista e as do Sul tendo na escravidão o sustentáculo de sua riqueza.
( ) No Brasil, depois de 1865, o ritmo do movimento inicial em direção à emancipação gradual foi acelerado por acontecimentos externos, incluindo a emancipação nos Estados Unidos e no Caribe espanhol e a Guerra do Paraguai.
( ) As sociedades pós-escravistas brasileira e norte-americana não elaboraram um projeto nítido de inserção política, econômica e social do negro, o que perpetuou culturalmente e economicamente a exclusão que antes se assentava por meio da escravidão.
As afirmativas são, respectivamente,
História em curso: o Brasil e suas relações com o mundo ocidental. São Paulo: Editora do Brasil; Rio de Janeiro: FGV, 2004
A respeito do governo joanino e da independência brasileira, analise as afirmativas a seguir.
I. O maior desafio enfrentado por D. João em sua estada na América foi a rebelião de Pernambuco (1817), um movimento de reação à política joanina que se espalhou pelas capitanias vizinhas, reativas ao aumento de impostos para a manutenção da Corte no Rio de Janeiro.
II. Em 1820, uma série de revoltas contra o absolutismo monárquico eclodiram em Portugal, sendo vitoriosas na cidade do Porto, onde exigiu-se a extinção da monarquia dos Bragança e a elaboração de uma Constituição republicana.
III. A reação de D. João à revolução do Porto foi permanecer em terras americanas e assegurar a continuação de sua dinastia e de seu governo para o herdeiro, o príncipe D. Pedro, que assumiria o processo formal de independência a partir do Rio de Janeiro.
Está correto o que se afirma em
A respeito da história da democracia no Ocidente, assinale a opção que descreve corretamente uma experiência histórica que contribuiu para sua formação.
(RANGER, T. A Invenção da Tradição na África Colonial. In: HOBSBAWM, E.; RANGER, T. (Orgs.). A invenção das tradições. Tradução de Celina Cardim Cavalcante. São Paulo: Paz e Terra, 2014. p. 294.)
Considerando os conhecimentos sobre sistema colonial e descolonização, assinale a alternativa correta.
No dia 19 de março de 1942, 10 mil pessoas se reuniram em Curitiba para “verberarem os golpes do nazismo contra a integridade nacional”. Em seguida, saíram pelas ruas invadindo e depredando estabelecimentos comerciais, bancos, indústrias e clubes pertencentes a imigrantes alemães, italianos e japoneses. Um dos piores quebra-quebras da ocasião ocorreu em uma loja de um alemão próxima a Prefeitura, onde botaram fogo em tudo. Os vândalos corriam pelas ruas da cidade arrastando metros e metros de tecido em chamas, gritando “morte aos quinta-colunas” e o povo se deliciava assistindo aquelas cenas horripilantes.
(Adaptado de: SETO, C.; UYEDA, M. H. Ayumi: caminhos percorridos. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002. p.230-231.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre história do Paraná, assinale a alternativa correta.
( ) Embora aparentemente fora da esfera política, a contracultura apresentou críticas e um estilo de vida alternativos em relação à moral de seu tempo.
( ) Entre as características da contracultura, é possível destacar a apropriação e a ressignificação de aspectos das religiões e filosofias orientais.
( ) A utilização de substâncias psicoativas foi um dos elementos do movimento de contracultura, propondo alcançar estados de consciência alterados.
( ) A contracultura emergiu como forma de legitimar as políticas macarthistas nos EUA, voltadas para o respeito à diferença e à liberdade de expressão.
( ) A contracultura permaneceu circunscrita a grupos populares ou mesmo nichos culturais, afastando- -se da esfera midiática.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
(Adaptado de: WEBER, M. A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Trad. José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p.29-30.) Considerando o texto e os conhecimentos sobre os imaginários sociais no mundo burguês e a Reforma Protestante, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Ao considerar a Reforma Protestante, Weber propôs que o universo religioso desenvolveu-se de forma autônoma quando comparado às dimensões sociais, políticas e econômicas.
( ) Durante a Idade Média, a usura era condenada pela Igreja Católica com a acusação de que o tempo pertencia a Deus e, portanto, lucrar com isso seria pecaminoso. A Reforma Protestante, nesse sentido, ressignificou a noção temporal.
( ) Weber é um dos autores fundamentais para a compreensão da Reforma Protestante, na medida em que propôs uma tese segundo a qual o evento ofereceu algumas das principais bases para o desenvolvimento do capitalismo.
( ) Como um revolucionário em seu próprio tempo, Martinho Lutero, na condição de leigo pensando ideias religiosas, propôs um rompimento com a instituição católica por intermédio das chamadas 95 teses.
( ) O impacto da Reforma Protestante foi tão significativo que, como consequência do movimento, a Igreja Católica engendrou a chamada Contrarreforma, podendo-se destacar o fortalecimento dos tribunais de inquisição.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
A revista Nippon (literalmente, Japão) contém uma série de textos enfáticos sublinhando o governo benevolente no Estado da Manchúria, cuidadosamente para não declarar que é, de fato, o governo japonês. Menções recorrentes são feitas do desejo para que o governante e o governado estejam “moralmente unidos em harmonia como um todo, avançando com um propósito para alcançar o objetivo final do Estado”. Alguns dos principais temas representados são governo cooperativo, trabalho imigrante, o plano de desenvolvimento industrial em cinco anos, defesa, recursos, recuperação de terras, o passado da história da Manchúria, comunicação de massa e padrão de vida. É repetido que, se os detratores ocidentais somente visitassem essas utópicas regiões de modernização, veriam a benevolência da política do imperialismo japonês.
(Adaptado de: WEISENFELD, G. Touring Japan-as-museum: NIPPON and Other Japanese imperialist travelogues. Positions. v.8. n.3. 2000. p.777-778.)
A passagem refere-se à postura da revista japonesa Nippon, publicada entre as décadas de 1930 e 1940, a respeito da presença nipônica na Manchúria, região chinesa anexada. Com base no texto e nos conhecimentos sobre imperialismo e emergência dos estados totalitários, considere as afirmativas a seguir.
I. Com o intuito de legitimar a ocupação da Manchúria, o governo japonês construiu um discurso de felicidade que enfatizava a harmonia com a população local e a possibilidade de desenvolvimento regional.
II. Diferentemente dos países ocidentais, que haviam desenvolvido uma política colonialista e imperialista, o Japão do século XX permaneceu circunscrito às suas fronteiras territoriais.
III. A criação de discursos colonialistas pelo Japão utilizou das mídias tradicionais, como a pintura e a literatura, rejeitando os meios emergentes de comunicação de massa, baseados na reprodutibilidade técnica.
IV. Um dos traços da política japonesa, especialmente no decorrer da primeira metade do século XX, diz respeito ao autoritarismo baseado no sistema imperial, lançando mão de um nacionalismo exacerbado.
Assinale a alternativa correta.