Questões de Vestibular Comentadas sobre história
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(A morte de Júlio César. Obra de Vincenzo Camuccini (1804-05). Imagem disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cesar-sa_mort.jpg. Acesso em: 30 jan. 2015 às 11h30.)
Ei! Júlio César
Vê se não vai ao senado
Já sabem do teu plano
Para controlar o Estado
(Al Capone. Música de Raul Seixas, do álbum Krig-Ha-Bandolo, de 1973.)
-Quando você vai aprender que os homens são sempre homens? – disse Casca, apunhalando a nuca de César.
Cássio foi o segundo a atacar, depois Marco o golpeou. O punhal resvalou na toga de César, ficando espetado.
César lutou para se manter de pé, mas caímos sobre ele.
-Este é por Pompeu...
-Ditador vitalício...
-Tirano...
-Pelo meu irmão...
Seus olhos encontraram os meus. Por um instante, horror e censura encheram o teatro.
-Até você, Bruto, meu filho?
(MASSIE, Allan. César. RJ: Ediouro, 1993, p. 275.)
Assinale a alternativa na qual aparece o “plano para controlar o Estado”,
citado na canção, que levou o Senado romano a tramar a morte de Júlio
César em 44 a.C.

(FHC era o homem de vendas do ano, vendendo o que não lhe pertencia (ABC Domingo, agosto de 1998. SANTIAGO. Retroscópio – 40 anos da história recente vistos pela charge. RS: L & PM, 2010, p. 121.)
A interpretação da charge, sobre o governo de Fernando Henrique Cardoso, nos permite concluir que seu autor:

Entre 1956 e 1960 o Brasil alcança taxas espetaculares: a indústria cresce em 80% e o produto interno expande-se a uma média de 7% ao ano. Mas nem tudo são flores: as Ligas Camponesas se espalham pelo Nordeste [...], a dívida externa assume proporções estratosféricas, a moeda desvaloriza- se e a inflação galopa entre preços e salários. (NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. História do Brasil para principiantes – 500 anos de idas e vindas. SP: Ática, 2005, p. 250.)
Brasil já vai a guerra, comprou um porta-aviões um viva pra Inglaterra de oitenta e dois bilhões [...] a classe proletária na certa comeria com a verba gasta diária em tal quinquilharia sem serventia. [...] Brasil, terra adorada comprou um porta aviões oitenta e dois bilhões Brasil, oh pátria amada, que palhaçada.
(Brasil já vai à guerra. Juca Chaves. Disponível em: Brasil já vai à guerra http://letras.mus.br/juca-chaves/209261/. Acesso em: 30 jan. 2015, às 15h00.)
No final de 1956, o governo federal, comandado por Juscelino Kubitschek, comprou da Inglaterra um porta-aviões de segunda mão no valor de 82 bilhões de cruzeiros, preço considerado altíssimo pelos opositores do governo. Na esteira das críticas, o compositor Juca Chaves gravou a modinha “Brasil já vai à guerra”, que, rapidamente, caiu no gosto popular.
Sobre o contexto retratado, julgue os itens abaixo:
I. A compra do porta-aviões da Inglaterra pode ser explicada pela necessidade de garantir a segurança nacional, ameaçada pelo aumento das manifestações contra o governo e pelas disputas territoriais com a Argentina. II. Apesar do crescimento do país, alcançado graças ao Projeto Desenvolvimentista, algumas ações de JK levaram ao agravamento da crise econômica e social e a um aumento da oposição e das críticas ao seu governo. III. O crescimento alcançado durante os anos JK tem como causa fundamental os investimentos feitos em infraestrutura, porém, a entrada maciça de capitais estrangeiros levou a um grande aumento da dívida externa.
Estão corretos:

(AGOSTINI, Ângelo. Floriano Peixoto e a Revolta da Armada. Imagem publicada na revista em 29 de junho de 1895.)
They hushed our voices Twice we bled. They swore allegiance And we won't forget. History repeats itself. The land and the sea. Through the storms shall duel. […] Moments of glory. We'll Always remember. Marines are about the conquer. Tyrants will fall.
Calaram nossas vozes. Duas vezes nós sangramos. Eles juraram lealdade E não vamos esquecer. A história se repete. A terra e o mar. Duelarão através da tempestade. […] Momentos de glória. Nós sempre nos lembraremos. Marinheiros estão próximos da conquista. Tiranos cairão. (Armahda - Maurício Guimarães e Renato Domingos. Banda Armahda, álbum Armahda, 2013.)

(HEMETERIO e GADELHA, Olinto. Chibata! João Cândido e a revolta que abalou o Brasil. SP: Conrad, 2008, p. 38.)
Há muito tempo nas águas Da Guanabara O Dragão do Mar reapareceu Na figura de um bravo Feiticeiro A quem a história Não esqueceu Conhecido como Navegante Negro [...] Rubras cascatas jorravam Das costas Dos santos entre cantos E chibatas Inundando o coração, Do pessoal do porão (O mestre sala dos mares. João Bosco e Aldir Blanc. Disponível em: http://letras.mus.br/joao-bosco/663976/. Acesso em: 30 jan. 2015, às 15h30.)
Assinale a alternativa na qual aparecem, respectivamente, fatores para a eclosão das duas revoltas apresentadas nas informações.
Leia as informações, para responder à questão.

(O Infante Dom Henrique na conquista de Ceuta. Painel de azulejos de Jorge Colaço (1864-1942) na Estação de São Bento, cidade do Porto, Portugal.)
Costuma-se considerar a conquista da cidade de Ceuta, no Norte da África, em 1415, como o ponto de partida da expansão ultramarina portuguesa. [...] Para alguns [historiadores portugueses] a conquista tinha por objetivo [...] abrir caminho na busca do ouro do Sudão [...]. Sem penetrar profundamente no território africano. Os portugueses foram estabelecendo na costa uma série de feitorias, que eram postos fortificados de comércio [...]. [...] A opção pela feitoria praticamente tornava desnecessária a colonização do território ocupado pelas populações africanas [...].
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. SP: Edusp, 2012, p. 26-27.)
Há exatos 600 anos, Portugal iniciava sua aventura no processo conheci-
do como Grandes Navegações por meio da conquista da cidade de Ceuta, realizada pelo Infante Dom Henrique. Essa conquista foi o ponto de
partida para o início da formação do Império Ultramarino Português. De
acordo com o fragmento acima:
Guillermo Raúl Ruben. O que é nacionalidade. São Paulo: Brasiliense, 1984, p.25
A Revolução Francesa contribuiu, dentre diversos aspectos, para a emergência de um novo sentido à nação e ao nacionalismo. A respeito do assunto, considere as afirmativas.
I. A partir daquele momento, os indivíduos passam a se considerar cidadãos abstratamente iguais, membros de uma organização política e representados pelo Estado.
II. A cidadania que emerge a partir do processo revolucionário francês difere do sentimento de pertencimento a um certo senhor, típico da sociedade aristocrática.
III. Surge, a partir daquele momento, a concepção de Estado-nação presente nos dias de hoje: aquele que envolve o conjunto de leis próprias, a autonomia e a soberania, a cultura de um povo que vive em um determinado território.
Assinale

I. O movimento impulsionado por Mao Tse-tung, teve grande influência nas artes chinesas, principalmente no teatro e na ópera, que adquiriram um aspecto mais realista e influenciado pela cultura soviética.
II. A Revolução Cultural tinha uma proposta de radicalizar, ainda mais, tópicos como igualitarismo, antiburocratismo e autogestão do comunismo chinês.
III. No plano econômico, esse movimento atrasou o avanço tecnológico do país, devido às perseguições a inúmeros intelectuais, cientistas e educadores.
Assinale
O trecho acima faz parte do discurso dos Tenentes rebelados em 1924, em São Paulo, que estavam sob a liderança de Miguel Costa, evidenciando
Assinale a alternativa que NÃO contém uma das “características comuns” citadas no texto.
I. Além dos investimentos públicos em infraestrutura, com destaque para rodovias e usinas hidrelétricas, o país contou com investimentos de grandes grupos transnacionais da Europa e dos EUA.
II. O Estado priorizou o desenvolvimento de indústrias siderúrgicas, petroquímicas, mecânicas e automobilísticas, ou seja, setores típicos da chamada Terceira Revolução Industrial.
III. A ditadura civil-militar não preparou o país adequadamente para a Terceira Revolução Industrial. Isso pode ser comprovado pela constatação dos investimentos em educação, ciência e tecnologia, que não viabilizaram a formação da mão de obra qualificada, fator importante para os mais avançados processos industriais no mundo contemporâneo.
IV. O desenvolvimentismo no Brasil teve a combinação entre a prioridade dos investimentos em rodovias e incentivos para a indústria automobilística. Essa opção justifica, de um lado, a posição de destaque internacional do país na produção de automóveis; de outro, os elevados custos com transportes de cargas e passageiros que prejudicam outros setores da economia.
Estimativa do número de africanos desembarcados em cada região
(em milhares de indivíduos)

O número de africanos desembarcados no Brasil devido ao
tráfico negreiro, conforme tabela, foi o maior, ao se
compararem os dados da América Britânica e os Estados
Unidos. Uma das explicações para essa diferença é que

As imagens acima retratam dois momentos singulares da História Política do Brasil: a conjuntura pré-golpe de 1964, momento em que se deu a destituição de João Goulart, e as recentes manifestações contra o atual governo brasileiro. Em comum aos dois processos, destaca-se o apoio à tomada de poder pelos militares.
Identifica-se o seguinte argumento comum às duas
manifestações a favor da intervenção militar:

A imagem se refere à situação das receitas e das despesas do
Estado francês na década de 1780. Pode-se analisar pelos
dados que