Questões de Vestibular
Sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
Foram encontradas 99 questões
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.)
Politicamente, o movimento citado lutava
(Ricardo Westin. www12.senado.leg.br, 14.09.2020. Adaptado.)
No contexto tratado pelo excerto, a lei adotada em meados do século XIX e uma consequência dela percebida ainda hoje no Brasil são
História em curso: o Brasil e suas relações com o mundo ocidental. São Paulo: Editora do Brasil; Rio de Janeiro: FGV, 2004
A respeito do governo joanino e da independência brasileira, analise as afirmativas a seguir.
I. O maior desafio enfrentado por D. João em sua estada na América foi a rebelião de Pernambuco (1817), um movimento de reação à política joanina que se espalhou pelas capitanias vizinhas, reativas ao aumento de impostos para a manutenção da Corte no Rio de Janeiro.
II. Em 1820, uma série de revoltas contra o absolutismo monárquico eclodiram em Portugal, sendo vitoriosas na cidade do Porto, onde exigiu-se a extinção da monarquia dos Bragança e a elaboração de uma Constituição republicana.
III. A reação de D. João à revolução do Porto foi permanecer em terras americanas e assegurar a continuação de sua dinastia e de seu governo para o herdeiro, o príncipe D. Pedro, que assumiria o processo formal de independência a partir do Rio de Janeiro.
Está correto o que se afirma em
Veja o indígena nas palavras de Gonçalves Dias.
O primeiro tópico de que havemos de tratar na história do Brasil é o dos Índios. [...] Eles são instrumento do quanto aqui se praticou de útil ou de glorioso; são o princípio de todas as nossas cousas; são os que deram a base para o nosso caráter nacional; ainda mal desenvolvido, e será a coroa da nossa prosperidade o dia da sua inteira reabilitação (sic) (Gonçalves Dias, 1850, p. 28-29).
A idealização do poeta não escondia a situação vivida pelas populações indígenas no Pós-Independência, ao longo da construção do Estado nacional brasileiro, caracterizada por
Corneteiro Luís O corneteiro Luís tocou O corneteiro Luís trocou Na batalha de Pirajá Quando o corneteiro tocou O comandante mandou recuar Mas o corneteiro trocou Pode avançar, pode avançar O corneteiro trocou BaianaSystem
Em 2 de julho de 1823, as tropas lusitanas que ainda permaneciam em terras brasileiras foram expulsas. O 2 de julho e o processo de Independência do Brasil foram marcados por/pela
A Independência [...] concebeu a ideia de Império e preservou os interesses enraizados em torno do Paço do Rio de Janeiro. Também incluiu a criação de um Estado que centralizava a América portuguesa e conseguiu impedir a fragmentação do território, sobretudo em comparação com a experiência da América espanhola – trouxe ao Império a adesão das províncias, ainda que com o uso da força. Vitoriosa, a Independência manteve a escravidão e determinou a especificidade política do Estado que se formou no Brasil e de seu sistema de governo definido por uma monarquia constitucional representativa.
(Heloisa M. Starling e Antonia Pellegrino (orgs.).
Independência do Brasil: as mulheres estavam lá, 2022.)
Ao tratar da Independência do Brasil, o excerto destaca
(Adaptado de: COSTA, J. P. P. “Povos indígenas e a Independência”. Disponível em: https://bicentenario2022.com.br/textos/. Acesso em 21/05/2023.)
Tendo em vista seus conhecimentos sobre a participação dos povos indígenas no processo de Independência, e considerando o texto do blog citado, assinale a alternativa correta.
(Adaptado da apresentação do podcast Hora Americana, “#13 - Pensando as Independências na América Hispânica”, 10 de dezembro de 2020. Disponível em https://anchor.fm/hora-americana.)
Sobre as independências do Brasil e da América Espanhola, é correto afirmar que
Adapatado de Rafael Cariello e Thales Zamberlan Pereira, A Crise Inaugural in Piauí 181, 2021. Com base no texto, analise as afirmativas a seguir sobre a interpretação do processo de independência do Brasil.
I. Os autores apresentam uma interpretação nacionalista, com ênfase no protagonismo da Família Real, que soube liderar a construção da soberania brasileira.
II. Os autores consideram que a emancipação resultou de uma crise fiscal que motivou o posicionamento de grupos contra o absolutismo do rei, nas Américas e em Portugal.
III. Os autores afirmam que a separação política resultou do conflito entre elites brasileiras produtoras de commodities e comerciantes portugueses, ciosos em manter o exclusivo comercial.
Está correto o que se afirma em
Os conflitos em relação à Independência se fizeram presentes em todo o país. Leia o texto a seguir que serve de base para responder à questão.
Convém ressaltar: os conflitos em torno da Independência não foram restritos só ao Maranhão, pois outras províncias, como Piauí, Pará, Bahia e Cisplatina (Uruguai) também não acataram o grito do Ipiranga, configurando o que foi denominado pela historiografia “Guerras de Independência”, caracterizadas por um processo de luta nas províncias: contraditoriamente ao que se afirma, nos livros didáticos, que a Independência foi um ato passivo, ou “pacífico”.
BOTELHO, J. Conhecendo e debatendo a História do Maranhão. 3.ed. São Luís: Gráfica e Editora Impacto, 2019.
A concordância oficial do Maranhão à Independência do Brasil ocorreu, em 28 de julho de 1823, com uma cerimônia no Palácio dos Leões. As características do processo de Independência no Maranhão são as seguintes:
I. O movimento da independência foi uma ação da elite latifundiária, com o apoio da Inglaterra, preservando seus interesses e privilégios.
II. Os setores médios urbanos aliados aos grupos de homens livres pobres constituíram-se na liderança radical que comandou a luta pela independência e pela democratização das relações sociais no Brasil.
III. Os grandes proprietários de terras temiam a participação das camadas populares e dos escravos nas lutas contra Portugal.
IV. A luta pela independência foi liderada fundamentalmente pelos negros escravizados que lutaram também pelo fim da escravidão.
Em 2022, o Brasil celebra 200 anos de vida independente, sem projeto de nação e longe da grandeza anunciada em 1500 pela natureza exuberante e sonhada no século XIX pelos que lutaram por sua independência. A constatação é do historiador José Murilo de Carvalho, que avalia com desânimo o atual panorama nacional. Ele diz que o Brasil é um “país sem revolução”, no qual ocorreram movimentos apenas de “ajuste” entre as elites.
O Estado de S. Paulo, Aliás, 4/9/2022, p. C4 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte, relativos à trajetória histórica do Brasil.
Segundo o historiador citado no texto antecedente, as poucas
revoluções que ocorreram na história brasileira restringem-se
àquela que deu origem à Independência do Brasil e àquela
que resultou na Proclamação da República.
Em 2022, o Brasil celebra 200 anos de vida independente, sem projeto de nação e longe da grandeza anunciada em 1500 pela natureza exuberante e sonhada no século XIX pelos que lutaram por sua independência. A constatação é do historiador José Murilo de Carvalho, que avalia com desânimo o atual panorama nacional. Ele diz que o Brasil é um “país sem revolução”, no qual ocorreram movimentos apenas de “ajuste” entre as elites.
O Estado de S. Paulo, Aliás, 4/9/2022, p. C4 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item seguinte, relativos à trajetória histórica do Brasil.
A Independência do Brasil, ocorrida no contexto da era
revolucionária, que pôs fim ao antigo regime e ao antigo
sistema colonial, rompeu com as estruturas básicas do
período colonial, a exemplo da monocultura exportadora, do
latifúndio e da escravidão.
A história está em constante reconstrução. E não é diferente com o processo da Independência do Brasil no contexto de seu bicentenário. O que os holofotes dos historiadores trazem à luz é que, ao contrário do que diziam os antigos livros didáticos, o processo de separação do Brasil de Portugal foi múltiplo, extenso e repleto de violências. “Foi um processo muito mais complexo do que simplesmente D. Pedro I gritar ‘Independência ou Morte’, com muitas camadas e todas as guerras acontecendo naquele momento”, explica a historiadora Lucia Maria Bastos das Neves. Entre 1821 e 1824, foram inúmeros os levantes em lugares como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Cisplatina.
O Estado de S. Paulo, 16/8/2022, p. C6 (com adaptações).
Considerando os sentidos do texto precedente e sua inserção no contexto da Independência do Brasil, julgue o item subsequente.
Reação de tropas portuguesas à decisão de D. Pedro de
proclamar a Independência do Brasil levou a que, em vários
pontos do território, brasileiros, sobretudo populares,
pegassem em armas para garantir a emancipação do país,
como aconteceu, por exemplo, na batalha do Jenipapo, no
Piauí, e nas lutas ocorridas na Bahia.
Um aspecto comum dessas ações governamentais é:
Portugueses: Toda a força é insuficiente contra a vontade de um Povo, que não quer virar escravo: a História do Mundo confirma esta verdade, confirmam-na ainda os rápidos acontecimentos que tiveram lugar neste vasto Império embaído, a princípio, pelas lisonjeiras promessas do Congresso de Lisboa, convencido logo depois das falsidades delas, traído em seus direitos mais sagrados, em seus interesses mais claros não lhe apresentando o futuro outra perspectiva, senão a da recolonização e a do despotismo legal (…) o grande e generoso Povo Brasileiro (…) foi unanime em escolher-me para seu defensor Perpétuo, honroso encargo que com ufania aceitei e que saberei desempenhar à custa de todo meu sangue.
Proclamação do imperador D. Pedro I aos portugueses, 21/10/1822.
Disponível no Arquivo Nacional.
A partir do documento, o processo descrito na carta e uma de suas causas foram, respectivamente:
A Abolição da Escravatura, que ocorreu no Brasil em 13 de maio de 1888, percorreu um longo processo para ser realizada. Muitos fatos foram de fundamental importância para a concretização deste movimento. As revoltas, as fugas, os quilombos eram formas de manifestações dos negros escravizados, além das leis de emancipação que foram feitas a partir da segunda metade do século XIX. Dentre as revoltas e leis que antecederam a Abolição tem-se, respectivamente: