Questões de Vestibular
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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I. A atividade mineradora era muito semelhante àquela observada nos engenhos de açúcar, onde a mão de obra era exclusivamente escrava, sem nenhuma especialização.
II. A atividade extrativa, apesar do controle e fiscalização exercidos sobre a escravaria, possibilitava alguns furtos.
Sobre as afirmações é correto afirmar-se que
I. Foram demarcadas pelo apoio às frequentes tentativas dos representantes da coroa portuguesa, de limitar o domínio dos colonos mais importantes, destituindo-os do seu poder local.
II. Baseavam-se na recorrente intenção de afastar os nascidos no Brasil das Câmaras Municipais e de outras instâncias do poder na colônia, posto que expandir seus objetivos de centralização política até o Brasil era seu maior objetivo.
III. Orientavam-se no sentido da retomada do controle, pela Metrópole, dos mecanismos fiscais e comerciais do mundo colonial, bem como sobre as ações dos jesuítas e destes sobre os indígenas.
Está correto o que se afirma em
I. A Guerra dos Mascates foi um conflito entre os comerciantes de Recife e os proprietários de terras de Olinda, no contexto em que, a primeira florescia e a segunda mostrava claros sinais de decadência.
II. A vitória dos comerciantes de Recife possibilitou a emancipação de sua vila e o fim da sujeição política, administrativa e jurídica a Olinda.
III. O discurso dos olindenses derrotados era aquele que os afirmava como nobres homens da terra, destituídos de suas prerrogativas por estrangeiros e seus descendentes aventureiros.
Está correto o que se afirma em
Um exemplo de embaixada alegórica é apresentado no vídeo Festa do Rosário dos Homens Pretos do Serro, que começa com a narração da seguinte história.
“Dizem que Nossa Senhora tava no meio do mar. Aí vieram os caboclos e lhe chamaram, mas ela não veio não. Depois vieram os marujos brancos, mas ela só balanceou. Aí chegaram os catopês. Eles cantaram, tocaram só com caco de cuia e lata véia.Ela gostou deles, teve pena deles e saiu do mar.”
Trata-se de um mito de reconciliação e integração, bem como de uma compensação simbólica para a experiência histórica de escravidão negra em Minas Gerais. Essa experiência é abertamente expressa em muitos textos musicais das congadas.
José Jorge de Carvalho. Um panorama da música afro-brasileira. In: Série Antropologia. Brasília: Editora da UnB, 2000.
A partir do texto acima, julgue os itens de 41 a 43 e assinale a opção correta no item 44, que é do tipo C.
Um exemplo de embaixada alegórica é apresentado no vídeo Festa do Rosário dos Homens Pretos do Serro, que começa com a narração da seguinte história.
“Dizem que Nossa Senhora tava no meio do mar. Aí vieram os caboclos e lhe chamaram, mas ela não veio não. Depois vieram os marujos brancos, mas ela só balanceou. Aí chegaram os catopês. Eles cantaram, tocaram só com caco de cuia e lata véia.Ela gostou deles, teve pena deles e saiu do mar.”
Trata-se de um mito de reconciliação e integração, bem como de uma compensação simbólica para a experiência histórica de escravidão negra em Minas Gerais. Essa experiência é abertamente expressa em muitos textos musicais das congadas.
José Jorge de Carvalho. Um panorama da música afro-brasileira. In: Série Antropologia. Brasília: Editora da UnB, 2000.
A partir do texto acima, julgue os itens de 41 a 43 e assinale a opção correta no item 44, que é do tipo C.
“Em setembro de 1989 José Pereira Ferreira, com 17 anos, e um companheiro de trabalho, apelidado de 'Paraná', tentaram escapar de pistoleiros que impediam a saída de trabalhadores rurais da fazenda Espírito Santo, cidade de Sapucaia, sul do Pará, Brasil. Na fazenda, eles e outros 60 trabalhadores haviam sido forçados a trabalhar sem remuneração e em condições desumanas e ilegais.
Após a fuga, foram emboscados por funcionários da propriedade que, com tiros de fuzil, mataram ´Paraná´ e acertaram a mão e o rosto de José Pereira. Caído de bruços e fingindo-se de morto, ele e o corpo do companheiro foram enrolados em uma lona, jogados atrás de uma caminhonete e abandonados na rodovia PA-150, a vinte quilômetros da cena do crime. Na fazenda mais próxima, José Pereira pediu ajuda e foi encaminhado a um hospital. [...] José Pereira resolveu denunciar à Polícia Federal as condições de trabalho na fazenda Espírito Santo, pois muitos companheiros haviam lá permanecido. Ao voltar à fazenda, José Pereira encontrou os 60 trabalhadores, que foram então resgatados pela Polícia Federal, recebendo dinheiro para voltar para casa. Os pistoleiros haviam fugido."
OIT. Combatendo o trabalho escravo contemporâneo: o exemplo do Brasil. Escritório da OIT no Brasil. Brasília, 2010, p. 28.
Sobre as relações entre as questões suscitadas acima e a história do Brasil, passado e presente, considere as proposições.
I. O “caso Zé Pereira" tornou-se um marco emblemático na luta contra o “trabalho escravo" no Brasil, denominação utilizada para designar o trabalho forçado no contexto nacional, e que afeta, especialmente, os trabalhadores do meio rural.
II. O “caso Zé Pereira" possibilita o estabelecimento de relações entre a gravidade e a especificidade do trabalho forçado nos dias atuais e o antigo sistema escravista brasileiro, em vigor até o final do Império.
III. O “caso Zé Pereira" permite analisar as profundas desigualdades sociais que assolam o país tanto como uma herança do passado, quanto uma produção do presente.
IV. Uma semelhança possível entre o trabalho forçado exposto no “caso Zé Pereira" e o trabalho escravo do antigo sistema escravista brasileiro é a violência como recurso disponível de manutenção da ordem nas fazendas.
V. Uma diferença que precisa ser considerada entre o trabalho forçado exposto no “caso Zé Pereira" e o trabalho escravo ocorrido do período colonial até 1888 consiste no fato de que a questão étnica hoje não é mais pressuposto fundamental para a escravização, o pressuposto é a condição de pobreza, de expropriação de direitos individuais; note-se que hoje as principais denúncias recaem sobre trabalhadores rurais pobres, e não necessariamente negros.
Assinale a alternativa correta.
“Não resta outra coisa senão cada um defender-se por si mesmo; duas coisas são necessárias: a revogação do monopólio e a expulsão dos jesuítas, a fim de se recuperar a mão-de-obra livre, no que diz respeito ao comércio e aos índios. Depois haverá tempo de mandar representantes ao Rei e obter a sanção dele.” (Trecho da declaração de Manoel Beckman, um dos líderes da Revolta de Beckman, ocorrida no Maranhão nos anos oitenta do século XVII. Extraído de COSTA, L.C.A.; MELLO, L.I.A. História geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2008, p. 307). Assinale a alternativa correta.
“Não resta outra coisa senão cada um defender-se por si mesmo; duas coisas são necessárias: a revogação do monopólio e a expulsão dos jesuítas, a fim de se recuperar a mão-de-obra livre, no que diz respeito ao comércio e aos índios. Depois haverá tempo de mandar representantes ao Rei e obter a sanção dele.” (Trecho da declaração de Manoel Beckman, um dos líderes da Revolta de Beckman, ocorrida no Maranhão nos anos oitenta do século XVII. Extraído de COSTA, L.C.A.; MELLO, L.I.A. História geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2008, p. 307). Assinale a alternativa correta.
A produção e a comercialização do açúcar foi uma das principais bases econômicas da colonização portuguesa no Brasil.
Sobre este tema, é CORRETO afirmar que:
para desenvolver a economia açucareira, Portugal precisou recorrer a banqueiros e
mercadores holandeses, os quais financiavam a instalação de engenhos, a aquisição de
escravos, o transporte e a distribuição do produto na Europa.