Questões de Vestibular
Comentadas sobre medievalidade europeia em história
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Na passagem da Idade Média para a Época Moderna, também conhecida como a transição do feudalismo ao capitalismo, há duas formas de produção: econômica e política. Típicas desse período de transição, essas duas formas de produção relacionam-se a dois movimentos culturais: um que ocorre no século XVI e outro que caracteriza o século XVII.
As duas produções, a economia e a política, e os dois movimentos culturais indicados são:
Estamos acostumados a considerar que o sistema centro/periferia, ao menos no Ocidente, é um eixo essencial da estrutura e do funcionamento no espaço das economias, das sociedades, das civilizações. O historiador Fernand Braudel estimou que tal sistema só existiu e funcionou plenamente a partir do século XV. Essa definição não se aplica à Cristandade Medieval sem importantes correções. A noção de centro e a oposição centro/periferia são menos decisivas que outros sistemas de orientação espacial. O principal sistema é o que opõe o baixo ao alto, quer dizer, o Aqui, esse “mundo” imperfeito e marcado pelo Pecado Original, ao céu, morada de Deus.
(Adaptado de Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt, “Centro/Periferia”, em Dicionário temático do ocidente medieval, v. 2. São Paulo: Edusc, 2002, p. 203.)
A partir do texto acima, assinale a alternativa correta.
Um grande manto de florestas e várzeas cortado por clareiras cultivadas, mais ou menos férteis, tal é o aspecto da Cristandade - algo diferente do Oriente muçulmano, mundo de oásis em meio a desertos. Num local a madeira é rara e as árvores indicam a civilização, noutro a madeira é abundante e sinaliza a barbárie. A religião, que no Oriente nasceu ao abrigo das palmeiras, cresceu no Ocidente em detrimento das árvores, refúgio dos gênios pagãos que monges, santos e missionários abatem impiedosamente.
J. Le Goff. A civilização do ocidente medieval. Bauru: Edusc, 2005. Adaptado.
Acerca das características da Cristandade e do Islã no período medieval, podese afirmar que
Na Idade Média, o trabalho gratuito que os servos prestavam aos senhores feudais, durante o período de 3 ou 4 dias, é conhecido como
“Virgem em majestade com o Menino e dois anjos” (1275), de Maestro del Bigallo.
Fonte: DUPRAT, Carolina. MASP, São Paulo. Rio de Janeiro: Mediafashions, 2009
“A Virgem com o Menino de pé, abraçando a Mãe" (1480-1490), de Giovanni Bellini.
Fonte: DUPRAT, Carolina. MASP, São Paulo. Rio de Janeiro: Mediafashions, 2009
Nas obras acima, de dois artistas italianos – um representando a arte medieval; outro, a arte do início dos tempos modernos –, pode-se inferir as mudanças que ocorreram na Itália, no final do medievo e início da Idade Moderna. Nesse período, aconteceu:
I → uma ruptura em relação ao predomínio dos temas religiosos na arte, em decorrência do crescimento do comércio e das manufaturas nas cidades italianas.
II → uma mudança no tratamento dos temas religiosos, no sentido de uma representação das figuras sagradas mais próximas a modelos humanos naturalizados.
III → uma nova orientação cultural, que modificou os valores do mundo medieval e priorizou o racionalismo, o naturalismo e o hedonismo.
Está(ão) correta(s)
Fonte: ARRUDA, José J; PILETTI, Nelson. Toda a História São Paulo: Ática, 2007. p. 127.(Adaptado)
A partir das informações fornecidas no texto e no mapa, analise as afirmativas.
I → As Cruzadas mobilizaram o excedente populacional da Europa, com destaque para os nobres sem terras, que, dessa forma, puderam amealhar alguma riqueza, seja por meio de saques, seja pelo domínio de territórios.
II → Como as Cruzadas eram guerras religiosas, santificadas pelo Papa, os guerreiros cristãos que delas participavam tinham seus pecados perdoados.
III → As Cruzadas dinamizaram o comércio no Mar Mediterrâneo e possibilitaram o enriquecimento de cidades italianas, como Veneza, Gênova e Pisa, que já tinham tradição de comércio marítimo.
IV → Encerradas as expedições militares, as consequências foram imediatas quanto ao encerramento do intercâmbio entre o Ocidente e o Oriente, em especial nas áreas comercial e cultural.
Está(ão) correta(s)
“O camponês era, então, um escravo? Na verdade, chamava-se de ‘servos’ a maioria dos arrendatários, da palavra latina servus, que significa ‘escravo’. Mas eles não eram escravos, no sentido que atribuímos à palavra, quando a empregamos”.
Leo Huberman. História da riqueza do homem. 21ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1986, p.06
Considerando os trabalhadores durante o período considerado, a distinção principal, notada pelo autor, decorre
Disponível em: SOUZA, José Antônio de C. R.; BARBOSA, João Morais. O reino de Deus e o reino dos Homens: as relações entre os podres espiritual e temporal na Baixa Idade Média (Da Reforma Gregoriana à João Quidort). Porto Alegre: EDIPUCRS, 1997, p.15-115-116.
Sobre a Baixa Idade Média, identifique a afirmação incorreta:
Aparece na literatura medieval, no final do século IX, para florescer no século XI, até se tornar um lugar comum no século XII, um tema que descreve a sociedade que se divide em três categorias ou ordens.
(Jacques Le Goff. Para uma outra Idade Média, 2013.)
As “três categorias ou ordens” citadas no texto são, respectivamente,
Na Idade Média, a fragmentação política concedeu aos feudos uma significativa autonomia. Neste contexto, os trabalhadores chamados de servos
Leia com atenção o texto a seguir sobre o fim do período medieval.
... o final do milênio medieval costuma ser visto sob a forma de uma crise profunda e generalizada. Brutal, a mortalidade provocada pelo bacilo da peste espalha-se rápida e maciçamente. Os doentes sucumbem em alguns dias, sem remédio nem alívio possíveis. No dizer das testemunhas, toda organização social, até os laços familiares, foi violentamente perturbada por isso.
BASCHET, J. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo: Globo, 2006, p.247-248. Adaptado.
Acerca da chamada “Crise do século XIV”, assinale a alternativa CORRETA:
Leia o texto a seguir, sobre o funcionamento das escolas medievais:
“Eu vejo uma reunião de estudantes; seu número é grande, há de todas as idades; há crianças, adolescentes, moços e velho […]. Seus estudos são diferente; uns exercitam sua língua inculta a pronunciar novas palavras e a produzir sons que lhes são insólitos. Outros aprendem, em seguida, ouvindo as inflexões dos termos, sua composição e sua derivação […]. Outros trabalham com um estilete em tábuas revestidas com cera. Outros traçam com mão sábia, sobre membranas, diversas figuras de cores diferentes […] Outros, a tanger uma corda esticada sobre um pedaço de madeira, tirando dela melodias variadas. Outros, explicando certas figuras de geometria. Outros, com o auxílio de certos instrumentos, o curso e a posição dos astros e a revolução dos céus. Outros tratando da natureza das plantas, da constituição dos homens, das propriedades e virtudes de todas as coisas.
(SAINT-VICTOR, Hurgues. De vanitate mundi. In: PINSKY, Jaime. 100 textos de história antiga. São Paulo: Contexto, 1989, p.125).
Com base no texto e sobre o acesso às escolas e
universidades medievais na Europa Ocidental, podemos
concluir que: