Questões de Vestibular
Sobre história do brasil em história
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A autora Lilia Schwarcz trata da construção do argumento racial após a abolição da escravidão (1888) e o advento da República (1889).
Interessa compreender como o argumento racial foi política e historicamente construído nesse momento, assim como o conceito de raça, que além de sua definição biológica acabou recebendo uma interpretação, sobretudo social.
[...]
É nesse sentido que o tema racial, apesar de suas implicações negativas, se transforma em um novo argumento de sucesso para o estabelecimento das diferenças sociais.
Fonte: SCHWARCZ, Lilia Moritz. O Espetáculo das Raças: Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil (1870-1930). SP: Cia das Letras, 1993. p.23-24
Sobre a interpretação social do conceito de raça expresso no fragmento citado, é possível afirmar que:
Observe este cartaz.

Fonte: < http://textosdetherezapires.blogspot.com.br/2015/08/da-campanha-pela-anistia-1978-28-de.html> Acesso em 29 maio 2017.
Esse cartaz é uma campanha política pela:
1) O voto livre e universal do povo brasileiro; 2) A plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio de imprensa; 3) O trabalho com garantia de vida para o cidadão brasileiro; 4) O comércio de retalho só para os cidadãos brasileiros; 5) A inteira e efetiva independência dos poderes constituídos; 6) A extinção do poder moderador e do direito de agraciar; 7) O elemento federal na nova organização; 8) A completa reforma do poder judicial, em ordem a segurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos; 9) A extinção da lei do juro convencional; 10) A extinção do atual sistema de recrutamento.
Fonte: MARSON, Isabel. O império do progresso. A Revolução Praieira. São Paulo, 1987, p.79-80.
Com base nas reivindicações dos participantes da chamada Revolução Praieira, apresentadas no fragmento, constata-se que o grupo defendia:
“Se a transição democrática começou contrariando a vontade de milhões de brasileiros que não puderam influenciar no destino político do país, os valores democráticos exercitados nos últimos anos pela oposição civil como um todo marcaram época e foram o contraponto das dinâmicas políticas do regime. Aquela derrota não poderia apagar a presença de amplos setores da sociedade que desejavam participar, após 21 anos de coerção social e política em nome da Segurança Nacional”.
Marcos Napolitano. O regime militar brasileiro, 1964-1985. São Paulo: Atual, 1998, p.99
Assinale a alternativa correta acerca do contexto referido pelo texto.
FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930.São Paulo: Editora Brasiliense, 1983
De acordo com o trecho acima, considere e analise as afirmativas abaixo a respeito da Revolução de 1930.
I. Durante a década de 1920, diante da crise econômica e do controle oligárquico do poder, surgiram outros grupos sociais que passaram a reivindicar participação nas decisões governamentais e reformas nas instituições políticas. As aspirações da classe média urbana eram as mesmas do movimento tenentista, ao defender, entre outros, o voto secreto, reformas sociais e econômicas.
II. A Revolução resultou da aliança temporária, diante da Crise de 1929, das oligarquias dissidentes, das classes médias urbanas e do setor militar tenentista, contra o predomínio político dos interesses dos cafeicultores paulistas, expresso na eleição e vitória de Júlio Prestes.
III. No fim da década de 1920, os setores que contestavam as instituições da República Velha viam, com otimismo, a possibilidade de êxito. Os tenentes, junto às classes médias urbanas, passaram a se organizar em comitês e a eleger, em número cada vez mais expressivo, candidatos que os representassem.
Assinale a assertiva correta.
A tragédia dos últimos meses do governo Goulart residiu na tendência cada vez mais acentuada de se descartar a via democrática para a solução da crise. A direita ganhou os conservadores moderados, sobretudo amplos setores da classe média, para sua perspectiva de que só uma revolução promoveria a “purificação da democracia”, pondo fim aos perigos do comunismo, à luta de classes, ao poder dos sindicatos e à corrupção. Na esquerda, a então chamada democracia formal era vista apenas como um instrumento que ia se tornando inútil, ao aproximar-se a tomada do poder.
(Boris Fausto. “A vida política”. In: Angela de Castro Gomes (org). Olhando para dentro: 1930-1964, vol 4, 2013. Adaptado.)
Essa interpretação do historiador sobre o final do governo de
João Goulart (1961-1964) remete
Havia muito capital e muita riqueza entre os lavradores de cana, alguns ligados por laços de sangue ou matrimônio aos senhores de engenho. Havia também um bom número de mulheres, não raro viúvas, participando da economia açucareira. Digno de nota até o fim do século XVIII, contudo, era o fato de os lavradores de cana serem quase invariavelmente brancos. Os negros e mulatos livres simplesmente não dispunham de créditos ou capital para assumir os encargos desse tipo de agricultura.
(Stuart Schwartz. “O Nordeste açucareiro no Brasil Colonial”. In: João Luis R. Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa (orgs). O Brasil Colonial, vol 2, 2014.)
O excerto indica que a sociedade colonial açucareira foi

• O texto trata da economia brasileira durante o
governo Médici (1969-1974). De acordo com as
autoras, o “milagre econômico” desse período
pode ser explicado pela
Assinale a alternativa que NÃO representa uma característica da constituição de 1988 quanto à organização da estrutura política brasileira.
Associe adequadamente o bloco superior ao inferior.
1 - Período pré-colonial 2 - Invasões holandesas 3 - Trabalho escravo africano 4 - Ciclo do ouro
( ) Resulta de um complexo e lucrativo processo comercial que envolvia a troca de produtos portugueses, de metais preciosos oriundos do continente africano, de subprodutos da cana de açúcar plantada no Brasil, de especiarias oriundas da Ásia, com o intuito de abastecer a crescente demanda colonial por trabalho.
( )Embora seu início tenha se devido à ação desbravadora dos habitantes da antiga capitania de São Vicente, foram as contínuas levas de novos trabalhadores (livres e cativos) que afirmaram a importância da colônia de além-mar para o domínio português e promoveram o desenvolvimento do mercado interno e do povoamento no Brasil.
( ) Consequência da agressiva política externa europeia, teve na união de Espanha e Portugal sob um mesmo monarca o início das hostilidades que também culminaram com a perda da maioria das ricas colônias portuguesas no continente asiático.
( ) Marcado pelo pouco interesse comercial e territorial em virtude dos grandes negócios vinculados às especiarias obtidas no subcontinente indiano e em suas imediações, cujos lucros eram muitos mais valiosos do que aqueles que provinham de uma madeira para tintura.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
“Nos idos de 1788-1789, figuras proeminentes da sociedade de Minas Gerais fizeram sucessivas reuniões, nas quais debateram a situação da capitania, a possibilidade, as estratégias e os alvos de uma sedição, traçando as linhas muito gerais de uma nova ordem política e econômica.”
Texto II
“Os inconfidentes da Bahia de 1798 tocavam, ao mesmo tempo, na condição de dominação política; no instrumento da integração subordinada das colônias ao império luso (exclusivo comercial); e nas decorrências do escravismo, embora não defendessem a abolição, bandeira presente apenas marginalmente.”
Fonte: VILLALTA, Luiz Carlos. 1789-1808: o império luso-brasileiro e os brasis. São Paulo: Cia das Letras, 2000, p.37 e p. 110.
As duas sedições, às quais o autor se refere acima, são contemporâneas de um grande movimento antiabsolutista que ficou conhecido com o nome de:
Fonte: MACHADO FILHO, Aires da Mata. Dias e noites em Diamantina. Belo Horizonte: 1972. p.57. Adaptado
Em relação às festas religiosas de origem colonial é CORRETO afirmar que:
Em 1919, o presidente eleito Rodrigues Alves foi uma das vítimas da epidemia que matou por volta de 35 mil pessoas no Brasil e cerca de 50 milhões, entre 1918 e 1920, em todo o mundo.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a doença mortal e seus impactos na cidade do Rio de Janeiro:
(Antonio C. R. Moraes. Território e história do Brasil, 2005. Adaptado.)
O planejamento estatal apontado no excerto tinha como objetivo
(http://bernardoschmidt.blogspot.com.br)
Considerando a imagem e os conhecimentos sobre a história política da época, pode-se concluir que esse Partido
A Bahia é cidade d’El-Rei, e a corte do Brasil; nela residem os Srs. Bispo, Governador, Ouvidor-Geral, com outros
oficiais e justiça de Sua Majestade; [...]. É terra farta de mantimentos, carnes de vaca, porco, galinha, ovelhas, e outras
criações; tem 36 engenhos, neles se faz o melhor açúcar de
toda a costa; [...] terá a cidade com seu termo passante de
três mil vizinhos Portugueses, oito mil Índios cristãos, e três
ou quatro mil escravos da Guiné.
O padre Fernão Cardim foi testemunha da colonização portuguesa do Brasil de 1583 a 1601. O excerto faz uma descrição de Salvador, sede do Governo-Geral, referindo-se, entre outros aspectos, à