Questões de Vestibular
Comentadas sobre questões sociais em conhecimentos gerais
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Durante muito tempo, os doentes eram tratados, principalmente, com remédios populares. Nas terras não cristãs, os homens e as mulheres que aplicavam esses tratamentos eram considerados feiticeiros e feiticeiras. Nas terras cristãs, a feitiçaria era proibida, mas havia “curandeiros” cristãos a quem Deus havia dado um saber. As pessoas mais ricas (senhores e burgueses) eram quase sempre tratadas por médicos judeus, pois os judeus possuíam conhecimentos de medicina vindos da Antiguidade.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007. Adaptado.)
Ao tratar das doenças e dos tratamentos médicos na Idade
Média, o texto
O artigo 231 do capítulo “Dos Índios” da Constituição Federal de 1988 diz: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcálas, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.”
A partir do texto constitucional e de seus conhecimentos
mais amplos, assinale a alternativa correta.
A fotografia a seguir retrata uma mulher kaingang na colheita de trigo, no Rio Grande do Sul, em 1952.

A partir da leitura da imagem e dos seus conhecimentos sobre a política de Estado para a educação dos povos indígenas nessa época, assinale a alternativa correta.
O panorama da saúde no Brasil se caracteriza pela existência, no sentido figurado, de regiões “africanas” e “europeias” quando se trata da infraestrutura para atendimento dos serviços de saúde e da distribuição de médicos. Sobre esse assunto, escreva V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se diz a seguir:
( )Embora fortemente influenciada por contrastes sociais, a geografia do atendimento da saúde no Brasil não apresenta disparidades no que tange à sua cobertura regional.
( )O Brasil apresenta um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS), que abrange desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial até o transplante de órgãos.
( )A polêmica em torno do trabalho de médicos cubanos do Programa Mais Médicos estava relacionado ao fato de que esses profissionais não aceitaram trabalhar nas periferias das cidades ou em regiões distantes dos maiores centros econômicos do País.
( )O mapa de distribuição dos médicos pelo território brasileiro revela profunda desigualdade, com contrastes marcantes entre regiões como a Sudeste, bem atendida, e as regiões Norte e Nordeste ainda com inúmeras carências.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
O meu pai era paulista Meu avô, pernambucano O meu bisavô, mineiro Meu tataravô, baiano (...)
BUARQUE, Chico. Paratodos. RCA Records. 1993.
Os versos da canção “Paratodos”, de Chico Buarque, aponta uma territorialidade para cada um dos citados. Ao mesmo tempo, traz uma ligação desses sujeitos pelo território brasileiro. Pois, na mesma família, paulista, pernambucano, mineiro e baiano se encontram. Diante desses percursos de deslocamento que marcam a nossa sociedade é CORRETO afirmar.
Ao longo de 15 anos (1498 a 1513), Leonardo desenhou órgãos e elementos dos sistemas anatomofuncionais do corpo humano em um estudo que começou pela leitura das obras de autores da medicina pré-renascentista [...]. Ele também participou de dissecações do corpo humano e de diversos animais. Porém, jamais terminou e publicou a obra que, segundo pesquisadores, poderia ter revolucionado a medicina.
Disponível em: www.unicamp.br/unicamp/jr/568/leonardo-da-vinci-o-desbravador-do-corpo-humano. Acesso em: 6 maio 2019.
Em 2019 completam 500 anos da morte do pintor e inventor italiano Leonardo Da Vinci. A não publicação de suas pesquisas sobre corpos humanos e de animais impediu que ele somasse à sua fama de gênio universal também o título de “pai da anatomia” moderna. Esse reconhecimento ficou com
“Eu tinha muito medo, estava sozinha, não tinha como não trabalhar. Ela não me deixava amamentar meu filho pela manhã, dizia que eu perderia tempo.” (Dora E. A. Calle)
“Quando eu precisava sair da casa, sempre tinha que pedir a chave. E nessa hora a chave sempre sumia.” (Raul G. P. Mendoza)
“A casa onde eu trabalhava tinha outros 14 bolivianos, que, assim como eu, queriam guardar dinheiro e voltar para nosso país. Mas não é bem assim que acontece.” (Alicia V. Balboa)
(Bárbara Forte. “Tecendo sonhos”.
https://noticias.bol.uol.com.br, 09.05.2019. Adaptado.)
Esses depoimentos retratam a realidade vivida por imigrantes bolivianos que trabalharam no setor têxtil da capital paulista. Os depoimentos evidenciam
A reação diante da alteridade1 faz parte da própria natureza das sociedades. Em diferentes épocas, sociedades particulares reagiram de formas específicas diante do contato com uma cultura diversa à sua. Um fenômeno, porém, caracteriza todas as sociedades humanas: o estranhamento, que chamamos etnocentrismo, diante de costumes de outros povos, e a avaliação de formas de vida distintas a partir dos elementos da sua própria cultura. Assim, percebemos como o etnocentrismo se relaciona com o conceito de estereótipo2. Os estereótipos são uma maneira de “biologizar” as características de um grupo, isto é, considerá-las como fruto exclusivo da biologia, da anatomia. No interior de nossa sociedade, encontramos uma série de atitudes etnocêntricas e biologicistas.
(https://gdeufabc.wordpress.com)
1 alteridade: característica, estado ou qualidade de ser distinto e diferente, de ser outro.
2 estereótipo: ideia ou convicção classificatória preconcebida sobre alguém ou algo.
Um exemplo de etnocentrismo incorporado a uma política estatal foi
O advento de chefes de Estado-empresa marca uma transição sistêmica entre o enfraquecimento do Estado- -nação e o fortalecimento da corporação apoiada em sua racionalidade técnico-econômica e gerencial. Essa transferência leva, por um lado, ao esvaziamento do Estado, reduzido à administração e à gestão, e, de outro, à politização da empresa, que expande sua esfera de poder muito além de sua atividade tradicional de produção. A corporação tende a se tornar o novo poder político-cultural.
(Pierre Musso. “Na era do Estado-empresa”. http://diplomatique.org.br, 30.04.2019. Adaptado.)
Coerentes com o neoliberalismo, as propostas do Estado- -empresa convergem para
Nem existia Brasil no começo dessa história. Existiam o Peru e o México, no contexto pré-colombiano, mas Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Canadá, não. No que seria o Brasil, havia gente no Norte, no Rio, depois no Sul, mas toda essa gente tinha pouca relação entre si até meados do século XVIII. E há aí a questão da navegação marítima, torna-se importante aprender bem história marítima, que é ligada à geografia. [...] Essa compreensão me deu muita liberdade para ver as relações que Rio, Pernambuco e Bahia tinham com Luanda. Depois a Bahia tem muito mais relação com o antigo Daomé, hoje Benin, na Costa da Mina. Isso formava um todo, muito mais do que o Brasil ou a América portuguesa. [...]
Nunca os missionários entraram na briga para saber se o africano havia sido ilegalmente escravizado ou não, mas a escravidão indígena foi embargada pelos missionários desde o começo, e isso também é um pouco interesse dos negreiros, ou seja, que a escravidão africana predomine. [...] A escravização tem dois processos: o primeiro é a despersonalização, e o segundo é a dessocialização.

A respeito da Peste Negra do século XIV, é correto afirmar:
Leia o segmento abaixo.
Desde a década de 1970, a desigualdade voltou a aumentar nos países ricos, principalmente nos Estados Unidos, onde a concentração de renda na primeira década do século XXI voltou a atingir – e até excedeu – o nível recorde visto nos anos 1910-1920.
PIKETTY, Thomas. O capital no século XXI. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014. p. 22.
Considere as afirmações abaixo, sobre os fenômenos históricos que se relacionam ao atual processo de intensificação da desigualdade social descrito pelo autor.
I - A diminuição do papel do capital financeiro na economia global e o aumento do capital produtivo oriundo do trabalho favoreceram os países industrializados, em detrimento daqueles predominantemente rurais.
II - A ascensão concomitante de governos ultraliberais, como o de Margaret Thatcher, no Reino Unido, e o de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, contribuiu para a redução da agência do Estado na regulação dos mercados.
III- A disseminação de ideologias econômicas e práticas de governança resultaram no enfraquecimento das políticas públicas, promovidas no contexto após a Segunda Guerra Mundial e voltadas ao bem-estar social.
Quais estão corretas?

O filme “O nascimento de uma nação”, lançado em 1915, foi baseado no livro The clansmen, publicado em 1905, de autoria do reverendo Thomas Dixon. Assim como Dixon, o diretor do filme, D. W. Griffith, foi um admirador da Ku Klux Klan.
Ainda hoje atuando nos E.U.A., a Ku Klux Klan defende o seguinte princípio:
Ao associar o texto desse enunciado com a data de 20 de novembro, dia nacionalmente rememorado como o Dia da Consciência Negra, é correto afirmar que:
Observe a capa do jornal “Gazeta de Notícias”, de 14/05/1889.

Como podemos perceber, trata-se de uma das mais importantes leis promulgadas no país, a chamada
“Lei Áurea”, que, neste ano, completou 130 anos. Segundo diversas organizações do Movimento
Negro, apesar de tanto tempo ter se passado, a abolição da escravidão no Brasil ainda “não estaria
completa”. Dentre as alternativas abaixo, qual está de acordo com a crítica formulada por esses
movimentos?
