Questões de Vestibular Sobre filosofia
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No contexto da filosofia renascentista e moderna, o desenvolvimento tecnológico descrito no excerto e demonstrado na imagem simboliza a
(Diogo Meyer e Charbel Niño El-Hani. Evolução: o sentido da biologia, 2005. Adaptado.)
A reorganização do campo da biologia descrito no excerto representa, para a filosofia da ciência,
O ponto de partida da filosofia autêntica encontra-se no espanto, na admiração ou na angústia. Uma fissura manifesta-se na existência; é preciso cimentar a brecha da dúvida. O pensamento vem e põe ordem na desordem. Chamam--se filosofia os primeiros princípios que traduzem a justificação que a pessoa se dá sobre seu lugar no mundo. O que a reflexão procura é sempre um estado de paz, princípio de uma orientação ontológica em fé da qual o homem se encontra à vontade na sua paisagem. Neste sentido, a função da filosofia não é diferente da do mito. O mito é a primeira forma desta adaptação espiritual da comunidade humana ao seu contorno. O pensador, uma vez rompida a consciência coletiva, retoma-o por sua conta, com os meios acrescidos da reflexão.
(Georges Gusdorf. Mito e metafísica, 1979. Adaptado.)
Com base no excerto, a relação entre mito e filosofia pode ser compreendida como a
I. A Filosofia Antiga defendia que o conhecimento era resultado exclusivo da dedução lógica, enquanto a Filosofia Moderna rejeitou qualquer forma de raciocínio dedutivo em favor da experiência sensorial.
II. Na Filosofia Antiga, a lógica era vista como um instrumento para alcançar a verdade objetiva, enquanto na Filosofia Moderna ela foi substituída pelo ceticismo absoluto como base do conhecimento.
III. A Filosofia Antiga sustentava que a verdade poderia ser atingida por meio da reflexão racional, ao passo que na Filosofia Contemporânea surge, em algumas correntes, como na filosofia analítica e no pensamento de Wittgenstein, a substituição dessa noção pela ideia de que o conhecimento somente poderia ser estabelecido por convenções linguísticas.
verifica-se que está/ão correta/s
SPINOZA, Benedictus de. Ethica/Ética. Edição bilíngue Latim-Português. São Paulo: EDUSP, 2021, p. 45. Adaptado.
Considerando-se a citação de Benedictus de Spinoza, cuja visão propõe que não há separação entre Deus e o universo, qual o período da Filosofia em que a sua obra e as suas ideias se inserem?
Suponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer ideias; como ela será suprida? [...] De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento. Empregada tanto nos objetos sensíveis externos como nas operações internas de nossas mentes, que são por nós percebidas e refletidas, nossa observação supre nossos entendimentos com todos os materiais do pensamento.
LOCKE, Jonh. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 159.
O trecho apresentado fundamenta a seguinte corrente filosófica:
No que diz respeito a todas as coisas que compreendemos, não consultamos a voz de quem ensina, a qual soa por fora, mas a verdade que dentro de nós preside à própria mente, incitados talvez pelas palavras a consultá-la. Quem é consultado ensina verdadeiramente, e este é Cristo, que habita, como foi dito, no homem interior, isto é: a virtude incomensurável de Deus e a sempiterna Sabedoria, que toda alma racional consulta, mas que se revela a cada um quanto é permitido pela sua própria boa ou má vontade.
AGOSTINHO, Santo. De magistro (Do mestre). 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 319. (Adaptado).
Desde o início do século IV, o cristianismo foi se tornando cada vez mais influente em todos os setores da sociedade, inclusive na reflexão filosófica, como ilustra a vasta produção literária de Agostinho de Hipona (Santo Agostinho).
Nesse sentido, o trecho apresentado ilustra uma ideia filosófica que ficou conhecida como
O mundo é dos negócios
Os fundos de investimento e as grandes corporações se regem pela busca do lucro, e nem mesmo esta enorme crise que vivemos demove essas organizações de sua finalidade última e primeira: explorar os homens e a natureza sem precisar enfrentar limites
Estamos em uma crise ambiental global sem precedentes, e as expectativas em relação aos resultados da 30a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que vai ocorrer em novembro, em Belém, não são das melhores.
A conferência acontece em um momento em que o aquecimento global já tem consequências diretas e devastadoras sobre todos os ecossistemas. O aquecimento global promove mudanças no regime de chuvas, aumento da frequência e intensidade de fenômenos meteorológicos extremos, ondas de calor mais intensas e duradouras, chuvas torrenciais inesperadas e períodos prolongados de seca. A agricultura, a gestão dos recursos hídricos e a biodiversidade são afetadas de maneira drástica, levando à fome e à extinção de espécies, a migrações em áreas desertificadas, à inundação pelo mar de áreas e cidades costeiras, a chuvas torrenciais nas cidades.
Extraímos a eletricidade da queima de carvão, petróleo ou gás, gerando dióxido de carbono e óxido nitroso, gases de efeito estufa que recobrem o planeta e retêm o calor do Sol. A proporção de combustíveis fósseis na matriz energética global de 2023 permaneceu em 81,5%, uma queda de apenas 0,5% em relação ao ano anterior.
Toda essa degradação ambiental é consequência do modelo de desenvolvimento capitalista da segunda metade do século XX, que desenvolveu a capacidade das grandes empresas de operarem em grande escala e promoverem exponencialmente a queima de combustíveis fósseis.
BAVA, Sílvio Caccia. O mundo dos negócios [Editorial]. Le Monde Diplomatique Brasil. Ed. 214, 2 maio 2025. Disponível em: https://diplomatique.org.br/o-mundoe-dos-negocios/. Acesso em: 15 maio 2025. (Adaptado).
O conteúdo do editorial apresentado levanta questionamentos filosóficos relacionados ao campo da ética, já que a degradação e destruição do meio ambiente
Texto I
O homem, como zoon logikón, é um ser que, em razão de sua psyqué, ao mesmo tempo pertence ao âmbito da natureza e por essência se distingue de todos os outros seres da natureza em virtude do predicado da racionalidade, ele é um “animal racional”, um zoon logikón. A racionalidade é, pois, a diferença específica do homem, e, ao se acentuar esse aspecto, Aristóteles prolonga a linha de reflexão antropológica que tem sua origem na Sofística e que fora continuada, mesmo sofrendo profunda inflexão, pela antropologia socrático-platônica. Enquanto ser dotado de razão e linguagem, o homem transcende de alguma maneira a natureza e não pode ser considerado simplesmente um ser “natural”.
VAZ, Henrique de C. Lima. Antropologia filosófica. São Paulo: Loyola, 2020. p. 51. (Adaptado).
Texto II
Outros autores interpretam o homem como possibilidade de autoprojeção. É nesse sentido que Kant afirma que, para poder atribuir ao homem seu lugar na natureza viva e assim caracterizá-lo, só resta dizer que ele tem o caráter que ele mesmo faz, porquanto sabe aperfeiçoar-se segundo os fins por ele mesmo criados. Na filosofia contemporânea, esse conceito de homem foi assumido por vários pensadores. Por um lado, eles frisam que o homem é aquilo que ele mesmo pode e quer tornar-se, que projeta seu modo de ser ou de viver e que esse projeto passa a constituir, em algum grau, parte de seu ser. Por outro lado, esses mesmos pensadores reconhecem as limitações dessa possibilidade de se projetar, já que cada projeto já encontra como dados os elementos que utiliza. Sartre insistiu na liberdade absoluta da possibilidade de projetar e considerou puramente arbitrária ou gratuita a escolha de um projeto qualquer.
ABBGAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 512-513. (Adaptado).
Em ambos os textos são apresentados posicionamentos acerca do que constitui definição de ser humano. A comparação entre esses textos indica que eles
Leia o texto a seguir.
Desde que há Estado – da cidade grega às burocracias contemporâneas – a ideia de verdade sempre se voltou, finalmente, para o lado dos poderes [...]. Por conseguinte, a contribuição específica da Filosofia que se coloca ao serviço da liberdade, de todas as liberdades, é a de minar, pelas análises que ela opera e pelas ações que desencadeia, as instituições repressivas e simplificadoras: quer se trate da ciência, do ensino, da tradução, da pesquisa, da medicina, da família, da polícia, do fato carcerário, dos sistemas burocráticos, o que importa é fazer aparecer a máscara, deslocá-la, arrancá-la [...].
CHÂTELET, François apud ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 15.
Considerando-se as ideias presentes na citação apresentada, verifica-se que a Filosofia
Leia o texto a seguir.
Que significará dizer que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, previamente concebida. O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após esse impulso para a existência; o homem não é mais do que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo.
SARTRE, Jean Paul. O Existencialismo é um humanismo. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 6. [Adaptado].
Ao comparar as ideias de Sartre presentes no trecho apresentado com a tradição filosófica do Ocidente, verifica-se que ele estabelece uma oposição direta às ideias de
Texto 01
VII. Só podemos duvidar se existirmos: esse é o primeiro conhecimento que adquirimos quando filosofamos ordenadamente.
Como rejeitamos assim tudo aquilo em que podemos cogitar a menor dúvida ou mesmo imaginamos ser falso, supomos facilmente, com efeito, que não há Deus, nem céu, nem corpos, e que nós mesmos não temos nem mãos nem pés, tampouco, finalmente, um corpo; mas não podemos da mesma maneira supor que não existimos enquanto duvidamos da verdade de todas essas coisas; pois é repugnante conceber que aquilo que pensa não existe no momento em que pensa. Por conseguinte, o conhecimento PENSO, LOGO EXISTO, é o primeiro e mais certo que se apresenta àquele que filosofa ordenadamente.
DESCARTES, René. Princípios da Filosofia. 2. ed. São Paulo: Rideel, 2007. p. 27.
Texto 02
Um conceito básico convencional, que no momento ainda é algo obscuro, mas que nos é indispensável na psicologia, é o de um ‘instinto’. Podemos afirmar que um instinto é um estímulo aplicado à mente. Em primeiro lugar, um estímulo instintual não surge do mundo exterior, mas de dentro do próprio organismo. Por esse motivo ele atua diferentemente sobre a mente, e diferentes ações se tornam necessárias para removê-lo. Um instinto jamais atua como uma força que imprime um impacto momentâneo, mas sempre como um impacto constante. Considerando a vida mental de um ponto de vista biológico, um ‘instinto’ nos aparecerá como sendo um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático, como o representante psíquico dos estímulos que se originam dentro do organismo e alcançam a mente, como uma medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em consequência de sua ligação com o corpo.
FREUD, Sigmund. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Vol. XIV. Ed. Standart Brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 123- 127. [Adaptado].
Analisando-se os textos apresentados e situando-os no contexto em que foram produzidos, verificamos o seguinte:
Michel Foucault, em seu livro Arqueologia do saber, propõe a noção de “formação discursiva” e a apresenta do seguinte modo: “No caso em que se puder descrever, entre um certo número de enunciados, [um] sistema de dispersão, e no caso em que entre os objetos, os tipos de enunciados, os conceitos, as escolhas temáticas, se puder definir a regularidade (ordem, correlações, posições e funcionamentos, transformações), diremos, por convenção, que se trata de uma formação discursiva”.
FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2022. p. 47.
Uma implicação da noção de formação discursiva para os discursos que se produzem nos diversos campos do saber é que
PLATÃO. Mênon, São Paulo: Loyola, 2001. p.53.
Considere o texto acima e assinale a alternativa INCORRETA sobre a teoria da reminiscência de Platão.