Questões de Vestibular
Sobre a política em filosofia
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Aristóteles. A política (Edição Bilíngue), 1255b. Trad. port. e notas Antonio Carlos Amaral e Carlos de Carvalho Gomes. Lisboa: Vega, 1998 [Adaptado].
Sobre a teoria do governo de Aristóteles, exposta parcialmente acima, é correto afirmar que
Marx, Karl. Posfácio à Segunda Edição [1873] de O capital: Crítica da economia política, I/1. Trad. br. Flávio R. Kothe e Régis Barbosa. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 21.
Essa concepção de Marx, de que o capitalismo é um “repleno de contradições”, tem base em uma
(Eric Hobsbawm e Terence Ranger. A invenção das tradições, 1997. Adaptado.)
Em relação à ideologia mencionada no excerto, é correto afirmar que
Habermas defende a tese de que a tolerância religiosa formulada nos séculos XVI contribuiu para o surgimento da democracia e sua legitimação nas sociedades ocidentais. A necessidade de vários credos religiosos ressaltou a importância da tolerância, seja por imperiosidade mercantilista, seja para garantir a lei e a ordem, seja por questões morais e éticas.
(VELLOSO, C. M. S.; AGRA, W. M. Elementos de Direito Eleitoral. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p.23-24.)
Sobre a aproximação da tolerância religiosa e da democracia, considere as afirmativas a seguir.
I. A democracia permite a convivência da diversidade e do mútuo respeito. II. A democracia legitima o ordem social por meio da participação e do debate público. III. A democracia organiza a sociedade e seus valores a partir de liderança carismática. IV. A democracia requer ordem e respeito por coação exercida em nome do Estado.
Assinale a alternativa correta.
O comunitarismo ético contemporâneo constitui uma réplica ao liberalismo, ou ao menos a certas variantes dele que produzem efeitos consideráveis indesejáveis.
(CORTINA, A.; MARTINEZ, E. Ética. Trad. de Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Loyola, 2005. p.94.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre os aspectos concernentes à crítica que o comunitarismo direciona ao liberalismo, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Associação política como um bem meramente instrumental. ( ) Negligência com os valores comumente partilhados na sociedade. ( ) Formação da virtude cívica e solidária dos cidadãos. ( ) Exaltação do indivíduo em detrimento do bem viver social. ( ) Dimensão afetiva e valorativa dos laços interpessoais.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
A ruptura da relação harmoniosa entre o homem e a natureza é uma marca característica da filosofia moderna. Essa separação foi provocada pela convergência de múltiplos fatores de transformação e de inovação dos quais os mais importantes se situam na esfera da filosofia e da ciência e das descobertas de novas terras.
(LANDIM, M. L. P. F. A relação homem-natureza em Tomás de Aquino e na Modernidade. In. STEIN, E. (org.) A cidade dos homens e a cidade de Deus. Porto Alegre: EST Edições, 2007. p.80.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a modernidade, considere as afirmativas a seguir.
I. Apresenta a natureza como objeto passível de manipulação. II. Consolida a primazia da epistemologia. III. Estrutura-se com base no antropocentrismo. IV. Orienta-se pela caráter preservacionista da natureza.
Assinale a alternativa correta.
O “estado de natureza”, ou “natural”, em que o homem se encontraria, abstração feita da constituição da sociedade organizada e do governo, é o estado de “guerra de todos contra todos”. O homem é “o lobo do homem” e movido por suas paixões e desejos não hesita em matar e destruir o outro, seu semelhante.
(MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. p.40.)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a concepção antropológica de homem, retratada no texto, e o seu defensor.
Em relação a tais concepções, tem-se o seguinte:
O texto se relaciona à corrente filosófica ocidental conhecida como

O filme Selma, de 2014, retrata um dos episódios da luta dos afrodescendentes norte-americanos pelo direito de votar, isto é, pela garantia de seus direitos políticos. Além do direito político, as democracias contemporâneas estão assentadas em outros dois grupos de direitos fundamentais.
Assinale a alternativa que corresponde aos três grupos de direitos fundamentais dos cidadãos nas democracias contemporâneas.
Maquiavel, O Príncipe. 1512.
Sabemos que Maquiavel alterou profundamente o modo como se via e se praticava política até então. Nessa passagem, podemos observar uma dessas alterações.
Assinale a alternativa que corresponde à alteração proposta.

O filme Metrópolis, lançado pelo lendário diretor austríaco Fritz Lang, em 1927, retrata uma cidade fictícia no futuro, dividida em dois grupos. De um lado os dirigentes, que são ricos industriais, vivem na superfície da cidade e desfrutam dos benefícios da tecnologia. De outro, os operários que vivem nos subterrâneos e apenas sobem até a cidade para trabalhar na produção de energia, em imensas máquinas. É muito claro que Fritz Lang se inspirou numa importante teoria filosófica, política e social para desenvolver seu filme.
A que teoria a imagem e o texto se referem?


Cenas do Drama Épico Germinal – Claude Berri, 1993.
O longa metragem Germinal é uma adaptação do célebre romance de Émile Zola, publicado em 1885. O filme, assim como o livro, retrata as condições de vida dos trabalhadores franceses no século XIX, a partir de uma greve de mineiros. A narrativa procura demonstrar algo que as análises de Marx e Proudhon, dentre outros pensadores e ativistas socialistas de meados do século XIX, perceberam. Esses filósofos defendiam que a melhora nas condições de vida dos trabalhadores só poderia ocorrer com a participação desses na política. Isso se devia, entre outras coisas, a uma profunda diferença na concepção do Estado desses filósofos com relação a outros teóricos modernos da política.
Assinale a alternativa que corresponde a essa forma de compreender o Estado.
Esses pensadores, mais tarde, acabaram ficando conhecidos como
Analise a figura 1 a seguir e responda à questão.

Leia o texto a seguir.
A “Querela do luxo” foi um dos mais intensos debates do século XVIII na França e consistiu em defender o luxo como sinal do progresso da humanidade, ou em atacá-lo como signo de decadência. Rousseau, partidário da segunda via, num dos seus textos, afirma:
A vaidade e a ociosidade, que engendram nossas ciências, também engendram o luxo. [...] Eis como o luxo, a dissolução e a escravidão foram [...] o castigo dos esforços orgulhosos que fizemos para sair da ignorância feliz na qual nos colocara a sabedoria eterna. [...] Crêem embaçar- -me terrivelmente perguntando-me até onde se deve limitar o luxo. Minha opinião é que absolutamente não se precisa dele. Para além da necessidade física, tudo é fonte de mal.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre as ciências e as artes. Trad. Lourdes Santos Machado, 3ª ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p.395; 341; 410.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria política e antropológica de Rousseau e a compreensão do autor acerca das ciências, das artes e do luxo, considere as afirmativas a seguir.
I. A crítica de Rousseau às ciências e às artes e, por extensão, ao luxo, resulta da sua compreensão da natureza humana, na qual a necessidade física é o critério decisivo sobre o que é bom para a humanidade.
II. Em sua teoria política, Rousseau dirige a crítica às ciências, às artes e ao luxo, por identificar neles a vigência de um princípio que sacrifica a possibilidade da criação de uma sociedade minimamente justa.
III. A vaidade e a ociosidade, que engendram o luxo, são uma constante da natureza humana, razão pela qual também as ciências e as artes são expressões necessárias da natureza humana.
IV. A defesa da feliz ignorância, na qual nasce cada ser humano, leva Rousseau a legitimar formas de governo caracterizadas pelo sacrifício da inteligência e da crítica e pela obediência a um poder soberano.
Assinale a alternativa correta.
Em relação a esse aparato jurídico, é correto afirmar:
A relação observada entre a teoria e prática do mercantilismo, nos séculos XVII e XVIII, e o Estado Absolutista revela