Questões de Vestibular
Comentadas sobre estratificação e desigualdade social em sociologia
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(CHALHOUB, Sidney. Cidade Febril:cortiços e epidemias na corte imperial. São Paulo:Companhia das Letras, 1996. pg 29.)
Segundo o fragmento acima, as classes pobres e perigosas representavam perigo social para os poderes instituídos nos finais do século XIX no Brasil. Analise os supostos perigos que essas classes podiam representar:
I. Um grande risco que as classes perigosas poderiam oferecer seria interferir na organização do trabalho, embora a oferta de empregos fosse ampla, a vadiagem lhes parecia mais atrativa.
II. O perigo social oferecido pelos pobres aparecia através da metáfora das doenças que eles poderiam transmitir em virtude das suas condições de moradia e higiene.
III. As classes pobres eram também perigosas na sua possibilidade de reprodução, pois continuariam a se reproduzir, crianças pobres que permanecem expostas aos vícios de seus pais.
É correto o que se afirma em
A atitude crítica expressa pelo filósofo, matemático e físico francês Descartes, no século XVII, caracteriza o movimento do
Sobre o processo de socialização e as relações de gênero, é correto afirmar:
Considerando o texto acima e a experiência do Apartheid (segregação entre brancos e negros), vivida pela sociedade sul-africana entre os anos de 1948 e 1990, pode-se concluir.
Com base na afirmação acima, conclui-se que:
e velha república onde ainda se aplica a pena de morte. Na prática
judiciária, esse recurso põe a descoberto todas as injustiças e
mazelas da sociedade: a desigualdade social, uma vez que são os
menos favorecidos e os mais marginalizados que povoam os
pavilhões da morte nas prisões americanas; a desigualdade
financeira, pois, no sistema judiciário americano, somente os ricos
ou mafiosos têm os meios de aceder a serviços de advogados
especializados, capazes de enfrentar um ministério público
poderoso e uma polícia eficiente; a desigualdade racial, já que,
nos casos hediondos — em que o horror do crime provoca, no
público e em alguns jurados, pulsão de ódio e de vingança —, o
racismo, que, no cotidiano, se disfarça, pode, ali, manifestar-se.
Não é irrelevante o fato de que, nos pavilhões da morte, o número
de negros ou de latinos é proporcionalmente bem superior à sua
representação na população americana.
Robert Badinter. Contre la peine de mort. Écrits 1970-2006.
Paris: Fayard, 2006, p. 19-21 (tradução com adaptações).
Tendo o texto acima como referência e considerando os múltiplos
aspectos que ele suscita, julgue os próximos itens.
TEXTO I GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
/.../
A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de 1975 a 1989 a porcentagem de filhos de adolescentes grávidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos no país. Lidando com esses números, estima-se que aos 20 anos, 40% das mulheres brancas e 64% de mulheres negras terão experimentado ao menos 1 gravidez nos EUA .
No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje em dia. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.
Segundo Maria Sylvia de Souza Vitalle e Olga Maria Silvério Amâncio, da UNIFESP, quando a atividade sexual tem como resultante a gravidez, gera consequências tardias e a longo prazo, tanto para a adolescente quanto para o recém-nascido. A adolescente poderá apresentar problemas de crescimento e desenvolvimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado, além de complicações da gravidez e problemas de parto. É por isso que alguns autores consideram a gravidez na adolescência como sendo uma das complicações da atividade sexual. Ainda segundo essas autoras, o contexto familiar tem uma relação direta com a época em que se inicia a atividade sexual. As adolescentes que iniciam vida sexual precocemente ou engravidam nesse período, geralmente vêm de famílias cujas mães se assemelharam a essa biografia, ou seja, também iniciaram vida sexual precoce ou engravidaram durante a adolescência. /.../
http://sites.uol.com.br/gballone/infantil/adoelesc3.html, (Acessado em 10 de setembro de 2009.Adapatação)
Leia as assertivas abaixo e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A apresentação de índices de gravidez na adolescência mais altos para os EUA do que para o Brasil permite afirmar que a realidade dos americanos é melhor do que a dos brasileiros. ( ) A gravidez na adolescência é o resultado de uma atividade sexual precoce que gera consequências paradoxais: a maioria não tem condições emocionais ou financeiras e, em geral, se houver repressão familiar, abandona os estudos e/ou foge da casa dos pais. ( ) O uso do adjunto adnominal “boa” em “boas estatísticas” (1º parágrafo) é justificado pelo nível de fertilidade das mulheres americanas, cuja condição é desejável pelo estado americano. ( ) Os problemas enumerados no terceiro parágrafo justificam o posicionamento das autoras como sendo a gravidez uma das complicações da atividade sexual. ( ) O emprego do advérbio “também” (no terceiro parágrafo) é responsável pela possível generalização no texto, adaptando-se ao provérbio: TAL MÃE, TAL FILHA.
Assinale a sequência correta:
Esse universo de 100 milhões de brasileiros é formado sobretudo pelos ex-pobres que acabam de pôr o pé na classe média. Alguns estudiosos chamam esse segmento de classe média baixa, outros falam em classe C. Para muitos, é difícil classificá-los. O certo é que melhoraram de vida. Anos atrás, não tinham conta em banco, consumiam apenas o essencial e seu principal objetivo na vida era chegar ao fim do mês com as contas pagas. Hoje, estão comprando o primeiro carro zero, construindo um cômodo a mais na casa, se vestem melhor. “Nossa maneira de olhar a classe média é meio americana”, diz o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa e diretor do Centro de Políticas Sociais da FGV. “A classe média tradicional brasileira sempre comparou seu poder aquisitivo ao dos países desenvolvidos”.
ÉPOCA, São Paulo, 11 ago. 2008. p. 94-95.
De acordo com as teorias sociológicas de Max Weber e Karl Marx, a análise apresentada no texto acima relaciona a posição social com qual conceito?