Questões de Vestibular Sobre história, estética e crítica das artes visuais em artes visuais

Foram encontradas 69 questões

Ano: 2023 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2023 - USP - Vestibular - Conhecimentos Gerais V |
Q4237217 Artes Visuais
A arte foi e ainda pode ser utilizada para criar, reforçar e disseminar ideias, valores e estereótipos, mas também pode colocá-los em discussão. A obra “Sentem para jantar”, de Gê Viana, faz parte da série “Atualizações traumáticas de   Debret”, na qual o artista propõe uma revisão iconográfica da história do Brasil tendo como referência as obras de JeanBaptiste Debret, especificamente aquelas presentes em “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” (1834-1839), publicação que pautou de maneira imagética o período colonial brasileiro. Em sua revisão, Gê Viana dá continuidade ao seu projeto de análise crítica de representações históricas, produzindo releituras de algumas dessas obras, dentre as quais, a obra “Um jantar brasileiro”, do artista francês. A seguir, são reproduzidos os quadros desses dois artistas.



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Com base nas informações e imagens apresentadas, assinale a alternativa que corresponde à abordagem adotada por Gê Viana em sua obra “Sentem para jantar”, ao utilizar como referência a obra “Um jantar brasileiro”, de Jean-Baptiste Debret. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2024 - USP - Vestibular - Conhecimentos Gerais V1 |
Q4211578 Artes Visuais
Texto 1
“Afinal, depois de ver todas as coisas daquele museu, acabei me perguntando se os brancos já não teriam começado a adquirir também tantas de nossas coisas só porque nós, Yanomami, já estamos começando também a desaparecer. Por que ficam nos pedindo nossos cestos, nossos arcos e nossos adornos de penas, enquanto garimpeiros e fazendeiros invadem nossa terra?”

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. Queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.429. 

Texto 2
“Em seu trabalho, Glicéria debruça-se sobre a artesania do manto tupinambá, símbolo das tradições ancestrais de seu povo. A artista chama de cosmo-técnica a feitura do manto, e hoje busca compreender qual era sua função cultural e social em sua comunidade. Recentemente, a artista esteve na Europa e encontrou mantos datados do século XVII, que foram levados do Brasil ao longo da colonização, na Dinamarca. Segundo Glicéria, ‘hoje, as pessoas entendem o manto como arte, arte contemporânea, mas eu vejo muito além. É um ancestral nosso’.”
Instituto Pipa. Ocupação dos artistas premiados do Pipa 2023: Glicéria Tupinambá. Disponível em: https://www.premiopipa.com/2023/10/ (Adaptado) 

A reflexão de Davi Kopenawa sobre a apropriação de objetos indígenas por museus e a pesquisa de Glicéria Tupinambá sobre o manto tupinambá em contextos europeus permitem explorar diversas dimensões da arte indígena.  



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Com base nos textos e na imagem, assinale a alternativa que relaciona corretamente as reflexões apresentadas à importância da arte e dos artefatos culturais na discussão sobre questões indígenas no Brasil.  
Alternativas
Ano: 2021 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2021 - UNESP - Vestibular - Cursos das Áreas de Biológicas |
Q4204427 Artes Visuais
     Art which is based on images of mass consumer culture. Pop art was initially regarded as a reaction from abstract expressionism because its exponents brought back figural imagery and made use of impersonal handling. It was seen as a descendant of Dada because it debunked the seriousness of the art world and embraced the use or reproduction of commonplace subjects. Comic books, advertisements, packaging, and images from television and the cinema were all part of the iconography of the movement.

(Ian Chilvers e John Glaves-Smith (orgs.). Oxford Dictionary of Modern and Contemporary Art, 2009. Adaptado.)

Uma obra representativa do movimento artístico retratado no texto está reproduzida em:
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FCM/SANTA CASA Prova: VUNESP - 2025 - FCM/SANTA CASA - Vestibular |
Q4148628 Artes Visuais
Compare as imagens de O jantar, obra do artista francês Jean-Baptiste Debret, que esteve no Brasil de 1816 a 1831, com a releitura dessa obra, feita pelo artista brasileiro Gê Viana, em 2021, intitulada Sentem para jantar.

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A releitura Sentem para jantar 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia - 1º Semestre 2020 |
Q4010861 Artes Visuais
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DUCHAMP, Marcel (1867-1968). A fonte, 1917, ready-made: urinol de porcelana, 60 cm × 23,5 cm × 18 cm. Fotografia de Alfred Stieglitz (1864−1946). Disponível em: www.moma.org. Acesso em: nov. 2016. 

       Os ready-made são um novo gênero artístico e autônomo inventado por Marcel Duchamp, para o qual qualquer objeto pode ser declarado arte se estiver equipado com os atributos característicos de uma obra de arte.

ELGER, Dietmar. Dadaísmo. Colônia: Taschen, 2005, p. 80 (adaptado).

Ao propor A Fonte como obra de arte, Marcel Duchamp criou um dos conceitos mais significativos da modernidade: o ready-made. Transformado em procedimento artístico, esse conceito permitiu a Duchamp 
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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia |
Q4010470 Artes Visuais

Q28.png (352×108)

Anônimo. Cidade Ideal, déc. 1480 – déc.1490, têmpera s/ painel, 67,5 cm × 239,5 cm. Galleria Nazionale delle Marche, Urbino.


    A vista em perspectiva, que coloca em relação proporcional o próximo e o distante, torna-se tema unificador de interpretação da realidade e de projeção do espaço. Expressão emblemática disso é a Veduta di Città (Paisagem Urbana), hoje conhecida como Città Ideale (Cidade Ideal), silencioso teorema em perspectiva e também alusão, impregnada por profundos postulados filosóficos, à harmonia da vida civil: uma utopia política, religiosa e estética. 


ACIDINI, C. Mestres do Renascimento: obras-primas italianas. ACIDINI, Cristina e DELPRIORI, Alessandro. Catálogo de exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB. São Paulo: Base7 Projetos Culturais, 2013, p. 105-6. Disponível em: www.bb.com.br. Acesso em: 14 abr. 2014.


Considerando-se que uma das funções da arte como saber cultural no universo renascentista é exaltar os valores concernentes à formação de sua própria identidade, em oposição à Idade Média, o painel Cidade Ideal é reconhecido como um dos símbolos culturais do Renascimento porque  

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Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNCISAL Prova: CESPE / CEBRASPE - 2019 - UNCISAL - Vestibular - 2º Dia |
Q4010463 Artes Visuais

Q21.png (241×341)

Oskar Kokoschka (1886 – 1980). Autorretrato de um artista degenerado, 1937, óleo sobre tela, 110 cm × 85 cm. Scottish National Gallery of Modern Art, Edinburg. 


Em 19 de julho de 1937, foi aberta na cidade de Munique, na Alemanha, a exposição que marca o ápice da campanha pública do regime nazista contra a arte moderna: a mostra internacional Arte Degenerada. Organizada pelo presidente da Câmara de Artes Plásticas do Reich, Adolf Ziegler, a exposição reuniu cerca de 650 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e livros, provenientes de acervos de 32 museus alemães, consideradas artisticamente indesejáveis e moralmente prejudiciais ao povo pelo governo de Adolf Hitler. Os nazistas classificavam como “degenerada” (entartet) toda manifestação artística que insultasse o espírito alemão, mutilasse ou destruísse as formas naturais ou apresentasse, de modo evidente, “falhas” de habilidade artístico-artesanal. Em termos visuais, é degenerada toda obra de arte que foge aos padrões clássicos de beleza e representação naturalista, em que são valorizados a perfeição, a harmonia e o equilíbrio das figuras. Nesse sentido, a arte moderna, com sua liberdade formal de cunho fundamentalmente antinaturalista, é considerada em sua essência “degenerada”.


Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br. Acesso em: 6 nov. 2018 (adaptado).  


A referida mostra incluía oito obras do artista austríaco Oskar Kokoschka, que integrou a vanguarda do expressionismo germânico no início do século XX. Após essa mostra, esse artista pintou seu autorretrato, obra que intitulou de Autorretrato de um artista degenerado. Com isso, ele demonstrou que  

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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946296 Artes Visuais

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Paul Cézanne. A montanha de Sainte-Victoire, 1904.

Assim também o gênio de Cézanne consiste em fazer com que as deformações de perspectiva, pela disposição de conjunto do quadro, deixem de ser visíveis por si mesmas na visão global e contribuam apenas, como ocorre na visão natural, para dar impressão de uma ordem nascente, de um objeto que surge a se aglomerar sob o olhar. (...) O desenho deve então resultar da cor, se se quer que o mundo seja restituído em sua espessura, pois é uma massa sem lacunas, um organismo de cores, através das quais a fuga da perspectiva, os contornos, as retas, as curvas instalam-se como linhas de força, pois é vibrando que a órbita do espaço se constitui.
Merleau-Ponty. A dúvida de Cézanne.

Merleau-Ponty, filósofo francês do século XX, dedicou um espaço importante em sua filosofia à reflexão sobre a pintura e, em particular, à obra de Paul Cézanne.
Com base na proposição do filósofo e na observação da tela do artista, é correto afirmar que cabe à expressão por meio da pintura 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946295 Artes Visuais
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Imagem ilustrativa da exposição imersiva de Van Gogh.


Nos últimos anos, exposições imersivas têm atraído um público amplo ao proporcionar experiências sensoriais e visuais baseadas em obras de artistas consagrados, muitas delas com trilha sonora, narração de cartas e projeções em altíssima definição. Contudo, parte da crítica especializada tem problematizado essa tendência de oferecer vivências multissensoriais que buscam envolver o visitante por completo. As críticas apontam implicações relacionadas à natureza da experiência estética, à espetacularização da arte, ao patrocínio corporativo e ao sucesso de público mediado pelas redes sociais. A crítica de arte Sheila Leirner, por exemplo, comenta:
Fica como se O Jardim das Delícias, A Tentação de Santo Antônio (telas de Hieronymus Bosch) e outras preciosidades como as frutas de Giuseppe Arcimboldo ou as festas campestres de Brueghel fossem ilustrações ou decorações para a grandiloquência artificial e sensacionalista de um show de cabaré. Certo, pode ser muito bonito, mas será que estas maravilhas pictóricas (em si) precisam de “efeitos especiais” para que cheguemos a elas? Até mesmo uma pequena reprodução em cartão postal pode ser mais fiel à nossa percepção...
Disponível em https://sheilaleirnerblog.wordpress.com/.


Com base nas informações e discussões apresentadas, assinale a alternativa que expressa a análise crítica mais fundamentada sobre o fenômeno das exposições imersivas:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946271 Artes Visuais

Observe e analise a obra artística de Cildo Meireles:


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Anverso e reverso de Zero Cruzeiro, de Cildo Meireles. Acervo Fundação

Cultural Banco Itaú.


Em Zero Cruzeiro, obra criada em 1978,

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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946262 Artes Visuais
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Capoeira, Maria Auxiliadora da Silva, técnica mista sobre tela, 69,5 x 75 x 1,5 cm, 1970. Acervo MASP.

“Maria Auxiliadora nasceu em 24 de maio de 1935, em Campo Belo, MG, numa família de 18 irmãos, gerados por Dona Maria, uma humilde bordadora, que acumulava ainda as funções de dona-de-casa, escultora e pintora. (...) Auxiliadora, ainda criança, mostra uma inclinação natural para tingir os fios que a mãe borda para fora e, com 11 anos, já desenhava, com carvão, figuras nos muros. Absorta nessa atividade, esquecia muitas vezes de olhar as panelas no fogo, e a comida da família queimava. (...) Sem conhecer perspectiva ou claroescuro, bem dentro dos princípios dos artistas autodidatas, Auxiliadora foi aprimorando sua arte. No fim dos anos 1960, juntou-se, com outros integrantes da família, como o escultor Vicente de Paula e o pintor João Cândido, ao grupo que girava em torno do músico, teatrólogo e poeta negro Solano Trindade, no Embu das Artes, SP, onde se formara um centro de artesanato, principalmente de cultura e arte de origem africana.”

D'AMBROZIO, Oscar. Maria Auxiliadora. Um cometa das artes. Adaptado.

A trajetória da artista autodidata Maria Auxiliadora da Silva desafia as estruturas convencionais do sistema de artes visuais no Brasil ao articular, em sua obra e atuação, experiências de pertencimento, identidade e resistência. Em crítica publicada no livro “Pensando a Arte”, Mário Schenberg descreve sua produção como marcada pela "vivência autêntica da vida popular", "senso mágico afro-brasileiro" e uma "imaginação construtora de arquiteturas cromáticas e lineares". Considerando a obra “Capoeira”, os comentários de Schenberg, o texto de Oscar D’Ambrozio e os debates contemporâneos sobre arte e decolonialidade, é correto afirmar:
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Ano: 2023 Banca: UNICENTRO Órgão: UNICENTRO Prova: UNICENTRO - 2023 - UNICENTRO - Vestibular |
Q3910185 Artes Visuais
A escultura, uma das modalidades da Linguagem Visual, transforma matéria bruta (pedra, metal, madeira e outros) em formas espaciais com significados na tridimensionalidade. A partir do início do século XX, acompanhou as vanguardas artísticas, influenciando a produção contemporânea. Com base nos conhecimentos sobre esculturas, relacione as imagens com suas características.
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(A) Resulta da eliminação de uma modelação naturalista e crença no valor expressivo das formas simples, mas com um valor plástico.
(B) Resulta da intenção de provocar questionamentos sobre a arte, uso de materiais produzidos em série e deslocados do ambiente.
(C) Resulta da recusa de qualquer relação com a imobilidade, traz o movimento sem uma representação realista, com linhas retas e curvas.
(D) Resulta da vontade de transmitir e exaltar os valores nacionais, recusa ao abstracionismo, abstração e altamente idealizadas.
(E) Resulta da concepção de arte relacionada à pesquisa e utilização de elementos da natureza e sua defesa.
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Alternativas
Q3857493 Artes Visuais
Analise a tela “Primeira missa no Brasil”, pintada por Victor Meirelles em 1860.
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Ao representar, no século XIX, a primeira missa realizada no Brasil, a tela
Alternativas
Q3857474 Artes Visuais
Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).



Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.

Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.

O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.


(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)



Considerando as informações contidas no ensaio, constitui uma obra de Gustave Courbet aquela que está representada em:
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Ano: 2024 Banca: COPESE - UFJF Órgão: UFJF Prova: COPESE - UFJF - 2024 - UFJF - Vestibular - Módulo 3 - Humanas - Dia 1 |
Q3746717 Artes Visuais

Veja a Figura para responder a Questão.


texto.jpg (271×209)


Fonte: Antônio de Pereda - Alegoria da Vaidade (1634) Oleo sobre tela. Disponível em: https://www.meisterdrucke.pt/impressoesartisticas-sofisticadas/Antonio-Pereda-y-Salgado/36286/Vaidade,- c.1634.html. Acesso em: 09/07/2024.


Por volta de 1650 difundiu-se na Europa ocidental um gênero de representação pictórica bastante popular na era barroca. A historiografia da arte o denominou de Vanitas, interpretado como “vaidade”. Nesse sentido, considerando a Figura I, é possível afirmar que:

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Q3554509 Artes Visuais

Analise duas gravuras produzidas por Andy Warhol: “Latas de sopa Campbell”, de 1962, e “Mao”, de 1972-1974.



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(https://moma.org) 


Imagem associada para resolução da questão


(https://publicdelivery.org) 


A comparação entre as duas obras permite identificar a proposta artística de


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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510584 Artes Visuais

Leia o excerto a seguir e observe a imagem ao lado para responder à questão.


“Heroicização da vida cotidiana”, segundo a expressão de Baudelaire, a atitude moderna se dedica assim àquilo que advém no presente. Trata-se de se harmonizar com as novas condições de vida produzidas pela Revolução Industrial, de inventar novos modos de pensamento e estilos de vida. Essa atitude, que se caracteriza pela busca de uma existência correta em relação às circunstâncias, requer uma ética cujas bases Baudelaire estabeleceu com notável lucidez: a modernidade, explica ele, é uma paixão pela época, uma moral da moda que implica princípios de ação e uma filosofia geral.


BOURRIAUD, Nicolas. Formas de vida. Arte Moderna e a invenção de si. In: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 355.



Henri Cartier-Bresson, Place de l’Europe, 1932. Fotografia. Disponível em: https://uploads2.wikiart.org/images/henri-cartier-bresson/place-de-l-europegare-saint-lazare-paris-1932.jpg. Acesso em: 15 abr. 2025. 

A obra de Henri Cartier-Bresson (1908-2004), à luz do excerto de Nicolas Bourriaud, revela uma das possibilidades que o advento das tecnologias industriais aplicadas às artes pode produzir, especialmente no que se refere à transformação do tema e modo de registro. A fotografia ocupa lugar central nessa transformação, especialmente durante o século XX, por exigir do fotógrafo o ato moderno de 
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510109 Artes Visuais
O concretismo ou a arte concreta ganhou maior adesão no Brasil quando da visita do artista suíço Max Bill (1908-1994), em 1951, momento em que participou e foi premiado na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. A concepção de arte concreta, para Max Bill, deveria ser empregada a uma expressão artística construída com objetividade e ligada à matemática. No Brasil, Lygia Clark (1920-1988) produziu obras que podemos identificar como arte concreta, por sua nítida aderência às características estipuladas por Max Bill. Na pintura, ela o faz com base em atitudes radicais diante do espaço da tela, a exemplo da obra Planos em superfície modulada n. 5, na figura abaixo, que podem ser identificadas como 


Q10.png (265×301) CLARK, Lygia. Planos em superfície modulada n. 5. Tinta industrial sobre madeira. Dimensões: 80 cm x 70 cm. 1957. Disponível em: https://portal.lygiaclark.org.br/acervo/74/planos-em-superficiemodulada. Acesso em: 15 abr. 2024.
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Q3508202 Artes Visuais
Leia a chamada a seguir para responder à questão.

A arte naturalista e telúrica de Sanatan retrata as fitofisionomias do bioma Cerrado Arte Cerrado: atendo-se à realidade, tão fielmente retratada em sua pintura, Sanatan, mais que um paisagista, é um ‘naturalista’
Disponível em: https://encurtador.com.br/B3gJh. Acesso em: 06 maio 2025.

Sobre a arte naturalista e telúrica de Sanatan, verifica-se o seguinte:
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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2024 - UNESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3352094 Artes Visuais
    O que chamamos arte não mais nos demanda contemplação, mas sim reflexão sobre o sentido da palavra “arte”. Ou seja, o valor “arte” deserta o objeto para se ancorar no discurso de um indivíduo que se declara artista e que declara algo, uma ação, uma instrução, um ritual — não importa — como “arte”. Nesse momento, importam menos as qualidades intrínsecas (linhas, planos, luminosidade, textura etc.) desse objeto do que reconstituir um questionamento que nos convida à reflexão. [...] o artista não pode mais ser reconhecido por suas habilidades técnicas, mas sim porque se instala no centro de uma rede de discursos, ele mesmo assumindo o discurso sobre sua obra/fazer.
(Luzia Gontijo Rodrigues. “A arte para além da estética: arte contemporânea e o discurso dos artistas”. Artefilosofia, 2008.)

Considerando o objeto referido no excerto, a mudança na concepção de arte, mencionada pela autora, corresponde
Alternativas
Respostas
1: E
2: E
3: A
4: E
5: C
6: E
7: C
8: C
9: A
10: C
11: D
12: B
13: A
14: E
15: D
16: E
17: D
18: A
19: D
20: E