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Q3845530 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

O homem caminha a pé enquanto a mulher e o menino seguem montados a cavalo. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845529 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

Observe os trechos:

"Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes."
"Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho."

Considerando o uso dos dois-pontos, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845528 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

No conto, diversas palavras são utilizadas com valor expressivo ampliado. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845527 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

No trecho "O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia.", observa-se o uso do acento indicativo de crase. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845526 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

O menino nomeia o cabo de vassoura que encontra de "Rocinante". Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3845525 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

No conto "Moinho de Sonhos", o autor recorre a construções que oscilam entre o sentido próprio e o sentido figurado, ampliando os significados do texto. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845524 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

O narrador afirma: "Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes". Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845523 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

O diálogo entre Alonso e Sancho mescla elementos da fantasia com traços da realidade. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845522 Segurança e Transporte
Manobras com máquinas/veículos exigem controle de pontos cegos, comunicação e procedimentos para evitar atropelamentos e colisões com estruturas. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3845521 Legislação de Trânsito
Quando a máquina/veículo precisa transitar em via pública, o operador deve observar regras e condições legais para circulação segura, inclusive quanto a equipamentos e conduta. Nesse contexto, analise as assertivas abaixo:

I.Antes de colocar o veículo em circulação, o condutor deve garantir que itens obrigatórios e condições essenciais estejam adequados.
II.Se a máquina estiver com equipamentos obrigatórios inoperantes, pode circular "só até a oficina", desde que em baixa velocidade.
III.O dever de dirigir com atenção e domínio do veículo se aplica em qualquer trecho, inclusive em deslocamentos curtos e rotas internas que tenham circulação de pessoas.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3845520 Engenharia Mecânica
Para operar com segurança, o operador deve interpretar corretamente alertas do painel, pois eles indicam falhas que podem causar dano ao motor, perda de freio ou pane elétrica. Nesse contexto, associe a Coluna 1 (Indicador do painel) à Coluna 2 (Significado mais provável).

Coluna 1 − Indicadores

1.Luz de pressão do óleo.
2.Luz de temperatura do motor.
3.Luz da bateria/alternador.
4.Manômetro de pressão do ar (sistema pneumático, quando houver).
5.Conta-giros (RPM − rotações por minuto).

Coluna 2 − Significados

(__)Aponta anormalidade no sistema responsável pela alimentação dos componentes elétricos, podendo resultar em perda de funcionamento durante a operação.
(__)Sinaliza que o conjunto motriz está operando fora da faixa térmica adequada, exigindo interrupção ou correção para evitar danos.
(__)Evidencia condição operacional inadequada relacionada à proteção interna do motor, cuja continuidade pode causar avarias graves.
(__)Informa a condição operacional de sistemas que dependem de pressão para atuação segura, sendo risco crítico quando abaixo do recomendado.
(__)Apresenta o regime de funcionamento do motor, auxiliando na adequação do esforço exigido à atividade executada.

Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845519 Legislação de Trânsito
Durante o deslocamento e a operação de máquinas em vias internas e, quando aplicável, em vias públicas, o operador deve agir com atenção e adotar verificações básicas antes de iniciar o trajeto, prevenindo falhas e acidentes. Considerando normas gerais de circulação e conduta e cuidados essenciais, analise as afirmativas e registre V, para Verdadeiras, e F, para Falsas:

(__)Antes de sair com o veículo/máquina, é dever do condutor verificar se os equipamentos obrigatórios estão presentes e em boas condições de funcionamento.
(__)Manter domínio do veículo/máquina e atenção constante é obrigatório, inclusive em deslocamentos curtos.
(__)Se o operador estiver atrasado, pode exceder o limite de velocidade "com segurança", desde que não haja pedestres por perto.
(__)Em qualquer situação, buzinar repetidamente é conduta recomendada para "garantir prioridade" ao atravessar cruzamentos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3845518 Gestão de Pessoas
Em uma equipe de operação, atrasos, retrabalho e quase-acidentes muitas vezes surgem de falhas de comunicação e postura. Um operador percebeu que um colega vem realizando manobras com pressa, sem avisar quem está próximo, e ainda reage com ironia quando alertado. Considerando boa convivência no ambiente de trabalho e segurança, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845517 Engenharia Ambiental e Sanitária
O operador de máquinas também contribui para reduzir impactos ambientais, especialmente por meio do controle de vazamentos, emissões, descarte correto e prevenção de contaminações. Com base em boas práticas e dever geral de proteção ambiental, analise as afirmativas abaixo e registre V, para Verdadeiras, e F, para Falsas:

(__)Derramar óleo/combustível no solo e "cobrir com areia" sem comunicar pode contaminar e agravar o impacto ambiental.
(__)Manter motor em marcha lenta por longos períodos sem necessidade aumenta emissões e consumo, devendo ser evitado quando possível.
(__)A lavagem de máquinas pode ser realizada em áreas com escoamento para bueiros ou galerias pluviais, ainda que haja presença de graxa ou detergentes, desde que a água siga para a rede de drenagem.
(__)Ruídos excessivos e fumaça preta persistente podem caracterizar poluição e exigem correção/manutenção.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845516 Segurança e Transporte
Durante a operação, alguns sinais e comportamentos do veículo/máquina indicam risco mecânico imediato. Reconhecê-los evita dano e acidente, especialmente em manobras e terrenos irregulares. Analise as afirmativas:

I.Vibração anormal ao frear pode indicar problema em componentes de freio/rodas e exige verificação antes de continuar.
II.Pressão de pneus abaixo do recomendado tende a aumentar instabilidade e desgaste, elevando risco em curvas e frenagens.
III.Vazamento visível de fluido hidráulico pode causar perda de força/controle em sistemas que dependem da hidráulica.
IV.Se o motor "falha" e perde potência em subida, a conduta mais segura é manter aceleração máxima até "passar o problema".

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3845515 Segurança e Saúde no Trabalho
Na operação de máquinas, o Equipamento de Proteção Individual (EPI) deve ser adequado ao risco e utilizado corretamente, pois reduz a chance de lesões por impacto, projeção de partículas, ruído e esmagamento. Nesse contexto, associe a Coluna 1 (EPI) à Coluna 2 (Risco/situação relacionada).

Coluna 1 − EPI

1.Capacete de segurança.
2.Protetor auditivo.
3.Óculos de proteção.
4.Luvas de segurança.
5.Calçado de segurança (botina).

Coluna 2 − Risco/situação

(__)Proteção do crânio contra impacto/queda de objetos durante movimentação e operação.
(__)Proteção contra ruído elevado contínuo (motores, marteletes, áreas de britagem etc.).
(__)Proteção contra partículas e respingos (poeira, cavacos, fluidos).
(__)Proteção das mãos contra abrasão/cortes e contato com superfícies ásperas ao manusear ferramentas/peças.
(__)Proteção dos pés contra esmagamento/perfuração e escorregamento em áreas de carga/manobra.

Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845514 Legislação de Trânsito
Em uma rotina de deslocamentos com máquina/veículo entre pátio, acesso e áreas compartilhadas, o operador deve cumprir regras de sinalização e conduta para reduzir riscos. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3845513 Engenharia Mecânica
Em máquinas e veículos, falhas repetidas geralmente decorrem mais de manutenção deficiente do que de "azar". A manutenção preventiva e a conservação diária reduzem panes, consumo e riscos em manobras. Considerando esse contexto, avalie as assertivas abaixo:

I.Limpeza, inspeção visual e registro de anomalias antes/depois do uso ajudam a identificar vazamentos, folgas e desgaste antes que virem falha grave. 
II.Por isso, a conservação do veículo/máquina pode dispensar revisões programadas, já que "olhar todo dia" substitui manutenção preventiva.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3845512 Matemática
Um dia, pela manhã, Lucas contou 58 televisores no depósito da loja onde trabalha, e ao final do dia chegaram mais 12 televisores. Agora, Lucas precisa registrar o total de televisores que há no depósito. Quantos televisores são?
Alternativas
Q3845511 Matemática
Em uma sala de aula, a professora anotou que 24 alunos chegaram no primeiro horário e outros 16 chegaram no segundo horário. Para organizar a turma, é necessário calcular o total de alunos presentes após a chegada de todos. Esse total é de:
Alternativas
Respostas
17621: B
17622: D
17623: A
17624: B
17625: A
17626: B
17627: A
17628: C
17629: C
17630: B
17631: B
17632: B
17633: C
17634: C
17635: B
17636: D
17637: C
17638: D
17639: D
17640: B