Questões de Concurso
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Adaptado de Diário da Assembléia Nacional da Constituinte 31/08/1946. p. 4517
Com base no trecho, é correto afirmar que a Campanha da Borracha decorreu
Com base nesse contexto, é correto afirmar que esse tratado foi relevante para o início da Segunda Guerra Mundial porque
Em 1940, Francisco Franco ordenou a construção de um complexo arquitetônico composto por um centro de estudos, uma basílica e um monastério na Espanha. Celebrava-se um ano de sua vitória na Guerra Civil. A construção do complexo foi realizada principalmente por prisioneiros políticos republicanos, submetidos a duras condições de trabalho. Com a aproximação da conclusão das obras, houve uma ressignificação das finalidades do monumento: de símbolo da vitória e homenagem aos franquistas mortos na Guerra Civil, passou a ser de “todos os caídos”, o que demonstra uma aspiração à reconciliação, fundamentada na ideia de que os dois lados tiveram perdas. Sem a autorização das famílias, os corpos de diversas vítimas do regime foram levados para o complexo, representando uma humilhação serem depositados no monumento de seus inimigos, como troféus de guerra. O complexo pode ser compreendido como monumento, lugar de memória e ponto de partida para problematizar a forma como os regimes democráticos gerenciaram as memórias sobre seus passados traumáticos, na tensão entre a memória e o esquecimento.
Adaptado de BAUER, Caroline. “A eternidade do franquismo: lembranças e esquecimentos na Espanha pós-Franco”, Café História, 23 jun. 2019.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a gestão da memória histórica pelo governo de Franco associada ao monumento descrito.
No Ceará, apesar das obras em açudes e rodovias que absorveu um número considerável de infelizes, muitos outros sobraram, constituindo um problema sério a resolver. Diante do número de pessoas a socorrer e da grande área em que se achavam espalhados, decidiu-se concentrá-las em acampamentos chamados “campos de concentração”.
Adaptado de Relatório do Departamento Nacional de Saúde Pública, 1936, p. 133.
Assinale a opção que apresenta corretamente os objetivos da criação dos “campos de concentração” durante a seca de 1932, no contexto do Governo Provisório.
A constituição de uma história de gênero e o lugar atribuído à história das mulheres têm gerado controvérsias e debates. Campos distintos, mas complementares? Substituição da história das mulheres pela história de gênero? História de gênero como forma de neutralização do desafio fundador da história das mulheres?
PINTO, Teresa e Teresa Alvarez. Introdução. História, História das mulheres, História do Gênero. Produção e transmissão do conhecimento histórico. ex æquo, nº 30, 2014, p. 14.
Com base no trecho, é correto afirmar que a história de gênero, em contraste com a das mulheres,
Observe a imagem a seguir.

Fonte: https://libarchives.unl.edu/project/ww1-posters/
A imagem é uma propaganda da United States Food Administration que circulou durante a Primeira Guerra Mundial. O cartaz recomenda que a população dos Estados Unidos: “Coma mais produtos de milho, aveia e centeio — peixe e aves — frutas, vegetais e batatas — alimentos assados, cozidos e grelhados. Coma menos trigo, carne, açúcar e gorduras para economizar para o exército e para os nossos aliados”.
Com base na imagem, assinale a opção que apresenta corretamente o papel dessa propaganda durante a Primeira Guerra Mundial.
Observe a imagem a seguir.

Novo Paraiso terrestre. Revista O malho, Rio de Janeiro, ano 1907, edição 248.
A imagem retrata um casal de imigrantes na Ilha das Flores, no Rio de Janeiro, diante de um homem representado como uma figura divina, que diz: “Crescei e multiplicai-vos!”. Os imigrantes respondem: “Pelas cinzas de Adão e Eva, juramos que não faremos outra coisa.”
Com base na imagem, assinale a opção que identifica corretamente a política de imigração implementada no Brasil entre o final do século XIX e o início do século XX.
A força da história oral é a mesma de qualquer história que possua seriedade metodológica. Essa força decorre da diversidade das fontes consultadas e da inteligência com que foram utilizadas. A informação oral serve para verificar a confiabilidade de outras fontes, da mesma forma que estas são sua garantia. Também pode fornecer detalhes minuciosos que, de outro modo, seriam inacessíveis. A história oral, com sua riqueza de detalhes, sua humanidade, sua frequente emoção e sempre com seu ceticismo em relação ao fazer histórico, encontra-se melhor preparada para esses componentes vitais da tarefa do historiador: a tradição e a memória, o passado e o presente.
Adaptado de PRINS, Gwyn. “Historia oral”, em Formas de hacer Historia. Madri: Alianza Universidad, 1996, pp. 174- 176.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a história oral segundo o autor.
I. A Constituição de 1946 restabeleceu princípios democráticos, como a separação dos Poderes, o pluripartidarismo e a ampliação das liberdades civis, marcando o fim do Estado Novo.
II. Durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, o alinhamento do Brasil aos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria refletiuse, entre outras medidas, na cassação do registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
III. A adoção do parlamentarismo entre 1961 e 1963 resultou de uma reforma prevista originalmente pela Constituição de 1946 e foi implementada para consolidar um novo modelo permanente de organização do Estado brasileiro.
Está correto o que se afirma em
Adaptado de GOBINEAU, Arthur de. Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas. Paris, 1853-1855.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente uma corrente científica do século XIX representada.
A “segunda escravidão” se desenvolveu não como uma premissa histórica do capital produtivo, mas pressupondo sua existência como condição para sua reprodução.
Adaptado de TOMICH, D. Through the Prism of Slavery. Labor, Capital, and World Economy. Lanham, Rowman & Littlefield, 2004, p. 87.
Com base no trecho, é correto afirmar que a “segunda escravidão” conceituada por Dale Tomich consiste em uma
Eu diria que o historiador está em condições muito melhores do que o participante do presente, pela simples razão de que dispõe de um horizonte ampliado. Se o leitor pensa que o passado é uma paisagem, a história é a maneira como a representamos, e é justamente esse ato de representação que nos eleva acima do familiar para permitir-nos ter experiências substitutivas daquilo que não podemos experimentar diretamente: uma visão mais ampla.
Adaptado de GADDIS, John Lewis. El paisaje de la historia: cómo los historiadores representan el pasado. Anagrama, 2004, pp. 21-22.
Considerando a reflexão de John Lewis Gaddis, é correto afirmar que a representação do passado como paisagem
I. A preparação da guerra, especialmente em grande escala, leva os governantes, inevitavelmente, a extrair recursos da população. Com isso, cria-se uma estrutura de arrecadação, abastecimento e administração que precisa se manter e que muitas vezes cresce mais rápido do que os próprios exércitos e marinhas que sustenta. Os interesses e o poder dessa estrutura acabam limitando de forma significativa o tipo e a intensidade da guerra.
Adaptado de TILLY, Charles. Coerción, capital y los Estados europeos, 990-1990. Madrid: Alianza Editorial, 1992, p. 46.
II. É necessário revisar a ideia de que o desenvolvimento militar na Idade Moderna foi um processo conduzido principalmente pelo Estado, ligado à centralização e ao controle burocrático. Ao analisar as condições relacionadas à prática de fazer guerra por meio de contratantes privados a partir do século XVI, conclui-se que essa forma de organização não foi uma exceção nem resultado de governantes fracos ou irresponsáveis. Pelo contrário, tratava-se de uma solução lógica para mobilizar recursos, considerando as limitações dos governos da Idade Moderna e sua dependência dos recursos e da cooperação das elites.
Adaptado de PARROT, David. “Military Revolution or Military Devolution?” Stud. his., H.ª mod., 35, 2013, p. 33.
Considerando os fragmentos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre o desenvolvimento militar na Época Moderna.
Uma pintura do século XVIII, atribuída a um artista de destaque do período colonial, foi identificada em uma coleção particular durante a preparação de um leilão internacional. A obra, até então pouco conhecida, despertou o interesse de especialistas e foi submetida à análise técnica, sendo reconhecida por seu elevado valor histórico e artístico para o país. Diante do risco de sua saída definitiva do território nacional, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional instaurou processo de tombamento com vistas à sua preservação, nos termos do Decreto-Lei nº 25/1937. O proprietário passou a questionar os efeitos jurídicos do tombamento sobre o uso, a circulação e a eventual alienação do bem.
Considerando o caso descrito, assinale a opção que apresenta corretamente um efeito do tombamento.
No início da década de 1960, a paleografia tratou de dispensar os rígidos hábitos que a acompanhavam praticamente desde suas origens e mostrou-se disposta a vestir-se com outras roupagens. A orientação positivista, técnica e auxiliar dos estudos paleográficos, estava incapacitada para resolver os diversos problemas suscitados pela escrita como prática sociocultural. Ao fixar seus objetivos na análise interna das formas gráficas, na datação temporal e tópica e na explicação do processo seguido na redação dos documentos, deixava sem resposta todas as interrogações que diziam respeito às identidades das pessoas que escrevem e as razões e os contextos em que se desenvolvem as práticas do escrito.
Adaptado de GÓMEZ, A. Grafias no cotidiano: escrita e sociedade na História (séculos XVI a XX). RJ: Eduerj; Eduff, 2020, pp. 41-42.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente o processo de renovação da paleografia na segunda metade do século XX.
I. O costume de alforriar escravos que apresentassem seu valor era largamente praticado, mas à revelia do Estado; não que o Estado se opusesse, mas porque não lhe era permitido sancioná-lo em lei, pela oposição daqueles mesmos que praticavam essa regra costumeira. Esse direito não existia em lei até 1871. É verdade que, antes dessa data, existiam circunstâncias excepcionais em que o Estado intervinha concedendo alforrias, mas, de qualquer forma, indenizavam-se os senhores, e cabia a estes a concessão da carta de alforria.
Adaptado de CUNHA, Manuela da. Antropologia do Brasil. Mito, história, etnicidade. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp.124-125.
II. O tribunal, seja atuando de acordo com o costume, seja agindo segundo as normas de direito ou a consciência de seus membros, manteve uma posição que realmente interferiu nos destinos de senhores e escravos que a ele recorriam. Ações de liberdade, seus procedimentos e seus resultados, não eram uma prática anormal no Estado imperial brasileiro, mesmo que o acesso de escravos ao sistema judiciário tenha sido tão restrito.
Adaptado de GRINBERG, Keila. Liberata. a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010, p. 25.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a conquista da liberdade por pessoas escravizadas no Brasil imperial.
O trecho caracteriza um processo histórico específico de formação social e cultural.
Assinale a opção que apresenta corretamente o conceito ao qual ele se refere.
Vemos que desde o início os papéis do Conselho das Índias estavam ligados ao poder. Mas não se tratava de um poder que se estendia exclusivamente da metrópole à periferia, e sim de uma dinâmica dialógica, que mantinha íntegro um império em constante expansão. Essas comunicações eram polifônicas, e delas participaram não apenas conquistadores, oficiais régios ou inquisidores, mas muitos outros atores. Essa lógica comunicativa, somada à inesperada novidade das Índias, exigia uma organização maior do que aquela que os ministros podiam oferecer. Isso impediu que o Conselho se convertesse em um centro de poder autoritário. Além disso, conferiu ao Conselho um caráter dialógico que estava longe de ser epistemologicamente absoluto. O arquivo do Conselho, e, portanto, o Arquivo de Índias, nasce como instrumento de poder, sim, mas cocriado, malformado, incompleto, histórico, polifônico.
Adaptado de MASTERS, Adrian. “Cómo usar un archivo colonial”, Memórias Digitais e os Acervos Coloniais, 2024, p. 352.
As opções a seguir descrevem corretamente a interpretação do autor sobre o arquivo colonial, à exceção de uma. Assinale-a.