Foram encontradas 153.711 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055047 Linguística
I. AULA DE PORTUGUÊS

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)

II. Um Professor de “agramática”

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
– Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas…
E se riu.
Você não é de bugre? – ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas –
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática.

(Manoel de Barros)
Para Koch & Travaglia, a coerência textual “[...] tem a ver com a boa formação em termos de interlocução comunicativa, que determina não só a possibilidade de estabelecer o sentido do texto, mas também, com frequência, qual sentido se estabelece.” (Coerência textual. 12ª ed. São Paulo: Contexto, 2001, p. 32). Ampliando esse conceito, Van Dijk e Kintsch (Strategies in Discourse Comprehension. New York: Academics Press, 1983) afirmam a existência de diversos tipos de coerência. A partir desses princípios, ao se analisar o texto de Manoel de Barros (texto II), podemos afirmar que nele, preponderantemente, as relações macroestruturais se dão através da:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055046 Português
I. AULA DE PORTUGUÊS

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)

II. Um Professor de “agramática”

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
– Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas…
E se riu.
Você não é de bugre? – ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas –
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática.

(Manoel de Barros)
No poema de Drummond (texto I), pode-se afirmar que, entre outros temas, estabelece-se a relação entre língua(gem), e que pode ser atestada quando a defrontamos com a definição proposta em alguns trabalhos clássicos de linguístas famosos. Em razão disso, marque a alternativa que melhor definiria o posicionamento do eu-lírico a respeito desse assunto:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055045 Português
I. AULA DE PORTUGUÊS

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)

II. Um Professor de “agramática”

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
– Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas…
E se riu.
Você não é de bugre? – ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas –
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática.

(Manoel de Barros)
A partir da leitura dos textos (I) e (II), só NÃO podemos dizer que, em ambos, o ensino da língua portuguesa:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055044 Linguística
Das várias concepções de gramática, temos aquela que considera “[...] a língua como um conjunto de variedades utilizadas por uma sociedade de acordo com o exigido pela situação de interação comunicativa em que o usuário da língua está engajado, percebe a gramática como o conjunto de regras que o falante de fato aprendeu e das quais lança mão ao falar”.
(TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 1998, p. 28).

Dessa forma, de acordo com excerto acima, pode-se afirmar que Luiz Carlos Travaglia refere-se à: 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055043 Português
“A Linguística Textual trata o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas. Por um lado, deve preservar a organização linear que é o tratamento estritamente linguístico abordado no aspecto da coesão e, por outro, deve considerar a organização reticulada ou tentacular, não linear portanto, dos níveis de sentido e intenções que realizam a coerência no aspecto semântico e funções pragmáticas.”

(MARCUSCHI, LUIZ A. In: KOCH, Ingedore G. Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 2001, p. 14).
A partir dos pressupostos estabelecidos pela Linguística Textual, passou-se a pesquisar quais os elementos ou fatores responsáveis pela textualidade e que, segundo Beugrande & Dressler (Introduction to Textlinguisticas, London, Longman, 1981), são em número de sete e que podem ser observados na matriz de referência que objetiva avaliar as competências textuais nas redações do ENEM, conforme discriminados no quadro abaixo:

Imagem associada para resolução da questão
Dessa forma, podemos afirmar que os fatores de textualidade estão relacionados na matriz de referência do ENEM da seguinte forma:
I - A coerência está compreendida na competência 3, enquanto que a coesão é a competência 4. II - A informatividade e a intencionalidade estão relacionadas à competência 3, uma vez que aquela relaciona-se ao grau de previsibilidade do texto e esta busca selecionar argumentos em defesa de um ponto de vista, acerca de um tema proposto. III - A aceitabilidade pode ser observada em todas as competências. IV - A situacionalidade está relacionada à competência 1, enquanto que a intertextualidade pode ser observada nas competências 2 e 3.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055042 Português
“A Linguística Textual trata o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas. Por um lado, deve preservar a organização linear que é o tratamento estritamente linguístico abordado no aspecto da coesão e, por outro, deve considerar a organização reticulada ou tentacular, não linear portanto, dos níveis de sentido e intenções que realizam a coerência no aspecto semântico e funções pragmáticas.”

(MARCUSCHI, LUIZ A. In: KOCH, Ingedore G. Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 2001, p. 14).
A respeito do excerto em destaque, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta:
I - Marcuschi, em sua hipótese de trabalho [da linguística textual], toma como unidade básica, ou seja, como objeto particular de investigação, não mais a palavra ou a frase, mas sim o texto, por serem os textos a forma específica de manifestação da linguagem. II - Segundo Marcuschi, a maior mudança foi que se passou a tomar o texto como objeto central do ensino, isto é, a priorizar, nas aulas de língua portuguesa, as atividades de leitura e produção de textos, levando o aluno a refletir sobre o funcionamento da língua nas diversas situações de interação verbal, sobre o uso dos recursos que a língua lhes oferece para a concretização de suas propostas de sentido, bem como sobre a adequação dos textos a cada situação. III - Podemos inferir que, para Marcuschi, o texto é a simples soma das frases (e palavras) que o compõem, não se diferenciando entre si, uma vez que a diferença entre frase e texto é meramente de ordem quantitativa e não de ordem qualitativa.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055041 Português
“[...] na concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como atores/construtores sociais, sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem e são construídos no texto, considerado o próprio lugar da interação dos interlocutores.” (KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. p. 10-11). Desse modo, e de acordo com o foco na interação autor-texto-leitor, só NÃO podemos afirmar que:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055040 Português
I. “Uma das dificuldades para a educação linguística no ensino brasileiro é a tentativa de desenvolver a competência em leitura e a forma como esse tratamento pode ser abordado em sala de aula. O gênero tirinha (ou tiras) apresenta-se como um evento comunicativo bastante pertinente para um estudo qualitativo e interpretativo sobre as diferentes opções que os usuários da língua dispõem para construir seu texto.” (MARINHO, Ciro Filgueira et all. Construção e produção de sentidos em tirinhas: entre o dito e o não dito).

(Disponível em http://www.gelne.com.br/arquivos/anais/gelne-2014/anexos/185.pdf, acessado em 01/09/2018).

II. “Dizer que pressuponho X, é dizer que pretendo obrigar o destinatário, por minha fala, a admitir X, sem por isso dar-lhe o direito de prosseguir o diálogo a propósito de X. O subentendido, ao contrário, diz respeito à maneira pela qual esse sentido é manifestado, o processo, ao término do qual deve-se descobrir a imagem que pretendo lhe dar de minha fala". (O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987, p. 42). 


Com base na leitura dos textos, só NÃO podemos afirmar que:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055039 Português
I. “Uma das dificuldades para a educação linguística no ensino brasileiro é a tentativa de desenvolver a competência em leitura e a forma como esse tratamento pode ser abordado em sala de aula. O gênero tirinha (ou tiras) apresenta-se como um evento comunicativo bastante pertinente para um estudo qualitativo e interpretativo sobre as diferentes opções que os usuários da língua dispõem para construir seu texto.” (MARINHO, Ciro Filgueira et all. Construção e produção de sentidos em tirinhas: entre o dito e o não dito).

(Disponível em http://www.gelne.com.br/arquivos/anais/gelne-2014/anexos/185.pdf, acessado em 01/09/2018).

II. “Dizer que pressuponho X, é dizer que pretendo obrigar o destinatário, por minha fala, a admitir X, sem por isso dar-lhe o direito de prosseguir o diálogo a propósito de X. O subentendido, ao contrário, diz respeito à maneira pela qual esse sentido é manifestado, o processo, ao término do qual deve-se descobrir a imagem que pretendo lhe dar de minha fala". (O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987, p. 42). 


A título de exemplificação do que se acabou de afirmar em (I) e (II), e ao explorarmos a aplicação e utilização da teoria dos pressupostos e subentendidos, na perspectiva de Ducrot, pode-se afirmar que na tirinha em destaque (III): 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055038 Português
“Frequentemente ouvimos falar – e também falamos – sobre a importância da leitura na nossa vida, sobre a necessidade de se cultivar o hábito de leitura entre crianças e jovens, sobre o papel da escola na formação de leitores competentes [...] Mas, no bojo dessa discussão, destacam-se questões como: o que é ler? Para que ler? Como ler? Evidentemente, as perguntas poderão ser respondidas de diferentes modos, os quais revelarão uma concepção de leitura decorrente da concepção de sujeito, de língua, de texto e de sentido que se adote.
Sobre essa questão [...] a concepção de língua como representação do pensamento corresponde à de sujeito psicológico, individual, dono de suas vontades e ações. Trata-se de um sujeito visto como um ego que constrói uma representação mental e deseja que esta seja ‘captada’ pelo interlocutor da maneira como foi mentalizada.”
(KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. p. 09-10)

Com base na leitura do texto e no que se refere à concepção de língua como representação do pensamento e de sujeito como senhor absoluto de suas ações e de seu dizer, só NÃO podemos afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055037 Português
“[...] o gramático e historiador português João de Barros escreveu, no século XVI, que o modelo de língua a ser seguido deveria ser a língua dos ‘barões doutos’, isto é, dos homens da nobreza. Também o francês Vaugelas, no século XVII, dizia que a língua-padrão tinha que se basear no uso ‘da parte mais sadia da Corte’. E até hoje, na Inglaterra, a língua que deve servir de modelo se chama ‘Queen’s English’, o inglês da Rainha. E ao findar o século XX, o gramático e filólogo brasileiro Evanildo Bechara dizia que devemos levar o aluno ‘a falar melhor com os melhores’”. (BAGNO, Marcos et all. Língua materna: letramento, variação e ensino, p. 29. São Paulo: Parábola, 2002).
Marcos Bagno, no texto em destaque, discute a concepção tradicional do ensino da língua. A respeito disso, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
I - O ensino da língua opera com uma sucessão de reduções: língua, norma e gramática. II - A gramática é entendida como uma série de regras de funcionamento mecânico que devem ser seguidas à risca para dar um resultado perfeito e admissível. III - Por causa da concepção reducionista do ensino em língua, norma e gramática, como uma abstração arrancada de sua realidade social, histórica e cultural, é que podemos afirmar que existe uma distância muito grande entre as regras gramaticais descritas e prescritas pela norma-padrão tradicional. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055036 Linguística
“[...] o gramático e historiador português João de Barros escreveu, no século XVI, que o modelo de língua a ser seguido deveria ser a língua dos ‘barões doutos’, isto é, dos homens da nobreza. Também o francês Vaugelas, no século XVII, dizia que a língua-padrão tinha que se basear no uso ‘da parte mais sadia da Corte’. E até hoje, na Inglaterra, a língua que deve servir de modelo se chama ‘Queen’s English’, o inglês da Rainha. E ao findar o século XX, o gramático e filólogo brasileiro Evanildo Bechara dizia que devemos levar o aluno ‘a falar melhor com os melhores’”. (BAGNO, Marcos et all. Língua materna: letramento, variação e ensino, p. 29. São Paulo: Parábola, 2002).
A respeito do excerto em destaque, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta:
I - Há uma concepção, inferida no texto, de que a linguagem usada por essa certa “aristocracia” tornou-se o padrão, a norma, o molde ideal ao qual todos os demais usos da língua tinham de se ajustar. II - Essa concepção de língua baseia-se em visões de mundo pré-científicas e em estruturas sociais organizadas em sistemas mais democráticos, como era o caso da sociedade grega na Antiguidade Clássica, quando nasceu a Gramática Tradicional. III - Poderíamos resumir as ideias contidas no excerto com a seguinte afirmação: graças à impostura ideológica, o fato da maioria acaba sendo representativo da totalidade.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055035 Português
Com base no texto abaixo, responda às questões 11 e 12:

“As línguas mudam todos os dias, evoluem, mas a essa mudança diacrônica se acrescenta uma outra, sincrônica: pode-se perceber numa língua, continuamente, a coexistência de formas diferentes de um mesmo significado.”

(CALVET, Louis-Jean. Sociolinguística: uma introdução crítica, p. 89-90. São Paulo: Parábola, 2002).
É bem conhecida a diferença entre a fonética e fonologia e sua aplicabilidade nas pesquisas acerca das variantes linguísticas. Dessa forma, com base em seus conhecimentos a respeito desse assunto, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
I - Podemos afirmar que a fonética descreve a pronúncia efetiva dos sons da língua entre os falantes. Já a fonologia extrai dessas pronúncias uma estrutura abstrata que permite organizar os sons da língua. II - Podemos sintetizar as diferenças entre fonética e fonologia na dicotomia saussuriana entre língua e fala. Dessa forma, a fonética estaria ao lado da língua; a fonologia, ao lado da fala. III - A separação entre fonética e fonologia permite prever que, ao lado do fonema abstrato e invariante, suas realizações fonéticas podem apresentar, ao contrário, variantes. Isso nos permitiria saber se essas diferentes realizações são explicáveis por variáveis sociais ou se, ao contrário, permitem estruturar o grupo social. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055034 Português
Com base no texto abaixo, responda às questões 11 e 12:

“As línguas mudam todos os dias, evoluem, mas a essa mudança diacrônica se acrescenta uma outra, sincrônica: pode-se perceber numa língua, continuamente, a coexistência de formas diferentes de um mesmo significado.”

(CALVET, Louis-Jean. Sociolinguística: uma introdução crítica, p. 89-90. São Paulo: Parábola, 2002).
A respeito do excerto em destaque, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta:
I - As mudanças destacadas podem ser classificadas como variáveis geográficas, que são aquelas que podem ter pronúncias e léxicos iguais em diferentes pontos de território. II - Essas variáveis podem ter um sentido social, quando, em um mesmo ponto do território, uma diferença linguística é mais ou menos isomorfa de uma diferença social. III - Podemos entender por variável, o conjunto constituído pelos diferentes modos de realizar a mesma coisa (como um fonema, um signo); e por variante, cada uma das formas de realizar a mesma coisa.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055033 Legislação Federal
Roberto, Tamires e Sabrina são candidatos hipotéticos que participarão de um processo seletivo para os cursos técnicos integrados ao ensino médio ofertados pelo IFMT. Roberto cursou o ensino fundamental (do 1º ao 9º ano) em escola pública, é branco e apresenta renda familiar bruta per capita de R$ 3.000,00. Tamires cursou o primeiro ano do ensino fundamental em escola privada e o restante (do 2ª ao 9ª ano) em escola pública, é autodeclarada preta e apresenta renda familiar bruta per capita de R$ 500,00. Sabrina cursou o ensino fundamental (do 1ºao 9ºano) em escola pública, é autodeclarada parda, surda e apresenta renda familiar bruta per capita de R$ 800,00. Considerando a Lei 12.711/2012, que trata da reserva de vagas (cotas) para o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio, alterada pela 13.409/2016, regulamentada pelo Decreto 7.824/2017, alterado pelo Decreto 9.034/2017, e normatizada pela Portaria Normativa MEC 09/2017,assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055025 Direito Administrativo
Considerando a Lei 8.112/1990, é correto afirmar:
Alternativas
Q2054418 Veterinária
Eutanásia (eu = bom; thanatos = morte) é uma palavra de origem grega que significa “morte serena”, sem sofrimento. Assinale a alternativa Falsa (F) e Verdadeira (V) quanto ao uso de produtos e métodos.
( ) Um dos métodos mais empregados é a inalação de gases não anestésicos. ( ) Devido à periculosidade para o operador (hepatotoxicidade, cardiotoxicidade e/ou carcinogênese) e as reações irritativas no animal, o uso de éter e clorofórmio é proibido. ( ) Atualmente, o CO2 é o gás aceito como de melhor eficácia / rapidez para a eutanásia de animais de pequeno porte, como camundongos e outros pequenos roedores. ( ) Animais maiores, como coelhos, podem ser eutanasiados com CO2 contanto que recebam pré – anestesia como xilazina / diazepan, midazolan, entre outros. ( ) A escolha do procedimento de eutanásia deve levar em consideração a espécie animal (tipo, idade, peso etc.), as condições experimentais e a prática de todos os métodos. ( ) Os métodos mais aceitos são a inalação de CO2 e a superdosagem de barbitúricos.
Assim:
Alternativas
Q2054417 Veterinária
A expressão do medo pode ser muito sutil nos animais. O medo pode causar paralisia em certas espécies. Tal ocorrência não deve ser interpretada como perda da consciência, esse fenômeno ocorre particularmente em:
I - coelhos. II - ovinos. III - aves.
Está(ão) correta(s): 
Alternativas
Q2054416 Veterinária
No que diz respeito às Comissões de Ética no Uso de Animais – CEUAs, analise as afirmações seguintes:
I - A critério da instituição e mediante autorização do CONCEA, é admitida a criação de mais de uma CEUA por instituição. II - Só se permite a instalação de uma CEUA por instituição. III - Qualquer instituição poderá criar a sua CEUA e implementá-la independente da autorização prévia do CONCEA. IV - Cada CEUA definirá os laboratórios de experimentação animal, biotérios e centros de criação sob seu controle.
Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q2054415 Veterinária
Assinale a alternativa correta quanto ao volume de sangue (em mL por kg de peso vivo) circulante em animais convencionais e não convencionais adultos, sadios e com alimentação adequada.
I - Gato 47-66, Cão 79-90, Cabra 70. II - Cobaia 67-92, Hamster 78. III - Cavalo 75, Ovelha 60. IV - Camundongo 78-80, Coelho 44-70, Rato 50-70.
Estão corretas: 
Alternativas
Respostas
10801: A
10802: E
10803: D
10804: B
10805: E
10806: C
10807: D
10808: E
10809: C
10810: C
10811: E
10812: D
10813: A
10814: B
10815: E
10816: D
10817: A
10818: D
10819: D
10820: D