Questões de Concurso Sobre uso da vírgula em português

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Q4092951 Português
ÁGUA: 27 TESES SUBVERSIVAS


Mercantilização avança e multiplica as crises hídricas. Há alternativa: tratar abastecimento como direito universal e converter as fontes em Bens Comuns Globais. Eis um possível caminho. O artigo é de Riccardo Petrella, cientista político e economista italiano com doutorado em ciências políticas e sociais da Universidade de Florença (Itália), publicado por Outras Palavras, 24-03-2018. A tradução é de Inês Castilho.


Segue o texto.


Tese 1. A água é um elemento natural indispensável e insubstituível para todas as formas de vida, todas as espécies vivas (seres humanos, espécies microbianas, vegetais e animais). A água é a própria vida. Enquanto tal ela deve ser salvaguardada e protegida. A vida tem em si um valor absoluto. Ela vale porque ela é. Isso significa que quando se entra no domínio dos direitos não se deve apenas falar do direito humano à água, mas também do direito da própria água à vida, à sua regeneração, sua integridade, seu bom estado ecológico. Fonte de vida, a água é também, não nos esqueçamos, fonte de doenças, de calamidades e de cada vez mais antrópica.

Tese 2. Nenhuma forma de vida pode manter-se sem água. A vida sobre a Terra começou pela água, no meio aquático e só depois fora dele. No plano humano, o recurso à água não é uma questão de escolha ou de preferência em função de necessidades individuais diversas ou modos de vida coletiva, mas uma necessidade vital a ser satisfeita, na igualdade e responsabilidade. A água não é e nem pode ser considerada uma mercadoria, um "recurso"/coisa que se vende ou se compra, apropriável a título privado (quer seja de natureza privada ou pública ou mista). Todo Estado ou organização política internacional intergovernamental que reconheça ou trate a água (e os serviços hídricos) como uma mercadoria apropriável posiciona-se fora do campo do respeito à água como vida e do Estado de direitos. O direito de propriedade privada e pública existe mas estimamos que, no caso da água para a vida, ninguém, nem mesmo o Estado, pode considerar-se proprietário. É necessário sobretudo falar de responsabilidade e de garantia. [...]

Tese 3. Todos os seres humanos e todas as outras espécies vivas têm direito à água na quantidade e qualidade suficientes para a vida. Da mesma forma, para além de qualquer abordagem antropocêntrica e tecnoprodutivista, a água também tem seus direitos à vida, ao seu bom estado ecológico. Daí a importância fundamental de uma política da água a serviço da salvaguarda, do cuidado e da defesa da vida e do direito à vida que vá além das concepções funcionalistas instrumentais da água a serviço da vida e do bem-estar dos seres humanos. Exemplo: o tratamento/descontaminação das águas usadas é essencial no quadro de um manejo sustentável das diferentes fases do ciclo longo da água. Significa não somente para permitir aos outros humanos recaptar a água "boa" regenerada para suas necessidades, mas também permitir a regeneração da água e da vida dos ecossistemas enquanto tais. Assim, é preciso que os investimentos coletivos no tratamento/saneamento da água sejam públicos e, no caso de capitais privados estarem associados, é preciso impedir que as prioridades de investimento nos diferentes setores de tratamento e reciclagem sejam definidos em função dos rendimentos financeiros dos capitais e do princípio "o poluidor paga". Nesse caso, a tendência "natural", em obediência ao princípio da rentabilidade, seria favorecer o tratamento e a reciclagem dos usos mais poluentes da água, o que é incompatível com o princípio da vida.

Tese 4. O princípio "o poluidor paga", imposto e aplicado à água a partir do fim dos anos 1980 deve ser revisto. A experiência demonstra que é ineficaz, inadequado e mistificador. A maioria das poluições e contaminações das águas das últimas décadas fragiliza as estruturas microbianas dos seres vivos, em nível dos indivíduos (inclusive seres humanos), das espécies e dos ecossistemas. Os danos consequentes são em sua maioria irreversíveis, irreparáveis ou demandam longos períodos de tratamento e de custos consideráveis. Nesse caso, impor um pagamento ao poluidor para reparar um dano "existencial" irreparável faz pouco sentido. A opção mais sábia e coerente é simplesmente a proibição de usos poluentes e contaminações irreparáveis. [...]

Tese 8. Cabe aos Estados, assumir a responsabilidade coletiva − em nome do povo, dos povos − da garantia do direito à água potável e ao saneamento, assegurando a cobertura do conjunto de custos monetários (e não monetários) ligados à realização adequada do direito, segundo o princípio da gratuidade. No contexto da economia pública dos direitos humanos, a gratuidade não significa ausência de custos a serem cobertos, mas fica a cargo da comunidade através de tributação geral progressiva e redistributiva. É o caso dos custos, também consideráveis, do direito à segurança. As despesas militares estão a cargo do Estado. Predominante desde os anos 80, esse princípio foi gradual, mas sistematicamente substituído pelo princípio do financiamento da água pelo preço pago pelo consumidor, como qualquer outro bem ou serviço mercantil, industrial, privado. [...]


(Disponível em:
https://ihu.unisinos.br/publicacoes/78-noticias/577376-agua-27-teses-su
bversivas. Acesso em: 04 mai. 2026. Adaptado.
Leia, analise e interprete os excertos a seguir (e, se necessário, recorra ao texto como um todo), observando a pontuação e os sentidos pretendidos:
Excerto 1:

"Todo Estado ou organização política internacional intergovernamental que reconheça ou trate a água (e os serviços hídricos) como uma mercadoria apropriável posiciona-se fora do campo do respeito à água como vida e do Estado de direitos."

Excerto 2:

"O princípio 'o poluidor paga', imposto e aplicado à água a partir do fim dos anos 1980 deve ser revisto". A respeito da pontuação nos dois excertos, analise as sentenças a seguir:

I.No excerto 1, o trecho destacado, por restringir o sujeito que o antecede, está corretamente estruturado sem o uso de vírgulas antes e depois. Caso houvesse vírgulas, o mesmo trecho deixaria de restringir o sujeito e passaria a explicá-lo.
II.Os parênteses, no contexto do excerto 1, são dispensáveis, não comprometendo o sentido se não usá-los: que reconheça ou trate a água e os serviços hídricos como uma mercadoria apropriável.
III.No excerto 2, há uma inadequação no uso da vírgula, uma vez que o trecho destacado exerce a função de aposto explicativo, logo, ele deveria estar entre vírgulas.

 É correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q4092746 Português

O ato de ler e a construção crítica do sentido



     O ato de ler é frequentemente compreendido, em sua acepção mais elementar, como a capacidade de reconhecer e percorrer visualmente signos gráficos organizados em um texto. Tal compreensão, embora pertinente do ponto de vista técnico, reduz a leitura a um procedimento mecânico de decodificação, desconsiderando os processos cognitivos, sociais e culturais que lhe são constitutivos. Para além dessa visão restrita, a leitura deve ser entendida como uma prática complexa, na qual texto e leitor se articulam na produção de sentidos.


   Nessa perspectiva ampliada, ler implica mobilizar conhecimentos prévios, experiências de vida e repertórios socioculturais, permitindo ao leitor interpretar, relacionar e ressignificar as informações apresentadas. A leitura, assim, assume papel central na formação do pensamento crítico, uma vez que possibilita a construção de inferências, a problematização de ideias e a ampliação da compreensão da realidade. Não se trata apenas de compreender o que está escrito, mas de dialogar com o texto e situá-lo em contextos mais amplos de significado.


    A concepção freireana de leitura contribui de forma decisiva para esse entendimento ao afirmar que a leitura da palavra está indissociavelmente vinculada à leitura do mundo. Para Paulo Freire, o ato de ler envolve a compreensão crítica da realidade social, construída a partir das vivências e da inserção histórica dos sujeitos. Nesse sentido, a leitura configura-se como prática ativa e transformadora, na medida em que permite ao indivíduo interpretar o mundo e, a partir dessa interpretação, intervir conscientemente sobre ele.


    Entretanto, no contexto contemporâneo, marcado pela expansão das tecnologias digitais e pelo acesso facilitado à informação, observa-se um enfraquecimento das práticas de leitura aprofundada. A lógica da velocidade e do consumo imediato de conteúdos, característica das redes sociais, tende a reduzir o espaço dedicado à leitura reflexiva. No âmbito educacional, esse fenômeno manifesta-se na diminuição do interesse por textos mais densos e na dificuldade de sustentar processos interpretativos complexos, o que exige da escola e dos docentes um posicionamento crítico diante das novas formas de circulação da escrita.


    Dessa forma, reafirma-se a leitura como elemento essencial para a formação intelectual, ética e social dos sujeitos. A capacidade de ler criticamente textos e contextos torna-se condição indispensável para a participação autônoma na vida social, especialmente em uma sociedade atravessada por discursos múltiplos e, muitas vezes, contraditórios. A fragilização das práticas leitoras contribui para o avanço do analfabetismo funcional, limitando a atuação dos indivíduos nas esferas social, política e profissional, o que reforça a necessidade de políticas e práticas pedagógicas que promovam uma leitura crítica, consciente e socialmente situada.


Texto adaptado de BERNARDY, Francisca Rafaela; JACQUES, Juliana Sales. A leitura nos prescritos da BNCC: análise e reflexões dentro das habilidades de Língua Portuguesa, no Ensino Médio. Signo, Santa Cruz do Sul, v. 50, n. 98, p. 27–37, maio/ago. 2025. Disponível em: https://online. unisc.br/seer/index.php/signo. Acesso em: 26 jan. 2026

Considerando a norma-padrão da língua portuguesa e os efeitos de sentido produzidos pela pontuação, assinale a alternativa que justifica corretamente o uso da vírgula no contexto sintático-semântico do segundo parágrafo do texto.
Alternativas
Q4092693 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Um inseto sentimental


     A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...

      No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e zoa com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.

   Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e a três palmos ele se equilibra no ar, helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.

   Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois aninhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de umа crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, é pegara caneta e escrevera primeira frase, quase sempre a mais difícil.


(Adaptado de HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)
A supressão da vírgula altera sobremaneira o sentido da frase:
Alternativas
Q4091981 Português
Assinale a alternativa em que todos os sinais de pontuação estão utilizados de forma correta.
Alternativas
Q4091938 Português
SC trata apenas 33,9% do esgoto e, neste
ritmo, só atingirá metas de saneamento em 2055

Sem lei estadual de regionalização, Estado coleta pouco
mais de um terço do esgoto e segue distante da meta de
universalização prevista no novo marco legal


Santa Catarina, Estado reconhecido pelos bons indicadores de qualidade de vida, está muito atrás da média nacional quando o assunto é coleta e tratamento de esgoto. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SNIS), apenas 33,9% da população catarinense é atendida por redes coletoras ligadas a estações de tratamento, enquanto a média nacional chega a 59,7%.


O Instituto Trata Brasil calcula que, no ritmo atual, o Estado só atingirá as metas do novo marco legal do saneamento em 2055 — ou seja, 30 anos após o prazo estabelecido pela lei, que prevê 99% da população com acesso à água potável e 90% com tratamento de esgoto até 2033.


A falta de tratamento adequado resulta em um despejo diário de 775 milhões de litros de esgoto bruto na natureza, o equivalente a 310 piscinas olímpicas cheias de água suja. Para o professor de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rodrigo Mohedano, os prejuízos vão muito além do meio ambiente: "A gente acaba com todos os sistemas ecossistêmicos que a natureza gera para nós. O prejuízo não é só ambiental, mas também na saúde pública, na economia, no turismo e na qualidade de vida".

De acordo com a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os investimentos no setor estão muito abaixo do necessário.

[...] 


(Disponível em:
https://www.nsctotal.com.br/noticias/sc-trata-apenas-339-do-esgoto-e-n
este-ritmo-so-atingira-metas-de-saneamento-em-2055. Acesso em: 06
mai. 2026. Adaptado.)


Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os exemplos de usos de vírgula a suas respectivas justificativas (se necessário, retome o texto como um todo):
Primeira coluna: exemplos

1. [...] 30 anos após o prazo estabelecido pela lei, que prevê 99% da população com acesso à água potável e 90% com tratamento de esgoto até 2033.
2.O Instituto Trata Brasil calcula que, no ritmo atual, o Estado só atingirá as metas do novo marco legal do saneamento em 2055.
3.A falta de tratamento adequado resulta em um despejo diário de 775 milhões de litros de esgoto bruto na natureza, o equivalente a 310 piscinas olímpicas cheias de água suja.
4.[...] mas também na saúde pública, na economia, no turismo e na qualidade de vida.

Segunda coluna: justificativa

(__)Emprega-se a vírgula para separar o adjunto adverbial, quando antecede o verbo ou está em intercalação.
(__)Emprega-se a vírgula para separar termos coordenados.
(__)Emprega-se a vírgula para separar o aposto explicativo.
(__)Emprega-se a vírgula para separar orações adjetivas de valor explicativo.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q4091775 Português
Assinale a alternativa em que todos os sinais de pontuação estão utilizados de forma correta. 
Alternativas
Q4091678 Português
Assinale a alternativa que apresenta desvio no que tange à pontuação. 
Alternativas
Q4091673 Português
Assinale a alternativa que exemplifica esta descrição: Emprega-se a vírgula entre elementos justapostos que exercem a mesma função sintática na oração. 
Alternativas
Q4091332 Português
Atenção: Considere o texto de Sérgio Rodrigues para responder à questão.


    Para a maioria dos brasileiros a pronúncia é "récorde", proparoxítona, e não, como recomendam dez entre dez sábios, "recórde", paroxítona. Estamos diante de um caso clássico de desobediência civil, em que a língua da vida real vai para um lado e a dos sábios, para o outro.

    Recorde, termo adaptado do inglês record, pode ser substantivo - significando a melhor marca esportiva, o desempenho a ser superado - ou adjetivo - com sentido equivalente: "tempo recorde", "velocidade recorde”. Quanto a isso, estamos todos de acordo. A divergência começa na hora de definir a prosódia da palavra. Em seu Dicionário de palavras & expressões estrangeiras, Luís Augusto Fischer observa com irreverência que há "duas pronúncias: a que os gramáticos preferem, 'recórde', ou a do resto da humanidade, 'récorde". É mais ou menos isso. Basta trocar, na frase de Fischer, "o resto da humanidade" por "a maioria dos brasileiros" que ela fica perfeita. Em Portugal, a inclinação por "recórde" parece inquestionável. Aqui, ocorre o inverso.

    Sempre pronunciei "récorde". Puxando pela memória, não consigo pensar em ninguém que não o faça. Se, como em tantos casos, nossos dicionários e gramáticas ainda se aferram de maneira um tanto acrítica à preferência lusitana, isso é um problema deles, que precisa ser - e certamente será - corrigido um dia. O Houaiss foi o primeiro a abrir a porta. Veja a tímida mas significativa nota que constava ao pé do verbete recorde na edição de 2001: “Pelo menos no Brasil, ocorre também como palavra proparoxítona: récorde." Mais tarde, o dicionário suprimiu a nota, mas passou a trazer o verbete récorde como variação de recorde.

    Uma explicação provável para o descompasso: os portugueses tendem a manter a pronúncia que record ganhou na França, de onde importaram o anglicismo por tabela, enquanto os falantes brasileiros estabeleceram ligação direta com o idioma de origem, no qual o acento (no caso em que record é substantivo, e não verbo) recai na primeira sílaba. No dia em que a língua brasileira dissolver mais este preconceito, é evidente que a grafia será forçada a seguir atrás: escreveremos récorde, com acento. E tudo ficará mais harmônico entre som e traço, como deve ser.


(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Viva a língua brasileira! São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 73-75)
Verifica-se o emprego de vírgula para assinalar a supressão de um verbo no seguinte trecho:
Alternativas
Q4091319 Português
Atenção: Considere o conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta, para responder à questão.


    Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia, imaginem, ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

    - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

     - É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia. 

    Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

    - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

    - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

    - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

    - O senhor promete que não “espaia"? - quis saber a velhinha.

    - Juro - respondeu o fiscal.

    - É lambreta.


(Adaptado de: RAMOS, Graciliano et al. Para gostar de ler: contos, v. 8. São Paulo: Ática, 1985, p. 17-18)
Emprega(m)-se vírgula(s) para isolar um vocativo no seguinte trecho:
Alternativas
Q4091253 Português
Assinale a alternativa em que todos os sinais de pontuação estão empregados corretamente.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IESES Órgão: CRMV - SC Prova: IESES - 2026 - CRMV - SC - Contador |
Q4091077 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

Preço global dos alimentos dispara com guerra no Oriente Médio 

O preço dos alimentos voltou a subir no mundo e acendeu um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio e já afeta o sistema alimentar global.  

O índice de preços da FAO atingiu o maior nível em três anos. O diretor-geral da entidade destacou que a crise já ultrapassou o campo geopolítico e começou a impactar diretamente o abastecimento mundial de alimentos. Entre os produtos que mais subiram estão os óleos vegetais. A alta é atribuída, principalmente, ao aumento da demanda por biocombustíveis e à disparada do preço do petróleo. No caso do trigo, a principal preocupação é a escassez de fertilizantes. Antes da guerra, cerca de um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, região estratégica que enfrenta bloqueios e forte tensão militar.  

Fonte: https://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2026/05/08/preco-global-dos-alimentosdispara-com-guerra-no-oriente-medio.ghtml (com adaptações).
Analise o fragmento a seguir, extraído do texto: Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio. No trecho, o emprego das vírgulas justifica-se para: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IESES Órgão: CRMV - SC Prova: IESES - 2026 - CRMV - SC - Analista de TI |
Q4090457 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

Preço global dos alimentos dispara com guerra no Oriente Médio

    O preço dos alimentos voltou a subir no mundo e acendeu um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio e já afeta o sistema alimentar global.
    O índice de preços da FAO atingiu o maior nível em três anos. O diretor-geral da entidade destacou que a crise já ultrapassou o campo geopolítico e começou a impactar diretamente o abastecimento mundial de alimentos. Entre os produtos que mais subiram estão os óleos vegetais. A alta é atribuída, principalmente, ao aumento da demanda por biocombustíveis e à disparada do preço do petróleo. No caso do trigo, a principal preocupação é a escassez de fertilizantes. Antes da guerra, cerca de um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, região estratégica que enfrenta bloqueios e forte tensão militar.

Fonte: https://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2026/05/08/preco-global-dos-alimentosdispara-com-guerra-no-oriente-medio.ghtml (com adaptações). 
Analise o fragmento a seguir, extraído do texto: Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio. No trecho, o emprego das vírgulas justifica-se para: 
Alternativas
Q4090417 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

Preço global dos alimentos dispara com guerra no Oriente Médio

    O preço dos alimentos voltou a subir no mundo e acendeu um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio e já afeta o sistema alimentar global.
       O índice de preços da FAO atingiu o maior nível em três anos. O diretor-geral da entidade destacou que a crise já ultrapassou o campo geopolítico e começou a impactar diretamente o abastecimento mundial de alimentos. Entre os produtos que mais subiram estão os óleos vegetais. A alta é atribuída, principalmente, ao aumento da demanda por biocombustíveis e à disparada do preço do petróleo. No caso do trigo, a principal preocupação é a escassez de fertilizantes. Antes da guerra, cerca de um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, região estratégica que enfrenta bloqueios e forte tensão militar.

Fonte: https://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2026/05/08/preco-global-dos-alimentosdispara-com-guerra-no-oriente-medio.ghtml (com adaptações). 
Analise o fragmento a seguir, extraído do texto: Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio. No trecho, o emprego das vírgulas justifica-se para:
Alternativas
Q4090325 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos sinais de pontuação no trecho apresentado.
Alternativas
Q4089941 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos sinais de pontuação no trecho apresentado.
Alternativas
Q4089631 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado. 
Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos sinais de pontuação no trecho apresentado.
Alternativas
Q4089235 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos sinais de pontuação no trecho apresentado. 
Alternativas
Q4089197 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

SC trata apenas 33,9% do esgoto e, neste ritmo, só atingirá metas de saneamento em 2055

Sem lei estadual de regionalização, Estado coleta pouco mais de um terço do esgoto e segue distante da meta de universalização prevista no novo marco legal

Santa Catarina, Estado reconhecido pelos bons indicadores de qualidade de vida, está muito atrás da média nacional quando o assunto é coleta e tratamento de esgoto. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SNIS), apenas 33,9% da população catarinense é atendida por redes coletoras ligadas a estações de tratamento, enquanto a média nacional chega a 59,7%.

O Instituto Trata Brasil calcula que, no ritmo atual, o Estado só atingirá as metas do novo marco legal do saneamento em 2055 — ou seja, 30 anos após o prazo estabelecido pela lei, que prevê 99% da população com acesso à água potável e 90% com tratamento de esgoto até 2033.

A falta de tratamento adequado resulta em um despejo diário de 775 milhões de litros de esgoto bruto na natureza, o equivalente a 310 piscinas olímpicas cheias de água suja. Para o professor de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rodrigo Mohedano, os prejuízos vão muito além do meio ambiente: "A gente acaba com todos os sistemas ecossistêmicos que a natureza gera para nós. O prejuízo não é só ambiental, mas também na saúde pública, na economia, no turismo e na qualidade de vida".

De acordo com a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os investimentos no setor estão muito abaixo do necessário.

[...]

(Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/noticias/sc-trata-apenas-339-do-esgoto-e-n este-ritmo-so-atingira-metas-de-saneamento-em-2055. Acesso em: 06 mai. 2026. Adaptado.)
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os exemplos de usos de vírgula a suas respectivas justificativas (se necessário, retome o texto como um todo):

Primeira coluna: exemplos
1. [...] 30 anos após o prazo estabelecido pela lei, que prevê 99% da população com acesso à água potável e 90% com tratamento de esgoto até 2033.
2. O Instituto Trata Brasil calcula que, no ritmo atual, o Estado só atingirá as metas do novo marco legal do saneamento em 2055.
3. A falta de tratamento adequado resulta em um despejo diário de 775 milhões de litros de esgoto bruto na natureza, o equivalente a 310 piscinas olímpicas cheias de água suja.
4. [...] mas também na saúde pública, na economia, no turismo e na qualidade de vida.

Segunda coluna: justificativa
(__) Emprega-se a vírgula para separar o adjunto adverbial, quando antecede o verbo ou está em intercalação.
(__) Emprega-se a vírgula para separar termos coordenados.
(__) Emprega-se a vírgula para separar o aposto explicativo.
(__) Emprega-se a vírgula para separar orações adjetivas de valor explicativo.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q4089079 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Qual a luz mais antiga do Universo que já observamos


Existem expressões tão comuns que deixam de causar impacto, mas, ao serem reconsideradas, revelam dimensões surpreendentes. É o caso das descobertas de astros a bilhões de anos-luz de distância. Quando se lembra que um ano-luz equivale a cerca de nove trilhões de quilômetros, torna-se evidente a imensidão do percurso da luz até a Terra. Embora seja uma unidade de distância, o ano-luz também indica o tempo de viagem da luz.

A tecnologia permite observar vestígios do passado remoto do Universo graças a uma luz extremamente antiga que atravessou o espaço até chegar a nós. Isso suscita questões fundamentais: a luz é eterna? Qual é a mais antiga já observada?

A luz mais antiga detectada provém do fundo cósmico de micro-ondas, emitido quando o Universo tinha cerca de trezentos mil anos.

No início, o Universo era extremamente quente e composto por um plasma denso. Nesse período, os fótons não podiam se deslocar livremente devido às constantes colisões com partículas carregadas.

Com a expansão e o resfriamento do Universo, prótons e elétrons se combinaram, formando átomos de hidrogênio. Esse processo, chamado recombinação, permitiu que os fótons passassem a viajar livremente, marcando o momento em que o Universo se tornou transparente. A radiação liberada nesse instante permanece até hoje e constitui um registro essencial da formação do cosmos.

Essa radiação está presente em todo o espaço e é percebida, em parte, no ruído visual de antigos televisores analógicos, resultado da radiação cósmica de fundo que percorreu bilhões de anos até chegar à Terra.

Ao considerar objetos individuais, estrelas antigas próximas não fornecem a luz mais antiga observada, pois sua proximidade faz com que a radiação recebida seja relativamente recente. O caso de uma estrela muito antiga, cuja luz leva cerca de duzentos anos para chegar até nós, ilustra essa diferença entre idade do objeto e idade da luz.

As luzes mais antigas observadas provêm, na verdade, de galáxias muito distantes, cuja radiação foi emitida quando o Universo ainda possuía apenas algumas centenas de milhões de anos. Essa luz viajou por bilhões de anos até ser detectada.

Entre esses registros, há galáxias cuja luz foi emitida quando o Universo tinha cerca de trezentos milhões de anos, resultando em uma radiação com mais de treze bilhões de anos.

Ao observar essas luzes, não vemos os objetos como são atualmente, mas como eram no momento da emissão da radiação. Trata-se, portanto, de uma observação do passado.

Quanto à natureza da luz, as leis da física indicam que a energia não se perde, apenas se transforma. Como a luz é uma forma de energia, ela não desaparece. Os fótons podem ser convertidos em matéria, absorvidos por átomos ou transferir energia para elétrons, mas essa energia permanece no sistema.

Mesmo quando deixa de existir como partícula independente, a energia associada à luz pode ser novamente emitida sob outra forma. Em uma situação ideal, sem interação com outras partículas, um fóton poderia existir indefinidamente.

Assim, conclui-se que a luz não possui prazo de validade: ela pode se transformar, mas nunca é completamente destruída, permanecendo como parte contínua da dinâmica energética do Universo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy81kxkvmpno.adaptado. 
Esse processo, chamado recombinação, permitiu que os fótons passassem a viajar livremente, marcando o momento em que o Universo se tornou transparente.

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego dos sinais de pontuação no trecho apresentado.
Alternativas
Respostas
81: D
82: B
83: A
84: C
85: A
86: C
87: D
88: C
89: A
90: A
91: A
92: C
93: D
94: D
95: A
96: C
97: C
98: A
99: B
100: E