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Q4394999 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Eu cozinho e escrevo para o meu povo não desaparecer’


    A história de Iza Souza com a cozinha começou por acaso. Na verdade, por necessidade. Há 19 anos, ela deixou seu povoado baiano e levou os filhos para morar em Trancoso, no sul da Bahia, em busca de uma vida melhor. Não encontrou vaga como professora, sua profissão de origem, naquele paraíso turístico. A pouca oferta a levou ao trabalho doméstico nas casas de ricos e famosos que se multiplicam na região durante o verão.

    Mas, no Brasil, trabalho doméstico muitas vezes significa “fazer tudo relacionado ao cuidado das famílias”. Contratada inicialmente para ser caseira, Iza precisou lavar, passar e... cozinhar. Não sabia sequer fritar um ovo. Aprendeu, na prática, a transformar ingredientes e temperos em pratos. Hoje ela é Iza Souza: professora, antropóloga em formação, escritora e cozinheira que acaba de lançar o livro digital Comida é Cura: Saberes Ancestrais do Sul da Bahia.

    Até ostentar essa coleção de títulos, Iza fazia uma cozinha autoral e intuitiva. Quem provava sua comida dizia tratar-se de um verdadeiro “manjar”. Só que esse tal manjar de Iza era diferente.

    Ela — que gostou desse negócio de dormir professora e acordar cozinheira — buscou outras fontes de aprendizado além dos cursos de gastronomia que fez por conta própria. Em vez de se limitar às técnicas francesas e europeias, decidiu ir a campo, conversar com marisqueiros, cozinheiras de rua e mulheres dos quilombos. Passou também a resgatar a comida que aprendeu a comer em família — metade vinda de aldeia indígena e outra metade do quilombo.

    “Passei a fazer a cozinha dos meus antepassados, que descobri chamar de afro-indígena. Percebi que ela era transmitida integralmente pela oralidade e não possuía registros escritos, como acontece com as cozinhas europeias. Entendi que precisava cozinhar, sim, mas também escrever para que meu povo não desaparecesse”, define.


(Fernanda Aranda, O Estado de S. Paulo, 21.06.2026. Adaptado)
No texto, a trajetória de Iza Souza ultrapassa a dimensão individual e ganha um significado mais amplo quando se enfatiza
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Q4394998 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
Em “O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução”, o trecho pode ser reescrito, mantendo a correção gramatical e a relação de sentido original, como:
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Q4394997 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
Considere as frases a seguir:

•  “Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso.” (2° parágrafo)
•  “Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú.” (12° parágrafo)
•  “E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos.” (14° parágrafo) 

As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, por:
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Q4394996 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
No 4° parágrafo do texto, as palavras “temeridade” e “afluência” são sinônimos, respectivamente, de 
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Q4394995 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
No texto, a atmosfera de expectativa e deslumbramento em torno da chegada do bonde elétrico é construída principalmente pela
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Q4394994 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:


Q1_2.png (856×300)

(Willian Leite. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/)
Considere as frases a seguir:

• “Hoje, metaforicamente, arregacei as mangas.” (1° quadro)
• “Agora estou, literalmente, morta de cansaço.” (4° quadro)

É correto afirmar que as expressões destacadas expressam, respectivamente, circunstâncias de
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Q4394993 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:


Q1_2.png (856×300)

(Willian Leite. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/)
A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu efeito de humor decorre do fato de que a personagem
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394992 Medicina
Em epidemiologia, a prevalência de um transtorno mental refere-se 
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394991 Psiquiatria
Paciente em uso de fluoxetina 40 mg/dia inicia tratamento com tramadol para dor lombar intensa. Após alguns dias apresenta agitação, hipertermia, sudorese, tremor e clônus. O diagnóstico mais provável é
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394990 Psiquiatria
O fármaco que apresenta maior evidência na prevenção de suicídio em transtorno bipolar é
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394989 Psiquiatria
Homem de 38 anos apresenta padrão persistente de desconfiança e suspeita em relação aos outros, interpretando ações neutras como intencionalmente hostis. Recusa confiar em colegas de trabalho e guarda rancor prolongado após críticas percebidas como ataques pessoais. O diagnóstico mais provável é 
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394988 Psiquiatria
Paciente com transtorno de personalidade borderline apresenta automutilação recorrente, instabilidade afetiva intensa e medo de abandono. A modalidade psicoterápica que apresenta maior evidência de eficácia é 
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394987 Psiquiatria
Paciente com TOC grave apresenta obsessões de contaminação e rituais de lavagem que ocupam mais de 4 horas diárias. Após 12 semanas em uso de sertralina 200 mg/dia apresenta melhora parcial. Nessa conduta, a estratégia terapêutica que possui melhor evidência de potencialização é
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394986 Psiquiatria
Paciente relata sensação persistente de estar observando a si mesmo de fora do próprio corpo, com sensação de estranhamento em relação a si mesmo, mantendo crítica preservada. Esse fenômeno corresponde à
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394985 Psiquiatria
Mulher de 30 anos apresenta episódios súbitos de medo intenso acompanhados de palpitações, sudorese, sensação de falta de ar, tontura e medo de morrer. Os episódios atingem pico em cerca de 10 minutos e ocorrem sem fator desencadeante claro. Após várias crises passou a evitar metrô e shopping centers por medo de não conseguir ajuda. Nessas circunstâncias, o diagnóstico e o tratamento farmacológico de primeira linha são: 
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394984 Psiquiatria
Paciente de 34 anos com esquizofrenia em uso de clozapina 400 mg/dia há 5 meses apresenta febre, odinofagia e mal-estar. Hemograma mostra leucócitos 2200/mm³ e neutrófilos 800/mm³. Nesse caso, o diagnóstico mais provável e a conduta adequada são: 
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394983 Psiquiatria
Paciente de 29 anos com transtorno bipolar tipo I é internado por episódio maníaco grave com delírios de grandiosidade e agitação psicomotora intensa. Nesse caso, a estratégia farmacológica inicial que apresenta maior evidência de eficácia é: 
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394982 Psiquiatria
Paciente de 27 anos apresenta delírios persecutórios e alucinações auditivas há dois meses, com prejuízo funcional importante. Não há história prévia de episódios de humor. Nessas circunstâncias, o diagnóstico mais adequado neste momento é 
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Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394981 Psiquiatria
Homem de 46 anos apresenta humor deprimido há dois meses, anedonia, insônia terminal, perda ponderal de 7 kg, lentificação psicomotora e intensa culpa moral. Relata acreditar que “arruinou a vida da família” e que “Deus está punindo seus pecados”. Afirma ainda que merece morrer para reparar seus erros. Nessas circunstâncias, o diagnóstico mais provável e a estratégia terapêutica inicial mais adequada são:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2026 - UFRRJ - Médico — Psiquiatra |
Q4394980 Medicina
Paciente do sexo feminino, 23 anos, com diagnóstico de bulimia nervosa do tipo purgativo há 6 anos, apresenta episódios frequentes de compulsão alimentar seguidos de vômitos autoinduzidos diários. Procura atendimento por fraqueza, câimbras, palpitações e tontura. Ao exame: aumento bilateral de parótidas, erosão do esmalte dentário e sinal de Russell. ECG evidencia extrassístoles ventriculares. Assinale a alternativa que descreve corretamente a principal alteração metabólica decorrente dos vômitos autoinduzidos na bulimia nervosa e sua repercussão clínica típica.
Alternativas
Respostas
9541: C
9542: A
9543: D
9544: E
9545: B
9546: A
9547: C
9548: D
9549: C
9550: A
9551: B
9552: A
9553: B
9554: B
9555: B
9556: B
9557: E
9558: E
9559: A
9560: A