Foram encontradas 6.656 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
TEXTO 1:
Quase 11 milhões de brasileiros apostam de modo a pôr em risco a saúde e as finanças
Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, o correspondente a 6,8% da população nessa faixa etária, jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco. O mais preocupante é que cerca de um em cada oito desses jogadores − o que equivale a 1,4 milhão de pessoas − apresenta um padrão de apostas mais comprometedor, compatível com o diagnóstico do transtorno do jogo, uma enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de jogar mesmo diante de prejuízos.
Apresentados no início de abril em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esses números foram calculados a partir de informações coletadas de uma amostra representativa da população brasileira. Eles ajudam a delinear um retrato atualizado de quem aposta − e como se aposta − no país depois da disseminação e da legalização das plataformas de jogos de azar on-line. Até então, os dados nacionais obtidos com metodologia científica datavam de quase 20 anos antes, e as informações mais recentes disponíveis haviam sido obtidas por instituições privadas especializadas em análises de comportamento e tendências.
A equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp chegou à estimativa atual de quantas pessoas apostam no Brasil e da proporção que o faz de maneira nociva por meio dos dados obtidos na terceira e mais recente edição do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad), realizado entre 2023 e 2024. Divulgado no final de março em Brasília, durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o Lenad III foi conduzido pela pesquisadora Clarice Sandi Madruga e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que mantém um convênio com a Unifesp sob a coordenação do psiquiatra Ronaldo Laranjeira.
A terceira edição do levantamento ampliou o tamanho da amostra e ouviu 16.608 brasileiros com 14 anos de idade ou mais de 349 municípios, distribuídos por todas as regiões do país − nas anteriores, haviam sido entrevistadas entre 3 mil e 4 mil pessoas. O Lenad III também expandiu o universo de temas investigados. Além de responder questionários sigilosos de autopreenchimento sobre o consumo de álcool e tabaco, os participantes forneceram informações sobre o uso de cigarros eletrônicos (dispositivos eletrônicos para fumar ou vapes), de medicamentos que podem causar dependência e substâncias psicoativas ilícitas. O levantamento coletou, ainda, indicadores de saúde física e mental e determinantes sociais de saúde. Os resultados devem ser pormenorizados em publicações específicas nos próximos meses.
Um módulo específico do Lenad III avaliou a frequência e o impacto dos jogos de apostas no país. Nele, 4.860 pessoas − sendo 876 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, e 3.984 homens e mulheres adultos − responderam nove perguntas do Índice de Gravidade do Jogo Problemático (PGSI, na sigla em inglês), um instrumento que avalia os prejuízos pessoais, sociais e financeiros relacionados ao comportamento de apostar e identifica o nível de risco de desenvolver o chamado transtorno do jogo.
Divulgados agora, os dados sobre jogo estão detalhados em um documento de 60 páginas − o Caderno temático − Jogos de aposta na população brasileira − e sugerem que o risco associado ao hábito de apostar do brasileiro se intensificou em relação ao observado no primeiro levantamento, embora os indicadores que investigam jogos de apostas não sejam diretamente comparáveis entre as duas edições, por terem usado instrumentos de aferição diferentes.
No Lenad I, realizado em 2005 e 2006 sob a coordenação de Laranjeira, os entrevistadores coletaram informações de 3.007 pessoas com mais de 14 anos em 144 cidades brasileiras. Na época, ainda existiam casas com jogo de bingo eletrônico e máquinas caça-níqueis e 88,3% da população não jogava, como foi detalhado em artigo publicado em 2010 na revista Psychiatry Research. Já 9,4% eram jogadores ocasionais, 1,3% tinham algum grau de problema com jogos e 1% se enquadrava na categoria dos jogadores patológicos, aqueles que apostavam repetidamente apesar de já terem sofrido prejuízos financeiros, emocionais ou nas relações familiares e sociais.
No levantamento atual, feito ainda no início da recente febre das bets e das plataformas on-line de aposta, a proporção de pessoas que não jogam foi de 82,6%. Os 17,4% restantes, número que corresponde a quase 28 milhões de brasileiros, se distribuem da seguinte forma: 10,6% jogam de modo esporádico, sem enfrentar problemas; 3,4% são jogadores com baixo risco de se tornarem dependentes; 2,6% com risco moderado; e 0,8% jogador problemático. Os últimos são aqueles que somaram mais de 8 pontos na escala PGSI, que vai até 27, e possivelmente já desenvolveram o chamado transtorno do jogo, uma forma de dependência induzida pelo comportamento, e não por uma substância química, registrada no Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) e na Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde (CID).
"Há indícios preocupantes de aumento de comportamentos problemáticos relacionados às apostas", comenta o psiquiatra Hermano Tavares, da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou os resultados do Lenad I na Psychiatry Research e não participou da versão atual do levantamento. "Esses sinais começaram a se intensificar durante a pandemia, período que impulsionou as apostas on-line, e ainda não perderam força. Atualmente, a dependência do jogo é a terceira mais comum entre os brasileiros. Supera a da cocaína e do crack e fica atrás apenas da do álcool e do tabaco. A rede pública de saúde não está preparada para lidar com isso", afirma.
"Esse transtorno se manifesta quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar, que passa a ocupar um papel central em sua vida e traz prejuízos significativos", explica o psiquiatra Daniel Spritzer, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é colaborador do Lenad III. "Isso inclui apostar mais do que se deveria ou poderia, perder dinheiro e voltar a apostar para tentar recuperá-lo ou precisar aumentar cada vez mais os valores para sentir o mesmo prazer inicial", detalha. Os sinais de alerta incluem ansiedade e angústia quando não se consegue apostar, além de comportamentos como pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando.
A proporção de jogadores varia de acordo com a região do país. O Sul concentra a maior fração deles (20,4% das pessoas com mais de 14 anos apostam) e o Nordeste, a menor, 16,3%. A relação entre as duas regiões se inverte quando são consideradas as proporções de indivíduos que apostam de forma arriscada: a maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).
TEXTO 02:

Textos retirados e adaptados de Ceci (2025).
I.A pesquisa almeja a compreensão do impacto das apostas e identificar os indivíduos vulneráveis ao transtorno do jogo.
II.Os pesquisadores informaram os resultados da pesquisa aos gestores da saúde pública.
III.O levantamento visava tanto a análise comportamental quanto a elaboração de políticas de prevenção.
IV.A dependência do jogo expõe o jogador a riscos e compromete sua relação com a família.
V.A prevenção ao transtorno do jogo interessa tanto profissionais de saúde quanto a sociedade em geral.
Está correta a regência verbal em:
Texto para a questão.
O naufrágio
Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.
Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.
A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.
O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.
A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.
A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.
Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.
Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.
Vittorio Medioli – Texto Adaptado
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio
A inteligência artificial (IA) generativa cresce exponencialmente, promovendo benefícios que vão da automatização de processos à geração de insights estratégicos. No entanto, essa expansão também amplia os desafios da segurança cibernética, de modo que se torna essencial a adoção de medidas preventivas.
A Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) aponta que os crimes cibernéticos aumentaram 45% no Brasil em 2024. Isso significa que uma em cada quatro pessoas é alvo de golpes. Hackers estão se adaptando e usando IA para criar ataques mais sofisticados e difíceis de identificar.
Um exemplo de ataque mais sofisticado e difícil de identificar é o que ocorre por meio do uso das deepfakes, tecnologia que se vale da IA para criar imagens e áudios falsos que parecem reais. Segundo a Sumsub, plataforma de verificação de identidade, essa prática cresceu 830% no Brasil entre 2022 e 2023. Trata-se de uma tática para manipular informações, explorar a credibilidade de figuras públicas e induzir fraudes. Não à toa, as imagens de pessoas famosas e celebridades são muito utilizadas por criminosos nessa abordagem.
Os ataques de phishing também se tornaram mais sofisticados. A consultoria de cibersegurança Redbelt Security estima que mais de 3,5 milhões de brasileiros tenham sido vítimas desse tipo de golpe em 2023. O crescimento de dispositivos conectados e da coleta constante de dados sensíveis aponta, mais do que nunca, para a necessidade de uma proteção digital reforçada.
Internet: <olhardigital.com.br> (com adaptações).
Julgue o item que se segue, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado.
O verbo “induzir” (terceiro período do terceiro parágrafo), na acepção em que está empregado no texto, comporta-se como transitivo direto, não admitindo, portanto, que seu complemento seja introduzido pela preposição a.
Julgue o seguinte item, referente a aspectos linguísticos do texto CB2A1.
No primeiro período do segundo parágrafo, a inclusão de "aos" após a forma verbal ‘orientaria’ preservaria a correção gramatical do texto bem como seus sentidos originais.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
O crescimento do lixo eletrônico e suas implicações globais
Equipamentos elétricos e eletrônicos (EEE) referem-se a uma ampla gama de produtos que possuem circuitos ou componentes elétricos com fonte de alimentação ou bateria. Presente na maioria dos lares e das empresas, esse tipo de equipamento abrange utensílios básicos de cozinha e dispositivos de tecnologias de informação e comunicação, tais como telefones celulares e laptops. Além de seu uso doméstico cotidiano, os produtos eletrônicos têm sido cada vez mais empregados no contexto de casas e cidades inteligentes, como o uso de fechadura digital para acessar uma casa, do bilhete único nos ônibus e da semaforização inteligente para privilegiar o transporte público em corredores.
Cada produto tem um perfil de vida útil específico, o que significa que as categorias possuem diferentes quantidades de resíduos e potenciais impactos na saúde e no meio ambiente, quando os produtos são reciclados de maneira inadequada. Consequentemente, a tecnologia de reciclagem, os processos logísticos e de coleta mudam para cada categoria, da mesma forma que a atitude dos consumidores no descarte dos EEE também varia.
Quanto ao ciclo de vida do produto elétrico e eletrônico, depois de ser vendido, ele é usado por um determinado período em residências e empresas. Esse período é chamado de “fase de estoque”, que inclui o tempo de espera em galpões, bem como a troca dos equipamentos de segunda mão entre famílias e empresas.
Quando o tempo de vida desse produto chega ao fim, ou seja, quando ele para de funcionar e é descartado pelo proprietário, sem a intenção de reutilização, nesse momento, o EEE torna-se lixo eletrônico.
(Vanessa Forti, “O crescimento do lixo eletrônico e suas implicações globais”, Panorama setorial da Internet. Disponível em: https://cetic.br/pt/publicacoes/indice/panoramas/. Adaptado)
I- Criamos versões editadas = Criamos-la
II- montamos cenários = montamos-los
III- para exibir afetos = para exibi-los
IV- performamos relações = performamos-las
Assinale a alternativa com os itens corretos:
I- quando precisou levar seu filho, Bento, “às pressas” ao hospital (1º parágrafo) / A ocorrência do acento grave deve-se à formação de locução feminina.
II- um bebê reborn, modelo hiper-realista com aparência idêntica à de um recém-nascido (1º parágrafo) / A regência nominal de “idêntica” rege a preposição “a”, que se une ao pronome demonstrativo “a”. Infere-se no trecho a palavra “aparência”: “aparência idêntica à [aparência] de um recém-nascido”.
III- para defender o “direito à guarda” de um desses bonecos (2º parágrafo) / A regência verbal de “defender” rege a preposição “a”, que se une ao artigo “a”, determinante do substantivo “guarda”.
Assinale a alternativa com os itens corretos:
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir.
No primeiro período do texto, o trecho “obedecer a três condições” poderia ser reescrito, mantendo-se a coerência do texto e sua correção gramatical, da seguinte forma: obedecer às três condições a seguir.
I – Vocês, agora, estão aptos a dirigir.
II – O professor tem sido afável para com seus alunos.
III – Joana e Flávia têm tendência para a moda.
I. “[...] não há indícios de que esse objetivo possa ser atingido.”.
II. “[...] a maioria dos grandes data centers usa refrigeração líquida para seus equipamentos de grande porte [...]”.
Levando em conta a análise dos elementos linguísticos destacados em tais excertos, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Em I, caso se substituísse o verbo destacado, que se encontra no singular, pelo equivalente “existir”, a versão gramaticalmente correta seria “não existe indícios de que esse objetivo possa ser atingido.”.
( ) Ainda em I, o pronome destacado poderia ser substituído por “este” sem haver prejuízo gramatical.
( ) Em II, o verbo “usar” poderia ser empregado no plural, sem prejuízo gramatical.
( ) Também em II, os termos “seus” e “de” pertencem à mesma classe de palavras.

Internet: <www.bvsms.saude.gov.br>
Acerca da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte.
Sem prejuízo para a correção gramatical ou para os sentidos do texto, no terceiro parágrafo, a sentença “Observe‑se que o cuidado com a vigilância implicou a atividade profissional de especialistas voltados para o estudo da água e dos alimentos” poderia ser assim reescrita: Note‑se que o cuidado com a vigilância acarretou na atividade profissional de especialistas, direcionados ao estudo da água e dos alimentos.

Internet: <www.bvsms.saude.gov.br>
Acerca da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte.
No trecho “as doenças eram frequentemente vistas como punições divinas, e os tratamentos eram embasados em preces, penitências e remédios herbais.”, manter‑se‑á a correção gramatical com a substituição da forma “vistas” pela forma verbal tidas.