Questões de Concurso
De 2018
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Leia o texto a seguir para responder às questões de 6 a 10.
A liberdade sempre foi um elemento fundamental da cultura ocidental, que tem nela toda sua sólida base cultural.
Há dois caminhos para se conceituar “liberdade”. O primeiro, de natureza filosófica, examina-a sob o prisma do determinismo e do livre-arbítrio. O homem, em sociedade, está sujeito a limitações permanentes. Sofre injustiças, é cerceado na sua espontaneidade. O Estado o envolve com seu manto quase sempre opressor.
Por outro lado, por mais que o homem se envolva nas teias limitadoras da sociedade, sobra-lhe sempre um espaço em que é autônomo para pensar e agir. Nele faz escolhas e exerce predileções. É sujeito responsável por tudo que faz. Livre-arbítrio e liberdade são dois parâmetros em que o homem se situa, ora limitado ou autônomo para agir.
O segundo caminho da liberdade é o jurídico. O homem, desde que superou a condição de nômade e se estabeleceu em território fixo, criou imediatamente normas que possibilitaram a convivência das tribos. Depois, com o correr dos séculos, em lenta, mas permanente evolução, criou o Estado para regular uma sociedade cada vez mais difícil e completa. Esta sociedade abafa e limita o indivíduo que é obrigado a ceder, para o interesse público e vontade coletiva, muito de sua liberdade.
Também aqui, criou-se um espaço, à custa de esforço, lutas e guerras entre o indivíduo e o Estado, verdadeiro Leviatã que a cada dia o envolve em sua rede cada vez mais limitadora. A resposta foi a criação de direitos que a experiência e a história do homem colocou como imprescindíveis para a vida coletiva e individual. São os direitos humanos, que passaram a anteceder o Estado, impondo-lhe limitações e reservas. Entre eles e o Estado nasceu a liberdade moderna, com o necessário equilíbrio nem sempre fácil de obter.
Se há liberdade “plena”, ela se deturpa em libertinagem. Se não há liberdade, caímos no mundo das ditaduras em que o homem é apenas um ser que vive debaixo do tacão do Estado. Assemelha-se aos animais e reduz-se à vida não criativa, tornando-se mera unidade social.
[...]
SILVA, Antônio Álvares. Hoje em dia. Disponível em: < https://goo.gl/QCG3vf >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
Releia os trechos a seguir.
I. “Há dois caminhos para se conceituar ‘liberdade’.”
II. “[...] por mais que o homem se envolva nas teias limitadoras da sociedade [...]”
III. “[...] são dois parâmetros em que o homem se situa [...]”
IV. “[...] desde que superou a condição de nômade e se estabeleceu em território fixo [...]”
V. “Também aqui, criou-se um espaço, à custa de esforço [...]”
A palavra “se”, destacada nesses trechos, possui a mesma função sintática em:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 6 a 10.
A liberdade sempre foi um elemento fundamental da cultura ocidental, que tem nela toda sua sólida base cultural.
Há dois caminhos para se conceituar “liberdade”. O primeiro, de natureza filosófica, examina-a sob o prisma do determinismo e do livre-arbítrio. O homem, em sociedade, está sujeito a limitações permanentes. Sofre injustiças, é cerceado na sua espontaneidade. O Estado o envolve com seu manto quase sempre opressor.
Por outro lado, por mais que o homem se envolva nas teias limitadoras da sociedade, sobra-lhe sempre um espaço em que é autônomo para pensar e agir. Nele faz escolhas e exerce predileções. É sujeito responsável por tudo que faz. Livre-arbítrio e liberdade são dois parâmetros em que o homem se situa, ora limitado ou autônomo para agir.
O segundo caminho da liberdade é o jurídico. O homem, desde que superou a condição de nômade e se estabeleceu em território fixo, criou imediatamente normas que possibilitaram a convivência das tribos. Depois, com o correr dos séculos, em lenta, mas permanente evolução, criou o Estado para regular uma sociedade cada vez mais difícil e completa. Esta sociedade abafa e limita o indivíduo que é obrigado a ceder, para o interesse público e vontade coletiva, muito de sua liberdade.
Também aqui, criou-se um espaço, à custa de esforço, lutas e guerras entre o indivíduo e o Estado, verdadeiro Leviatã que a cada dia o envolve em sua rede cada vez mais limitadora. A resposta foi a criação de direitos que a experiência e a história do homem colocou como imprescindíveis para a vida coletiva e individual. São os direitos humanos, que passaram a anteceder o Estado, impondo-lhe limitações e reservas. Entre eles e o Estado nasceu a liberdade moderna, com o necessário equilíbrio nem sempre fácil de obter.
Se há liberdade “plena”, ela se deturpa em libertinagem. Se não há liberdade, caímos no mundo das ditaduras em que o homem é apenas um ser que vive debaixo do tacão do Estado. Assemelha-se aos animais e reduz-se à vida não criativa, tornando-se mera unidade social.
[...]
SILVA, Antônio Álvares. Hoje em dia. Disponível em: < https://goo.gl/QCG3vf >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“Depois, com o correr dos séculos, em lenta, mas permanente evolução, criou o Estado para regular uma sociedade cada vez mais difícil e completa.”
Esse trecho não pode, sem prejuízo de seu sentido original, ser reescrito da seguinte forma:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 6 a 10.
A liberdade sempre foi um elemento fundamental da cultura ocidental, que tem nela toda sua sólida base cultural.
Há dois caminhos para se conceituar “liberdade”. O primeiro, de natureza filosófica, examina-a sob o prisma do determinismo e do livre-arbítrio. O homem, em sociedade, está sujeito a limitações permanentes. Sofre injustiças, é cerceado na sua espontaneidade. O Estado o envolve com seu manto quase sempre opressor.
Por outro lado, por mais que o homem se envolva nas teias limitadoras da sociedade, sobra-lhe sempre um espaço em que é autônomo para pensar e agir. Nele faz escolhas e exerce predileções. É sujeito responsável por tudo que faz. Livre-arbítrio e liberdade são dois parâmetros em que o homem se situa, ora limitado ou autônomo para agir.
O segundo caminho da liberdade é o jurídico. O homem, desde que superou a condição de nômade e se estabeleceu em território fixo, criou imediatamente normas que possibilitaram a convivência das tribos. Depois, com o correr dos séculos, em lenta, mas permanente evolução, criou o Estado para regular uma sociedade cada vez mais difícil e completa. Esta sociedade abafa e limita o indivíduo que é obrigado a ceder, para o interesse público e vontade coletiva, muito de sua liberdade.
Também aqui, criou-se um espaço, à custa de esforço, lutas e guerras entre o indivíduo e o Estado, verdadeiro Leviatã que a cada dia o envolve em sua rede cada vez mais limitadora. A resposta foi a criação de direitos que a experiência e a história do homem colocou como imprescindíveis para a vida coletiva e individual. São os direitos humanos, que passaram a anteceder o Estado, impondo-lhe limitações e reservas. Entre eles e o Estado nasceu a liberdade moderna, com o necessário equilíbrio nem sempre fácil de obter.
Se há liberdade “plena”, ela se deturpa em libertinagem. Se não há liberdade, caímos no mundo das ditaduras em que o homem é apenas um ser que vive debaixo do tacão do Estado. Assemelha-se aos animais e reduz-se à vida não criativa, tornando-se mera unidade social.
[...]
SILVA, Antônio Álvares. Hoje em dia. Disponível em: < https://goo.gl/QCG3vf >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
Releia o excerto a seguir.
“O homem, desde que superou a condição de nômade e se estabeleceu em território fixo, criou imediatamente normas que possibilitaram a convivência das tribos.”
O trecho destacado desse excerto exerce sobre o restante da frase uma ideia:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 6 a 10.
A liberdade sempre foi um elemento fundamental da cultura ocidental, que tem nela toda sua sólida base cultural.
Há dois caminhos para se conceituar “liberdade”. O primeiro, de natureza filosófica, examina-a sob o prisma do determinismo e do livre-arbítrio. O homem, em sociedade, está sujeito a limitações permanentes. Sofre injustiças, é cerceado na sua espontaneidade. O Estado o envolve com seu manto quase sempre opressor.
Por outro lado, por mais que o homem se envolva nas teias limitadoras da sociedade, sobra-lhe sempre um espaço em que é autônomo para pensar e agir. Nele faz escolhas e exerce predileções. É sujeito responsável por tudo que faz. Livre-arbítrio e liberdade são dois parâmetros em que o homem se situa, ora limitado ou autônomo para agir.
O segundo caminho da liberdade é o jurídico. O homem, desde que superou a condição de nômade e se estabeleceu em território fixo, criou imediatamente normas que possibilitaram a convivência das tribos. Depois, com o correr dos séculos, em lenta, mas permanente evolução, criou o Estado para regular uma sociedade cada vez mais difícil e completa. Esta sociedade abafa e limita o indivíduo que é obrigado a ceder, para o interesse público e vontade coletiva, muito de sua liberdade.
Também aqui, criou-se um espaço, à custa de esforço, lutas e guerras entre o indivíduo e o Estado, verdadeiro Leviatã que a cada dia o envolve em sua rede cada vez mais limitadora. A resposta foi a criação de direitos que a experiência e a história do homem colocou como imprescindíveis para a vida coletiva e individual. São os direitos humanos, que passaram a anteceder o Estado, impondo-lhe limitações e reservas. Entre eles e o Estado nasceu a liberdade moderna, com o necessário equilíbrio nem sempre fácil de obter.
Se há liberdade “plena”, ela se deturpa em libertinagem. Se não há liberdade, caímos no mundo das ditaduras em que o homem é apenas um ser que vive debaixo do tacão do Estado. Assemelha-se aos animais e reduz-se à vida não criativa, tornando-se mera unidade social.
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SILVA, Antônio Álvares. Hoje em dia. Disponível em: < https://goo.gl/QCG3vf >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
Analise as afirmativas a seguir.
I. Sem liberdade, o homem torna-se um indivíduo sem vontade própria.
II. Os direitos humanos fazem um contraponto ao poder opressor do estado.
III. O homem cede parte de sua liberdade para viabilizar a vida em sociedade.
De acordo com o texto, estão corretas as afirmativas:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 6 a 10.
A liberdade sempre foi um elemento fundamental da cultura ocidental, que tem nela toda sua sólida base cultural.
Há dois caminhos para se conceituar “liberdade”. O primeiro, de natureza filosófica, examina-a sob o prisma do determinismo e do livre-arbítrio. O homem, em sociedade, está sujeito a limitações permanentes. Sofre injustiças, é cerceado na sua espontaneidade. O Estado o envolve com seu manto quase sempre opressor.
Por outro lado, por mais que o homem se envolva nas teias limitadoras da sociedade, sobra-lhe sempre um espaço em que é autônomo para pensar e agir. Nele faz escolhas e exerce predileções. É sujeito responsável por tudo que faz. Livre-arbítrio e liberdade são dois parâmetros em que o homem se situa, ora limitado ou autônomo para agir.
O segundo caminho da liberdade é o jurídico. O homem, desde que superou a condição de nômade e se estabeleceu em território fixo, criou imediatamente normas que possibilitaram a convivência das tribos. Depois, com o correr dos séculos, em lenta, mas permanente evolução, criou o Estado para regular uma sociedade cada vez mais difícil e completa. Esta sociedade abafa e limita o indivíduo que é obrigado a ceder, para o interesse público e vontade coletiva, muito de sua liberdade.
Também aqui, criou-se um espaço, à custa de esforço, lutas e guerras entre o indivíduo e o Estado, verdadeiro Leviatã que a cada dia o envolve em sua rede cada vez mais limitadora. A resposta foi a criação de direitos que a experiência e a história do homem colocou como imprescindíveis para a vida coletiva e individual. São os direitos humanos, que passaram a anteceder o Estado, impondo-lhe limitações e reservas. Entre eles e o Estado nasceu a liberdade moderna, com o necessário equilíbrio nem sempre fácil de obter.
Se há liberdade “plena”, ela se deturpa em libertinagem. Se não há liberdade, caímos no mundo das ditaduras em que o homem é apenas um ser que vive debaixo do tacão do Estado. Assemelha-se aos animais e reduz-se à vida não criativa, tornando-se mera unidade social.
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SILVA, Antônio Álvares. Hoje em dia. Disponível em: < https://goo.gl/QCG3vf >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
De acordo com o texto, a liberdade:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.
Tenho saudade da época em que devolver o troco errado era normal
Na minha infância, nos finais de semana, íamos à casa de nossos avós para uma visita. Enquanto o papai ouvia as histórias do vovô e a mamãe ajudava a vovó a passar o café, meu irmão e eu nos deliciávamos com o bolo de fubá. Mas a nossa maior expectativa era o que vinha depois do lanche: as moedinhas que o vovô nos dava para comprar doces no mercadinho da esquina.
Uma vez, voltei radiante após uma compra em que as moedas, misteriosamente, se multiplicaram: as balas não cabiam na minha mão. Mas meu avô, muito sério, me levou de volta ao bar para saber o que tinha acontecido.
Trinta anos depois, estava eu, havia 20 minutos, procurando por uma vaga em um estacionamento lotado. Então parei meu carro num local distante e fui caminhando até a entrada do shopping. Vi uma moça manobrar seu carro em uma vaga reservada para idosos. Ela estava junto com uma criança, e fiquei pensando no futuro adulto que aquela mãe está criando (talvez alguém que não dará valor para o que é certo e o que é errado).
A moça passou por mim, em seu mundinho pequeno, enquanto um enorme desânimo me abateu. Se eu tivesse parado em uma das vagas reservadas para idosos (muitas estavam vazias), provavelmente já teria pago a minha conta e teria tido tempo de almoçar antes de voltar para o trabalho. Senti raiva. Também me senti uma tola. Por fim, senti vergonha e senti falta do meu avô.
[...]
BEDONE, Rebeca. Revista bula. Disponível em: < https://goo.gl/3gy8q8 >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
São características do gênero textual desse texto, EXCETO:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.
Tenho saudade da época em que devolver o troco errado era normal
Na minha infância, nos finais de semana, íamos à casa de nossos avós para uma visita. Enquanto o papai ouvia as histórias do vovô e a mamãe ajudava a vovó a passar o café, meu irmão e eu nos deliciávamos com o bolo de fubá. Mas a nossa maior expectativa era o que vinha depois do lanche: as moedinhas que o vovô nos dava para comprar doces no mercadinho da esquina.
Uma vez, voltei radiante após uma compra em que as moedas, misteriosamente, se multiplicaram: as balas não cabiam na minha mão. Mas meu avô, muito sério, me levou de volta ao bar para saber o que tinha acontecido.
Trinta anos depois, estava eu, havia 20 minutos, procurando por uma vaga em um estacionamento lotado. Então parei meu carro num local distante e fui caminhando até a entrada do shopping. Vi uma moça manobrar seu carro em uma vaga reservada para idosos. Ela estava junto com uma criança, e fiquei pensando no futuro adulto que aquela mãe está criando (talvez alguém que não dará valor para o que é certo e o que é errado).
A moça passou por mim, em seu mundinho pequeno, enquanto um enorme desânimo me abateu. Se eu tivesse parado em uma das vagas reservadas para idosos (muitas estavam vazias), provavelmente já teria pago a minha conta e teria tido tempo de almoçar antes de voltar para o trabalho. Senti raiva. Também me senti uma tola. Por fim, senti vergonha e senti falta do meu avô.
[...]
BEDONE, Rebeca. Revista bula. Disponível em: < https://goo.gl/3gy8q8 >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
Os sentimentos a seguir estão presentes no relato da autora, EXCETO:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.
Tenho saudade da época em que devolver o troco errado era normal
Na minha infância, nos finais de semana, íamos à casa de nossos avós para uma visita. Enquanto o papai ouvia as histórias do vovô e a mamãe ajudava a vovó a passar o café, meu irmão e eu nos deliciávamos com o bolo de fubá. Mas a nossa maior expectativa era o que vinha depois do lanche: as moedinhas que o vovô nos dava para comprar doces no mercadinho da esquina.
Uma vez, voltei radiante após uma compra em que as moedas, misteriosamente, se multiplicaram: as balas não cabiam na minha mão. Mas meu avô, muito sério, me levou de volta ao bar para saber o que tinha acontecido.
Trinta anos depois, estava eu, havia 20 minutos, procurando por uma vaga em um estacionamento lotado. Então parei meu carro num local distante e fui caminhando até a entrada do shopping. Vi uma moça manobrar seu carro em uma vaga reservada para idosos. Ela estava junto com uma criança, e fiquei pensando no futuro adulto que aquela mãe está criando (talvez alguém que não dará valor para o que é certo e o que é errado).
A moça passou por mim, em seu mundinho pequeno, enquanto um enorme desânimo me abateu. Se eu tivesse parado em uma das vagas reservadas para idosos (muitas estavam vazias), provavelmente já teria pago a minha conta e teria tido tempo de almoçar antes de voltar para o trabalho. Senti raiva. Também me senti uma tola. Por fim, senti vergonha e senti falta do meu avô.
[...]
BEDONE, Rebeca. Revista bula. Disponível em: < https://goo.gl/3gy8q8 >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
É possível depreender que as moedas parecem se multiplicar na mão da autora porque:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.
Tenho saudade da época em que devolver o troco errado era normal
Na minha infância, nos finais de semana, íamos à casa de nossos avós para uma visita. Enquanto o papai ouvia as histórias do vovô e a mamãe ajudava a vovó a passar o café, meu irmão e eu nos deliciávamos com o bolo de fubá. Mas a nossa maior expectativa era o que vinha depois do lanche: as moedinhas que o vovô nos dava para comprar doces no mercadinho da esquina.
Uma vez, voltei radiante após uma compra em que as moedas, misteriosamente, se multiplicaram: as balas não cabiam na minha mão. Mas meu avô, muito sério, me levou de volta ao bar para saber o que tinha acontecido.
Trinta anos depois, estava eu, havia 20 minutos, procurando por uma vaga em um estacionamento lotado. Então parei meu carro num local distante e fui caminhando até a entrada do shopping. Vi uma moça manobrar seu carro em uma vaga reservada para idosos. Ela estava junto com uma criança, e fiquei pensando no futuro adulto que aquela mãe está criando (talvez alguém que não dará valor para o que é certo e o que é errado).
A moça passou por mim, em seu mundinho pequeno, enquanto um enorme desânimo me abateu. Se eu tivesse parado em uma das vagas reservadas para idosos (muitas estavam vazias), provavelmente já teria pago a minha conta e teria tido tempo de almoçar antes de voltar para o trabalho. Senti raiva. Também me senti uma tola. Por fim, senti vergonha e senti falta do meu avô.
[...]
BEDONE, Rebeca. Revista bula. Disponível em: < https://goo.gl/3gy8q8 >. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).
De acordo com o texto, não se pode afirmar:
O semiárido piauiense tem uma abrangência espacial da ordem de 150.454,25 km² (62,1% da área estadual), e uma quantidade de municípios variável, de acordo com algumas publicações, mas definida em 151 municípios pelo governo do Estado. Sobre o semiárido piauiense marque a alternativa INCORRETA.
O Piauí ainda é detentor de indicadores sociais e econômicos muito baixos, comparado com os outros Estados brasileiros. Cenário este que vem se modificando, se considerarmos o Valor Nominal do PIB do Estado nos últimos dez anos, conforme Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2011, realizada pela Fundação CEPRO. Sobre os indicadores econômicos, marque a alternativa CORRETA.
Sobre o desenvolvimento socioeconômico do espaço piauiense, pode-se considerar três fases da economia piauiense:
– Ao longo dos anos a agricultura e a pecuária extensiva predominaram;
– Posteriormente, o extrativismo vegetal, baseado nas ceras vegetais mostrou fase áurea da economia piauiense;
– Mais recente, com a última fronteira agrícola, a soja é predominante nos cerrados piauienses.
Considerando estas fases, leia as afirmativas e marque a alternativa CORRETA.
I - A estrutura econômica e social atual do Piauí é reflexo da forma que seu território foi colonizado e ocupado, basicamente pela pecuária e a produção agrícola de subsistência.
II - A decadência dos tradicionais mercados de gado nordestino na metade do século XVIII e as limitações próprias de uma economia de subsistência levou o Piauí a um período de estagnação econômica – cenário que só se modificou no início do século XIX com a implantação do extrativismo, no final do século XIX e, por mais de uma década, a borracha foi o principal produto de exportação do Piauí.
III - O crescimento econômico impulsionado pelo extrativismo também contou e conta com as ceras vegetais que manteve as exportações. Com o declínio do ciclo do extrativismo no Piauí, o Estado, em crise, não consegue recursos necessários para inserção produtiva no novo projeto de desenvolvimento nacional.
Sobre os cenários de desenvolvimento piauiense e as atividades econômicas em expansão, marque a alternativa INCORRETA.
O espaço piauiense se subdivide em quatro macrorregiões, considerando as características socioambientais: litoral, meionorte, semiárido e cerrado. Os cenários regionais de desenvolvimento se articulam em 12 territórios, considerando dois aspectos: as dinâmicas econômicas, sociais e ambientais e as vocações produtivas. Leia as afirmativas e marque a alternativa CORRETA sobre as condições naturais e econômicas, nos territórios de desenvolvimento.
I - Planicie Litorânea, com destaque para os rios Parnaíba e o Delta do Parnaíba, principal atrativo turístico, e a gastronomia e o artesanato favorecem a ocupação da mão de obra e promove a geração de renda para sua população. Outras atividades econômicas em destaque são: aquicultura, carcinicultura, a bovinocultura de leite, pesca artesanal, a agricultura familiar e a ovinocaprinocultura.
II - Entre Rios, evidenciado hidrograficamente pela bacia do rio Poti e seus afluentes. Na economia predomina a agricultura familiar com os cultivos tradicionais de arroz, milho, feijão e mandioca, presença de agroindústrias e a agricultura empresarial, na pecuária predomina a ovinocaprinocultura, a bovinocultura extensiva, avicultura e a apicultura.
III - Serra da Capivara, com destaque para os rios Piauí e São Lourenço, apresentando as Unidades de conservação: Parque Nacional Serra da Capivara e Parque Nacional Serra das Confusões. Economia pautada na agricultura familiar, produção e cultivo do caju, de milho, feijão e mandioca e criação de pequenos animais, especialmente, ovinocaprinos e abelhas. Outra atividade desenvolvida é o turismo arqueológico e produção do artesanato cerâmico.
O Nordeste brasileiro se define como domínio do semiárido com a ocorrência de várias superfícies planas e pouco dissecadas. Essas superfícies delimitam na paisagem diferentes níveis topográficos que influenciam diretamente na forma de uso e ocupação desta região. Sobre a região nordestina, é CORRETO afirmar:
O Brasil é um território de grande extensão, sendo uma das características que imprime uma significativa diversidade fisiográfica, que, por sua vez, influenciou um desenvolvimento econômico diferenciado. Sobre as diferentes realidades econômicas e sociais do território brasileiro, leia as afirmativas e marque a alternativa CORRETA.
As questões 32 e 33 referem-se aos domínios morfoclimáticos brasileiros propostos por Ab‘ Saber. Conhecer essa diferença de paisagens em sua fisiografia e variações nos padrões requer entender esta proposição.
A figura apresenta a proposição das sete faixas de domínios morfoclimáticos das paisagens brasileiras.
Marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a relação correspondente dos domínios.
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
( ) Domínio da Caatinga
( ) Domínio dos Mares de Morros
( ) Faixas de transição
( ) Domínio do Cerrado
( ) Domínio amazônico
( ) Domínio das Araucárias
( ) Domínio das Pradarias
As questões 32 e 33 referem-se aos domínios morfoclimáticos brasileiros propostos por Ab‘ Saber. Conhecer essa diferença de paisagens em sua fisiografia e variações nos padrões requer entender esta proposição.
Leia as afirmativas e marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a proposição.
I - Domínio morfoclimático e fitogeográfico é um conjunto espacial de certa ordem de grandeza territorial, onde ocorre um esquema coerente de feições de relevo, tipos de solo, formas de vegetação e condições climátiocohidrológicas.
II - Domínios espaciais de feições paisagísticas e ecológicas integradas que ocorrem em uma espécie de área principal, de certa dimensão e arranjo fisiográficas e biogeográficas que formam um complexo relativamente homogêneo e extensivo.
III - Entre os domínios morfoclimáticos podem ocorrer transições ou contato em mosaicos ou subtransições, ou ainda, faixas de transição entre uma paisagem e outra.
A mundialização da economia se caracteriza por um conjunto de processos que possibilitam produzir, distribuir e consumir bens e serviços. Os processos comuns são: valorização dos meios de produção, dos mercados mundiais, das organizações e da territorialidade econômica e tecnológica. Marque a alternativa que exemplifica CORRETAMENTE esses processos.
As mudanças ocorridas no mundo no final do século XX repercutem em transformações que são dimensionadas como alterações profundas na geopolítica mundial e consequentemente nos arranjos do espaço mundo. Sobre essas mudanças, leia atentamente as afirmativas e marque a alternativa CORRETA.
I - O desenvolvimento do capitalismo pós-segunda guerra mundial, com o processo de consolidação dos oligopólios internacionais, fortaleceu as empresas multinacionais e a economia capitalista, pois as empresas multinacionais redefinem as relações de produção, de trabalho e os novos mercados.
II - Os investimentos de capitais nas empresas multinacionais se constituem numa superestrutura de captação de capital, de fluxos, gerando as bases para a produção internacionalizada, que redundou no mercado mundial e de disputa entre as empresas nacionais e estrangeiras servindo de base para a economia mundializada.
III -A institucionalização dos organismos internacionais e os organismos supranacionais, bem como da estrutura em blocos econômicos são reflexos dos processos geopolíticos no mundo, desencadeados pelo sistema econômico característico do capitalismo concorrencial, combinado à formação do mercado mundial.