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Q3788606 Português
Não espalha

        Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.

        Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.

        Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.

        Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.

        Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.

        Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.

      O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.

        E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.

        Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.

        Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.

        Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.

        Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.

        − O que houve?

        − Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.

        Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?

        Há dias em que parece que você ama mais. Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.

        Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.

        Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:

        − Amar é só gostar de ficar junto, filha.

        Ela, inesperadamente, respondeu:

        − Então, eu te amo, pai, mas não espalha.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2024/11/29/nao-espalha
No trecho “...é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro...”, observa-se que tanto o verbo “preocupar-se” quanto o verbo “interessar-se” mantêm regência correta ao exigirem complemento preposicionado, ainda que a forma reflexiva seja desnecessária para assegurar a transitividade de ambos.
Alternativas
Q3788605 Português
Não espalha

        Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.

        Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.

        Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.

        Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.

        Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.

        Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.

      O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.

        E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.

        Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.

        Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.

        Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.

        Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.

        − O que houve?

        − Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.

        Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?

        Há dias em que parece que você ama mais. Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.

        Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.

        Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:

        − Amar é só gostar de ficar junto, filha.

        Ela, inesperadamente, respondeu:

        − Então, eu te amo, pai, mas não espalha.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2024/11/29/nao-espalha
No trecho “Temos que observar mais o exemplo do que as declarações”, a construção do período é sintaticamente correta, mas apresenta ambiguidade estrutural, uma vez que a oração subordinada introduzida por “do que” pode ser interpretada tanto como elemento comparativo quanto como adjunto adverbial de intensidade, o que compromete sua clareza sem o contexto ampliado.
Alternativas
Q3788604 Português
Não espalha

        Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.

        Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.

        Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.

        Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.

        Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.

        Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.

      O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.

        E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.

        Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.

        Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.

        Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.

        Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.

        − O que houve?

        − Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.

        Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?

        Há dias em que parece que você ama mais. Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.

        Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.

        Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:

        − Amar é só gostar de ficar junto, filha.

        Ela, inesperadamente, respondeu:

        − Então, eu te amo, pai, mas não espalha.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2024/11/29/nao-espalha
O texto "Não espalha", de Fabrício Carpinejar, embora discorra sobre o amor, fundamenta-se em uma crítica sutil ao imediatismo emocional das relações modernas, ao passo que, paradoxalmente, defende o uso reiterado da expressão "eu te amo" como demonstração inequívoca de afeto, o que evidencia uma contradição intencional do autor para provocar o leitor.
Alternativas
Q3788353 Nutrição
A inclusão da merendeira no planejamento pedagógico é uma iniciativa inovadora e recomendável, mas não encontra respaldo legal nas diretrizes nacionais de alimentação escolar, uma vez que sua atuação é estritamente operacional. 
Alternativas
Q3788352 Nutrição
A construção de um ambiente escolar saudável passa também pela promoção de boas relações de trabalho entre a equipe da cozinha e os demais profissionais, sendo esperado da merendeira comportamento cooperativo, proativo e ético em suas relações diárias.
Alternativas
Q3788351 Nutrição
Para manter a temperatura adequada dos alimentos quentes durante a distribuição da merenda, é permitido o uso de toalhas ou panos limpos sobre as panelas, como forma improvisada de retenção térmica, desde que não entrem em contato direto com os alimentos.
Alternativas
Q3788350 Nutrição
As diretrizes do PNAE recomendam que a alimentação escolar contribua para a formação de hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis, o que inclui a redução de alimentos ultraprocessados, mesmo quando esses itens estiverem previstos em doações eventuais.
Alternativas
Q3788349 Nutrição
Quando há grande volume de alimentos em estoque, a conferência da validade pode ser feita por amostragem, especialmente se a merendeira estiver sobrecarregada de tarefas e com prazos reduzidos.
Alternativas
Q3788348 Nutrição
Na distribuição da merenda escolar, crianças com deficiência física que dificultem o acesso ao refeitório devem ter prioridade no atendimento, podendo ser servidas diretamente na sala de aula, desde que a merendeira esteja acompanhada de um auxiliar e use EPIs completos.
Alternativas
Q3788347 Nutrição
Durante inspeção da Vigilância Sanitária, é considerado infração média encontrar alimentos em temperatura ambiente fora da faixa de segurança por mais de 2 horas, mesmo que ainda não apresentem sinais de deterioração aparente. 
Alternativas
Q3788346 Nutrição
O uso de produtos de limpeza com odor forte na higienização de utensílios da merenda pode ser tolerado, desde que o enxágue final seja abundante, evitando que resíduos químicos permaneçam nos materiais.
Alternativas
Q3788345 Nutrição
Embora o ambiente escolar não seja uma unidade hospitalar, a cozinha da escola deve seguir princípios semelhantes aos de um serviço de nutrição clínica, especialmente no que diz respeito à manipulação de alimentos para crianças com necessidades especiais ou doenças crônicas.
Alternativas
Q3788344 Nutrição
A adoção de práticas sustentáveis no ambiente da cozinha escolar, como o uso de composteiras para cascas e resíduos vegetais, além de contribuir com o meio ambiente, pode ser articulada com projetos pedagógicos integradores, desde que haja capacitação mínima da equipe de merendeiras.
Alternativas
Q3788343 Nutrição
Em um ambiente escolar onde a cozinha é próxima do refeitório, é considerado aceitável que a merendeira realize o transporte de panelas quentes sem luvas térmicas, caso o trajeto seja inferior a 5 metros e não haja obstáculos ou outras pessoas circulando.
Alternativas
Q3788342 Nutrição
Segundo o PNAE, é obrigatória a oferta de cardápios diversificados que atendam às especificidades culturais e religiosas dos alunos. No entanto, não é obrigatória a adequação às intolerâncias alimentares, como à lactose ou ao glúten, quando esses casos forem isolados e não houver laudo médico.
Alternativas
Q3788341 Nutrição
Em escolas públicas, o armazenamento de hortaliças em caixas plásticas perfuradas, organizadas sobre prateleiras de aço galvanizado com altura mínima de 15 cm do chão, ventiladas e afastadas da parede, está de acordo com os padrões higiênico-sanitários preconizados para a merenda escolar.
Alternativas
Q3788340 Nutrição
A separação de alimentos crus e cozidos durante o armazenamento e o preparo é uma das medidas mais eficazes na prevenção de DTAs, sendo inclusive exigência expressa nas normas da Anvisa e do Ministério da Saúde.
Alternativas
Q3788339 Nutrição
No planejamento das atividades da merendeira, é considerado aceitável que, na ausência temporária de um ingrediente, o mesmo seja substituído por outro de valor calórico equivalente, sem comunicação prévia à nutricionista, desde que o novo alimento esteja disponível no estoque e seja bem aceito pelos alunos. 
Alternativas
Q3788338 Nutrição
A atuação ética da merendeira envolve, entre outras coisas, manter discrição ao lidar com informações de alunos que apresentam restrições alimentares, evitando expô-los na frente dos colegas ou comentar sobre suas limitações com outros funcionários.
Alternativas
Q3788337 Nutrição
Durante uma capacitação, uma nutricionista orientou que a introdução de frutas regionais no cardápio escolar é incentivada pelo PNAE como forma de fortalecer a agricultura familiar e promover a valorização cultural. No entanto, a substituição de frutas por outras da mesma safra não é permitida, mesmo que mantenha o valor nutricional.
Alternativas
Respostas
14681: E
14682: C
14683: E
14684: E
14685: C
14686: E
14687: C
14688: E
14689: C
14690: C
14691: E
14692: C
14693: C
14694: E
14695: E
14696: C
14697: C
14698: E
14699: C
14700: E