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Q4011884 Fonoaudiologia
A disfagia orofaríngea é uma condição complexa que pode levar a graves complicações respiratórias e nutricionais, exigindo um Projeto Terapêutico Singular coordenado pela equipe de saúde. Com base na redação atual do Caderno 27 do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4011883 Fonoaudiologia

As dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita podem refletir questões pedagógicas, biológicas ou psicossociais, exigindo uma análise intersetorial. Considerando o manejo dessas situações na Atenção Básica, analise as afirmativas a seguir.



I. O fonoaudiólogo deve articular parcerias com o setor de educação para apoiar o reconhecimento de dificuldades de leitura e escrita, evitando a medicalização de inadequações escolares.


II. O diagnóstico de transtornos da escrita deve focar no déficit biológico da criança, desconsiderando as condições de vida da família e os determinantes sociais da saúde.


III. A intervenção nos distúrbios da linguagem escrita deve propiciar a inclusão social, garantindo o direito de crianças com dificuldades frequentarem o ensino público regular.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4004775 Fonoaudiologia
Criança de 2 anos com perda auditiva neurossensorial bilateral confirmada necessita de avaliação funcional auditiva para planejamento terapêutico. Acerca do caso, o instrumento utilizado para avaliar o uso significativo do som nessa faixa etária por meio de relato dos cuidadores é: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000697 Fonoaudiologia
Pacientes idosos, usuários de próteses dentárias totais, podem apresentar alterações funcionais do sistema estomatognático, especialmente no período inicial de adaptação. Considerando a atuação fonoaudiológica na avaliação da motricidade orofacial nesses casos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000696 Fonoaudiologia
Várias manobras auxiliam no tratamento das disfagias orofaríngeas. A manobra que tem como objetivo aumentar o movimento de posteriorização da base da língua com a parede posterior da faringe é conhecida como:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000695 Fonoaudiologia
A terapia fonoaudiológica dos casos de paralisia de prega vocal, de um modo geral, tem como princípio favorecer o fechamento glótico. Assinale a alternativa que apresenta um exemplo dessa abordagem:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000694 Fonoaudiologia
Muitos déficits comportamentais também são observados em indivíduos diagnosticados com outros distúrbios, incluindo perda auditiva periférica, distúrbios de linguagem e distúrbios cognitivos. Os déficits funcionais, observados em indivíduos com transtorno do processamento auditivo central, derivam de: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000693 Fonoaudiologia
A Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) envolve símbolos, recursos, estratégias e técnicas que compõem um sistema funcional para pessoas com Necessidades Complexas de Comunicação (NCC). Nesse contexto, analise as alternativas a seguir e assinale a correta: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000692 Fonoaudiologia
A atuação fonoaudiológica no Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve considerar a heterogeneidade clínica e eventuais comorbidades. Com base em práticas baseadas em evidências, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000691 Fonoaudiologia
A prova de imitação de palavras pode ser utilizada na avaliação dos transtornos dos sons da fala quando crianças pequenas não apresentam vocabulário suficiente para produzir a palavra-alvo ou evitam determinadas produções em tarefas de fala espontânea. Nesse contexto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3999894 Fonoaudiologia
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma condição musculoesquelética de alta prevalência, afetando de 15% a 30% da população adulta brasileira, com maior incidência entre mulheres e impacto direto sobre funções estomatognáticas, como mastigação, deglutição, fala e mobilidade mandibular (Brasil, 2022). Estudos recentes também apontam que fatores musculares, articulares e psicossociais interagem no desenvolvimento e manutenção da DTM, tornando o manejo interdisciplinar um componente essencial da abordagem terapêutica (Nascimento et al., 2024).
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
NASCIMENTO, Lucas Mateus do; CHIANCA, Rafaelly Domingos Campos de Souza; SILVA, Ricardo Felipe Ferreira da; MENDONÇA, Luana da Rocha Alves. Estudo das diferentes formas de tratamento para disfunções temporomandibulares. Revista Ciência Plural, [S. l.], v. 10, n. 2, p. 1–14, 2024.
Com base nessas informações e considerando o tratamento para disfunções temporomandibulares, analise as afirmações a seguir.

I- A efetividade das intervenções em DTM é condicionada por uma avaliação integrada das funções estomatognáticas, pois padrões mastigatórios, amplitude e controle da mobilidade mandibular e características neuromusculares influenciam as opções e os resultados terapêuticos.
II- Entre as abordagens conservadoras recomendadas na literatura, destacam-se exercícios musculares direcionados, técnicas manuais e de mobilização articular, assim como medidas termoterápicas, podendo tais recursos ser combinados de forma adaptada ao perfil clínico do paciente.
III- A condução terapêutica pode ser estabelecida de maneira autônoma por profissionais treinados em terapia orofacial, desde que se mantenha uma avaliação funcional rigorosa e critérios clínicos adequados ao acompanhamento do paciente.
IV- Elementos psicoemocionais, como estressores crônicos e padrões de ansiedade, são fatores que podem modular a dor orofacial e contribuir para a manutenção ou exacerbação dos sintomas, devendo ser considerados na avaliação e no planejamento terapêutico.
V- As placas oclusais são descritas como recurso integrante do arsenal conservador para DTM, indicadas em situações nas quais se busca reduzir sobrecargas oclusais, modular atividade muscular e proteger estruturas articulares, frequentemente em combinação com outras medidas.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3999893 Fonoaudiologia
A Organização Mundial da Saúde (OMS), no Global Report on Assistive Technology (WHO; UNICEF, 2022), estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo necessitam de tecnologia assistiva, e esse número pode dobrar até 2050 devido ao envelhecimento populacional e ao aumento das condições crônicas que impactam comunicação, mobilidade e autonomia. No Brasil, estudos de Alves et al. (2009) mostram que a tecnologia assistiva desempenha papel fundamental na promoção da funcionalidade ao apoiar comunicação suplementar e alternativa, acesso à leitura e escrita, otimização sensorial e adaptação de tarefas em diversos contextos da Fonoaudiologia.
Fonte: ALVES, C. C,; MONTEIRO, G. B,; RABELLO, S,; GASPARETTO, M.E,; CARVALHO, K. M. Assistive technology applied to education of students with visual impairment. Rev Panam Salud Publica, v. 26, n. 2, p. 148-152, ago. 2009. DOI: 10.1590/s1020-49892009000800007. PMID: 19814894.
MONTEIRO, M. M. B.; MONTILHA, R. C. I.; GASPARETTO, M. E. R. F. O trabalho fonoaudiológico e a linguagem escrita de pessoas com baixa visão: estudo exploratório. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 17, n. 1, p. 121–136, jan./abr. 2011.
WORLD HEALTH ORGANIZATION; UNICEF. Global Report on Assistive Technology. Geneva: WHO, 2022.

A partir desse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- A tecnologia assistiva utilizada na Fonoaudiologia é composta principalmente por recursos estruturados em plataformas digitais e programas informatizados, sendo estes considerados a base das intervenções voltadas à ampliação de habilidades comunicativas e de acesso à linguagem.
PORQUE
II- A tecnologia assistiva abrange um conjunto diversificado de recursos, estratégias e serviços ópticos, não ópticos, digitais ou analógicos destinados a promover autonomia, participação e desempenho funcional de pessoas com diferentes necessidades comunicativas.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3999892 Fonoaudiologia
Texto III

Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.

Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.

Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).

Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.

Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.


Escore funcional:

- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale – Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48

- ALSFRS-R – subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12

- Escala de Plaitakis – domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
Os estudos de Albuquerque, Pernambuco e Lopes (2022) sobre Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) destacam que as alterações da deglutição podem ocorrer em praticamente todos os pacientes ao longo da evolução da doença, exigindo intervenções multidisciplinares que priorizem segurança alimentar e redução do risco aspirativo.
Fonte: ALBUQUERQUE, K. M. F.; PERNAMBUCO, L.; LOPES, L. W. Impacto do tratamento medicamentoso na voz, fala e deglutição de pacientes com esclerose lateral amiotrófica: revisão sistemática.Audiology Communication Research, v.27, e2999, p. 1-9, 2022.

Considerando o caso do Senhor Marcos e a conduta fonoaudiológica para manejo da disfagia, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999891 Fonoaudiologia
Texto III

Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.

Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.

Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).

Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.

Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.


Escore funcional:

- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale – Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48

- ALSFRS-R – subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12

- Escala de Plaitakis – domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
De acordo com Chieia et al., (2010), bem como Brown e Al-Chalabi, (2017), a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é a doença do neurônio motor mais comum, apesar de rara, apresentando incidência estimada entre 1,5 e 3 casos por 100.000 habitantes ao ano, com evolução que frequentemente compromete voz, fala e deglutição.
Fonte: BROWN, R. H.; AL-CHALABI, A. Amyotrophic lateral sclerosis. The New England Journal of Medicine, v. 377, n. 2, p. 162–172, 2017.
CHIEIA, M. A. T. et al. Amyotrophic lateral sclerosis in Brazil: regional and demographic differences in a heterogeneous population. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 68, n. 2, p. 263–268, 2010.

Considerando o caso do Senhor Marcos, descrito no texto III, no que diz respeito ao manejo fonoaudiológico da voz diante do estágio atual da doença, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999890 Fonoaudiologia
Um estudo feito por Reis et al. (2024) demonstrou que profissionais da voz, como professores, cantores e teleatendentes, apresentam alta prevalência de sintomas decorrentes do uso intensivo da voz, incluindo fadiga vocal. Esta realidade intensificou pesquisas e diretrizes clínicas publicadas para discutir o uso da fotobiomodulação (FBM) como recurso tecnológico potencialmente aplicável à habilitação e reabilitação vocal, considerando seus possíveis efeitos fisiológicos, bem como as limitações metodológicas ainda existentes.
Fonte: REIS, A. S. B. F. et al. Fadiga vocal de professores brasileiros da rede pública: prevalência e autorreferência. Audiol Commun Res., v. 29, e2933, p. 1-8, 2024.

Essas discussões enfatizam princípios amplamente reconhecidos na área da voz, como o caráter multifatorial das disfonias, a centralidade da terapia vocal comportamental, a necessidade de formação específica para o uso de dispositivos terapêuticos e a prudência diante de condições vocais complexas.

Com base nesses princípios, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999889 Fonoaudiologia
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS, 2019), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), estima-se que, no Brasil, mais de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de deficiência auditiva e uma parcela significativa desse grupo depende de políticas públicas que promovam autonomia, mobilidade e acessibilidade, entre elas os benefícios fiscais destinados a pessoas com deficiência, como isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), reconhecidos pelo Ministério Público Federal e previstos na legislação brasileira (Lei nº 8.989/1995 e normativos correlatos). Esses mecanismos configuram ações estatais voltadas à equidade, inclusão e acessibilidade que impactam diretamente a vida da pessoa com deficiência auditiva, dialogando diretamente com a atuação do fonoaudiólogo ao favorecer condições para que o indivíduo exerça sua autonomia e usufrua de direitos previstos em políticas públicas inclusivas.
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIAE ESTATÍSTICA(IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: Ciclos de Vida. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.

Considerando o papel da Fonoaudiologia para a orientação dos usuários com deficiência auditiva no âmbito da saúde coletiva e das políticas públicas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999888 Fonoaudiologia
O processo de envelhecimento tem impacto generalizado sobre o organismo humano, ocasionando também degeneração dos órgãos vestibulares periféricos, fator que aumenta a probabilidade de deslocamento de otocônias, o qual ajuda a explicar a maior incidência de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) em idosos. E recentemente, Hõhn, Sheldon e Bézier (2019) reforçaram a informação de que mecanismos de canalitíase no canal semicircular posterior são responsáveis pela maioria dos quadros clínicos, e que manobras de reposicionamento canalicular seguem como primeira linha de tratamento. Estas informações foram localizadas a partir da busca de fundamentação teórica para oferecer suporte terapêutico em um ambulatório público para Nilda, uma paciente de 72 anos, que relata vertigem breve e rotatória ao virar na cama e ao estender a cabeça para trás. A manobra de Dix-Hallpike evoca vertigem intensa e nistagmo torsional hiperbatido em direção ao ouvido examinado, compatível com VPPB de canal semicircular posterior por canalitíase.
Fonte: HÖHN, S.; SHELDON, M.; BÉZIER, M. Cupulolithiasis vs canalolithiasis in posterior canal BPPV: diagnostic challenges. European Archives of Oto-RhinoLaryngology, v. 276, n. 5, p. 1531–1538, 2019.

Considerando as recomendações atuais para avaliação e manejo da VPPB, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999886 Fonoaudiologia
Em estudo realizado na cidade de São Paulo, Oiticica e Bittar (2015) identificaram que aproximadamente 22% da população adulta relatou zumbido, reforçando sua relevância epidemiológica para a saúde pública municipal. As informações desta pesquisa foram relembradas durante o atendimento de um paciente de 56 anos, trabalhador industrial exposto a ruído ocupacional que procurou acompanhamento no serviço municipal de fonoaudiologia, que passou a adotar um protocolo ampliado com medidas psicoacústicas do zumbido e investigação do Limiar de Desconforto Auditivo (LDA).
Fonte: OITICICA, Jeanne; BITTAR, Roseli Saraiva Moreira. Prevalência de zumbido na população adulta da cidade de São Paulo. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, São Paulo, v. 81, n. 2, p. 167–177, 2015.

Durante a avaliação, o paciente descreve o zumbido como contínuo e unilateral, dificuldade em identificar sua qualidade sonora e incômodo exacerbado a sons de intensidade moderada. Considerando a prática clínica e a literatura técnico-científica, analise as afirmativas abaixo.
I- As medidas psicoacústicas do zumbido podem ser aplicadas normalmente mesmo quando o zumbido é pulsátil, desde que o paciente consiga descrever sua intensidade.
II- A pesquisa da intensidade e da frequência do zumbido deve sempre ser realizada na orelha ipsilateral, independentemente de o sintoma ser unilateral ou bilateral.
III- Em zumbidos descritos como ruídos complexos (como chiado, cachoeira ou mistura de sons), recomenda-se iniciar a aproximação do estímulo utilizando ruído branco (white noise) ou ruído de banda estreita para facilitar a correspondência perceptiva.
IV- O Limiar Mínimo de Mascaramento (LMM) deve ser pesquisado na orelha ipsilateral ao zumbido, utilizando apresentação ascendente de estímulos; em zumbidos de origem coclear, costuma ser encontrado entre 5 e 10 dB acima do limiar tonal.
V- O LDA tem como objetivo determinar o limiar de dor auditiva do paciente e, por isso, deve ser conduzido com incrementos até que o paciente relate dor física evidente.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3999884 Fonoaudiologia
Em um município da Baixada Fluminense, mães de crianças menores de seis anos relataram grande dificuldade no acesso a especialistas em saúde mental, atendimentos rápidos e com pouca troca de informações, além de prescrições frequentes de psicotrópicos, muitas vezes em doses altas para a faixa etária. Todas as crianças foram diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) após consultas breves, e as mães relataram sobrecarga, frustração com a medicação e ausência de orientações claras.
Segundo o estudo de Zen (2024), as intervenções não farmacológicas, especialmente fonoaudiologia e terapia ocupacional, foram apresentadas pelos profissionais como a “grande solução”, mas a maioria das famílias não conseguiu acesso a elas devido à indisponibilidade na rede pública e ao custo elevado. A falta de suporte estatal, a precariedade material e a sobrecarga do cuidado contribuíram para que o uso de medicamentos se tornasse, para muitas famílias, uma alternativa desesperada.
Fonte: ZEN, Daniel. “A culpa é da mãe?”: vozes de mulheres de um município da Baixada Fluminense sobre a prescrição de psicotrópicos para seus filhos pequenos. 2024. 143 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) — Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.

Com base no cenário apresentado, sobre um dos princípios fundamentais para a atuação do fonoaudiólogo na interface entre Fonoaudiologia e Saúde Mental, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999883 Fonoaudiologia
Texto II

Acidente de Herbert Vianna e implicações fonoaudiológicas

No dia 4 de fevereiro de 2001, o cantor e compositor Herbert Vianna, vocalista do Paralamas do Sucesso, sofreu um grave acidente quando o ultraleve que pilotava caiu no mar, em Mangaratiba (RJ). No impacto, sua esposa faleceu no local, e Herbert foi resgatado em estado crítico, sendo encaminhado para uma longa internação hospitalar.

Durante o período de internação, Herbert permaneceu em coma por cerca de 40 dias, evoluindo posteriormente com sequelas físicas e neurológicas significativas decorrentes do trauma cranioencefálico. Relatos médicos e boletins da época indicam que, ao retomar a consciência, ele apresentou alterações de linguagem: inicialmente, não utilizava o português, passando a se comunicar em línguas estrangeiras que já conhecia anteriormente. Segundo o neurologista responsável, esse fenômeno poderia ocorrer em quadros neurológicos pós-trauma.

Ao longo da reabilitação, Herbert enfrentou um processo gradual de reaprendizado, necessitando recuperar habilidades de fala, comunicação e também aspectos relacionados à música, como tocar instrumentos e cantar, atividades centrais à sua vida profissional.

Fonte: MIRANDA, Igor. Como aconteceu o acidente de ultraleve de Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso. Folha de São Paulo, São Paulo, 5 fev. 2021. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff052200101.htm. Acesso em: 27 mar. 2026. 
O cantor Herbert Vianna sofreu, em 4 de fevereiro de 2001, um acidente com ultraleve que provocou traumatismo cranioencefálico grave. Após longo período em coma e internação hospitalar, ele despertou com sequelas neurológicas significativas, especialmente alterações na linguagem e comunicação, sendo necessário passar por reabilitação, reaprendendo a falar e a retomar habilidades comunicativas e musicais.
Estudos de Carteri e Silva (2021) apontam que, no Brasil, a cada ano, milhares de pessoas são hospitalizadas por Traumatismo Cranioencefálico (TCE): entre 2008 e 2019, a média foi de aproximadamente 131.015 internações anuais por TCE, com uma incidência de cerca de 65,5 casos por 100 mil habitantes/ano.
Fonte: SOUZA, Thiago Ramos; REGIS, Andressa Cardoso; FONSECA, Eduardo José; MOURA, Denilson Gomes; OLIVEIRA, Cláudio Moreira de; OLIVEIRA, Tagliani. Epidemiology of traumatic brain injury in Brazil.PLoSONE, v. 16, n. 7, 2021. CARTERI, M.; SILVA, C.S. Traumatismo cranioencefálico: uma revisão de literatura. Research Gate, 2021. Disponível em: researchgate.net/publication/379974981_Traumatismo_Cranioencefalico_Uma_Revisao_de_Literatura. Acesso em: 27 mar. 2026.

Considerando esse cenário e os impactos de um TCE grave sobre a linguagem e a comunicação, evidenciados no caso clínico descrito no texto II, bem como a relevância epidemiológica da condição, na fase aguda pós-lesão, em relação à conduta do fonoaudiólogo responsável pela avaliação e intervenção, é CORRETO afirmar que compete ao profissional:
Alternativas
Respostas
201: C
202: A
203: E
204: B
205: A
206: A
207: D
208: D
209: A
210: E
211: A
212: B
213: E
214: C
215: A
216: A
217: C
218: B
219: E
220: C