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As dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita podem refletir questões pedagógicas, biológicas ou psicossociais, exigindo uma análise intersetorial. Considerando o manejo dessas situações na Atenção Básica, analise as afirmativas a seguir.
I. O fonoaudiólogo deve articular parcerias com o setor de educação para apoiar o reconhecimento de dificuldades de leitura e escrita, evitando a medicalização de inadequações escolares.
II. O diagnóstico de transtornos da escrita deve focar no déficit biológico da criança, desconsiderando as condições de vida da família e os determinantes sociais da saúde.
III. A intervenção nos distúrbios da linguagem escrita deve propiciar a inclusão social, garantindo o direito de crianças com dificuldades frequentarem o ensino público regular.
Está correto o que se afirma em:
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
NASCIMENTO, Lucas Mateus do; CHIANCA, Rafaelly Domingos Campos de Souza; SILVA, Ricardo Felipe Ferreira da; MENDONÇA, Luana da Rocha Alves. Estudo das diferentes formas de tratamento para disfunções temporomandibulares. Revista Ciência Plural, [S. l.], v. 10, n. 2, p. 1–14, 2024.
Com base nessas informações e considerando o tratamento para disfunções temporomandibulares, analise as afirmações a seguir.
I- A efetividade das intervenções em DTM é condicionada por uma avaliação integrada das funções estomatognáticas, pois padrões mastigatórios, amplitude e controle da mobilidade mandibular e características neuromusculares influenciam as opções e os resultados terapêuticos.
II- Entre as abordagens conservadoras recomendadas na literatura, destacam-se exercícios musculares direcionados, técnicas manuais e de mobilização articular, assim como medidas termoterápicas, podendo tais recursos ser combinados de forma adaptada ao perfil clínico do paciente.
III- A condução terapêutica pode ser estabelecida de maneira autônoma por profissionais treinados em terapia orofacial, desde que se mantenha uma avaliação funcional rigorosa e critérios clínicos adequados ao acompanhamento do paciente.
IV- Elementos psicoemocionais, como estressores crônicos e padrões de ansiedade, são fatores que podem modular a dor orofacial e contribuir para a manutenção ou exacerbação dos sintomas, devendo ser considerados na avaliação e no planejamento terapêutico.
V- As placas oclusais são descritas como recurso integrante do arsenal conservador para DTM, indicadas em situações nas quais se busca reduzir sobrecargas oclusais, modular atividade muscular e proteger estruturas articulares, frequentemente em combinação com outras medidas.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: ALVES, C. C,; MONTEIRO, G. B,; RABELLO, S,; GASPARETTO, M.E,; CARVALHO, K. M. Assistive technology applied to education of students with visual impairment. Rev Panam Salud Publica, v. 26, n. 2, p. 148-152, ago. 2009. DOI: 10.1590/s1020-49892009000800007. PMID: 19814894.
MONTEIRO, M. M. B.; MONTILHA, R. C. I.; GASPARETTO, M. E. R. F. O trabalho fonoaudiológico e a linguagem escrita de pessoas com baixa visão: estudo exploratório. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 17, n. 1, p. 121–136, jan./abr. 2011.
WORLD HEALTH ORGANIZATION; UNICEF. Global Report on Assistive Technology. Geneva: WHO, 2022.
A partir desse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- A tecnologia assistiva utilizada na Fonoaudiologia é composta principalmente por recursos estruturados em plataformas digitais e programas informatizados, sendo estes considerados a base das intervenções voltadas à ampliação de habilidades comunicativas e de acesso à linguagem.
PORQUE
II- A tecnologia assistiva abrange um conjunto diversificado de recursos, estratégias e serviços ópticos, não ópticos, digitais ou analógicos destinados a promover autonomia, participação e desempenho funcional de pessoas com diferentes necessidades comunicativas.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Fonte: ALBUQUERQUE, K. M. F.; PERNAMBUCO, L.; LOPES, L. W. Impacto do tratamento medicamentoso na voz, fala e deglutição de pacientes com esclerose lateral amiotrófica: revisão sistemática.Audiology Communication Research, v.27, e2999, p. 1-9, 2022.
Considerando o caso do Senhor Marcos e a conduta fonoaudiológica para manejo da disfagia, é CORRETO afirmar que:
Fonte: BROWN, R. H.; AL-CHALABI, A. Amyotrophic lateral sclerosis. The New England Journal of Medicine, v. 377, n. 2, p. 162–172, 2017.
CHIEIA, M. A. T. et al. Amyotrophic lateral sclerosis in Brazil: regional and demographic differences in a heterogeneous population. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 68, n. 2, p. 263–268, 2010.
Considerando o caso do Senhor Marcos, descrito no texto III, no que diz respeito ao manejo fonoaudiológico da voz diante do estágio atual da doença, é CORRETO afirmar que:
Fonte: REIS, A. S. B. F. et al. Fadiga vocal de professores brasileiros da rede pública: prevalência e autorreferência. Audiol Commun Res., v. 29, e2933, p. 1-8, 2024.
Essas discussões enfatizam princípios amplamente reconhecidos na área da voz, como o caráter multifatorial das disfonias, a centralidade da terapia vocal comportamental, a necessidade de formação específica para o uso de dispositivos terapêuticos e a prudência diante de condições vocais complexas.
Com base nesses princípios, é CORRETO afirmar que:
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIAE ESTATÍSTICA(IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: Ciclos de Vida. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.
Considerando o papel da Fonoaudiologia para a orientação dos usuários com deficiência auditiva no âmbito da saúde coletiva e das políticas públicas, é CORRETO afirmar que:
Fonte: HÖHN, S.; SHELDON, M.; BÉZIER, M. Cupulolithiasis vs canalolithiasis in posterior canal BPPV: diagnostic challenges. European Archives of Oto-RhinoLaryngology, v. 276, n. 5, p. 1531–1538, 2019.
Considerando as recomendações atuais para avaliação e manejo da VPPB, é CORRETO afirmar que:
Fonte: OITICICA, Jeanne; BITTAR, Roseli Saraiva Moreira. Prevalência de zumbido na população adulta da cidade de São Paulo. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, São Paulo, v. 81, n. 2, p. 167–177, 2015.
Durante a avaliação, o paciente descreve o zumbido como contínuo e unilateral, dificuldade em identificar sua qualidade sonora e incômodo exacerbado a sons de intensidade moderada. Considerando a prática clínica e a literatura técnico-científica, analise as afirmativas abaixo.
I- As medidas psicoacústicas do zumbido podem ser aplicadas normalmente mesmo quando o zumbido é pulsátil, desde que o paciente consiga descrever sua intensidade.
II- A pesquisa da intensidade e da frequência do zumbido deve sempre ser realizada na orelha ipsilateral, independentemente de o sintoma ser unilateral ou bilateral.
III- Em zumbidos descritos como ruídos complexos (como chiado, cachoeira ou mistura de sons), recomenda-se iniciar a aproximação do estímulo utilizando ruído branco (white noise) ou ruído de banda estreita para facilitar a correspondência perceptiva.
IV- O Limiar Mínimo de Mascaramento (LMM) deve ser pesquisado na orelha ipsilateral ao zumbido, utilizando apresentação ascendente de estímulos; em zumbidos de origem coclear, costuma ser encontrado entre 5 e 10 dB acima do limiar tonal.
V- O LDA tem como objetivo determinar o limiar de dor auditiva do paciente e, por isso, deve ser conduzido com incrementos até que o paciente relate dor física evidente.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Segundo o estudo de Zen (2024), as intervenções não farmacológicas, especialmente fonoaudiologia e terapia ocupacional, foram apresentadas pelos profissionais como a “grande solução”, mas a maioria das famílias não conseguiu acesso a elas devido à indisponibilidade na rede pública e ao custo elevado. A falta de suporte estatal, a precariedade material e a sobrecarga do cuidado contribuíram para que o uso de medicamentos se tornasse, para muitas famílias, uma alternativa desesperada.
Fonte: ZEN, Daniel. “A culpa é da mãe?”: vozes de mulheres de um município da Baixada Fluminense sobre a prescrição de psicotrópicos para seus filhos pequenos. 2024. 143 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) — Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.
Com base no cenário apresentado, sobre um dos princípios fundamentais para a atuação do fonoaudiólogo na interface entre Fonoaudiologia e Saúde Mental, é CORRETO afirmar que:
Estudos de Carteri e Silva (2021) apontam que, no Brasil, a cada ano, milhares de pessoas são hospitalizadas por Traumatismo Cranioencefálico (TCE): entre 2008 e 2019, a média foi de aproximadamente 131.015 internações anuais por TCE, com uma incidência de cerca de 65,5 casos por 100 mil habitantes/ano.
Fonte: SOUZA, Thiago Ramos; REGIS, Andressa Cardoso; FONSECA, Eduardo José; MOURA, Denilson Gomes; OLIVEIRA, Cláudio Moreira de; OLIVEIRA, Tagliani. Epidemiology of traumatic brain injury in Brazil.PLoSONE, v. 16, n. 7, 2021. CARTERI, M.; SILVA, C.S. Traumatismo cranioencefálico: uma revisão de literatura. Research Gate, 2021. Disponível em: researchgate.net/publication/379974981_Traumatismo_Cranioencefalico_Uma_Revisao_de_Literatura. Acesso em: 27 mar. 2026.
Considerando esse cenário e os impactos de um TCE grave sobre a linguagem e a comunicação, evidenciados no caso clínico descrito no texto II, bem como a relevância epidemiológica da condição, na fase aguda pós-lesão, em relação à conduta do fonoaudiólogo responsável pela avaliação e intervenção, é CORRETO afirmar que compete ao profissional: