De acordo com Chieia et al., (2010), bem como Brown e Al-Cha...
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Ano: 2026
Banca:
CPCON
Órgão:
Prefeitura de Nova Floresta - PB
Prova:
CPCON - 2026 - Prefeitura de Nova Floresta - PB - Fonoaudiólogo |
Q3999891
Fonoaudiologia
Texto associado
Texto III
Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para
comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para
atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.
Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza
ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade
frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação
funcional.
Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores
descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas,
utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).
Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia
(PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação
e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.
Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com
mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada
funcionalmente.
Escore funcional:
- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale – Revised) que avalia desempenho em
comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48
- ALSFRS-R – subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12
- Escala de Plaitakis – domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
De acordo com Chieia et al., (2010), bem como Brown e Al-Chalabi, (2017), a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é a doença do
neurônio motor mais comum, apesar de rara, apresentando incidência estimada entre 1,5 e 3 casos por 100.000 habitantes ao ano, com
evolução que frequentemente compromete voz, fala e deglutição.
Fonte: BROWN, R. H.; AL-CHALABI, A. Amyotrophic lateral sclerosis. The New England Journal of Medicine, v. 377, n. 2, p. 162–172, 2017.
CHIEIA, M. A. T. et al. Amyotrophic lateral sclerosis in Brazil: regional and demographic differences in a heterogeneous population. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 68, n. 2, p. 263–268, 2010.
Considerando o caso do Senhor Marcos, descrito no texto III, no que diz respeito ao manejo fonoaudiológico da voz diante do estágio atual da doença, é CORRETO afirmar que:
Fonte: BROWN, R. H.; AL-CHALABI, A. Amyotrophic lateral sclerosis. The New England Journal of Medicine, v. 377, n. 2, p. 162–172, 2017.
CHIEIA, M. A. T. et al. Amyotrophic lateral sclerosis in Brazil: regional and demographic differences in a heterogeneous population. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 68, n. 2, p. 263–268, 2010.
Considerando o caso do Senhor Marcos, descrito no texto III, no que diz respeito ao manejo fonoaudiológico da voz diante do estágio atual da doença, é CORRETO afirmar que: