Questões de Concurso
Para geografia
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MARINI, Ruy Mauro. Dialética da dependência. 1973. Adaptado.
A partir das informações contidas no texto e nos conhecimentos sobre a especialização produtiva dos países no mercado global, a divisão internacional do trabalho
IBGE. Arranjos populacionais e concentrações urbanas do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. Adaptado.
Considere que uma metrópole brasileira apresenta crescimento acelerado da frota de veículos particulares, expansão periférica da população de baixa renda e concentração dos empregos em áreas centrais. Diante desse cenário, a gestão municipal pretende reduzir o tempo médio de deslocamento e ampliar o acesso da população ao sistema de transporte.
A aplicação consistente dos princípios de mobilidade urbana nesse contexto implica a adoção de uma estratégia que
IBGE. Brasil: uma visão geográfica e ambiental no início do século XXI. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Adaptado.
A compreensão da urbanização brasileira exige distinguir crescimento urbano, concentração metropolitana e reorganização da rede de cidades, uma vez que esses movimentos não correspondem automaticamente aos mesmos efeitos territoriais.
Nessa perspectiva, o processo de urbanização no Brasil
OXFAM BRASIL. Terrenos da desigualdade: terra, agricultura e desigualdades no Brasil rural. São Paulo: Oxfam Brasil, 2016. Adaptado.
A tributação da propriedade rural no Brasil, por meio do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), apresenta baixa capacidade arrecadatória e limitada eficácia como instrumento de política fundiária, sendo frequentemente apontada como insuficiente para induzir alterações significativas na estrutura agrária.
RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Carga Tributária no Brasil 2021. Brasília: RFB, 2022. Adaptado.
A partir da articulação entre as informações contidas nos textos, a coexistência entre elevada concentração fundiária e baixa capacidade de tributação da propriedade rural indica uma relação estrutural entre a organização do espaço agrário e os instrumentos econômicos que incidem sobre ele.
Nesse sentido, a Reforma Agrária no Brasil
BOECHAT, Cássio Arruda (org.). Geografia da crise no agronegócio sucroenergético: land grabbing e flex crops na financeirização recente do campo brasileiro. Rio de Janeiro: Consequência, 2020. Adaptado.
Ao ser incorporada a circuitos de valorização financeira, a terra deixa de operar exclusivamente como meio de produção e passa a desempenhar funções que reconfiguram sua apropriação no espaço agrário. Diante desse processo, a lógica que passa a orientar a apropriação da terra
Disponível em: <http://www.arionaurocartuns.com.br>. Acesso em 10 mar, 2026.
Na imagem em destaque, diferentes reivindicações sociais aparecem simultaneamente em um ambiente urbano degradado, no qual a poluição atinge inclusive o elemento natural representado.
A construção da crítica evidenciada na charge sugere que as demandas apresentadas
BAENINGER, Rosana. Migrações internas no Brasil: tendências para o século XXI. Revista NECAT, Florianópolis, v. 4, n. 7, p. 9–22, jan./jun. 2015. Adaptado.
Considere que um município do interior do Nordeste apresenta, ao longo de uma década, aumento significativo de sua população urbana, acompanhado pela redução da população rural. Paralelamente, observa-se crescimento no número de trabalhadores que, embora residam nesse município, deslocamse diariamente para uma cidade média próxima, onde exercem suas atividades profissionais. Em outro momento, parte da população anteriormente emigrada para grandes centros do Sudeste retorna ao município de origem, impulsionada por mudanças nas condições econômicas regionais.
A interpretação adequada desse conjunto de dinâmicas exige reconhecer que o processo descrito envolve, respectivamente,
Fonte: Censo Demográfico 2022, IBGE.
O crescimento populacional pode ser representado por séries históricas que evidenciam não apenas o aumento absoluto da população, mas também as variações no ritmo desse crescimento ao longo do tempo.
A leitura da curva de crescimento populacional apresentada no gráfico permite identificar mudanças no ritmo de expansão demográfica ao longo do período, sendo essa variação decorrente
AB’SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. Adaptado.
A distinção entre os biomas Cerrado e Caatinga não pode ser explicada apenas pela localização em áreas de clima tropical semiárido ou subúmido, exigindo a consideração de características estruturais específicas da vegetação e do funcionamento ecológico de cada domínio.
Essa distinção se sustenta teoricamente pois
MENDONÇA, Francisco; DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. Adaptado.
A ocorrência de climas distintos em áreas situadas na mesma faixa latitudinal expõe o limite explicativo de abordagens que atribuem à radiação solar papel determinante na definição dos tipos climáticos, pois
DUARTE, Paulo Araújo. Cartografia básica. 3. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2002. Adaptado.
A comparação entre projeções cartográficas que preservam formas e aquelas que preservam áreas exige uma interpretação teoricamente consistente sobre o papel dessas representações na análise do espaço geográfico.
Nesse contexto, a formulação conceitualmente adequada sobre o uso das projeções cartográficas define que
FITZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. Adaptado.
Considere que uma pesquisadora saiu de Tóquio (UTC+9) às 22h00 de segunda-feira com destino a Los Angeles (UTC−8), em voo direto com duração de 10 horas. Para interpretar corretamente o horário de chegada, a equipe responsável pelo acompanhamento da viagem precisa articular a diferença entre os fusos e o efeito da travessia do Pacífico.
Nessas condições, o horário local de chegada da pesquisadora em Los Angeles será
A representação da Terra por meio de paralelos e meridianos constitui a base do sistema de coordenadas geográficas, permitindo a localização de pontos e a análise de fenômenos espaciais. Enquanto os paralelos mantêm-se equidistantes entre si, os meridianos convergem nos polos, o que implica diferenças na forma como latitude e longitude estruturam a superfície terrestre.
DUARTE, Paulo Araújo. Cartografia básica. 3. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2002. Adaptado.
Ao comparar as duas representações do globo na imagem, uma destacando paralelos e outra destacando meridianos, a distinção geométrica entre essas linhas permite compreender que
CASTRO, Iná Elias de. O problema da escala. In: CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995. Adaptado.
Considere que uma secretaria estadual recebeu a tarefa de elaborar um diagnóstico sobre o avanço de queimadas em uma área de fronteira agrícola. O primeiro relatório concentrou-se nos danos imediatos sofridos por comunidades rurais, pela rede local de abastecimento de água e pela qualidade do ar nos municípios atingidos. Um segundo relatório destacou a expansão regional da atividade agropecuária, a abertura de novas rotas de circulação e a reorganização do uso da terra. Um terceiro vinculou o problema à demanda internacional por commodities e à inserção do território em circuitos globais de financiamento e exportação.
Para transformar esses levantamentos em uma leitura geográfica consistente do fenômeno, a equipe técnica deve partir do entendimento de que
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2006. Adaptado.
A análise de políticas públicas urbanas frequentemente revela intervenções que priorizam determinadas áreas em detrimento de outras, produzindo padrões desiguais de infraestrutura e acesso a serviços. A interpretação desse fenômeno, à luz do conceito de espaço geográfico, exige reconhecer que tais desigualdades decorrem
Considerando o debate teórico atual acerca da temática e a articulação entre população, atividades econômicas e formação territorial, assinale a alternativa teoricamente correta.
A produção do espaço urbano contemporâneo é marcada por processos de segregação e pela constituição de territórios vulneráveis. As desigualdades sociais e territoriais são indissociáveis e se sintetizam no espaço como desigualdades socioespaciais, nas quais a combinação entre carências materiais e fragilidades sociais, econômicas e culturais define o grau de vulnerabilidade de cada localidade. Essa dinâmica resulta na precariedade de infraestrutura, na imobilidade urbana e no acesso desigual às oportunidades da cidade.
Para analisar essas contradições na escala escolar, as metodologias ativas mediadas por geotecnologias abrem caminhos para a construção do raciocínio geográfico. Na Educação Básica, a utilização de plataformas digitais intuitivas e da cartografia colaborativa fortalece a formação espacial dos estudantes, promovendo práticas coletivas em que os próprios alunos atuam como sujeitos do processo de mapeamento e correlacionam a escala local à global.
A partir da articulação entre o conceito de vulnerabilidade socioespacial e o potencial didático do mapeamento colaborativo digital, assinale a opção que apresenta uma prática pedagógica coerente com o desenvolvimento do raciocínio geográfico na Educação Básica.