Foram encontradas 8.959 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3430103 Sociologia
O reconhecimento não pode reduzir-se à distribuição da riqueza, porque o status na sociedade não decorre simplesmente da classe social. Tomemos o exemplo de um banqueiro afro-americano de Wall Street, que não pode conseguir um táxi. Nesse caso, a injustiça da falta de reconhecimento tem pouco a ver com a má distribuição. Reciprocamente, a distribuição não pode reduzir-se ao reconhecimento, porque o acesso aos recursos não decorre simplesmente de status social. Tomemos como exemplo um trabalhador industrial especializado, que fica desempregado em virtude do fechamento da fábrica em que trabalha, em vista de uma fusão corporativa especulativa. Nesse caso, a injustiça da má distribuição tem pouco a ver com a falta de reconhecimento (Fraser, Nancy, 2001. In: Piovesan, 2005. Adaptado).

Flavia Piovesan entende que um modo de enfrentar as situações descritas por Nancy Fraser, no excerto, consiste em
Alternativas
Q3430101 Sociologia
O próprio processo de identificação, através do qual nos projetamos em nossas identidades culturais, tornou-se mais provisório, variável e problemático. Esse processo produz o sujeito pós-moderno. A identidade torna-se uma “celebração móvel”: formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam. É definida historicamente, e não biologicamente. (Hall, 2006. Adaptado)

Os estudos pós-modernos, segundo Stuart Hall, sugerem que a identidade 
Alternativas
Q3430100 Sociologia
A noção de sujeito sociológico refletia a crescente complexidade do mundo moderno e a consciência de que este núcleo interior do sujeito não era autônomo e autossuficiente, mas era formado na relação com “outras pessoas importantes para ele”, que mediavam para o sujeito os valores, sentidos e símbolos – a cultura – dos mundos que ele/ela habitava. (Hall, 2006. Adaptado)

Para Stuart Hall, a concepção sociológica de sujeito
Alternativas
Q3430099 Sociologia
Como observa o crítico cultural Kobena Mercer, a identidade somente se torna uma questão quando está em crise, quando algo que se supõe como fixo, coerente e estável é deslocado pela experiência da dúvida e da incerteza. Esses processos de mudança, tomados em conjunto, representam um processo de transformação tão fundamental e abrangente que somos compelidos a perguntar se não é a própria modernidade que está sendo transformada. (Hall, 2006. Adaptado)

Como indica Stuart Hall no que se refere às teorias da identidade, os processos contemporâneos de mudanças implicam
Alternativas
Q3430098 Sociologia
Falharam os esforços das correntes republicanas que tentaram expandir a legitimidade do novo regime para além das fronteiras limitadas em que a encurralara a corrente vitoriosa. Não foram capazes de criar um imaginário simbólico popular republicano. Nos aspectos em que tiveram algum êxito, este se deveu a compromissos com a tradição imperial ou com valores religiosos. (Carvalho, 2017. Adaptado)

Como aponta José Murilo de Carvalho, a falha mencionada no excerto resultou da
Alternativas
Q3430097 Sociologia
A instabilidade dos desejos e a insaciabilidade das necessidades, assim como a resultante tendência ao consumo instantâneo e à remoção, também instantânea, de seus objetos, harmonizam-se bem com a nova liquidez do ambiente em que as atividades existenciais foram inscritas e tendem a ser conduzidas no futuro previsível (Bauman, 2022).

Desse modo, Zigmunt Bauman aponta que essa nova liquidez trará como principal consequência 
Alternativas
Q3430096 Sociologia
De maneira distinta do consumo, que é basicamente uma característica e uma ocupação dos seres humanos como indivíduos, o consumismo é um atributo da sociedade. Para que uma sociedade adquira esse atributo, a capacidade profundamente individual de querer, desejar e almejar deve ser, tal como a capacidade de trabalho na sociedade de produtores, destacada (“alienada”) dos indivíduos e reciclada/reificada numa força externa que coloca a “sociedade de consumidores” em movimento e a mantém em curso como uma forma específica de convívio humano.

Com base no excerto, ao afirmar que “o consumismo é um atributo da sociedade”, Bauman ressalta que
Alternativas
Q3430095 Sociologia
Entre as maneiras com as quais o consumidor enfrenta a insatisfação, a principal é descartar os objetos que a causam. A sociedade de consumidores desvaloriza a durabilidade, igualando “velho” a “defasado”, impróprio para continuar sendo utilizado e destinado ao descarte. É pela alta taxa de desperdício, e pela decrescente distância temporal entre o brotar e o murchar do desejo, que o fetichismo da subjetividade se mantém vivo e digno de crédito, apesar da interminável série de desapontamentos que ele causa. Não se espera dos consumidores que jurem lealdade aos objetos que obtêm com a intenção de consumir. (Bauman, 2022. Adaptado)

Em seu texto, Zigmunt Bauman argumenta que a dinâmica da sociedade de consumidores exige, como parte de seu funcionamento contínuo,
Alternativas
Q3430094 Sociologia
O grau de soberania em geral atribuído ao sujeito para narrar a atividade de consumo é questionado e posto em dúvida de modo incessante. Como Don Slater assinalou com precisão, o retrato dos consumidores pintado nas descrições eruditas da vida de consumo varia entre os extremos de “patetas e idiotas culturais” e “heróis da modernidade”. No primeiro polo, os consumidores são representados como o oposto de agentes soberanos: ludibriados por promessas fraudulentas, atraídos, seduzidos, impelidos e manobrados de outras maneiras por pressões flagrantes ou sub-reptícias, embora invariavelmente poderosas. No outro extremo, o suposto retrato do consumidor encapsula todas as virtudes pelas quais a modernidade deseja ser louvada – como a racionalidade, a forte autonomia, a capacidade de autodefinição e de autoafirmação violenta. (Bauman, 2022. Adaptado)

Para Zigmunt Bauman, na sociedade de consumidores, tornar-se “sujeito” exige, como condição necessária, tornar-se   
Alternativas
Q3430093 Sociologia
O exercício do trabalho autônomo, eliminado o dispêndio de tempo excedente para a produção de mercadorias, eliminado também o tempo de produção destrutivo e supérfluo (esferas estas controladas pelo capital), possibilitará o resgate verdadeiro do sentido estruturante do trabalho vivo, contra o sentido (des)estruturante do trabalho abstrato para o capital. (Antunes, 2009)

Para Ricardo Antunes, o trabalho vivo consiste em
Alternativas
Q3430092 Sociologia
A redução do proletariado estável, herdeiro do taylorismo/fordismo, a ampliação do trabalho intelectual abstrato no interior das fábricas modernas e a ampliação generalizada das formas de trabalho precarizado (trabalho manual abstrato) sob a forma do trabalho terceirizado, part time, desenvolvidas intensamente na “era da empresa flexível” e da desverticalização produtiva, são fortes exemplos da permanência de vigência da lei do valor. (Antunes, 2009. Adaptado)

A lei do valor a que se refere Ricardo Antunes determina que
Alternativas
Q3430091 Sociologia
Embora a esfera da linguagem ou da comunicação seja um elemento constitutivo central do ser social em sua gênese e em seu salto ontológico em relação às formas anteriores, como aponta Habermas, não posso concordar com ele quando confere à esfera intercomunicacional o papel de elemento fundante e estruturante do processo de sociabilização do ser humano. (Antunes, 2009. Adaptado)

Ricardo Antunes entende, contrariamente a teses defendidas por Habermas, que o elemento fundante e estruturante da socialização humana é
Alternativas
Q3430090 Sociologia
O sistema do capital, desprovido de uma orientação humano-societal significativa, configurou-se como um “metabolismo social”, ou sistema de organização e controle, em que o valor de uso foi totalmente subordinado ao seu valor de troca, às necessidades reprodutivas do próprio capital. As funções produtivas básicas, bem como o controle do seu processo, foram radicalmente separadas entre aqueles que produzem e aqueles que controlam. Como disse Marx, o capital operou a separação entre trabalhadores e meios de produção, entre o caracol e a sua concha, aprofundando-se a separação entre a produção voltada para o atendimento das necessidades humano-sociais e as necessidades de autorreprodução do capital. (Antunes, 2009. Adaptado)

Como argumenta Ricardo Antunes, a implementação de um novo metabolismo social permitiria a
Alternativas
Q3430089 Sociologia
A redução da jornada diária (ou do tempo semanal) de trabalho tem sido uma das mais importantes reivindicações do mundo do trabalho. Atualmente, essa formulação ganha ainda mais concretude, pois mostra-se, contingencialmente, como um mecanismo importante para tentar minimizar o desemprego estrutural que atinge um conjunto enorme de trabalhadores e trabalhadoras. Mas essa formulação transcende, em muito, essa esfera da imediaticidade, uma vez que a discussão da redução da jornada de trabalho configura-se como um ponto de partida decisivo, ancorado no universo da vida cotidiana. (Antunes, 2009. Adaptado)

Ricardo Antunes defende, no excerto, que a redução da jornada de trabalho constituiria um ponto de partida decisivo para 
Alternativas
Q3430088 Sociologia
Em fins do século XIX, os desafios eram distintos. Quando o país conseguiu completar as mudanças que pareciam cabíveis em 1822, o mundo capitalista já começava a ingressar no século XX. Ficava para trás o capitalismo competitivo e começava a impor-se o monopolístico. (Ianni, 1994)

Como aponta Octavio Ianni no excerto, os principais desafios que o Brasil enfrentava no final do século XIX eram
Alternativas
Q3430087 Sociologia
A Guerra do Paraguai foi mais um choque de amplas proporções para o conjunto do país. Todos os principais setores da vida nacional revelaram-se inadequados para a ocasião. Os recursos econômicos, as instituições políticas, a capacidade militar, a subserviência aos interesses ingleses etc. mostraram-se de imediato problemas graves, insuportáveis. (Ianni, 1994. Adaptado)

Para Octavio Ianni, o momento histórico em que ocorreu a Guerra do Paraguai revelou
Alternativas
Q3430086 Sociologia
Uma das frases mais distorcidas e maltratadas das Teses sobre Feuerbach é aquela extraída da Sexta Tese: “Em sua realidade ela [a essência humana] é o conjunto das relações sociais”. A partir desta frase muitas vezes se pretendeu ler – e isto tanto da parte de marxistas quanto de antimarxistas – que Marx teria intencionado que o indivíduo se dissolveria totalmente na sociedade e, até mesmo, que ele teria negado a existência de indivíduos subjetivamente independentes. (Schmied-Kowarzik, 2019. Adaptado)

No excerto, Schmied-Kowarzik argumenta que a frase extraída da Sexta Tese se refere ao ser humano enquanto
Alternativas
Q3430085 Sociologia
Por motivos gerais da “dinâmica do poder” em si, as Grandes Potências são, com frequência, potências expansionistas; ou seja, são associações que visam a expandir os territórios de suas respectivas comunidades políticas pelo uso, ou ameaça de uso, da força, ou por ambas as coisas. As Grandes Potências, porém, não são, necessariamente, e nem sempre, orientadas para a expansão. Sua atitude, sob tal aspecto, modifica-se com frequência. (Weber, 1982)

As posições sobre expansionismo das grandes potências, segundo Max Weber, modificam-se porque
Alternativas
Q3430084 Sociologia
A vaidade é uma qualidade muito generalizada e talvez ninguém esteja completamente livre dela. Nos círculos acadêmicos e eruditos, a vaidade é uma espécie de moléstia ocupacional, mas com o intelectual ela é relativamente inócua, pois, em geral, não perturba o empreendimento científico. O caso é totalmente diferente com o político. Ele trabalha com o desejo de poder como um meio inevitável. Portanto, o “instinto do poder” pertence às suas qualidades normais. O pecado contra esse espírito altaneiro de sua vocação, porém, começa quando esse desejo de poder deixar de ser objetivo para tornar-se uma auto embriaguez puramente pessoal, ao invés de colocar-se com exclusividade a serviço de uma causa. (Weber, 1982. Adaptado)

A vaidade, segundo Max Weber, favorece “pecados mortais” da política, que são
Alternativas
Q3430083 Sociologia
As grandes empresas jornalísticas capitalistas, que controlam em especial a “cadeia de jornais”, com “anúncios classificados”, foram, regular e tipicamente, os fomentadores da indiferença política. A publicidade comercial também é o caminho pelo qual se procurou influir politicamente na imprensa, em grande estilo – tentativa que agora é evidentemente considerada como de continuação desejável (Weber, 1982. Adaptado).

Como indica Max Weber, a atuação das grandes empresas jornalísticas promove a indiferença política porque
Alternativas
Respostas
1801: A
1802: B
1803: C
1804: A
1805: E
1806: D
1807: D
1808: E
1809: B
1810: D
1811: C
1812: C
1813: A
1814: A
1815: B
1816: D
1817: E
1818: C
1819: B
1820: D