Questões de Concurso Para ciências sociais

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Q3529208 Antropologia
Na perspectiva antropológica de Daólio (2013), os movimentos corporais são criados pelos homens como membros de uma sociedade e transmitidos através das gerações. De acordo com esse autor e entendimento, é preciso que o professor proporcione uma visão geral da sociedade quando tematiza as técnicas corporais ao mesmo tempo em que visa à
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Q3529206 Sociologia
Para Goellner (2013), pensar o corpo produzido na e pela cultura é, simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Para ela, é uma necessidade porque, ao desnaturalizá-lo, revela, sobretudo, que é um corpo histórico. Para a autora, isso ocorre porque o corpo é uma
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Q3529037 Sociologia
Leia o texto a seguir:

    Os principais teóricos da chamada “Escola de Frankfurt”, Adorno e Horkheimer, retomavam de Marx a dimensão “negativa” (a recusa do capitalismo), porém abandonavam a dimensão “positiva” que estaria na confiança que Marx depositava no movimento operário e em sua missão de edificar a sociedade socialista.
(Leandro Konder, “Cultura e política nos anos críticos”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005.)

Konder explicita que os chamados “frankfurtianos”
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Q3529027 Sociologia
Tiago Muniz Cavalcanti e Rafael Garcia Rodrigues, no artigo Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem, defendem que o trabalho escravo no Brasil
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Q3527958 Sociologia
Se democracia se confunde com igualdade, a implementação do direito à igualdade, por sua vez, impõe tanto o desafio de eliminar toda e qualquer forma de discriminação como o desafio de promover a igualdade. Para a implementação do direito à igualdade, é decisivo que se intensifiquem e aprimorem ações em prol do alcance dessas duas metas que, por serem indissociáveis, hão de ser desenvolvidas de forma conjugada.
(Flávia Piovesan, 2005. Adaptado)

No excerto, Flávia Piovesan argumenta que, para a conquista da igualdade efetiva, é necessário que sejam
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Q3527957 Sociologia
Um empregador “ponto com” pode comentar, com aprovação, sobre um empregado: “Ele é um chateação zero”, querendo dizer que ele está disponível para assumir atribuições extras, responder a chamados de emergência, ou ser realocado a qualquer momento. Morar a alguma distância do emprego e/ou carregar o peso de uma mulher ou filho aumentam o “coeficiente de chateação” e reduzem as chances de emprego do candidato. O empregado ideal seria uma pessoa sem vínculos, compromissos ou ligações emocionais anteriores, e que evite estabelecê-los agora; uma pessoa pronta a assumir qualquer tarefa que lhe apareça e preparada para se reajustar e reacomodar de imediato suas próprias inclinações; uma pessoa acostumada a um ambiente em que “acostumar-se” é algo malvisto e, portanto, imprudente; além de tudo, uma pessoa que deixará a empresa quando não for mais necessária, sem queixa nem processo.
(Zygmunt Bauman, 2022)


No excerto, aponta(m)-se criticamente
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Q3527956 Sociologia
Os adolescentes equipados com confessionários eletrônicos portáteis são apenas aprendizes treinando e treinados na arte de viver numa sociedade confessional – uma sociedade notória por eliminar a fronteira que antes separava o privado e o público, por transformar o ato de expor publicamente o privado em uma virtude e em um dever públicos, e por afastar da comunicação pública qualquer coisa que resista a ser reduzida a confidências privadas, assim como aqueles que se recusam a confidenciá-las. Como Jim Gamble, diretor de uma agência de monitoramento de rede, admitiu ao jornal britânico The Guardian, “ela representa tudo aquilo que se vê no playground – a única diferença é que nesse playground não há professores, policiais ou moderadores que fiquem de olho no que se passa”.
(Zygmunt Bauman, 2022. Adaptado)


Na passagem, Zygmunt Bauman problematiza
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Q3527955 Sociologia
Considerando as especificidades do Brasil em relação aos direitos humanos, que é o segundo país do mundo com o maior contingente populacional afrodescendente (45% da população brasileira, perdendo apenas para a Nigéria), tendo sido, contudo, o último país do mundo ocidental a abolir a escravidão, faz-se emergencial a adoção de medidas eficazes para romper com o legado de exclusão étnico-racial, que compromete não só a plena vigência dos direitos humanos, mas também a própria democracia no país – sob pena de termos democracia sem cidadania.
(Flávia Piovesan, 2005. Adaptado)

Segundo Flávia Piovesan, diante do legado de exclusão étnico-racial, o Brasil arrisca-se a ter uma “democracia sem cidadania”, ou seja, uma democracia
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Q3527954 Sociologia
As minorias étnico-raciais, as populações LGBTQIA+, os desempregados, empobrecidos, as populações em situação de rua, a população carcerária, as populações remanescentes de quilombos, as nações indígenas são segmentos da sociedade submetidos a desvantagens estruturais. Nem sempre esses segmentos estão isolados entre si; por vezes mesclam-se e apresentam reivindicações. O ativismo, como sugere Iris Marion Young (2014), chama a atenção das estruturas, mas não gera transformações.
Segundo a autora, o que poderia causar uma mudança efetiva nesse quadro de marginalização seria
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Q3527951 Sociologia
Em 1822, o Brasil não conseguiu entrar no ritmo da história. A declaração de independência, a Assembleia Nacional Constituinte, os conflitos com os portugueses e as lutas populares não conseguiram lançar o país a um patamar mais avançado. O que prevaleceu foi o passado, a continuidade colonial, o escravismo, o absolutismo. O modo pelo qual organizou-se o estado nacional garantiu a continuidade, o conservadorismo, as estruturas sociais herdadas do colonialismo, do lusitanismo.
(Ianni, 1994. Adaptado)

Octavio Ianni esclarece que, posteriormente à declaração da independência, o Brasil
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Q3527950 Sociologia
Octavio Ianni (1994) problematiza o fato de o Brasil ainda não ser uma nação propriamente dita, mas sim um Estado nacional abrangente que abriga tantos estados e regiões como grupos raciais e classes sociais. São tantas as desigualdades entre as unidades administrativas e os segmentos sociais que seria difícil falar em um todo que interconecte essas partes diversas.
Segundo o autor, essa falta de articulação se dá, principalmente, porque
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Q3527949 Sociologia
A contraposição entre democracia deliberativa e democracia ativista apresentada no texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, de Iris Young, ressalta as diferenças entre ambas as concepções, a primeira voltada ao estabelecimento de diálogos racionais, e a segunda, ao atendimento de interesses parciais.
Considerando a caracterização de ambas concepções de democracia efetuada pela autora, é correto afirmar que, na
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Q3527948 Sociologia
A teoria democrática que enfatiza a discussão como critério de legitimidade exige uma teoria mais desenvolvida sobre os tipos e mecanismos de ideologia e métodos para realizar a crítica de discussões políticas específicas. Essa crítica ideológica precisa ser capaz não apenas de analisar as interações e falas específicas, mas também de teorizar sobre como a mídia contribui para naturalizar pressupostos e tornar difícil aos participantes de uma discussão falar fora de um determinado conjunto de conceitos e imagens. Por desconfiar de que alguns acordos mascaram relações de poder injustas, o ativista acredita que é importante continuar a questionar esses discursos e os processos deliberativos que dependem deles, e, muitas vezes, tem que fazê-lo por meios não discursivos (Iris Marion Young, 2014).
Quais meios não discursivos são utilizados pelos ativistas, segundo indicado pela autora?
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Q3527947 Sociologia
Ao discutir as concepções críticas de ativistas à democracia deliberativa, Iris Marion Young aponta: “A crítica aos processos políticos de discussão e tomada de decisões que incluam apenas os já membros e os poderosos, e acontecem a portas fechadas, é frequente e costuma ser eficaz na política democrática. Em resposta a essas críticas, os organismos deliberativos oficiais, por vezes, tomaram medidas para tornar seus processos mais públicos e inclusivos. Abrem suas portas à observação por parte da imprensa e dos cidadãos, bem como publicam relatórios de seus trabalhos e avaliações de suas operações” (Iris Marion Young, 2014. Adaptado).
Segundo a autora, na perspectiva ativista, para garantir os princípios democráticos fundamentais, a democracia deliberativa seria, no entanto,
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Q3527946 Sociologia
Em capítulo dedicado à análise de símbolos republicanos franceses e brasileiros, José Murilo de Carvalho aponta que, na França revolucionária, a república e a própria liberdade ganharam representações femininas, como no célebre quadro de Delacroix intitulado A Liberdade guiando o povo, considerado uma obra-prima da pintura.
Segundo aponta Murilo de Carvalho (2017), o simbolismo brasileiro da República no século XIX
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Q3527945 Sociologia
Não decorrera ainda um mês da proclamação da República quando o encarregado de negócios da França no Rio de Janeiro, Camille Blondel, anotava a tentativa dos vencedores de 15 de novembro de construir uma versão oficial dos fatos destinada à história. Tentava-se, segundo Blondel, ampliar ao máximo o papel dos atores principais e reduzir ao mínimo a parte do acaso nos acontecimentos.
(Carvalho, 2017)

Para José Murilo de Carvalho, a busca pela construção de uma “versão oficial” da Proclamação da República ressalta
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Q3527944 Sociologia
O instrumento clássico de legitimação de regimes políticos no mundo moderno é, naturalmente, a ideologia, a justificação racional da organização do poder. Havia no Brasil pelo menos três correntes que disputavam a definição da natureza do novo regime: o liberalismo à americana, o jacobinismo à francesa e o positivismo. As três correntes combateram-se intensamente nos anos iniciais da República, até a vitória da primeira delas, por volta da virada do século. Embora fundamentalmente de natureza discursiva, as justificativas ideológicas possuíam também elementos que extravasavam o meramente discursivo, o cientificamente demonstrável.

(José Murilo de Carvalho, 2017)

José Murilo de Carvalho aponta que os três modelos de república propostos teriam aspectos em comum, entre os quais se encontram aspectos
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Q3527943 Sociologia
Como em toda ciência, as diferenças, os conflitos de “escola” ou de “correntes teóricas” não impedem a existência de um campo de referências e de aquisições comuns por quem pratica ordinariamente sua profissão: aquisições teóricas (exigência de um modo de pensamento relacional contra os modos de pensamento essencialistas, o método comparativo antropológico) e metodológicas (observações, entrevistas, questionários e modos de tratamento dos dados quantitativos).
(Bernard Lahire. Adaptado)

Para Bernard Lahire, a existência de distintas correntes teóricas nas ciências sociais indica
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Q3527942 Sociologia
A Declaração de 1948 inovou extraordinariamente a gramática dos direitos humanos ao introduzir a chamada concepção “contemporânea de direitos humanos”, marcada pela universalidade e pela indivisibilidade desses direitos. Universalidade porque clama pela extensão universal dos direitos humanos, com a crença de que a condição de pessoa é o requisito único para a titularidade de direitos, considerando o ser humano como essencialmente moral, dotado de dignidade. Indivisibilidade porque, de modo inédito, o catálogo dos direitos civis e políticos é conjugado ao catálogo dos direitos econômicos, sociais e culturais.
(Flávia Piovesan, 2005. Adaptado)

Segundo a autora, um modo de efetivamente implementar princípios fundamentais da Declaração de 1948 é adotar medidas que
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Q3527941 Sociologia
Filhas da democracia, as ciências sociais – obviamente malvistas pelos regimes conservadores e erradicadas pelos regimes ditatoriais – servem (à) democracia e são preocupantes. Porque a democracia partiu ligada, na história, com as “Luzes” e, notadamente, com a produção de “verdades sobre o mundo social”: verdade dos fatos objetiváveis, mensuráveis, que é, infelizmente, a verdade das desigualdades, das dominações, das opressões, das explorações, das humilhações... Na falta de ciências sociais fortes, e cujos resultados são o mais amplamente difundidos, os cidadãos ficariam totalmente desprovidos face a todos os provedores (produtores ou difusores) de ideologia, multiplicados ao longo das últimas décadas numa sociedade na qual o lugar do simbólico (ou seja, do trabalho sobre as representações) é consideravelmente apagado.
(Bernard Lahire. Adaptado)

Para o autor, o ensino da Sociologia
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Respostas
1641: D
1642: E
1643: E
1644: E
1645: D
1646: E
1647: A
1648: B
1649: D
1650: A
1651: E
1652: D
1653: B
1654: C
1655: A
1656: A
1657: E
1658: E
1659: B
1660: D