O instrumento clássico de legitimação de regimes políticos no mundo moderno é, naturalmente, a ideologia, a
justificação racional da organização do poder. Havia no
Brasil pelo menos três correntes que disputavam a definição da natureza do novo regime: o liberalismo à americana, o jacobinismo à francesa e o positivismo. As três
correntes combateram-se intensamente nos anos iniciais
da República, até a vitória da primeira delas, por volta da
virada do século. Embora fundamentalmente de natureza
discursiva, as justificativas ideológicas possuíam também
elementos que extravasavam o meramente discursivo, o
cientificamente demonstrável.
(José Murilo de Carvalho, 2017)
José Murilo de Carvalho aponta que os três modelos de
república propostos teriam aspectos em comum, entre os
quais se encontram aspectos