Questões de Concurso Para ciências sociais

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Q3539630 Sociologia
Max Weber, em seu livro Ensaio de Sociologia, apresenta o seguinte entendimento acerca do papel do professor: “Na prática, podeis tomar esta ou aquela posição em relação a um problema de valor - pensai, por favor, nos fenômenos sociais. Se tomardes esta ou aquela posição, então, segundo a experiência científica, tereis de usar tais e tais meios para colocar em prática vossa convicção. Tendes, então, simplesmente de escolher entre o fim e os meios inevitáveis. Justificará o ‘fim’ os meios? Ou não? O professor pode apresentar-vos a necessidade de tal escolha. Não pode fazer mais do que isso, enquanto quiser continuar como professor, e não tornar-se um demagogo”.
De acordo com Max Weber, ao tratar de questões de valor, o professor deve 
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Q3539629 Sociologia
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes argumenta que: “uma vida cheia de sentido fora do trabalho supõe uma vida dotada de sentido dentro do trabalho. Não é possível compatibilizar trabalho assalariado, fetichizado e estranhado com tempo (verdadeiramente) livre”.
Com base na análise de Ricardo Antunes, o tempo livre 
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Q3539628 Sociologia
Ao tratar do tema da violência, o IBGE, em seu informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, indica o seguinte: “Em 2020, as pessoas de cor ou raça parda apresentaram taxa de 34,1 mortes por 100 mil habitantes e as de cor ou raça preta de 21,9 mortes, o que representa quase o triplo e o dobro, respectivamente, da taxa observada entre as pessoas de cor ou raça branca”.
A taxa indicada no excerto indica que, no Brasil, a violência letal 
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Q3539627 Sociologia
Em seu texto Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?, Bernard Lahire analisa o conhecimento sociológico: “Esse conhecimento mediato – que permite ultrapassar o horizonte limitado de todas as visões que reduzem o mundo social ao que os atores puderam sentir, pensar ou dizer dele – supõe numa dissociação da percepção e do conhecimento: se trata de conhecer o mundo fora da percepção direta ou imediata deste”.
No excerto, Bernard Lahire define o conhecimento mediato como a 
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Q3539626 Sociologia
Flavia Piovesan, em seu texto Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos, apresenta a seguinte consideração: “Torna-se insuficiente tratar o indivíduo de forma genérica, geral e abstrata. Faz-se necessária a especificação do sujeito de direito, que passa a ser visto em sua particularidade. Ao lado do direito à igualdade, surge o direito à diferença” (Adaptado).
A relação entre os tipos de direitos, mencionados por Flavia Piovesan, implica a 
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Q3539625 Sociologia
O ser autêntico na sociedade de consumo é apresentado por Zygmunt Bauman, em seu livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, no seguinte trecho: “Os membros da sociedade de consumidores são eles próprios mercadorias de consumo, e é a qualidade de ser uma mercadoria de consumo que os torna membros autênticos dessa sociedade”.
Segundo Bauman, a noção de “autenticidade” dos indivíduos está relacionada 
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Q3539624 Sociologia
José Murilo de Carvalho, em seu livro A formação das almas: o imaginário da República no Brasil, explica a inflexão positivista de Auguste Comte: “Foi sobretudo a partir do encontro com Clotilde que Comte desenvolveu os elementos utópicos e religiosos de seu pensamento. O sentimento foi colocado em primeiro plano, deslocando a razão, para uma posição subordinada. O positivismo comtiano evoluiu na direção de uma religião da humanidade, com sua teologia, seus rituais. Pretendendo ser uma concepção laica, fundia o religioso com o cívico, ou melhor, o cívico se tornava religioso” (Adaptado).
De acordo com José Murilo de Carvalho, a inflexão positivista comteana influenciou o 
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Q3539623 Sociologia
Em seu texto Construção e desconstrução do silêncio: reflexões sobre o racismo e o antirracismo na sociedade brasileira, presente na coletânea Caminhos convergentes (Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009), Átila Roque destaca que: “Estivemos, na verdade, ao longo da última década, participando de um processo fundamental de ruptura de um dos principais – talvez o mais importante – pilares de sustentação do racismo no Brasil: o silêncio. Silêncio tão conhecido de negros, mulatos, morenos, afrodescendentes ou qualquer outra denominação atribuída à tonalidade da pele – que sofrem ao longo das suas vidas com as consequências do racismo”.
Segundo a reflexão de Átila Roque, o silêncio acerca das questões raciais no Brasil 
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Q3539622 Sociologia
Zygmunt Bauman, em seu livro Para que serve a sociologia?, afirma que na sociologia: “Tem havido – e ainda há – uma constante fetichização da metodologia, uma ênfase na ‘neutralidade de valores’, o desenvolvimento de uma linguagem ‘científica’ especializada e esotérica destinada a confundir os não iniciados, a adoção da parafernália do profissionalismo”.
Segundo Bauman, a ênfase excessiva em métodos e formalismos na sociologia resulta 
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Q3539621 Sociologia
A caracterização do sujeito pós-moderno é dada por Stuart Hall, em seu livro A identidade cultural na pós-modernidade, como se segue: “O sujeito pós-moderno é conceptualizado como não tendo uma identidade fixa, essencial ou permanente. A identidade torna-se uma ‘celebração móvel” (Adaptado).
Em sua caracterização de sujeito pós-moderno, Stuart Hall enfatiza a 
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Q3539620 Sociologia
Max Weber, em seu livro Ensaio de Sociologia, explica: “A lei existe quando há uma probabilidade de que a ordem seja mantida por um quadro específico de homens que usarão a força física ou psíquica com a intenção de obter conformidade com a ordem, ou de impor sanções pela sua violação. [...] Em geral, entendemos por ‘poder’ a possibilidade de que um homem, ou um grupo de homens, realize sua vontade própria numa ação comunitária até mesmo contra a resistência de outros que participam da ação”.
Em sua obra, Max Weber utiliza a noção de poder para analisar a 
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Q3539619 Sociologia
Valter Roberto Silvério, em seu texto Evolução e contexto atual das políticas públicas no Brasil: educação, desigualdade e reconhecimento, presente na coletânea Caminhos convergentes (Marilene de Paula e Rosana Heringer, 2009), destaca que: “Embora persistam na literatura controvérsias em torno dos fundamentos daquelas desigualdades, nos últimos 30 anos, o movimento negro brasileiro tem insistido no papel estruturante da discriminação racial e do racismo na sua reprodução e perenidade”.
Conforme a análise de Valter Roberto Silvério, a atuação do movimento negro brasileiro tem sido decisiva para 
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Q3539618 Sociologia
Zygmunt Bauman, em seu livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, argumenta que a sociedade de consumo: “tem como base de suas alegações a promessa de satisfazer os desejos humanos em um grau que nenhuma sociedade do passado pode alcançar, ou mesmo sonhar, mas a promessa de satisfação só permanece sedutora enquanto o desejo continua insatisfeito”.
Para Zigmunt Bauman, a sociedade de consumo mantém-se pela 
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Q3539617 Sociologia
Flavia Piovesan, em seu texto Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos, argumenta que as ações afirmativas tem como objetivo: “remediar um passado discriminatório, acelerando o processo com o alcance da igualdade substantiva por parte dos grupos socialmente vulneráveis, como as minorias étnicas e raciais, entre outros grupos” (Adaptado).
Conforme Flavia Piovesan, destaca-se como característica das ações afirmativas a 
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Q3539616 Sociologia
No informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, elaborado pelo IBGE, está indicado que: “Apesar da considerável expansão e democratização do ensino superior brasileiro a partir dos anos 2000 [...], as desigualdades de acesso [...] dos estudantes continuam elevadas”.
A constatação apresentada no excerto revela que 
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Q3539615 Sociologia
Sobre as transformações ocorridas no campo do trabalho nas últimas décadas, Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, afirma: “O mundo do trabalho viveu, particularmente nos países capitalistas avançados, um processo múltiplo: de um lado verificou-se uma desproletarização do trabalho industrial, fabril. Mas, paralelamente, efetivou-se uma significativa subproletarização do trabalho, decorrência das formas diversas de trabalho parcial, terceirizado, subcontratado, vinculado à economia informal, etc.” (Adaptado).
Considerando a análise de Ricardo Antunes sobre as transformações do trabalho, conclui-se que a 
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Q3539614 Sociologia
Max Weber, em seu livro Ensaio de Sociologia, defende a burocratização como se segue: “Quanto mais complicada e especializada se torna a cultura moderna, tanto mais seu aparato de apoio externo exige o perito despersonalizado e rigorosamente ‘objetivo’ [...]. A burocracia oferece as atitudes exigidas pelo aparato externo da cultura moderna, na combinação mais favorável”.
De acordo com Max Weber, a burocracia moderna se caracteriza por 
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Q3539613 Sociologia
Em seu texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses as Feuerbach, Wolfdietrich Schmied-Kowarzik afirma que: “A práxis revolucionária em Marx implica a tarefa a ser iniciada e permanentemente continuada, a fim de que os seres humanos não se deixem mais determinar por relações sociais estranhadas que foram inconscientemente por eles mesmos produzidas, e, assim, efetivamente se tornem os sujeitos conscientes de sua história” (Adaptado).
De acordo com Schmied-Kowarzik, a práxis revolucionária na perspectiva marxista tem como objetivo central 
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Q3539612 Sociologia
Em sua obra A ideia de Brasil moderno, Otavio Ianni afirma: “Depois de 1930, virão 1945, 1964, 1985 e outras datas, simbolizando rupturas, retrocesso, aberturas. A sociedade continuou a modificar-se, em termos sociais, econômicos, políticos e culturais. O que não significa que sempre se modificou para melhor, segundos os interesses da maioria do povo”.
De acordo com Otavio Ianni, o processo de modernização do Brasil foi 
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Q3539611 Sociologia
Montesquieu, em sua obra O Espírito das Leis, explicita três tipo de governo: “o REPUBLICANO, o MONÁRQUICO e o DESPÓTICO. O governo republicano é aquele no qual o povo, em seu conjunto, ou apenas uma parte do povo, possui o poder soberano; o monárquico, aquele em que um só governa, mas através de leis fixas e estabelecidas; ao passo que, no despótico, um só, sem lei e sem regra, impõe tudo por força de sua vontade e de seus caprichos” (Adaptado).
De acordo com Montesquieu, a diferença fundamental entre os tipos de governo está na 
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Respostas
1601: C
1602: E
1603: A
1604: C
1605: E
1606: C
1607: D
1608: B
1609: D
1610: A
1611: E
1612: A
1613: C
1614: E
1615: B
1616: C
1617: B
1618: D
1619: E
1620: C