Questões de Concurso
Para ciências sociais
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José de Souza Martins. O artesanato intelectual. In: Revista Brasileira de Sociologia, v. 1, n.º 2, jul./dez./2013 (com adaptações).
O saber sociológico é um saber científico, mas também é produto de um artesanato intelectual. Resultado de um conjunto de movimentos intelectuais que se iniciam no século XVI e persistem até o século XVIII, a sociologia, que nasce como forma de explicação da sociedade capitalista, é também uma arte.
A partir dos trechos precedentes, é correto afirmar que a sociologia
Com base na compreensão dos fenômenos religiosos e suas manifestações nas diferentes culturas e tradições, assinale a alternativa correta:
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Direitos inerentes à liberdade individual, liberdade de expressão e de pensamento; direito de propriedade e de conclusão de contratos; direito à justiça; que foi instituída no século XVIII.
Após a leitura e análise do trecho acima, podemos relacioná-lo ao tipo de cidadania:
DE CASTRO GOMES, Angela. O populismo no Brasil: desafios de um debate historiográfico. Estudos Ibero-Americanos, v. 48, n. 1, p. 9, 2022
É correto afirmar que o populismo no Brasil
MONTEIRO, Karoline dos Santos. As mulheres quilombolas na Paraíba: terra, trabalho e território. 2013. 233 f. Dissertação (Mestrado em [Programa]) – Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências Exatas e da Natureza, João Pessoa, 2013.
Ao trabalhar o tema comunidades quilombolas da Paraíba, o professor de História aplicaria o conceito histórico de
Leia o excerto a seguir:
[...] o desenvolvimento requer que se removam as principais fontes de privação de liberdade: pobreza e tirania, carência de oportunidades econômicas e destituição social sistemática, negligência dos serviços públicos e intolerância ou interferência excessiva de Estados repressivos. A despeito de aumentos sem precedentes na opulência global, o mundo atual nega liberdades elementares a grande número de pessoas – talvez até mesmo à maioria. Às vezes, a ausência de liberdades substantivas relaciona-se diretamente com a pobreza econômica, que rouba das pessoas a liberdade de saciar a fome, de obter uma nutrição satisfatória ou remédios para doenças tratáveis, a oportunidade de vestir-se ou morar de modo apropriado, de ter acesso a água tratada ou ao saneamento básico. Em outros casos, a privação de liberdade vincula-se estreitamente à carência de serviços públicos e assistência social, como, por exemplo, a ausência de programas epidemiológicos, de um sistema bem planejado de assistência médica e educação ou de instituições eficazes para a manutenção de paz e da ordem locais. Em outros casos, a violação da liberdade resulta diretamente de uma negação de liberdades políticas e civis por regimes autoritários e de restrições impostas à liberdade de participar da vida social, política e econômica da comunidade [...]
SEN, Armatya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. P. 18.
O excerto faz referência à teoria do Desenvolvimento como Liberdade, proposta por Armatya Sen, economista, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998. Segundo essa teoria,
“[...] Um apoio decidido ao conceito diversidade cultural, inclusive objetivamente no trabalho junto a Unesco e a um grande número de países. Naquele momento, o Brasil realizou um trabalho importantíssimo junto à Espanha, ao Canadá, a vários países africanos e a sul-americanos. Foi um trabalho forte para que a convenção da diversidade cultural fosse aprovada. Depois, o Ministério continuou a lutar para que os países a reconhecessem. No desdobramento desse ativismo internacional, promoveu-se todo um conjunto de atividades de intensificação cultural com a ONU, a Unesco, organismos sul-americanos e panamericanos. Esse trabalho de identificação de um protagonismo popular cultural até então encoberto, não propriamente visível, que precisava vir à tona. O programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura, bem como todas as suas variantes, começaram a dar conta desse mundo submergido, que é a produção cultural popular. [...]”.
(Entrevista com Gilberto Gil. In: COHN, Sergio et al. Produção cultural no Brasil volume I. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2010. p. 31)
A partir da leitura do texto e do conceito de diversidade cultural, assinale a alternativa correta.
“[...] Um imperativo para reconectar as bolhas humanas que somos, em nossa rede-trama-mundo contemporâneo tão esgarçada e corroída é, então, fortalecer um amplo movimento intercultural e interdisciplinar, estético e político, pedagógico e espiritual, que poderia ser sintetizado em dois verbos: sentipensar e reconectar(-se). [...]”.
(ARAÚJO, Diana Pereira. Mediação cultural na América Latina: utopias em curso. Buenos Aires e Foz do Iguaçu: CLACSO; UNILA, 2023. p. 24)
A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos sobre conceitos da cultura, assinale a alternativa que define o que é interculturalidade.
“[...] Além da democratização, ou seja, da intenção de oferecer oportunidades de acesso a bens e serviços culturais, alia-se à democracia cultural, isto é, à possibilidade de exercer as atividades e de participar de forma central das decisões de políticas culturais. As ideias mais extremas associam o direito cultural à desmercadorização do fazer cultural, isto é, sendo a cultura um direito, suas múltiplas formas de exercício deveriam ser apoiadas pelo poder público. Na verdade, as áreas da cultura se ligam a essas ideias de formas muito densas e variadas. [...]”.
(SILVA, Frederico A. Barbosa da. Direito e Políticas Culturais. Rio de Janeiro: Ipea, 2021. p. 152)
Com base na leitura do texto acima, é correto afirmar que:
Comte definiu a sociologia como a ciência da sociedade, e de fato foi o desenvolvimento da ciência que constituiu uma importante inspiração para os primeiros sociólogos. A sociologia evoluiu de um desejo nascido em alguns intelectuais de aplicar as técnicas da ciência ao estudo da sociedade. (…) Os sociólogos seguiram o conselho dos pensadores iluministas do século 18: podemos entender as leis da sociedade aplicando os instrumentos da ciência.
(Joel M. Charon. Sociologia, 2002)
Segundo o excerto, a tentativa de investigar as “leis da sociedade” com o auxílio da ciência efetivou-se por meio de