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Leia a tirinha a seguir.

Disponível em: <http://www.blogdealtaneira.com.br/2018/07/meritocracia-e-igualdadede-condicoes-e.html>. Acesso em: 27 ago. 2022.
Na tirinha apresentada, o cartunista usa da ironia para
(Disponível em: www.vidasnegras.nacoesunidas.org.)
Sobre o racismo no Brasil, assinale a afirmativa INCORRETA.
Contadores de histórias, mensageiros oficiais, guardiões de tradições milenares: todos esses termos caracterizam o papel dos Griots, que na África Antiga eram responsáveis por firmar transações comerciais entre impérios e comunidades e passar aos jovens ensinamentos culturais, sendo hoje em dia a prova viva da força da tradição oral entre os povos africanos. Nesse sentido, os Griots são os guardiões da palavra, responsáveis por transmitir os mitos, as técnicas e as tradições de geração para geração. Até os dias de hoje os Griots seguem em seu papel de guardiões da tradição, estando presentes em muitos lugares da África Ocidental, incluindo Mali; Gâmbia; Guiné; e, Senegal; e entre os povos Fula; Hausá; Woolog; Dagomba; e, entre os árabes da Mauritânia
(Disponível em: Griots: Os contadores de histórias da África Antiga. uol.com.br. Adaptado.)
O exemplo dos Griots traz à baila uma complexa e antiga discussão: a importância e a validade da história oral como fonte histórica. O historiador deve inicialmente compreender o modo de pensar de uma sociedade antes de interpretála. Ao se tratar de uma tradição oral, deve-se entender que nem todas as pessoas podem fazer ou narrar a tradição, havendo diferentes tipos de narradores. Há, também, outros cuidados importantes ao se trabalhar com a história oral, tais como:
A urbanização e o crescimento das cidades trouxeram mudanças consideráveis no comportamento feminino. As revistas tipicamente femininas ganharam espaço e intelectuais trocavam farpas sobre as pretensões femininas, vistas como intoleráveis para os homens da época. Assim, uma colaboradora da revista Feminina, em 1920, reivindicava a igualdade de formação para ambos os sexos e pedia atenção das leitoras “vítimas de preconceito”, que viviam fechadas no lar, arrastando uma “existência monótona, insípida, despida de ideais”, monetariamente algemadas aos maridos. Os homens viam como ameaças essas atitudes femininas: conjugaram-se esforços para disciplinar toda e qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como ameaçadora à ordem familiar, tida como o mais importante “suporte do Estado” e única instituição social capaz de represar as intimidadoras vagas da “modernidade”. “Rumo à cozinha! Eis o lema do momento” era a expressão masculina nos anos 1920.
(Freitas Neto, 2011. P. 909, 910. Adaptado.)
Nos dias atuais são comprovadas as inúmeras conquistas da mulher em diversos âmbitos; muitas práticas repressivas ou preconceituosas vão sendo estigmatizadas e consideradas repulsivas. Algumas mudanças saíram apenas das conjecturas e anseios e se tornaram leis. A realidade sobre tal questão especificamente:
Tais movimentos incidem na geração de políticas
“Rio dos Pretos, porque lá só morava era preto né, aí chamavam Rio dos Pretos... o regatão que passava, ‘esse aí é o Rio dos Pretos’. Porque Rio dos Pretos, naquele tempo, querendo dizer Rio dos Pretos, para ele tava desclassificando a gente, desclassificando a gente que era preto, para não chamar moreno, que era uma coisa.... chamava preto, não é que nem hoje em dia, porque antigamente, era uma desclassificação chamar Rio dos Pretos, hoje em dia não, hoje em dia é uma classificação, porque somos pretos mesmo, somos neguinhos, é negro [Seu Jacinto, 74 anos, 1º tesoureiro da Associação de Moradores Remanescentes de Quilombo da Comunidade do Tambor – Novo Airão, 19 fev.2008]”.
(FARIAS JÚNIOR, Emmanuel de Almeida. Quilombos no Amazonas: do Rio dos Pretos ao Quilombo do Tambor. In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. p.129).
De acordo com o estudo de Farias Júnior, a fala de “Seu Jacinto” aponta, nesse contexto, para a (o)
“Segundo o IBGE (Rio de Janeiro, 2012), no último censo especializado realizado no Brasil em 2010 com base nos quesitos “cor ou raça”, existem cerca de novecentas mil pessoas reconhecidas e autodeclaradas indígenas. Nesse conjunto populacional, teríamos nada mais nada menos que 274 línguas diferentes, distribuídas entre trezentas e cinco etnias, espalhadas pelo território nacional (...). Muitos desses povos tradicionais engrossam hoje em dia o chamado processo de “retomada”. Em linhas gerais, consiste o movimento na reivindicação, reafirmação e retorno dos indígenas às suas terras de origem, mesmo que isso signifique se colocar na contramão da linha de avanço da fronteira do progresso e da técnica dominante”.
(NOVAES, Tulio Chaves. Belo Monte: protótipo de um extermínio étnico anunciado. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida, cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p.199).
Sobre os processos de retomada apontados pelo autor, é correto afirmar que
Texto I
“Este é um livro sobre o Brasil, sobre um Brasil (...), mas, de um modo muito especial, é um livro sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Pois com A queda do céu mudam-se o nível e os termos do diálogo pobre, esporádico e fortemente desigual entre os povos indígenas e a maioria não indígena de nosso país”.
(VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O recado da mata. In: ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.12).
Texto II
“Foi Omama que criou a terra e a floresta, o vento que agita suas folhas e os rios cuja água bebemos. Foi ele que nos deu a vida e nos fez muitos (...). Teria sido possível rejuvenescer continuamente e não morrer nunca. Era o que Omama desejava. No entanto, Yoasi, aproveitando-se da ausência do irmão, tratou de colocar na rede da mulher de Omama a casca de uma árvore de madeira fibrosa e mole, a que chamamos kotopori usihi (...). Imediatamente, os espíritos tucano começaram a entoar seus pungentes lamentos de luto. Omama ouvi-os e ficou furioso com o irmão. Mas era tarde demais, o mal estava feito. Yoasi tinha nos ensinado a morrer para sempre”.
(ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. pp.81-83).
Com base nas discussões do campo da historiografia indígena, é correto afirmar que os excertos evocam a
O excerto apresentado faz referência à chamada:
I.O ritual indígena é sagrado, pois se estabelece como um momento de conexão com os espíritos ancestrais e os Encantados.
II.A maioria dos rituais indígenas é focada na celebração das diferenças.
III.Com a chegada dos jesuítas, os indígenas começaram a enterrar seus mortos em cemitérios dentro das malocas, pois acreditavam que assim seus ancestrais ficariam mais protegidos.
É CORRETO o que se afirma em:
Coluna 1 (1)Cultura e tradição religiosa. (2)Cultura e tradição a-religiosa.
Coluna 2 (__)Ceticismo. (__)Esotéricos. (__)Sincréticos. (__)Ateísmo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
I."Secularização vem do latim seculum , e quer dizer do mundo da vida terrena e não da vida religiosa. Laico vem do grego laus , povo, de onde vem leigo e laico, em contraposição a clérico no quadro da hierarquização da igreja. Assim, a primeira observação que faria é que a laicidade pressupõe a secularização, mas com ela não se confunde. Existem várias acepções de secularização; desde o distanciamento das tradições religiosas até o privilegiar o mundo secular".
II."A noção mais precisa de Estado Laico é uma construção inglesa. Está ligado à Revolução Inglesa e marca um contraste entre a Revolução e o Antigo Regime. O Estado se dessolidariza de toda a atividade religiosa e seu fundamento não é a religião".
Assinale a alternativa CORRETA:
(__)A Cultura de Paz pressupõe uma cultura na qual não existam mais quaisquer conflitos.
(__)Mesmo com a legislação sobre o tema já positivada, os Direitos Humanos devem se pautar na ideia de esperança considerando que ainda a Lei não é cumprida como deveria.
(__)A Cultura de Paz é um conjunto de atitudes, comportamentos e valores pautados no respeito à vida, no fim da violência e na promoção da educação, da cooperação e do diálogo.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
I - O aumento do acesso ao ensino superior verificado nos últimos anos contribuiu para a superação dos padrões tradicionais que antes concentravam mulheres brancas e negras e homens negros em carreiras de menor prestígio.
II - A predominância de mulheres nas Instituições de Ensino Superior (IES) pode ser verificada nos cursos inscritos em todas as áreas do conhecimento.
III - A participação de estudantes pretos/as e pardos/ as no ensino superior é inferior em áreas do conhecimento tradicionalmente associadas aos homens, se comparada às carreiras tidas socialmente como femininas.
IV - Apesar de as mulheres terem maior acesso ao ensino superior, a tendência de crescimento da matrícula no ensino superior público é mais favorável aos homens.
Está correto apenas o que se afirma em
(HENRIQUES, Ricardo; CAVALLEIRO, Eliane. Educação e políticas públicas afirmativas: elementos da agenda do Ministério da Educação. In: SANTOS, Sales Augusto dos (Org.). Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO, 2005, p. 209-224).
A partir do cenário exposto no texto é correto afirmar, EXCETO que
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/bullying.htm
Além da explicação dada no trecho anterior, a alternativa a seguir que justifica a afirmação de que há uma intensificação do bullying na escola é:
É necessário considerar que:
“Parte importante da crítica feminista foi elaborada como reação ao apagamento das relações de poder na esfera doméstica, mas também à valorização abstrata dos laços familiares em detrimento dos direitos individuais e da igualdade de gênero. E por considerar o enorme impacto das relações familiares na socialização dos indivíduos, no horizonte de suas expectativas, assim como para sua integridade e dignidade, que o feminismo expôs as hierarquias e as formas de violência que podem, tanto quanto o afeto, ser definidoras das relações nas esferas doméstica e familiar. [...] Além disso, constata-se que o foco na domesticidade não corresponde à valorização da mulher em outras esferas da vida. Pelo contrário, o trabalho não remunerado realizado pelas mulheres no ambiente doméstico orienta – ou limita – suas possibilidades de exercício do trabalho remunerado e de usufruto do tempo livre.”
(BIROLI, Flavia; MIGUEL, Luis Felipe. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 34-35).
Acompanhando o argumento dos autores e tomando por base o tema conflito e mudança social, pode-se asseverar que o campo de estudos sobre feminismo e de gênero: